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IBGE lança versão 2018 da base cartográfica do Rio de Janeiro

Via: MundoGeo

Base está disponível em formato digital para utilização em diferentes sistemas SIG

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lança hoje (28/6) a versão 2018 da base cartográfica vetorial contínua do estado do Rio de Janeiro na escala 1:25.000 – BC25_RJ.

Nesta nova versão, foram atualizadas as principais classes da categoria de Sistema de Transporte.

A base está disponível em formato digital, para utilização em diferentes Sistemas de Informação Geográfica, e pode ser acessada através do ftp do IBGE.

Esta base cartográfica, cuja primeira versão publicada é de 2017, foi produzida em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA-RJ) e permite, dentre outras aplicações, o planejamento territorial dos municípios, com destaque para a elaboração de planos diretores municipais.

Suas aplicações na área de gestão ambiental envolvem planejamento de Unidades de Conservação, delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APP), estudos de bacias hidrográficas, projetos básicos de recuperação ambiental, além de análises posicionais de empreendimentos submetidos ao licenciamento ambiental.

Ressalta-se também a importância dessa base cartográfica para a geração das Cartas de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações, no âmbito do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais.

A BC25_RJ – versão 2018 foi atualizada a partir de imagens orbitais (RapidEye e Sentinel-2), ortomosaicos derivados de cobertura aerofotogramétrica cedidos pela Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro, e dados de outras instituições parceiras, como DNIT e DER/RJ, permitindo a atualização das principais classes da categoria de Sistema de Transporte.

Dentre os elementos atualizados destacam-se as rodovias federais e estaduais, pontes, túneis, viadutos e corredores expressos, como Arco Metropolitano, Transolímpica, Transcarioca, Transoeste e Transoceânica.

A BC25-RJ está disponível em formato livre (shapefile, geopackage e dump do PostGis), para utilização em Sistemas de Informação Geográfica, sendo compatível com diferentes softwares de leitura dados geoespaciais.

A nova base segue a versão 2.1.3 das Especificações Técnicas para Estruturação de Dados Geoespaciais Vetoriais, contemplando, além do sistema de transporte, as demais 12 categorias de informação previstas na ET-EDGV, que são: relevo; hidrografia; vegetação; pontos de referência; localidades; limites; estrutura econômica; energia e comunicações; abastecimento de água e saneamento básico; saúde e serviço social; educação e cultura; e administração pública.

Esse produto também pode ser acessado via portal da INDE, assim como seus metadados estão disponíveis nos catálogos de metadados da INDE e do IBGE.

Com informações do IBGE

Fonte: MundoGeo | www.mundogeo.com
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Profissionais de cinco áreas aprimoram conhecimentos sobre topografia e geodesia

Via Jie – Itaipu

Empregados de cinco divisões de Itaipu tiveram, ao longo da semana passada, um treinamento para aprimorar e atualizar o conhecimento na área de topografia e geodesia. O curso, que reuniu 22 participantes no Centro de Treinamento, tratou de temas distintos, como o uso de software topográficos e de técnicas para determinar o norte verdadeiro por meio de observação do sol ou das estrelas, por exemplo.

“O curso foca o uso de topografia na área de obras de engenharia, para o pessoal da hidrologia, da área ambiental e geoprocessamento, além das áreas de topografia e cartografia. Envolve profissionais que trabalham com mapas”, resume o professor Luiz Carlos da Silveira, editor da revista técnica A Mira, sobre topografia e cartografia. “Apresentamos a metodologia porque nem todos os profissionais são da área de topografia.”

Segundo Luiz Carlos, um dos objetivos foi passar informações sobre a metodologia, já que muitos profissionais não são da área de topografia.
Segundo Luiz Carlos, um dos objetivos foi passar informações sobre a metodologia, já que muitos profissionais não são da área de topografia.

De acordo com o gerente da Divisão de Estudos (ODRE.CD), Robinson Matte, um dos pontos mais importantes do treinamento foi aprender sobre o uso do sistema de navegação global por satélite (GNSS) aplicado com técnica RTK (Real Time Kinematic), que permite utilizar as coordenadas locais de Itaipu no mapeamento e locação de suas obras. “É uma tecnologia que já existe e nossos receptores e já estão preparados, mas nós ainda não utilizamos em obras”, explica.

Treinamento atualiza os profissionais sobre as técnicas e equipamentos mais modernos do mercado.
Treinamento atualiza os profissionais sobre as técnicas e equipamentos mais modernos do mercado.

O treinamento teve 40 horas, divididas em teoria e prática. Para Lucas Henrique Garcia, da Divisão de Apoio Operacional (ODRA.CD), foi interessante aprender a teoria de atividades que ele já executa na prática, como a batimetria nos braços do reservatório. A técnica RTK, explica Lucas, dá mais precisão ao posicionamento em tempo real – a cada segundo é informado, com precisão de 1 cm, a localização via satélite.

Parte do treinamento foi prático, como encontrar o azimute verdadeiro por meio da localização do sol.
Parte do treinamento foi prático, como encontrar o azimute verdadeiro por meio da localização do sol.

Outra atividade realizada com o uso desta técnica é a topobatimetria, ou seja, a medida topográfica do nível da água e do relevo do entorno. “A Itaipu se atualizou com ferramentas que serão muito úteis para o nosso trabalho”, diz Tânia Villanueva, da Divisão de Estudos Hidrológicos e Energéticos (OPSH.DT).

Janice, Tânia e Lucas: treinamento para várias áreas.
Janice, Tânia e Lucas: treinamento para várias áreas.

“Somos uma área cliente. Sempre solicitamos trabalho de georreferenciamento de uma região para o pessoal da topografia”, conta Janice Alicia Groenwold, da Divisão de Serviços (ODMS.CD). “O curso foi importante inclusive para aprendermos a entender a linguagem correta na hora de fazer o pedido.”

Fonte: Jie – Itaipu | www.jie.itaipu.gov.br
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“Ingrata é a falta de harmonização do crescimento da cidade com a topografia que ela tem”

Via Jornal de Santa Catarina
Por Lauco Bacca

Tarefas do cargo de secretário de Serviços Urbanos desafiam a administração pública em Blumenau

Responsável pela manutenção da cidade e executor herdeiro de um espinhoso abacaxi que teima em passar de prefeito a prefeito “ad aeternum” sem que ninguém o descasque, o trabalho do Secretário de Serviços Urbanos de Blumenau, Rafael Jansen, outro dia foi comparado com o serviço de casa que nunca acaba (Jornal A Voz da Razão, 15/01/2016): arruma o quarto para desarrumar logo à noite, faz o almoço que é consumido ao meio-dia, lava a louça que volta a ficar suja logo no jantar, tira o pó que estará ali de novo no dia seguinte.

Na manutenção da cidade, roça-se a vegetação (ou o pejorativo “mato”) que, no verão quente e úmido volta a crescer às costas do roçador, a boca de lobo recém-mantida volta a entupir, o macadame patrolado e novinho em folha em ruas declivosas o primeiro temporal arranca, sem contar com o material que assoreia os rios e que por isso precisam ser desassoreados.

A questão é complexa, envolve desde as características geomorfológicas de uma cidade que cresceu pelos fundos dos vales e, em muitos casos, subiu indevidamente pelas encostas, passa pela falta de educação das pessoas com o destino correto do lixo e dos entulhos (êpa! Por que há falta de educação??), mas, acima de tudo, pela falta de planejamento, ou melhor, da fiscalização do cumprimento da lei e do que foi planejado.

Me arrepio quando ouço alguém dizer que a culpa é da topografia da cidade. Já escrevi neste espaço: nossa topografia não é ingrata, ingrata é a falta de harmonização do crescimento da cidade com a topografia que ela tem; ingrata é a falta de respeito para com o equilíbrio da natureza por meio de cortes de encostas, abertura inadequada de vias declivosas, aterros e ocupação desordenada de fundos de vales, margens de rios e encostas, muitas delas áreas de risco.

Não adiantam as desculpas de que se não há oferta de moradias o povo vai ocupar e invadir de qualquer jeito e que a fiscalização não dá conta do recado. Tem que haver oferta de moradias e fiscalização e ponto. Ok, isso é caro, mas o custo Blumenau, somado ao custo Brasil, vai se tornando cada vez mais, muito mais caro e, portanto, podendo chegar ao ponto do insuportável.

São inúmeros os exemplos que fazem com que os serviços urbanos em Blumenau sejam caríssimos, resultado de desleixos de décadas. Do jeito que está, manter a cidade vai muito além do sujou-limpou-desarrumou-arrumou sem fim. Há a reposição de muita roupa que rasga, muita janela e pratos quebrados e panela que amassa na rotina do limpar, lavar e enxugar nessa casa chamada Blumenau.

Fonte: Jornal de Santa Catarina | www.jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br
Por Lauco Bacca
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Topografia – Exercícios e Tratamento de Erros

Novo livro sobre Topografia promete ajudar profissionais em trabalhos de campo

Via Mundo Geo | www.mundogeo.com

A obra Topografia – Exercícios e Tratamento de Erros, segundo seus organizadores, é essencial a todos os profissionais e aprendizes de topografia. O mais recente livro da editora LIDEL na área da geomática apresenta as situações mais comuns que os topógrafos enfrentam quando realizam trabalhos de campo, traduzidos em exercícios que são aplicáveis a qualquer país.

Os exercícios são acompanhados por uma breve introdução teórica e analisados atendendo aos erros que lhes poderão estar associados. Assim, o leitor conhecerá as boas práticas, adquirindo, ao mesmo tempo, um sentido crítico no tratamento de observações de campo, tendo sempre em conta os erros associados a cada tipo de problema – diretos, indiretos, sistemáticos, instrumentais, dentre outros. Para além da resolução de cada exercício, o leitor poderá recorrer a “dicas” e a sugestões práticas que serão de grande utilidade no desempenho da sua atividade.

À venda nas principais livrarias do Brasil e livrarias online, este livro foi pensado como um complemento ao bestseller Topografia – Conceitos e Aplicações, dos mesmos autores, já que os exercícios aqui apresentados todas as matérias tratadas no primeiro livro.

A obra inclui ainda um pequeno glossário com a correspondência dos termos em português europeu e português do Brasil.

Conheça o interior do livro aqui. Para maiores informações acesse: Topografia – Exercícios E Tratamento De Erros

Topografia – Exercícios e Tratamento de Erros – Editora LIDEL

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I Congresso Brasileiro de Topografia de Obras

I Congresso Brasileiro de Topografia de Obras será realizado em Julho

Via Mundo Geo | www.mundogeo.com

Em comemoração aos 25 anos da revista A Mira e aos 40 anos de criação do curso de engenharia de agrimensura da Universidade do Extremo Sul catarinense (Unesc), a Associação Catarinense de Engenheiros Agrimensores (Aceag), promoverá, em São José – SC, de 7 a 10 de julho de 2015, o I Congresso Brasileiro de Topografia de Obras, com participação do departamento de engenharia de agrimensura da Unesc e do curso técnico de agrimensura do Instituto Federal de Santa Catarina.

O principal objetivo do Congresso Brasileiro de Topografia de Obras é disseminar as novas tecnologias dos levantamentos geodésicos e topográficos aplicados à obras em suas mais variadas modalidades. Para atender a grande diversificação de obras o congresso será segmentado em temas denominados de jornadas, sendo um tema para cada grupo de atividade.

Desta forma, os prossionais terão plena liberdade de assistirem as palestras inerentes à sua área de atuação, bem como participar dos diversos cursos oferecidos. Com o objetivo de atualizar as grades da disciplina de topografia, nos diversos cursos técnicos e de graduação, está programado o IV Encontro Brasileiro dos Professores de Topografia.

Neste encontro, os professores de topografia irão debater e definir o que ensinar na disciplina de topografia, diante da crescente necessidade de qualidade dos trabalhos e da atual tecnologia em equipamentos geodésicos e topográficos aliados à disseminação de softwares e aplicativos.

Para saber mais acesse o site da revista A Mira.

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Leica Geosystems anuncia novidades em software e estações totais

Por Izabela Prates

Novo Leica Captivate Experience traz tecnologia de software sensível ao toque no primeiro instrumento de mensuração com aprendizagem automática do mundo

A Leica Geosystems anuncia seu novo software sensível ao toque Leica Captivate como as primeiras MultiStations e Estações totais com auto aprendizado do mundo.

Ao criar os mais realísticos modelos 3D, o Leica Captivate Experience possibilita aos profissionais de várias indústrias, trabalhando nas mais diversas aplicações, capturar e gerenciar dados complexos de forma fácil e acurada. Ao combinar um software atraente com instrumentos de mensuração precisos e serviço técnico confiável, a Leica Geosystems cria uma solução abrangente e um novo conceito em experiência de trabalho para o usuário.

Simples de operar

O Leica Captivate oferece um modo revolucionário de interagir com qualquer tipo de dados, em campo ou no escritório. Com pouco menos de um toque, o usuário pode agora navegar por meio de aplicativos personalizados com informação de múltiplos projetos. Os alinhamentos avançados com codificações veem juntos para trazer um modelo interativo 3D, no qual se pode dar zoom, pan, orbitar e renderizar para uma melhor visualização e manipulação de dados.

Shawn Crawford, Diretor Regional da ESE Consultantes, um topógrafo profissional com mais de 20 anos de experiência, recentemente passou o seu tempo livre testando o Leica Captivate e a nova controladora Leica CS20. Ele simulou trabalhos em campos como poligonação, codificação de linhas, implantação 2D/3D e para DTM, resseção, localização GPS, alinhamentos, assim como outras funcionalidades do software. O Sr. Crawford relatou que o novo software e a controladora oferecem uma experiência “fantástica”:

“Enquanto consumidor eu aprecio como a Leica Geosystems escutou e entendeu o que é importante para nós. Então, é claro, eu estava interessado e me senti muito honrado em participar dos testes betas do Captivate. Eu acredito que ele irá mudar o mercado, simplesmente não existe nada igual. A habilidade de visualizar e levantar dados dentro de scans 3D é única, esta tecnologia é muito impressionante, bem como valiosa para nós topógrafos.”

“A Leica Geosystems deu um grande salto pelo fato de o Captivate parecer com o visual e sensação de um smartphone com aplicativos personalizáveis e organizados da maneira que você desejar. O carrossel de projetos possibilita anexar fotos para deixar ainda mais fácil a identificação de cada trabalho, e com um clique no arquivo do projeto você rapidamente muda para um menu que possibilita a visualização e edição dos dados e suas propriedades. São coisas simples como estas que fazem do Captivate uma experiência tão proveitosa”

Aprende sozinho

Com o Leica Captivate integrado, as novas Estações Totais e MultiStations são otimizados com a quinta geração do ATRplus. Estes instrumentos precisos aumentam a eficiência e deixam os trabalhos mais rápidos, contanto com a possiblidade de ignorar distrações no campo, mantendo-se travado em um único prisma. Eles aprendem em qualquer ambiente, entregam posicionamentos acurados independentemente das condições mais adversas, e oferecerem o “relock” mais rápido em caso de linha de vista interrompida.

Os novos instrumentos incluem:

• Leica Nova MS60 – MultiStation -Leica CS20 – Controladora
• Leica Nova TS60 – Estação Total -Leica CS35 – Tablet
• Leica Viva TS16 – Estação Total

HxIP e Leica Infinity

Quando integrado ao Programa de Imageamento da Hexagon (Hexagon Imagery Program) e ao software Leica Infinity, o Leica Captivate tem a possibilidade de visualização de bases de mapeamento de alta qualidade. Estas bases com imagens georreferenciadas ajudam os usuários a estarem visualmente cientes do que está presente em qualquer local de trabalho, possibilitando a tomada de melhores decisões em tempo real para o aumento de produtividade, redução de erros e visitas a campo e economizando tempo no pós-processamento.

O Leica Infinity também é otimizado com o lançamento do Leica Captivate, agora entregando melhores fluxos de trabalho ao dar suporte aos novos softwares de campo. Com uma interface simples, o Leica Infiniy (v1.3) possibilita uma visão geral perfeita ao combinar múltiplos scans para criar superfícies ricas em informações. O Leica Infinity oferece uma grande gama de opções para processamento de dados de projetos, para múltiplos pacotes de software de CAD e BIM, deixando o processo de tomada de decisão mais simples e mais eficiente economicamente.

Mais informações sobre o Leica Captivate Experience pode ser encontradas em http://www.leica-geosystems.com/becaptivated

Fonte: Mundo Geo | www.mundogeo.com
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Importância da topografia para a obra

Importância da topografia para a obra

Para a execução de um bom projeto, a primeira etapa é solicitar um serviço de levantamento topográfico do terreno, até porque, 80% dos problemas na etapa de execução, estão relacionados a erros não solucionados nesta etapa do projeto

A topografia fornece as informações sobre a área de implantação. Um bom levantamento topográfico resulta numa maior e mais precisa gama de informações essenciais ao projeto. Significa descrição exata e detalhada de um lugar, determinando as dimensões, elementos existentes, desníveis, acidentes geográficos. Por principal objetivo representar graficamente, através da planta de levantamento topográfico, todas as características de uma área, incluindo o relevo, curvas de nível, perfil longitudinal, seções transversais, elementos existentes no local, metragem, cálculo de área, pontos cotados, norte magnético, coordenadas geográficas, acidentes geográficos. Dessa forma torna-se uma atividade fundamental tanto na etapa do projeto quanto na execução da obra.

“Vale mais investir um pequeno valor para ter a certeza do que investir um grande valor na incerteza”.

A planta topográfica deve ser executada através da utilização de equipamentos de alta precisão e sempre com certificado de aferição válido, e obedecer as normas técnicas e a boa prática de execução em campo, afirma Liércio F. Motta Jr., profissional da área.

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A partir da análise das etapas da construção constata-se que esta atividade envolve o espaço urbano e social. O levantamento topográfico não serve somente para ter a certeza da metragem de uma determinada área, considerando todos os elementos existentes no local, ou seja, meio fios, arruamentos internos, alinhamentos de muros e cercas, árvores, caixas de drenagem, postes, entre outros. Com o levantamento planialtimétrico em mãos o projetista Liércio tem perfis longitudinais e seções transversais precisas, representativas e de fácil visualização ajudando na avaliação não somente do preço, se o projeto será viável financeiramente.

topografia

Na fase de execução da obra, a topografia serve de instrumento técnico para evitar erros e os seguintes serviços fazem parte dela: demarcação dos limites do terreno, locação de nivelamento dos furos de sondagem, demarcação do esquadro da obra, locação de estacas, locação de pilares, nivelamento do terreno, acompanhamento das prumadas dos pilares, nivelamento dos pisos e lajes, marcações das áreas de lazer e jardim, modificação da obra, entre outros.

A topografia se faz presente durante todas as etapas do processo construtivo desde o projeto até finalização. Daí sua vital importância agregada ao custo benefício já que a topografia consome entre 5% a 7% dos gastos da fase de projeto.

Com as dicas acima, Liércio F. Motta Jr. mostra a importância da topografia na execução de um projeto e mostra alguns detalhes que podem passar despercebidos.

Fonte: Link Construção | www.linkconstrucao.com
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Agrimensor tem “trabalho para 200 anos”

Agrimensura é a área responsável por fazer os levantamentos territoriais e as medições de um local que será demarcado ou receberá alguma construção

Engenheiro responsável pela medição e marcação de áreas é importante para regularização fundiária no país

“Tem trabalho para uns 200 anos.” É desta forma que Francisco Sales responde quando perguntado sobre o mercado de trabalho para a profissão de engenheiro agrimensor. A frase, ele diz ter ouvido em 1992, mas passou a usar porque define bem o mercado para esses profissionais.

O trabalho do agrimensor, muitas vezes, pode passar despercebido, mas é necessário para viabilizar obras, construções e até mesmo a regularização fundiária de uma localidade. E quando se fala em regularização fundiária, é possível ter uma ideia do tamanho do serviço. Segundo Francisco Sales, há regiões do Brasil em que municípios inteiros estão sobre terras devolutas.

“O Brasil ainda não tem uma definição dominial das suas terras. Há Estados em que há alguma coisa, mas tem casos em que o proprietário não sabe que é dono. Isso cria uma insegurança jurídica nessa terra”, explica Sales, que preside a Associação Profissional dos Engenheiros Agrimensores do Estado de São Paulo. Para ele, “não há uma política efetiva, seja federal, estadual ou municipal que possa resolver” os conflitos fundiários.

Ramo específico da engenharia, a agrimensura tem como peculiaridade estar associada a todos os outros. É a área responsável por fazer os levantamentos territoriais e as medições de um local que será demarcado ou receberá alguma construção. E isso vale para qualquer área, seja urbana ou rural. As medições podem ser feitas usando topografia, imagens de satélite ou GPS, em que se busca determinar com precisão os marcos de um terreno.

No Brasil, existem, atualmente 5,247 mil profissionais da área registrados, de acordo com o sistema Confea/Crea, entidade que reúne os engenheiros do país. A maior parte desses agrimensores está no Sudeste (3,34 mil). Depois aparecem Nordeste (1,017 mil), Sul (554), Centro-Oeste (311) e Norte (35). O Estado com o maior número de profissionais registrados é Minas Gerais, com 1,827 mil.

A maior demanda pelo trabalho dos agrimensores atualmente, diz Francisco Sales, está na zona urbana, principalmente em função de zoneamentos e planos diretores municipais. “As cidades brasileiras não têm um cadastro confiável”, afirma Sales.

Nas áreas rurais, houve um aumento da procura pelos serviços a partir da lei 10.267 de 2001, que modificou normas de registro de propriedade rural. Agora, com o novo Código Florestal e as necessidades do Cadastro Ambiental Rural (CAR), como demarcar Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal, surgiu uma demanda adicional, diz Francisco Sales.

Cadastro ambiental

“O agrimensor apura o tamanho da propriedade, suas benfeitorias, as áreas de reserva legal que precisam ser declaradas. A partir das informações que ele levanta é preenchido o cadastro. O CAR não trouxe uma revolução, mas é uma demanda a mais”, diz o engenheiro agrimensor.

Previsto no Código Florestal, o CAR é o primeiro passo para a regularização ambiental das propriedades rurais. O prazo para fornecimento das informações termina dia 5 de maio, podendo ser prorrogado por mais um ano. A partir dos dados, o proprietário rural será incluído no Programa de Recuperação Ambiental (PRA), em que deve recompor as áreas de preservação de acordo com a lei.

Fonte: Globo Rural | www.revistagloborural.globo.com
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Topografia

O que é Topografia?

“Vale mais investir um pequeno valor para ter a certeza do que investir um grande valor na incerteza.” Topografia significa a descrição exata e detalhada de um lugar, determinando as dimensões, elementos existentes, variações altimétricas, acidentes geográficos, etc. A Topografia fornece dados, obtidos através de cálculos, métodos e instrumentos que permitem o conhecimento do terreno, dando base para execução de projetos e obras realizadas por engenheiros ou arquitetos. Sendo fundamental tanto na etapa de projeto quanto na execução da obra.

A Topografia tem por principal objetivo representar graficamente, através da planta de levantamento topográfico, todas as características de uma área, incluindo o relevo, curvas de nível, elementos existentes no local, metragem, cálculo de área, pontos cotados, norte magnético, coordenadas geográficas, acidentes geográficos, etc. Devendo a planta topográfica ser elaborada através de utilização de equipamentos apropriados e métodos de medição e representação gráfica considerando-se os parâmetros, metodologia e legislação a fim de fornecer um trabalho topográfico de acordo com as normas técnicas. Não se deve confundir Topografia com Geodésia, pois enquanto a Topografia tem por finalidade mapear uma pequena porção da superfície da terra, a Geodésia tem por finalidade mapear grandes porções.

A área de TOPOGORAFIA tem se tornado cada vez mais complexa decorrente dos avanços tecnológicos. Como resultado destes avanços, ocorre que no Brasil, tanto em pequenos quanto em grandes centro urbanos, existe uma grande carência de profissionais desta área. Com a retomada do crescimento econômico brasileiro a partir do governo Lula, constatou-se que existe uma grande lacuna na área tecnológica, o país ficou mais de vinte anos estacionado, onde diversos cursos técnicos de diversas áreas foram fechados, no entanto para crescer é preciso ter pessoal bem treinado e em se tratando de topografia, dela dependem diversas outras atividades, tais como: construção civil, mineração, ferrovias, obras de urbanização pública, linhas de transmissão, controle dimensional industrial, pavimentação, arquitetura, paisagismo, etc.

Em se tratando de equipamentos topográficos de última geração, o mais utilizado é a Estação Total, pois permite que todos os dados coletados no campo sejam gravados e depois descarregados no computador onde serão processados. Este equipamento permite não somente trazer os dados de campo como também gravar os dados que serão utilizados no campo, ou seja, para realizar a locação de uma área ou implantação pontos, as coordenadas são gravadas na estação total para serem materializadas no campo. Este processo evita inúmeros erros e agiliza do serviço. O G.P.S. (Global Position Sistems) tornou-se indispensável para a topografia, visto que além de amarrar a área na coordenadas oficiais U.T.M., possibilita o mapeamento de grandes áreas com precisão e em curto espaço de tempo.

A Importância da Topografia para a Construção Civil e a Arquitetura

Analisando as etapas da construção civil pode-se constatar que esta atividade está envolvida no desenvolvimento principalmente urbano e social. O construtor tem a idéia de adquirir uma propriedade para nela construir um empreendimento imobiliário. A primeira coisa que o construtor deverá fazer é solicitar um serviço de levantamento plani-altimétrico cadastral do terreno. O levantamento topográfico não serve somente para se ter a certeza da metragem de uma determinada área, é muito mais do que isso, em mãos do levantamento plani-altimétrico, o construtor terá como avaliar não somente o preço, como também se o seu investimento lhe trará retorno financeiro. O levantamento topográfico proporciona uma real visão do terreno.

A verificação da real geometria e altimetria do terreno traz segurança ao engenheiro ou arquiteto que for realizar um estudo de massa. Um levantamento topográfico bem apurado, deverá considerar todos os elementos existentes no local, tais como: meio fios, arruamentos internos, alinhamentos de muros e cercas, marcos demarcatórios, árvores, caixas de drenagem, postes, ralos, edificações existentes, edificações confrontantes, indicação do sentido do trânsito, existência de rios ou córregos próximos ao terreno, pontos cotados, curvas de nível, taludes, rochas, etc. Conclui-se portanto, que é imprescindível realizar o levantamento topográfico do terreno antes de investir cegamente num negócio imobiliário.

Na fase de execução da obra, a topografia serve de instrumento técnico para evitar erros, podemos citar os seguintes serviços:

Demarcação dos limites do terreno, locação de nivelamento dos furos de sondagem, demarcação do esquadro da obra, locação de estacas, locação de pilares, nivelamento do terreno, acompanhamento das prumadas dos pilares, nivelamento do pisos e lajes, marcações das áreas de lazer e jardim, as-built da obra, etc. Dentre as exigências dos Órgãos Públicos (SERLA, Rio-Águas, FEEMA e SMAC) para aprovação de projetos urbanos, algumas soluções são dadas pela topografia, tais como: Amarração do terreno em coordenadas geográficas U.T.M. utilização de R.N. (referencial de nível) oficial da Prefeitura local., cadastro de vegetação para aprovação junto ao SMAC e Parques e Jardins, etc.

Sites úteis sobre topografia:

http://www.ibge.gov.br

http://www.embrapa.gov.br

http://www.incra.gov.br

http://www.dpi.inpe.br/terraview/

http://www.geolivre.org.br

http://www.sonic.net/~trollhei/survsoft.html

http://www.grass.itc.it

http://www.dpi.inpe.br/spring/

Fonte: Mensural 

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COMO UTILIZAR DIFERENTES TÉCNICAS DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO?

Um levantamento topográfico refere-se a um conjunto de métodos e processos onde, seja por meio de medições topográficas (ângulos horizontais, verticais, distâncias horizontais ou inclinadas e diferença de nível) ou por meio do uso de receptores GNSS, realiza-se medições sobre a superfície terrestre com a finalidade de representação gráfica de uma porção do terreno sobre uma superfície plana.

Figura 1: Exemplo de Planta Topográfica

Nesta aplicação espera-se uma precisão posicional ao nível de poucos centímetrospara os pontos levantados. Considerando-se a topografia convencional, tais medições podem ser executas utilizando-se de Estações Totais (levantamentos planialtimétricos), níveis (levantamento altimétrico) ou ainda, com menor precisão, de teodolitos (levantamentos planialtimétricos ao nível de decímetros).


Figura 2: Levantamentos por topografia convencional

Pode-se ainda utilizar um receptor GNSS para esta finalidade. Neste caso, adota-se o uso da fase de batimento da portadora (receptores L1 e/ou L1/L2), pelo método relativo pós-processado, utilizando-se os métodos de posicionamento Estático, Rápido-Estático, Stop and Go e Cinemático.

O método Estático é caracterizado por tempos de posicionamento superiores a 20 minutos, enquanto no método rápido-estático os tempos de posicionamento são inferiores a 20 minutos. Nos dois métodos são gerados 1 arquivo de dados brutos para cada ponto levantado, os quais deverão ser processados a partir dos dados brutos coletados no ponto Base, onde nesta deve-se ter um receptor GNSS coletando as observáveis GNSS durante todo o tempo em que o receptor móvel estiver sendo utilizado. Estes dois métodos são mais indicados em áreas em que haja ocorrência significativa de obstruções necessitando, portanto, de um tempo maior de posicionamento para garantir a fixação das ambiguidades (solução fixa).

Figura 3: Levantamento de Perímetro pelo método Rápido-Estático.

O método Stop and Go é indicado para o levantamento de áreas livres de obstruções, tornando-se vantajoso devido a possibilidade de redução no tempo de posicionamento. Normalmente adota-se um procedimento de inicialização, que consiste em posicionar sobre um ponto qualquer e deixá-lo rastreando as observáveis por pelo menos 5 minutos (podendo-se permanecer por um tempo maior caso julgue necessário). Em seguida, os demais pontos do levantamento serão observados com um tempo mais curto. Normalmente recomenda-se pelo menos 30 épocas para cada ponto. Nesse contexto, configurando-se os receptores Base e Rover com uma taxa de gravação de 1 segundo, bastariam 30 segundos de posicionamento nos demais pontos do levantamento. Vale salientar que caso haja perda de sinal durante o trajeto entre os pontos, haverá a necessidade de uma nova inicialização de pelo menos 5 minutos. Neste método será gerado apenas um arquivo de dados brutos, o qual deverá ser processado a partir dos dados brutos coletados no ponto Base.

 

Figura 4: Levantamento de Perímetro pelo método Stop and Go.

O método cinemático é indicado para o levantamento de feições tais como estradas, córregos, limites de talhões, etc., e assim como o método Stop and Go, convém-se utilizá-lo em áreas livres de obstruções. A coleta das observações neste método será realizada configurando-se o receptor para armazenar os pontos pelo tempo ou pela distância percorrida, uma vez que o receptor móvel estará em movimento durante todo o trajeto.

Figura 5: Levantamentos pelo método Cinemático.

Nos quatro métodos citados, em sequência ao pós-processamento dos dados, serão obtidas coordenadas com precisões ao nível de poucos centímetros. Convém salientar que o receptor Base não deverá estar a mais que 20 km dos pontos levantados, sendo este o raio de trabalho a ser adotado.

Ainda considerando-se a aplicação em Levantamentos Topográficos, pode-se utilizar das técnicas de posicionamento em tempo real (RTK). Estas se tornam mais produtivas e confiáveis uma vez que durante a etapa de levantamento tem-se as correções em tempo real, permitindo assim acompanhar a solução do vetor (fixo ou flutuante) e a precisão obtida no mesmo instante do levantamento. Nestas condições o tempo de posicionamento será rápido, uma vez que apenas uma época será necessária para registro de cada ponto de interesse.

Figura 6: Levantamentos pela técnica RTK/UHF ou RTK/GSM.

Fonte: Agrimensor do futuro 

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