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Utilização de drones em construções civis revoluciona setor e startup inaugura novo nicho de mercado

Via: Exame

O avanço tecnológico dos tempos modernos e a consolidação de cidades inteligentes fomenta um intenso uso tecnológico a fim de orientar sistemas de comunicação, informação, planejamento e infraestrutura das cidades. Os veículos aéreos não tripulados, os VANTs, são ferramentas que revolucionam a forma de gerir vários processos em múltiplas áreas. Esses equipamentos resistentes e versáteis já possuem regulamentação própria apresentada pela Agencia Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Os drones estão cada vez mais ganhando espaço e mostrando inúmeras possibilidades. Serviços de entrega já planejam ou já utilizam esses dispositivos, pesquisas e até mesmo estratégias de guerra podem se beneficiar.

Usando algumas ferramentas e filtrando os dados disponibilizados pelo Google, obtemos algumas informações interessantes sobre o Brasil, o mundo e os drones:

O Brasil é o país que mais pesquisa por drones da América Latina:

  • Os três primeiros colocados no mundo, em número de pesquisas pelo termo “drones” é, em ordem decrescente: França, Noruega e Holanda;
  • Os Estados Unidos aparecem logo após a Holanda, com cerca de 7 pontos a menos (em relação ao terceiro colocado);
  • Nenhum estado do sudeste brasileiro aparece entre os 10 maiores que pesquisam sobre drones;
    E os três primeiros colocados do Brasil são, em ordem decrescente: Distrito Federal, Roraima e Tocantins.

Mas o que tudo isso tem a ver com a construção civil?

O Sebrae realizou o estudo Cenários Prospectivos: o setor de construção no Brasil de 2016 a 2018, levando em consideração os impactos da situação política e econômica do País no setor da construção civil. Como resultado, foi apresentado um cenário possível até final de 2018 onde política e economia em sintonia, geram crescimento.

Neste cenário mais favorável, o PIB terá alta de 1,7% em 2018.

A construção civil no Brasil crescerá 3,3%. A melhoria do ambiente de negócios e a maior segurança jurídica estimularão o crescimento econômico do setor. Como ele depende de empréstimos de curto prazo e financiamentos, a redução da taxa de juros deverá incentivar o financiamento imobiliário, impulsionando a demanda.

Os drones alcançam locais aonde os olhos humanos geralmente não chegam e as imagens são de alta definição com um alcance visual específico. Permitindo mapeamentos e monitoramentos mais eficientes com melhor qualidade dos dados e diagnóstico de regiões, espécies e comunidades, além de resultados mais ágeis com visão mais apurada. O Google Earth disponibiliza imagens com 1 m de pixel, os DRONES modelo Phanton fornecem 2,5 cm de pixel.

Com essas informações sobre os DRONES e Mercado Imobiliário vamos entender rapidamente sobre BIM (Building Information Model) que em português pode ser traduzido para “Modelo de Informação da Construção” não se trata de um software específico, e sim de um conceito de virtualização, modelagem e gerenciamento das atividades inerentes ao projeto/construção de obras de engenharia, que no Brasil impactou a forma de projetar nos últimos anos.

Esses novos conceitos serão possíveis na medida em que as outras tecnologias forem incorporadas. Após o BIM, o próximo passo rumo à industrialização do setor será o uso de sensores que permitem o monitoramento das atividades no canteiro, que no caso da startup de Curitiba revolucionou seu uso dentro da construção civil, através da câmera de drones, que facilita um controle mais preciso do andamento da obra. Essas informações conectadas à Internet, permitirão com um baixo nível de investimento elevar a qualidade do produto a ser entregue.

A startup OBRA 3D, deu um grande salto neste conceito seguindo o modelo BIM, unindo tecnologia, inovação e relacionamento para dentro da construção civil. Através da ferramenta Obra 3D, o engenheiro maximiza seu tempo no gerenciamento da obra, realizando o acompanhamento de forma virtual e tridimensional, permitindo uma avaliação comparativa de evolução da obra, mensuração de espaço e controle do cronograma da mesma, conseguindo gerenciar diversas obras em regiões diferentes ao mesmo tempo. O serviço da Obra 3D é realizado em inspeções que podem ser realizadas a cada 30 dias, desde a terraplenagem até a entrega da chave ao cliente.

A ferramenta contribui ainda para potencialização das vendas de unidades restantes após lançamento e início das obras, pois apresenta aos seus futuros clientes de forma virtual o estado atual da obra, transmitindo mais credibilidade para concretização das vendas e mantem os clientes atuais informados sobre o andamento da obra.

Vantagens:

  • Serviço inovador e exclusivo no mercado;
  • Ferramenta de simples manuseio;
  • Potencializar a comercialização do empreendimento e ‘animar’ equipe de vendas e marketing;
  • Acompanhar o cumprimento do cronograma conforme o projeto;
  • Otimização de tempo e recursos financeiros, pois aumentara a supervisão de engenheiros, arquitetos, coordenadores e clientes do empreendimento ao canteiro de obra;
  • Mensurar o andamento da construção;
  • Comparação entre inspeções;
  • Valorizar o controle de qualidade da obra e materiais utilizados;
  • Disposição de modelo de 3D para checagem online e off-line;
  • Dados podem ser transformados em material didático para cursos e treinamentos internos da construtora, incorporadora ou instituições educacionais.

Resumindo as visitas que antes seriam constantes, poderão ser realizadas em um prazo maior de tempo, otimização dos recursos financeiros, ao invés de gastar tempo com deslocamento e horas percorrendo todo o perímetro da obra, ele pode acompanhar e avaliar, de onde estiver, diretamente na tela de seu computador acessando nossa plataforma com os arquivos de todos os ângulos e perímetros da obra e ainda divulgar estas imagens em 3D para o público interno, investidores e clientes. Dispondo de mais tempo para realizar outras atividades de sua responsabilidade poupando recursos e aumentando a produtividade.

Fonte: Exame | www.exame.abril.com.br
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Entidades lançam portal de normas técnicas da construção civil

Via: Segs

Os profissionais da construção civil contam agora com mais uma importante ferramenta para o setor. Trata-se do “Portal CBIC de Normas Técnicas”, um site desenvolvido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Senai Nacional e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

O site (www.cbic.org.br/normasdaconstrucao) foi idealizado a partir da demanda das empresas de construção por um sumário das principais normas técnicas com caráter obrigatório, previstas em leis, cujos instrumentos regulatórios possibilitam ganhos de qualidade nas obras. Lançado durante o 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção, realizado em maio na cidade de Florianópolis (SC), a página traz informações sobre o status e o histórico de todas as normas técnicas relativas ao setor, lista as normas abertas à consulta nacional, além de ser um espaço de discussão para as pessoas que atuam na área.

“Os profissionais poderão encontrar quaisquer informações referentes aos processos de normalização em um único ambiente, com facilidade e interatividade. Temos mais de mil normas que afetam diretamente a atividade da construção de edificações e diversas outras que afetam o setor de uma forma geral, por isso, fizemos um filtro para facilitar a busca”, afirma o assessor técnico do Sinduscon-MG e um dos coordenadores do projeto, Roberto Matozinhos.

Para ter acesso às informações do site, basta se cadastrar na página no campo “Entrar”. Usuários que informarem suas áreas de interesse também serão notificados sobre as atualizações e novidades por meio de boletins eletrônicos.

Fonte: Segs | www.segs.com.br
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8 Materiais biodegradáveis que o setor da construção civil precisa conhecer

Via: ArchDaily
Por Ella Thorns | Traduzido por Eduardo Souza

Na arquitetura, estamos tão envolvidos na criação de coisas novas que muitas vezes esquecemos o que acontece no final do ciclo de vida de um edifício – a infeliz e inevitável demolição. Podemos querer que nossos prédios sejam atemporais e vivam para sempre, mas a dura realidade é que eles não são. Então, para onde espera-se que todo o lixo vá?

Assim como a maioria dos resíduos não recicláveis, eles acabam nos aterros e, como a terra necessária para esse tipo de infraestrutura torna-se um recurso cada vez mais escasso, precisamos encontrar soluções alternativas. Todos os anos, apenas no Reino Unido, 70 a 105 milhões de toneladas de resíduos são criados a partir da demolição de edifícios, e apenas 20% disso é biodegradável, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Cardiff. Com um projeto inteligente e uma melhor percepção dos materiais biodegradáveis disponíveis na construção, cabe a nós, arquitetos, tomarmos as decisões corretas durante toda a vida útil de um edifício.

Cortiça

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A cortiça é uma espécie de superalimento dos materiais de construção, tanto que já escrevemos um artigo inteiro sobre ela. A colheita da cortiça é um processo completamente renovável que não causa danos à árvore que, naturalmente, regenera-se após dez anos. O material também possui muitas propriedades desejáveis como ser um retardador de fogo, isolante acústico e ser altamente impermeável. Suas qualidades adaptativas podem ser utilizadas para finalidades internas e externas.

Bambu

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Talvez uma das maiores manias arquitetônicas dos últimos anos, inúmeros projetos de bambu foram compartilhados pela a Internet graças às qualidades estéticas do material, mas ainda mais por suas credenciais sustentáveis. Se você precisasse de um pequeno lembrete sobre o porquê ele ser tão popular, o bambu pode crescer até 1,20 m por dia, a planta volta a crescer após o corte, e é duas a três vezes mais forte que o aço. Como já publicamos aqui, se projetássemos um material de construção ideal, ele se pareceria com o bambu.

Areia do deserto

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Recentemente desenvolvido pelos alunos Carolyn Tam, Hamza Oza, Matteo Maccario e Saki Maruyama no Imperial College London, o Finite é um material compósito comparável ao concreto que usa areia do deserto abundante em vez da areia normalmente usada na construção (e que agora está em escassez). É um material biodegradável que, ao mesmo tempo, está salvando o mundo da próxima crise de sustentabilidade. Ao contrário do concreto que não pode ser biodegradado, os aglutinantes orgânicos da Finite permitem que ele não apenas se decomponha, mas também possa ser coletado e reutilizado por vários ciclos de vida, reduzindo o consumo de material.

Linóleo

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Surpreendentemente, o revestimento do piso é muito mais ecológico do que parece. Não deve ser confundido com vinil que contém uma mistura sintética de produtos petroquímicos clorados, linóleo é feito inteiramente de materiais naturais – óleo de linhaça, resina natural, pó de cortiça moída, farinha de madeira e calcário em pó. Resulta em uma escolha de piso biodegradável podendo ser incinerado para fornecer uma fonte de energia relativamente limpa.

Bioplásticos

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À medida que o plástico se acumula em nossos oceanos e rios, torna-se imperativo que nós reduzamos nosso consumo e encontremos alternativas mais limpas e biodegradáveis. Os bioplásticos quebram-se muito mais rapidamente que o plástico sintético – na mesma velocidade que o papel – e produzem biomassa. Um dos principais ingredientes utilizados é um adesivo à base de soja que ajuda a reduzir as emissões de dióxido de carbono e o uso do poluente formaldeído cancerígeno, além de exigir temperaturas significativamente mais baixas durante a produção. Embora até agora os bioplásticos de soja tenham sido limitados a recipientes para alimentos descartáveis e sacos de lixo, com mais pesquisas, certamente há potencial para plásticos biodegradáveis serem vistos no futuro da construção.

Medium Density Fibreboard (MDF) com amido de batata

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Como mencionado acima, o formaldeído é um material controverso que levantou muitas questões ao longo dos anos por conta dos seus efeitos na saúde e no meio ambiente. Como o adesivo de ligação primário do MDF usa este produto químico, ele não pode ser reciclado e a enorme quantidade de MDF usado em expositores de lojas e móveis é despejada em aterros sanitários ou em incineradores. Para resolver o problema, novas formas de painéis de fibras de densidade média foram estudadas pela Universidade de Leicester que substituem o formaldeído por uma resina derivada do amido de batata.

Madeira

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Pode não ser uma revelação completa para você, mas a madeira é um material biodegradável e renovável desde que explorado de forma sustentável. No entanto, quando usado na construção, o tratamento da madeira deve ser levado em conta, uma vez que grande parte dele acaba como um “resíduo especial” que requer tratamento extra antes de ser destinado aos aterros sanitários – um processo desnecessário que pode ser prevenido.

Micélio

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Acompanhando projetos recentes que exploraram os benefícios deste material curioso, micélio cresceu em popularidade, ainda que seu uso ainda fique limitado a pavilhões temporários ou instalações. Micélio é a parte vegetal do fungo, composto por centenas de fibras entrelaçadas produzidas pelos esporos, conformando um material incrivelmente forte quando seco. Se combinado com resíduos agrícolas em moldes, a cultura do fungo forma tijolos orgânicos que podem ser usados em construções que depois se decompõem e retornam ao ciclo do carbono.

Fonte: ArchDaily | www.archdaily.com.br
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Construção civil busca materiais alternativos

Via: Jornal Cidades

Com a intenção de utilizar opções ecologicamente mais corretas ou simplesmente para acelerar e baratear o custo das edificações, o ramo da construção civil está ampliando o leque de produtos aproveitados, além dos tradicionais tijolos e concreto. Entretanto, para que materiais de menor impacto ambiental ou com preços mais acessíveis possam ser mais utilizados, é preciso ainda mudar a mentalidade dos agentes desse segmento.

“Isso passa pela criação de uma cultura”, frisa o diretor do Instituto de Arquitetos do Brasil departamento do Rio Grande do Sul (IAB-RS) e professor da faculdade de Arquitetura da UniRitter, Rodrigo Troyano. Para a realidade gaúcha, o diretor do IAB-RS vê oportunidades em tijolos maciços feitos com resíduos industriais, assim como no emprego do bambu e do barro. Outra sugestão de Troyano é procurar soluções pré-fabricadas, que geram menos rejeitos nas obras.

O professor da UniRitter recorda que a construção civil é a indústria que mais gera resíduos no planeta, e que é necessário reduzir esse volume. Troyano defende que é preciso observar o cuidado com o meio ambiente ao se adotar um material alternativo, dando preferência a insumos renováveis. O arquiteto Alberto Cabral comenta que o Brasil ainda se encontra em uma situação atrasada quanto à construção civil em relação às nações mais desenvolvidas. O País utiliza muitos materiais que absorvem uma grande quantidade de energia para serem produzidos. Outro problema é que, em várias ocasiões, há a necessidade de transportar os produtos por longas distâncias. “Mas, olhando o Brasil como um todo, já existe um movimento interessante por parte de construtores para que suas obras sejam mais sustentáveis”, afirma o arquiteto.

A empresa GeoBrick, de Ivoti, desenvolve, por exemplo, o que chama de tijolo ecológico, feito a partir da mistura de solo, cimento e água. O produto é considerado ecológico, pois não é feita a cura em fornos a lenha, como acontece com o tijolo convencional.

O responsável pelas áreas de Administração e Marketing da GeoBrick, Fabio Nunes Frota, comenta que, como o item é prensado, consequentemente, possui uma resistência final maior à do tijolo convencional. Frota informa ainda que, comparado ao tijolo à vista convencional, o artigo não é muito mais caro. O ecológico é tratado externamente com um tipo de impermeabilizante e não possui um limite de vida útil. “É claro que, se deixar exposto à natureza sem qualquer tipo de tratamento, com o tempo, irá sofrer os danos, como qualquer outro bloco ou material”, argumenta.

Agilidade é considerada como um diferencial em obras

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Paredes em PVC são preenchidas com concreto para dar resistência /BAZZE/DIVULGAÇÃO/JC

Outra empresa gaúcha, a Bazze, do município de Portão, também aposta na durabilidade e na rapidez que seu produto proporciona: formas de PVC para a construção de paredes. Esses perfis são preenchidos com concreto para dar resistência, e as edificações permanecem com o plástico do lado externo quando a obra é concluída.

O diretor comercial da Bazze, Fábio Luiz de Souza, vê como vantagens do uso do PVC a baixa manutenção e uma vida útil de mais de 50 anos. O executivo detalha que a conservação do produto é baseada na limpeza com água e sabão. A solução está sendo empregada na implantação de uma escola pública em Sorocaba, estado de São Paulo, que será concluída ainda neste semestre, com 25 salas de aula e 3,5 mil metros quadrados de área construída. Souza explica que a prefeitura tinha pouco prazo para construir o colégio e viu no sistema de PVC uma resposta que atendia a essa necessidade. As paredes foram executadas em 90 dias, comenta o diretor comercial.

A Bazze já tinha usado a técnica com o plástico em um projeto habitacional, com 101 casas, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, no município de Sapiranga. No entanto Souza comenta que a maior utilização do PVC para esse tipo de finalidade ainda precisa superar algumas barreiras culturais. O diretor ressalta que hoje a construção no Brasil ainda é muito ligada às operações tradicionais com tijolos, cimento, reboco etc. “Mas esses sistemas demandam muita mão de obra, então, além de serem mais demorados, acabam sendo mais caros”, argumenta.

Já o Grupo Colmeia Engenharia Inteligente, de Esteio, aposta em outro produto de rápida aplicação: contêineres que são usados para habitação. O diretor comercial da empresa, Julio Delfino, informa que um dos itens é o contêiner modulável e desmontável, muito utilizado como escritório, alojamento, refeitório ou banheiro de canteiros de obra, mas que também pode ser utilizado como residência. O executivo enfatiza que se trata de um dos contêineres mais leves do mundo, com 800 quilos, feito em aço galvanizado. A unidade tem até 6 metros de cumprimento, por 2,30 metros de largura e 2,50 metros de altura.

“É uma casa transportada totalmente pronta, que demora 15 dias para entregar”, afirma. O desenho da unidade depende do projeto que o cliente demanda, mas, normalmente, o contêiner possui uma porta, uma janela e a abertura para o ar-condicionado, com revestimento térmico completo. Dependendo do modelo, o custo para adquirir um produto como esse pode variar de R$ 7 mil a R$ 30 mil, e a empresa também trabalha com locação. Delfino revela que, em média, mensalmente, são locados cerca de 40 contêineres e vendidos 20.

Vendas de materiais ficam estáveis

As vendas de materiais de construção no varejo ficaram estáveis em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano passado. Já frente a janeiro, houve queda de 9%. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O levantamento considera a performance de 530 lojistas de todo o País.

Todas as regiões apresentaram variações negativas em fevereiro na comparação anual: Nordeste (-16%), Norte (-8%), Centro-Oeste (-6%), Sudeste (-9%) e Sul (-15%). Com o fim do período chuvoso e a implantação gradual do Cartão Reforma – programa do governo federal que subsidiará a compra de materiais de construção por famílias de baixa renda -, a tendência é de uma melhora das vendas nos próximos meses, segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

“O governo, aos poucos, está lançando o programa em cada estado contemplado, dispondo um subsídio às famílias de baixa renda para compra de material de construção”, afirmou Conz.

Fonte: Jornal Cidades | www.jcrs.uol.com.br
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Segurança no canteiro de obras para preservar a integridade do trabalhador

Via Notícias do Dia

Olhar atento do engenheiro de Segurança do Trabalho e uso de equipamentos de segurança baixam a estatística de acidentes na construção civil

Acidentes de trabalho na construção civil ocorridos na Grande Florianópolis nos últimos dias atentam quanto às normas de saúde e segurança dos trabalhadores, que devem ser seguidas pelas construtoras e engenheiros civis. Na sexta-feira, 24 de junho, Willian Antunes da Silva, 25, trabalhava na reforma de um prédio no bairro Estreito, em Florianópolis, quando o teto desabou e o tirou a vida do jovem pedreiro. Três dias após, outro operário perdeu a vida em uma obra no bairro Pedra Branca, em Palhoça, ao cair do sétimo andar no poço do elevador.

Prevenir acidentes de trabalho e preservar a integridade física e mental dos funcionários da construção civil é a principal função do engenheiro de Segurança do Trabalho, Carlos Alberto Xavier. Kita, como é conhecido no ramo, acompanha todas as fases de uma obra, do início ao fim. “Os riscos são cíclicos, mudam de acordo com a etapa da obra. Por isso, os funcionários têm de ser treinados e vistoriados diariamente”, diz o diretor técnico da ACE (Associação Catarinense de Engenheiros). KIta observa que a conscientização de construtoras e profissionais tem colaborado para a diminuição de acidentes de trabalho.

“A construção civil já foi campeã em acidentes de trabalho, hoje estamos em quarto lugar”, destaca, citando entre os mais comuns acidentes de queda, aterramento elétrico e em elevadores de obra. Segundo Kita, o numero de acidentes caiu depois que as empresas passaram a adotar EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva) e EPI (Equipamentos de Proteção Individual). “Sempre que o funcionário estiver acima de dois metros de altura, por exemplo, é obrigatório o uso de cinto de segurança acoplado a um trava quedas, com cabo individual. Sem falar no uso de capacete para qualquer pessoa que entre na obra”, ressalta.

Fiscalização, notificação e penalidades

O CREA-SC (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina) é responsável pela orientação e fiscalização do exercício profissional na construção civil. Cerca de 60 fiscais percorrem o estado vistoriando empresas e os respectivos engenheiros responsáveis. “Fizemos um roteiro e dividimos os fiscais, que atuam em 23 inspetorias no estado. Temos frota própria, que é equipada com aparelhos de GPS para facilitar o trabalho”, explica o engenheiro civil, Luiz Henrique Pellegrini, superintendente CREA–SC.

O engenheiro diz que tanto a construtora quanto o profissional responsável por uma obra devem ser devidamente registrados. “Fizemos com que se cumpra a lei 5194/1966. Somos limitados e não temos poder polícia. Mas penalizamos o proprietário por não ter profissional habilitado ou ART (Anotação de Responsabilidade Técnica)”, conta. Pellegrini destaca que o objetivo não é o multar, mas orientar e prevenir problemas. “No primeiro contato notificamos e o empresário tem 10 dias para se regularizar. Se não atender é multado quantas vezes for necessário, podendo chegar a R$ 4 mil”, diz.

Prevenir para conservar mão de obra

Garantir o respeito às normas de saúde e segurança nos canteiros de obras da Grande Florianópolis, evitando acidente de trabalho. Este é o principal papel do Seconci (Serviço Social da Indústria da Construção Civil). “Identificamos os riscos que o trabalhador está exposto e ajudamos a conservar a mão de obra e diminuir afastamentos”, expõe o gestor, Marcos Petri. Apesar dos benéficos, apenas 25% das construtoras da Grande Florianópolis são associadas. “Os demais têm seu próprio SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), não fazem os programas ou contratam uma empresa de assessoria”, diz Petri.

Saiba mais:

- O CREA emite cerca de 14 mil notificações por ano em Santa Catarina, sendo que pelo menos duas mil viram multas

- 65% das multas são referentes a obras que não têm profissionais habilitados

- Em 2010, o CREA regularizou 12 mil empresas e/ou profissionais

- O CREA não vistoria obras, se a obra está irregular e se respeita o código de posturas, o que é de responsabilidade de cada município

Fonte: Notícias do Dia | www.ndonline.com.br

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Monitoramento de obras na construção civil já pode ser feito com drones

Via Drone Show Latin América | www.droneshowla.com

O uso de veículos aéreos não tripulados (VANTs) ou drones, como são conhecidos, ainda é pouco utilizado no mercado civil mas essa é uma área que está em crescimento e mostrando seu espaço. Tanto que o tema será discutido no evento Drone Show Latin America, que pela primeira vez será realizado na América Latina, nos dias 28 e 29 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Um dos assuntos debatidos será o uso de drones em projetos de Engenharia. Dentre as vantagens oferecidas estão o mapeamento da área onde o projeto será realizado, avaliação de viabilidade e geração de pré-projetos, acompanhamento da evolução da obra com documentação fotográfica, entre outras tarefas. Para Luiz Dalbelo, gerente de vendas da Santiago & Cintra, há ainda a possibilidade do uso de drones em inspeções. “Em estruturas altas onde pessoas não poderiam acessar, os VANTs são super recomendados. Além de câmeras fotográficas e de vídeo em alta resolução, eles podem utilizar outros sensores de captação de informação. Um deles seria, por exemplo, um sensor termal. O sensor termal poderia ser utilizado na inspeção de equipamentos e estruturas. Caso o operador detecte pontos com excesso de calor, ele pode tomar uma ação corretiva para sanar algum possível defeito da estrutura ou do equipamento utilizado”.

A economia de tempo, dinheiro e a maior segurança para os funcionários também são questões importantes para esse mercado. “Enquanto uma equipe de topografia poderia levar semanas para levantar uma área de 100 hectares, dependendo do grau de detalhamento, um drone pode sobrevoar esta área em menos de meia hora. A segurança também é um outro ponto chave, o mapeamento remoto e a possibilidade de inspeção remota evita a necessidade de funcionários acessar locais perigosos de uma obra. Muitas vezes a documentação fotográfica aérea, mesmo em obras pequenas, era feita com aeronaves tripuladas ou helicópteros, o que aumentava o custo. Com os VANTs, nós reduzimos custos de campo tais como combustível e logística”, explica Dalbelo.

Ainda não existe um levantamento preciso de quantos drones operam dentro da construção civil no país mas Dalbelo, acredita no potencial do negócio. “Não existem informações específicas para a área de construção mas algumas dezenas de VANTs já foram adquiridos por diferentes empresas que prestam serviço para esta finalidade”.

Segundo o gerente de vendas, o mercado para esse novo serviço está avançando. “Sem dúvidas está crescendo e este crescimento tende a ser cada vez mais agressivo, por se tratar de uma tecnologia inovadora que traz inúmeros benefícios. Não temos dúvidas que esta tecnologia se tornará uma das principais empregadas no mapeamento e monitoramento de obras na engenharia”, finaliza.

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Sistema Firjan e Inea lançam Manual de Licenciamento Ambiental para a Construção Civil no Rio de Janeiro

Via Pini Web | www.construcaomercado.pini.com.br

Publicação tem como objetivo auxiliar o empresário desde o momento da opção por determinada área até a aprovação do seu projeto

Manual de Licenciamento Ambiental para a Construção CivilO Sistema Firjan e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) lançaram, no último dia 8, o Manual de Licenciamento Ambiental para a Construção Civil, destinado a empreendimentos no Estado do Rio de Janeiro. A publicação é gratuita e poderá ser baixada pela internet.

A publicação tem como objetivo auxiliar o empresário desde o momento da opção por determinada área até a aprovação do seu projeto, esclarecendo e sintetizando os principais passos a serem dados antes e durante o processo.

Além das questões de licenciamento ambiental, o manual aborda ainda aspectos que precisam ser observados antes mesmo de se decidir pela aquisição de um imóvel ou pela execução de um empreendimento.

O Sistema Firjan é formado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senail) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

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aterros em edificações

Norma para controle tecnológico de aterros em edificações está em consulta pública

Texto é válido para construção de empreendimentos residenciais, comerciais ou industriais de propriedade pública ou privada. Sugestões podem ser enviadas até 12 de junho

Está em consulta pública nacional a NBR 5681 – Controle tecnológico da execução de aterros em obras de edificações, que foi adaptado pelo Comitê de Construção Civil (CB-02) à Diretiva – Parte 2 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O novo texto substitui a norma anterior de mesmo número e estabelece os requisitos mínimos para o procedimento de controle tecnológico da execução de aterros em obras de construção de edificações residenciais, comerciais ou industriais de propriedade pública ou privada.

A NBR determina a obrigatoriedade do controle tecnológico em casos de aterros com responsabilidade de suporte de fundações, pavimentos ou estruturas da contenção, aterros com altura superior a 1 m e aterros com volumes superiores a 1 mil m³.

Fica estabelecido também que o controle tecnológico da execução dos aterros deve levar em conta as exigências do projeto e das especificações particulares de cada obra, em especial quanto às características e qualidade do material a ser utilizado; ao controle da umidade do material; à espessura e homogeneidade das camadas do material; ao equipamento adequado para a compactação; e ao grau de compactação mínimo a ser atingido.

O texto reúne ainda requisitos específicos para o controle de materiais, compactação, preparação do terreno e ensaios geotécnicos.

Os interessados poderão colaborar enviando propostas e sugestões até o dia 12 de junho através do site da ABNT.

Fonte: Téchne | www.techne.pini.com.br
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NR-18 deve ser revisada ainda este ano, segundo Ministério do Trabalho e Emprego

NR-18 deve ser revisada ainda este ano, segundo Ministério do Trabalho e Emprego

Ação está prevista em estratégia nacional lançada para reduzir acidentes e doenças relacionados ao trabalho

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou na última semana a Estratégia Nacional para Redução de Acidentes do Trabalho 2015-2016, que tem por objetivo ampliar as ações do órgão para a redução de doenças e acidentes trabalhistas no Brasil, além de intensificar as fiscalizações. Entre as ações previstas ainda para esse ano, está a revisão da Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18) – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,34 milhões de pessoas morrem a cada ano em acidentes de trabalho e doenças no mundo. No Brasil, dados do Anuário Brasileiro de Proteção 2015, que utiliza informações do Anuário Estatístico da Previdência Social, mostram que durante o ano de 2013 717.911 pessoas sofreram acidentes trabalhistas, sendo que 2.814 chegaram a óbito e 16.121 ficaram com incapacidades permanentes.

Classificado pelo MTE como um dos segmentos de alto risco, o setor da construção civil representa grande parte dos acidentes trabalhistas que provocaram a morte ou a incapacidade permanente das vítimas. Em 2013, 451 trabalhadores morreram e 1.616 ficaram incapazes, segundo dados da Previdência Social.

Ainda segundo a OIT, cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, o equivalente a 2,8 trilhões de dólares, são perdidos por ano em custos diretos e indiretos devido a acidentes e doenças relacionados ao trabalho. Só no Brasil, entre 2008 e 2013 foram gastos cerca de R$ 50 bilhões.

O Ministério do Trabalho também lançou a Campanha Abril Verde, que objetiva propor iniciativas para a redução dos acidentes de trabalho mobilizando a sociedade para a prevenção de doenças e cuidados durante a jornada trabalhista. O mês foi escolhido para o lançamento da campanha por ter duas datas importantes para o tema: o dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, e o dia 28 de abril, Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes do Trabalho.

Fonte: Téchne | www.techne.pini.com.br
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

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MANUTENÇÃO X INSPEÇÃO PREDIAL

Manutenção X Inspeção Predial

*Por Vera Lucia de Campos Corrêa Shebalj

Existe uma diferença a ser evidenciada.

Quando falamos em manutenção nos limitamos a informações fornecidas pelo dono do empreendimento ou seu gestor.

Quem faz a manutenção é controlado por uma regra estipulada por alguém. Ao passo que vistoria, ou mais especificamente, inspeção predial é um conjunto de exames visuais para verificar a capacidade funcional da edificação. E isto depende de uma avaliação diretamente proporcional à experiência do profissional ou profissionais, pois a mesma é multidisciplinar.

A Inspeção predial é a vistoria da edificação para determinar suas condições técnicas, funcionais e de conservação, visando direcionar o plano de manutenção. Esta vistoria técnica tem por finalidade verificar as condições de desempenho e determinar medidas preventivas e corretivas que se fizerem necessárias para a boa vida do imóvel e seus usuários.

Os profissionais do sistema CREA/CONFEA mais preparados para tal mister são: o arquiteto e o engenheiro civil, acostumados a gerenciar. Então, os elementos construtivos de uma edificação como um todo, denotam segmentos que o engenheiro eletricista com a sua atribuição especifica responde pela elétrica e pára-raios, o engenheiro mecânico o sistema dos elevadores, por exemplo.

Importante salientar que, enquanto o profissional habilitado projeta e executa, o perito vistoriador , pela experiência detecta as anomalias, não só pela degradação irreversível, etapa última, bem como, a sua formação e propagação.

Há no mercado várias firmas que prestam serviços de manutenção predial, porém para que seja dada a ordem da manutenção é necessário um plano de ação, feito pelo profissional que fez a inspeção predial, dando as prioridades, identificando problemas que o desgaste e o uso impuseram.

Destarte, um único aspecto que devo reforçar é a seriedade, através da livre escolha, pois a concorrência é sadia. O que importa é o despojamento da cultura da esperteza, aquela do levar vantagem em tudo e buscar a eficiência, e a competência.

Não somente as Normas e Leis que preconizam os procedimentos como também nos regem como profissionais, mas os aspectos de envergadura ética, o Código do Consumidor são restrições que limitam as escolhas.

O trabalho de custo/beneficio mais vantajoso certamente, não é subsídio para determinação de quem deve verificar e manter seu patrimônio.

Uma vistoria preventiva com olhar técnico e seletivo, não apenas habilitado e sim, empenhado na capacitação e no bom senso.

O custo de uma intervenção aumenta de forma drástica e dramática, na medida em que tratamos a instalação com menor atenção, cuidado e negligência, espaçando as manutenções, por conseguinte o dispêndio será maior.

E como diz o dito popular: deve-se tratar o mal pela raiz, e uma informação errada ou displicente pode desvalorizar o seu Bem ou impor que sua adequação seja tão dispendiosa e assim mesmo recendente num decurso de tempo posterior.

Normalmente se faz uso de tabela de honorários, e que segue padrões.

Não podemos aquilatar o tempo de uma vistoria, isto é muito variável. Cada imóvel tem sua vida e às vezes o que pode parecer simples terá que ter uma atenção maior.

Não obstante que os prédios de uso comercial, que tem uma população flutuante e maior, deva ter uma atenção especial em detrimento de outro residencial, cujo potencial de risco é menor.

De qualquer forma estamos lidando com vidas humanas e sua segurança não deve ser menosprezada, nem tão pouco a valoração patrimonial.

Desconsiderando a má execução, toda a construção tem um tempo de vida útil. Se não é pelo aspecto de decrepitude, ou obsoletismo quando cuidada de maneira correta pode ter um longo tempo de vida. O que podemos dizer das construções européias??

Não se pode conhecer todas as áreas, porém uma coisa é certa, uma boa administração se faz em delegar atribuições a pessoas qualificadas.

Cabe ao condomínio, através de seu representante legal, o Síndico, se munir de profissionais habilitados para verificar as condições e determinar as medidas preventivas e até corretivas que se fizerem necessárias, em atenção a satisfação do pós-uso.

Uma gestão operacional pode deter vários tipos de ingerência desde uma simples reparação, uma modernização, uma restauração e até uma demolição, se necessário. Identificar a origem do problema, seu grau de risco, para elaboração de um plano de ação e um cronograma físico financeiro adequando a disponibilidade financeira da edificação.

Portanto a seriedade é o ponto chave, não se pode alegar desconhecimento, ou ser negligente ou ainda passar a responsabilidade para outrem, quando de eventuais sinistros.

A água é o essencial de nosso organismo, mas também é o infortúnio da construção civil. A patologia mais grave é a que vai aos poucos como um câncer que, quando constatada a olho nu já tomou parte do arcabouço estrutural, desplacando inclusive as pastilhas das fachadas , por uma vertente, pois podem também ser decorrentes de processos de infiltrações meramente superficiais.

Há necessidade de avaliações periódicas, conforme a idade do imóvel e o tipo da construção, contando seu uso adequado e apontar as desconformidades que sendo programadas, são menos onerosas.

Existem Normas Brasileiras como, por exemplo, a NBR 5674/99 Manutenção de Edificações – Procedimentos, disponibilizada pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, a NBR 14037 – Manual de Operação, Uso e Manutenção das Edificações, porém, o que se deve mudar é a cultura, propiciando uma postura de coisa certa.

A Norma de Desempenho NBR 15575 – Edifícios Habitacionais de até cinco pavimentos, recente, deverá mudar os conceitos de construir, de projetar, de fabricar e quem mais se beneficiará é a sociedade.

*Vera Lucia de Campos Corrêa Shebalj
Presidente do IBAPE-PR – Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícias de Engenharia no Paraná

Fonte: IBAPE-PR | www.ibapepr.org.br
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