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Profissionais de cinco áreas aprimoram conhecimentos sobre topografia e geodesia

Via Jie – Itaipu

Empregados de cinco divisões de Itaipu tiveram, ao longo da semana passada, um treinamento para aprimorar e atualizar o conhecimento na área de topografia e geodesia. O curso, que reuniu 22 participantes no Centro de Treinamento, tratou de temas distintos, como o uso de software topográficos e de técnicas para determinar o norte verdadeiro por meio de observação do sol ou das estrelas, por exemplo.

“O curso foca o uso de topografia na área de obras de engenharia, para o pessoal da hidrologia, da área ambiental e geoprocessamento, além das áreas de topografia e cartografia. Envolve profissionais que trabalham com mapas”, resume o professor Luiz Carlos da Silveira, editor da revista técnica A Mira, sobre topografia e cartografia. “Apresentamos a metodologia porque nem todos os profissionais são da área de topografia.”

Segundo Luiz Carlos, um dos objetivos foi passar informações sobre a metodologia, já que muitos profissionais não são da área de topografia.
Segundo Luiz Carlos, um dos objetivos foi passar informações sobre a metodologia, já que muitos profissionais não são da área de topografia.

De acordo com o gerente da Divisão de Estudos (ODRE.CD), Robinson Matte, um dos pontos mais importantes do treinamento foi aprender sobre o uso do sistema de navegação global por satélite (GNSS) aplicado com técnica RTK (Real Time Kinematic), que permite utilizar as coordenadas locais de Itaipu no mapeamento e locação de suas obras. “É uma tecnologia que já existe e nossos receptores e já estão preparados, mas nós ainda não utilizamos em obras”, explica.

Treinamento atualiza os profissionais sobre as técnicas e equipamentos mais modernos do mercado.
Treinamento atualiza os profissionais sobre as técnicas e equipamentos mais modernos do mercado.

O treinamento teve 40 horas, divididas em teoria e prática. Para Lucas Henrique Garcia, da Divisão de Apoio Operacional (ODRA.CD), foi interessante aprender a teoria de atividades que ele já executa na prática, como a batimetria nos braços do reservatório. A técnica RTK, explica Lucas, dá mais precisão ao posicionamento em tempo real – a cada segundo é informado, com precisão de 1 cm, a localização via satélite.

Parte do treinamento foi prático, como encontrar o azimute verdadeiro por meio da localização do sol.
Parte do treinamento foi prático, como encontrar o azimute verdadeiro por meio da localização do sol.

Outra atividade realizada com o uso desta técnica é a topobatimetria, ou seja, a medida topográfica do nível da água e do relevo do entorno. “A Itaipu se atualizou com ferramentas que serão muito úteis para o nosso trabalho”, diz Tânia Villanueva, da Divisão de Estudos Hidrológicos e Energéticos (OPSH.DT).

Janice, Tânia e Lucas: treinamento para várias áreas.
Janice, Tânia e Lucas: treinamento para várias áreas.

“Somos uma área cliente. Sempre solicitamos trabalho de georreferenciamento de uma região para o pessoal da topografia”, conta Janice Alicia Groenwold, da Divisão de Serviços (ODMS.CD). “O curso foi importante inclusive para aprendermos a entender a linguagem correta na hora de fazer o pedido.”

Fonte: Jie – Itaipu | www.jie.itaipu.gov.br
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“Ingrata é a falta de harmonização do crescimento da cidade com a topografia que ela tem”

Via Jornal de Santa Catarina
Por Lauco Bacca

Tarefas do cargo de secretário de Serviços Urbanos desafiam a administração pública em Blumenau

Responsável pela manutenção da cidade e executor herdeiro de um espinhoso abacaxi que teima em passar de prefeito a prefeito “ad aeternum” sem que ninguém o descasque, o trabalho do Secretário de Serviços Urbanos de Blumenau, Rafael Jansen, outro dia foi comparado com o serviço de casa que nunca acaba (Jornal A Voz da Razão, 15/01/2016): arruma o quarto para desarrumar logo à noite, faz o almoço que é consumido ao meio-dia, lava a louça que volta a ficar suja logo no jantar, tira o pó que estará ali de novo no dia seguinte.

Na manutenção da cidade, roça-se a vegetação (ou o pejorativo “mato”) que, no verão quente e úmido volta a crescer às costas do roçador, a boca de lobo recém-mantida volta a entupir, o macadame patrolado e novinho em folha em ruas declivosas o primeiro temporal arranca, sem contar com o material que assoreia os rios e que por isso precisam ser desassoreados.

A questão é complexa, envolve desde as características geomorfológicas de uma cidade que cresceu pelos fundos dos vales e, em muitos casos, subiu indevidamente pelas encostas, passa pela falta de educação das pessoas com o destino correto do lixo e dos entulhos (êpa! Por que há falta de educação??), mas, acima de tudo, pela falta de planejamento, ou melhor, da fiscalização do cumprimento da lei e do que foi planejado.

Me arrepio quando ouço alguém dizer que a culpa é da topografia da cidade. Já escrevi neste espaço: nossa topografia não é ingrata, ingrata é a falta de harmonização do crescimento da cidade com a topografia que ela tem; ingrata é a falta de respeito para com o equilíbrio da natureza por meio de cortes de encostas, abertura inadequada de vias declivosas, aterros e ocupação desordenada de fundos de vales, margens de rios e encostas, muitas delas áreas de risco.

Não adiantam as desculpas de que se não há oferta de moradias o povo vai ocupar e invadir de qualquer jeito e que a fiscalização não dá conta do recado. Tem que haver oferta de moradias e fiscalização e ponto. Ok, isso é caro, mas o custo Blumenau, somado ao custo Brasil, vai se tornando cada vez mais, muito mais caro e, portanto, podendo chegar ao ponto do insuportável.

São inúmeros os exemplos que fazem com que os serviços urbanos em Blumenau sejam caríssimos, resultado de desleixos de décadas. Do jeito que está, manter a cidade vai muito além do sujou-limpou-desarrumou-arrumou sem fim. Há a reposição de muita roupa que rasga, muita janela e pratos quebrados e panela que amassa na rotina do limpar, lavar e enxugar nessa casa chamada Blumenau.

Fonte: Jornal de Santa Catarina | www.jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br
Por Lauco Bacca
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Topografia – Exercícios e Tratamento de Erros

Novo livro sobre Topografia promete ajudar profissionais em trabalhos de campo

Via Mundo Geo | www.mundogeo.com

A obra Topografia – Exercícios e Tratamento de Erros, segundo seus organizadores, é essencial a todos os profissionais e aprendizes de topografia. O mais recente livro da editora LIDEL na área da geomática apresenta as situações mais comuns que os topógrafos enfrentam quando realizam trabalhos de campo, traduzidos em exercícios que são aplicáveis a qualquer país.

Os exercícios são acompanhados por uma breve introdução teórica e analisados atendendo aos erros que lhes poderão estar associados. Assim, o leitor conhecerá as boas práticas, adquirindo, ao mesmo tempo, um sentido crítico no tratamento de observações de campo, tendo sempre em conta os erros associados a cada tipo de problema – diretos, indiretos, sistemáticos, instrumentais, dentre outros. Para além da resolução de cada exercício, o leitor poderá recorrer a “dicas” e a sugestões práticas que serão de grande utilidade no desempenho da sua atividade.

À venda nas principais livrarias do Brasil e livrarias online, este livro foi pensado como um complemento ao bestseller Topografia – Conceitos e Aplicações, dos mesmos autores, já que os exercícios aqui apresentados todas as matérias tratadas no primeiro livro.

A obra inclui ainda um pequeno glossário com a correspondência dos termos em português europeu e português do Brasil.

Conheça o interior do livro aqui. Para maiores informações acesse: Topografia – Exercícios E Tratamento De Erros

Topografia – Exercícios e Tratamento de Erros – Editora LIDEL

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I Congresso Brasileiro de Topografia de Obras

I Congresso Brasileiro de Topografia de Obras será realizado em Julho

Via Mundo Geo | www.mundogeo.com

Em comemoração aos 25 anos da revista A Mira e aos 40 anos de criação do curso de engenharia de agrimensura da Universidade do Extremo Sul catarinense (Unesc), a Associação Catarinense de Engenheiros Agrimensores (Aceag), promoverá, em São José – SC, de 7 a 10 de julho de 2015, o I Congresso Brasileiro de Topografia de Obras, com participação do departamento de engenharia de agrimensura da Unesc e do curso técnico de agrimensura do Instituto Federal de Santa Catarina.

O principal objetivo do Congresso Brasileiro de Topografia de Obras é disseminar as novas tecnologias dos levantamentos geodésicos e topográficos aplicados à obras em suas mais variadas modalidades. Para atender a grande diversificação de obras o congresso será segmentado em temas denominados de jornadas, sendo um tema para cada grupo de atividade.

Desta forma, os prossionais terão plena liberdade de assistirem as palestras inerentes à sua área de atuação, bem como participar dos diversos cursos oferecidos. Com o objetivo de atualizar as grades da disciplina de topografia, nos diversos cursos técnicos e de graduação, está programado o IV Encontro Brasileiro dos Professores de Topografia.

Neste encontro, os professores de topografia irão debater e definir o que ensinar na disciplina de topografia, diante da crescente necessidade de qualidade dos trabalhos e da atual tecnologia em equipamentos geodésicos e topográficos aliados à disseminação de softwares e aplicativos.

Para saber mais acesse o site da revista A Mira.

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Leica Geosystems anuncia novidades em software e estações totais

Por Izabela Prates

Novo Leica Captivate Experience traz tecnologia de software sensível ao toque no primeiro instrumento de mensuração com aprendizagem automática do mundo

A Leica Geosystems anuncia seu novo software sensível ao toque Leica Captivate como as primeiras MultiStations e Estações totais com auto aprendizado do mundo.

Ao criar os mais realísticos modelos 3D, o Leica Captivate Experience possibilita aos profissionais de várias indústrias, trabalhando nas mais diversas aplicações, capturar e gerenciar dados complexos de forma fácil e acurada. Ao combinar um software atraente com instrumentos de mensuração precisos e serviço técnico confiável, a Leica Geosystems cria uma solução abrangente e um novo conceito em experiência de trabalho para o usuário.

Simples de operar

O Leica Captivate oferece um modo revolucionário de interagir com qualquer tipo de dados, em campo ou no escritório. Com pouco menos de um toque, o usuário pode agora navegar por meio de aplicativos personalizados com informação de múltiplos projetos. Os alinhamentos avançados com codificações veem juntos para trazer um modelo interativo 3D, no qual se pode dar zoom, pan, orbitar e renderizar para uma melhor visualização e manipulação de dados.

Shawn Crawford, Diretor Regional da ESE Consultantes, um topógrafo profissional com mais de 20 anos de experiência, recentemente passou o seu tempo livre testando o Leica Captivate e a nova controladora Leica CS20. Ele simulou trabalhos em campos como poligonação, codificação de linhas, implantação 2D/3D e para DTM, resseção, localização GPS, alinhamentos, assim como outras funcionalidades do software. O Sr. Crawford relatou que o novo software e a controladora oferecem uma experiência “fantástica”:

“Enquanto consumidor eu aprecio como a Leica Geosystems escutou e entendeu o que é importante para nós. Então, é claro, eu estava interessado e me senti muito honrado em participar dos testes betas do Captivate. Eu acredito que ele irá mudar o mercado, simplesmente não existe nada igual. A habilidade de visualizar e levantar dados dentro de scans 3D é única, esta tecnologia é muito impressionante, bem como valiosa para nós topógrafos.”

“A Leica Geosystems deu um grande salto pelo fato de o Captivate parecer com o visual e sensação de um smartphone com aplicativos personalizáveis e organizados da maneira que você desejar. O carrossel de projetos possibilita anexar fotos para deixar ainda mais fácil a identificação de cada trabalho, e com um clique no arquivo do projeto você rapidamente muda para um menu que possibilita a visualização e edição dos dados e suas propriedades. São coisas simples como estas que fazem do Captivate uma experiência tão proveitosa”

Aprende sozinho

Com o Leica Captivate integrado, as novas Estações Totais e MultiStations são otimizados com a quinta geração do ATRplus. Estes instrumentos precisos aumentam a eficiência e deixam os trabalhos mais rápidos, contanto com a possiblidade de ignorar distrações no campo, mantendo-se travado em um único prisma. Eles aprendem em qualquer ambiente, entregam posicionamentos acurados independentemente das condições mais adversas, e oferecerem o “relock” mais rápido em caso de linha de vista interrompida.

Os novos instrumentos incluem:

• Leica Nova MS60 – MultiStation -Leica CS20 – Controladora
• Leica Nova TS60 – Estação Total -Leica CS35 – Tablet
• Leica Viva TS16 – Estação Total

HxIP e Leica Infinity

Quando integrado ao Programa de Imageamento da Hexagon (Hexagon Imagery Program) e ao software Leica Infinity, o Leica Captivate tem a possibilidade de visualização de bases de mapeamento de alta qualidade. Estas bases com imagens georreferenciadas ajudam os usuários a estarem visualmente cientes do que está presente em qualquer local de trabalho, possibilitando a tomada de melhores decisões em tempo real para o aumento de produtividade, redução de erros e visitas a campo e economizando tempo no pós-processamento.

O Leica Infinity também é otimizado com o lançamento do Leica Captivate, agora entregando melhores fluxos de trabalho ao dar suporte aos novos softwares de campo. Com uma interface simples, o Leica Infiniy (v1.3) possibilita uma visão geral perfeita ao combinar múltiplos scans para criar superfícies ricas em informações. O Leica Infinity oferece uma grande gama de opções para processamento de dados de projetos, para múltiplos pacotes de software de CAD e BIM, deixando o processo de tomada de decisão mais simples e mais eficiente economicamente.

Mais informações sobre o Leica Captivate Experience pode ser encontradas em http://www.leica-geosystems.com/becaptivated

Fonte: Mundo Geo | www.mundogeo.com
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Importância da topografia para a obra

Importância da topografia para a obra

Para a execução de um bom projeto, a primeira etapa é solicitar um serviço de levantamento topográfico do terreno, até porque, 80% dos problemas na etapa de execução, estão relacionados a erros não solucionados nesta etapa do projeto

A topografia fornece as informações sobre a área de implantação. Um bom levantamento topográfico resulta numa maior e mais precisa gama de informações essenciais ao projeto. Significa descrição exata e detalhada de um lugar, determinando as dimensões, elementos existentes, desníveis, acidentes geográficos. Por principal objetivo representar graficamente, através da planta de levantamento topográfico, todas as características de uma área, incluindo o relevo, curvas de nível, perfil longitudinal, seções transversais, elementos existentes no local, metragem, cálculo de área, pontos cotados, norte magnético, coordenadas geográficas, acidentes geográficos. Dessa forma torna-se uma atividade fundamental tanto na etapa do projeto quanto na execução da obra.

“Vale mais investir um pequeno valor para ter a certeza do que investir um grande valor na incerteza”.

A planta topográfica deve ser executada através da utilização de equipamentos de alta precisão e sempre com certificado de aferição válido, e obedecer as normas técnicas e a boa prática de execução em campo, afirma Liércio F. Motta Jr., profissional da área.

topografia

A partir da análise das etapas da construção constata-se que esta atividade envolve o espaço urbano e social. O levantamento topográfico não serve somente para ter a certeza da metragem de uma determinada área, considerando todos os elementos existentes no local, ou seja, meio fios, arruamentos internos, alinhamentos de muros e cercas, árvores, caixas de drenagem, postes, entre outros. Com o levantamento planialtimétrico em mãos o projetista Liércio tem perfis longitudinais e seções transversais precisas, representativas e de fácil visualização ajudando na avaliação não somente do preço, se o projeto será viável financeiramente.

topografia

Na fase de execução da obra, a topografia serve de instrumento técnico para evitar erros e os seguintes serviços fazem parte dela: demarcação dos limites do terreno, locação de nivelamento dos furos de sondagem, demarcação do esquadro da obra, locação de estacas, locação de pilares, nivelamento do terreno, acompanhamento das prumadas dos pilares, nivelamento dos pisos e lajes, marcações das áreas de lazer e jardim, modificação da obra, entre outros.

A topografia se faz presente durante todas as etapas do processo construtivo desde o projeto até finalização. Daí sua vital importância agregada ao custo benefício já que a topografia consome entre 5% a 7% dos gastos da fase de projeto.

Com as dicas acima, Liércio F. Motta Jr. mostra a importância da topografia na execução de um projeto e mostra alguns detalhes que podem passar despercebidos.

Fonte: Link Construção | www.linkconstrucao.com
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agrimensura

Agrimensor tem “trabalho para 200 anos”

Agrimensura é a área responsável por fazer os levantamentos territoriais e as medições de um local que será demarcado ou receberá alguma construção

Engenheiro responsável pela medição e marcação de áreas é importante para regularização fundiária no país

“Tem trabalho para uns 200 anos.” É desta forma que Francisco Sales responde quando perguntado sobre o mercado de trabalho para a profissão de engenheiro agrimensor. A frase, ele diz ter ouvido em 1992, mas passou a usar porque define bem o mercado para esses profissionais.

O trabalho do agrimensor, muitas vezes, pode passar despercebido, mas é necessário para viabilizar obras, construções e até mesmo a regularização fundiária de uma localidade. E quando se fala em regularização fundiária, é possível ter uma ideia do tamanho do serviço. Segundo Francisco Sales, há regiões do Brasil em que municípios inteiros estão sobre terras devolutas.

“O Brasil ainda não tem uma definição dominial das suas terras. Há Estados em que há alguma coisa, mas tem casos em que o proprietário não sabe que é dono. Isso cria uma insegurança jurídica nessa terra”, explica Sales, que preside a Associação Profissional dos Engenheiros Agrimensores do Estado de São Paulo. Para ele, “não há uma política efetiva, seja federal, estadual ou municipal que possa resolver” os conflitos fundiários.

Ramo específico da engenharia, a agrimensura tem como peculiaridade estar associada a todos os outros. É a área responsável por fazer os levantamentos territoriais e as medições de um local que será demarcado ou receberá alguma construção. E isso vale para qualquer área, seja urbana ou rural. As medições podem ser feitas usando topografia, imagens de satélite ou GPS, em que se busca determinar com precisão os marcos de um terreno.

No Brasil, existem, atualmente 5,247 mil profissionais da área registrados, de acordo com o sistema Confea/Crea, entidade que reúne os engenheiros do país. A maior parte desses agrimensores está no Sudeste (3,34 mil). Depois aparecem Nordeste (1,017 mil), Sul (554), Centro-Oeste (311) e Norte (35). O Estado com o maior número de profissionais registrados é Minas Gerais, com 1,827 mil.

A maior demanda pelo trabalho dos agrimensores atualmente, diz Francisco Sales, está na zona urbana, principalmente em função de zoneamentos e planos diretores municipais. “As cidades brasileiras não têm um cadastro confiável”, afirma Sales.

Nas áreas rurais, houve um aumento da procura pelos serviços a partir da lei 10.267 de 2001, que modificou normas de registro de propriedade rural. Agora, com o novo Código Florestal e as necessidades do Cadastro Ambiental Rural (CAR), como demarcar Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal, surgiu uma demanda adicional, diz Francisco Sales.

Cadastro ambiental

“O agrimensor apura o tamanho da propriedade, suas benfeitorias, as áreas de reserva legal que precisam ser declaradas. A partir das informações que ele levanta é preenchido o cadastro. O CAR não trouxe uma revolução, mas é uma demanda a mais”, diz o engenheiro agrimensor.

Previsto no Código Florestal, o CAR é o primeiro passo para a regularização ambiental das propriedades rurais. O prazo para fornecimento das informações termina dia 5 de maio, podendo ser prorrogado por mais um ano. A partir dos dados, o proprietário rural será incluído no Programa de Recuperação Ambiental (PRA), em que deve recompor as áreas de preservação de acordo com a lei.

Fonte: Globo Rural | www.revistagloborural.globo.com
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Topografia

O que é Topografia?

“Vale mais investir um pequeno valor para ter a certeza do que investir um grande valor na incerteza.” Topografia significa a descrição exata e detalhada de um lugar, determinando as dimensões, elementos existentes, variações altimétricas, acidentes geográficos, etc. A Topografia fornece dados, obtidos através de cálculos, métodos e instrumentos que permitem o conhecimento do terreno, dando base para execução de projetos e obras realizadas por engenheiros ou arquitetos. Sendo fundamental tanto na etapa de projeto quanto na execução da obra.

A Topografia tem por principal objetivo representar graficamente, através da planta de levantamento topográfico, todas as características de uma área, incluindo o relevo, curvas de nível, elementos existentes no local, metragem, cálculo de área, pontos cotados, norte magnético, coordenadas geográficas, acidentes geográficos, etc. Devendo a planta topográfica ser elaborada através de utilização de equipamentos apropriados e métodos de medição e representação gráfica considerando-se os parâmetros, metodologia e legislação a fim de fornecer um trabalho topográfico de acordo com as normas técnicas. Não se deve confundir Topografia com Geodésia, pois enquanto a Topografia tem por finalidade mapear uma pequena porção da superfície da terra, a Geodésia tem por finalidade mapear grandes porções.

A área de TOPOGORAFIA tem se tornado cada vez mais complexa decorrente dos avanços tecnológicos. Como resultado destes avanços, ocorre que no Brasil, tanto em pequenos quanto em grandes centro urbanos, existe uma grande carência de profissionais desta área. Com a retomada do crescimento econômico brasileiro a partir do governo Lula, constatou-se que existe uma grande lacuna na área tecnológica, o país ficou mais de vinte anos estacionado, onde diversos cursos técnicos de diversas áreas foram fechados, no entanto para crescer é preciso ter pessoal bem treinado e em se tratando de topografia, dela dependem diversas outras atividades, tais como: construção civil, mineração, ferrovias, obras de urbanização pública, linhas de transmissão, controle dimensional industrial, pavimentação, arquitetura, paisagismo, etc.

Em se tratando de equipamentos topográficos de última geração, o mais utilizado é a Estação Total, pois permite que todos os dados coletados no campo sejam gravados e depois descarregados no computador onde serão processados. Este equipamento permite não somente trazer os dados de campo como também gravar os dados que serão utilizados no campo, ou seja, para realizar a locação de uma área ou implantação pontos, as coordenadas são gravadas na estação total para serem materializadas no campo. Este processo evita inúmeros erros e agiliza do serviço. O G.P.S. (Global Position Sistems) tornou-se indispensável para a topografia, visto que além de amarrar a área na coordenadas oficiais U.T.M., possibilita o mapeamento de grandes áreas com precisão e em curto espaço de tempo.

A Importância da Topografia para a Construção Civil e a Arquitetura

Analisando as etapas da construção civil pode-se constatar que esta atividade está envolvida no desenvolvimento principalmente urbano e social. O construtor tem a idéia de adquirir uma propriedade para nela construir um empreendimento imobiliário. A primeira coisa que o construtor deverá fazer é solicitar um serviço de levantamento plani-altimétrico cadastral do terreno. O levantamento topográfico não serve somente para se ter a certeza da metragem de uma determinada área, é muito mais do que isso, em mãos do levantamento plani-altimétrico, o construtor terá como avaliar não somente o preço, como também se o seu investimento lhe trará retorno financeiro. O levantamento topográfico proporciona uma real visão do terreno.

A verificação da real geometria e altimetria do terreno traz segurança ao engenheiro ou arquiteto que for realizar um estudo de massa. Um levantamento topográfico bem apurado, deverá considerar todos os elementos existentes no local, tais como: meio fios, arruamentos internos, alinhamentos de muros e cercas, marcos demarcatórios, árvores, caixas de drenagem, postes, ralos, edificações existentes, edificações confrontantes, indicação do sentido do trânsito, existência de rios ou córregos próximos ao terreno, pontos cotados, curvas de nível, taludes, rochas, etc. Conclui-se portanto, que é imprescindível realizar o levantamento topográfico do terreno antes de investir cegamente num negócio imobiliário.

Na fase de execução da obra, a topografia serve de instrumento técnico para evitar erros, podemos citar os seguintes serviços:

Demarcação dos limites do terreno, locação de nivelamento dos furos de sondagem, demarcação do esquadro da obra, locação de estacas, locação de pilares, nivelamento do terreno, acompanhamento das prumadas dos pilares, nivelamento do pisos e lajes, marcações das áreas de lazer e jardim, as-built da obra, etc. Dentre as exigências dos Órgãos Públicos (SERLA, Rio-Águas, FEEMA e SMAC) para aprovação de projetos urbanos, algumas soluções são dadas pela topografia, tais como: Amarração do terreno em coordenadas geográficas U.T.M. utilização de R.N. (referencial de nível) oficial da Prefeitura local., cadastro de vegetação para aprovação junto ao SMAC e Parques e Jardins, etc.

Sites úteis sobre topografia:

http://www.ibge.gov.br

http://www.embrapa.gov.br

http://www.incra.gov.br

http://www.dpi.inpe.br/terraview/

http://www.geolivre.org.br

http://www.sonic.net/~trollhei/survsoft.html

http://www.grass.itc.it

http://www.dpi.inpe.br/spring/

Fonte: Mensural 

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COMO UTILIZAR DIFERENTES TÉCNICAS DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO?

Um levantamento topográfico refere-se a um conjunto de métodos e processos onde, seja por meio de medições topográficas (ângulos horizontais, verticais, distâncias horizontais ou inclinadas e diferença de nível) ou por meio do uso de receptores GNSS, realiza-se medições sobre a superfície terrestre com a finalidade de representação gráfica de uma porção do terreno sobre uma superfície plana.

Figura 1: Exemplo de Planta Topográfica

Nesta aplicação espera-se uma precisão posicional ao nível de poucos centímetrospara os pontos levantados. Considerando-se a topografia convencional, tais medições podem ser executas utilizando-se de Estações Totais (levantamentos planialtimétricos), níveis (levantamento altimétrico) ou ainda, com menor precisão, de teodolitos (levantamentos planialtimétricos ao nível de decímetros).


Figura 2: Levantamentos por topografia convencional

Pode-se ainda utilizar um receptor GNSS para esta finalidade. Neste caso, adota-se o uso da fase de batimento da portadora (receptores L1 e/ou L1/L2), pelo método relativo pós-processado, utilizando-se os métodos de posicionamento Estático, Rápido-Estático, Stop and Go e Cinemático.

O método Estático é caracterizado por tempos de posicionamento superiores a 20 minutos, enquanto no método rápido-estático os tempos de posicionamento são inferiores a 20 minutos. Nos dois métodos são gerados 1 arquivo de dados brutos para cada ponto levantado, os quais deverão ser processados a partir dos dados brutos coletados no ponto Base, onde nesta deve-se ter um receptor GNSS coletando as observáveis GNSS durante todo o tempo em que o receptor móvel estiver sendo utilizado. Estes dois métodos são mais indicados em áreas em que haja ocorrência significativa de obstruções necessitando, portanto, de um tempo maior de posicionamento para garantir a fixação das ambiguidades (solução fixa).

Figura 3: Levantamento de Perímetro pelo método Rápido-Estático.

O método Stop and Go é indicado para o levantamento de áreas livres de obstruções, tornando-se vantajoso devido a possibilidade de redução no tempo de posicionamento. Normalmente adota-se um procedimento de inicialização, que consiste em posicionar sobre um ponto qualquer e deixá-lo rastreando as observáveis por pelo menos 5 minutos (podendo-se permanecer por um tempo maior caso julgue necessário). Em seguida, os demais pontos do levantamento serão observados com um tempo mais curto. Normalmente recomenda-se pelo menos 30 épocas para cada ponto. Nesse contexto, configurando-se os receptores Base e Rover com uma taxa de gravação de 1 segundo, bastariam 30 segundos de posicionamento nos demais pontos do levantamento. Vale salientar que caso haja perda de sinal durante o trajeto entre os pontos, haverá a necessidade de uma nova inicialização de pelo menos 5 minutos. Neste método será gerado apenas um arquivo de dados brutos, o qual deverá ser processado a partir dos dados brutos coletados no ponto Base.

 

Figura 4: Levantamento de Perímetro pelo método Stop and Go.

O método cinemático é indicado para o levantamento de feições tais como estradas, córregos, limites de talhões, etc., e assim como o método Stop and Go, convém-se utilizá-lo em áreas livres de obstruções. A coleta das observações neste método será realizada configurando-se o receptor para armazenar os pontos pelo tempo ou pela distância percorrida, uma vez que o receptor móvel estará em movimento durante todo o trajeto.

Figura 5: Levantamentos pelo método Cinemático.

Nos quatro métodos citados, em sequência ao pós-processamento dos dados, serão obtidas coordenadas com precisões ao nível de poucos centímetros. Convém salientar que o receptor Base não deverá estar a mais que 20 km dos pontos levantados, sendo este o raio de trabalho a ser adotado.

Ainda considerando-se a aplicação em Levantamentos Topográficos, pode-se utilizar das técnicas de posicionamento em tempo real (RTK). Estas se tornam mais produtivas e confiáveis uma vez que durante a etapa de levantamento tem-se as correções em tempo real, permitindo assim acompanhar a solução do vetor (fixo ou flutuante) e a precisão obtida no mesmo instante do levantamento. Nestas condições o tempo de posicionamento será rápido, uma vez que apenas uma época será necessária para registro de cada ponto de interesse.

Figura 6: Levantamentos pela técnica RTK/UHF ou RTK/GSM.

Fonte: Agrimensor do futuro 

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Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Por Egberto Vogel, Fabrício Penido Marques, Igor Raposo Rocha, Ricardo Canabrava Oliveira e Cláudia C. S. Saraiva

Introdução

Nos últimos anos houve um grande avanço no desenvolvimento de técnicas e tecnologias nas áreas de agrimensura, topografia, geodésia, cartografia geoprocessamento, sensoriamento remoto, aerofotogrametria etc. proporcionando grande desenvolvimento as ciências geomáticas. Deste modo, as metodologias e técnicas utilizadas nos trabalhos topográficos, geodésicos e cartográficos, têm sofrido constantes evoluções nos seus planejamentos e execuções.

Essas constantes evoluções e atualizações dos equipamentos aplicados aos levantamentos topográficos e geodésicos vêm aperfeiçoando os métodos de medições sejam eles convencionais, com teodolitos, níveis, estação total, receptores GNSS etc. e ou remotos com restituições aerofotogramétricas, restituições por imagens orbitais, laser scanning terrestre e aerotransportado etc.

Com essas evoluções e atualizações inúmeras situações e características influem na qualidade e no custo final de um levantamento topográfico e geodésico, podendo assim gerar dados e informações não fidedignas e até mesmo fora da realidade do local levantado, bem como não proporcionar lucro ou até mesmo gerar prejuízo ao profissional ou empresa executante.

Assim, criou-se a necessidade de analisar a qualidade dos dados levantados e o melhor custo/benefício entre as principais metodologias e técnicas utilizadas atualmente para os levantamentos planialtimétricos. Desta forma, através de um estudo de caso, optou-se em analisar e comparar um levantamento da altimetria de uma mesma área, levantado através do uso de estação total com prisma e de um laser scanning terrestre.

Neste trabalho, para a comparação da qualidade dos dados topográficos foi feito um estudo de caso onde foram calculados os volumes de corte e aterro entre a topografia atual do terreno levantada com uso de uma estação total e de um laser scanning terrestre, em relação a uma topografia projetada, simulando, por exemplo, bancadas de um projeto de engenharia. E para a definição do melhor custo/benefício são comparados os dados quantitativos de tempo e custo, bem como os dados qualitativos das diferenças volumétricas encontradas entre o levantamento realizado com a Estação Total e com o Laser Scanning.

Metodologia

O estudo de caso foi feito em uma área total de 20 hectares (400 x 500m), localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, nas divisas municipais de Ibirité, Sarzedo e Brumadinho, na serra dos Três Irmãos – vide figura 01.

Figura 13 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Figura 01 – Mapa de Localização da Área em Estudo Fonte: Mapa gerado pelos autores.

Os quatro vértices limítrofes da área estão georreferenciados pelo sistema geodésico brasileiro, na projeção Universal Transverso de Mercator – UTM, datum SIRGAS-2000, meridiano central 45° W.Gr., com coordenadas: 597.402,31E e 7.779.704,99N; 597.741,90E e 7.779.916,35N; 598.006,13E e 7.779.491,87N e 597.666,54E e 7.779.280,49N.

A área de estudo está posicionada na vertente norte da serra dos Três Irmãos. O relevo local é, portanto montanhoso, com topografia extremamente acidentada e declividades íngremes (quase metade da área tem declividade acima de 45%). A variação altimétrica na área de estudo é de 252 m, sendo a menor cota é de 1.140 m e a maior 1.392 m (altitudes elipsoidais).

A porção norte da área, da base da serra à meia encosta, encontra-se predominantemente antropizada, com inúmeras bancadas abandonadas, taludes de corte e uma estrada vicinal, com fácil acesso a mesma. Já a porção mais ao sul, da meia encosta ao topo da serra, apresenta pouco antropizada, com topografia mais homogênea, fortes declives e acidentes naturais, com difícil acesso em grande parte da mesma – vide figuras 02 e 03.

Figura 23 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Figura 02 – Imagem Orbital da área em estudo com vista em planta e em 3D. Fonte: Mapa gerado pelos autores.

 

Figura 32 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Figura 03 – Vista geral da área em estudo. Fonte: Fotografia gerada pelos autores

O levantamento topográfico da área em estudo foi realizado através de duas metodologias distintas: na primeira foi realizado um levantamento convencional utilizando uma estação total e duas miras; na segunda delas foi realizado um levantamento com o Laser Scanning terrestre.

Ambos os levantamentos foram georreferenciados pelo sistema geodésico brasileiro, utilizando um par de receptores geodésicos da Topcon, modelo Hiper Lite (dupla freqüência + RTK).

Para correção diferencial das coordenadas obtidas no levantamento foram determinadas primeiramente as coordenadas geodésicas da estação utilizada como base pelo método relativo, tendo como referência as estações da Rede de Monitoramento Contínuo (RMBC) de Belo Horizonte, Viçosa, Governador Valadares, Inconfidentes e Rio de Janeiro.

Após a determinação das coordenadas da base, as coordenadas das demais estações de trabalho foram determinadas em tempo real com uso de receptor GNSS L1/L2 e RTK nestes locais foram instalados a estação total e o Laser Scanning.

A estação total utilizada é da marca Topcon, modelo GTS-239W, que tem como principais características: leitura direta de 1” e precisão de 9”, alcance de 2.000 metros com 1 prisma e 2.700 metros com 3 prismas, precisão linear de 3mm + 3ppm, com compensador simples, coletor de dados interno com memória para 8.000 pontos com todos atributos ou 16.000 pontos de coordenadas e medição de pontos inacessíveis.

Já o Laser Scanning utilizado é fabricado pela Riegl, modelo LMS-Z620, que tem como principais características: alcance máximo de 2000m, precisão de 10mm até 100m, taxa de medição de até 11.000 pontos por segundo, base inclinatória, campo de visão de 360° horizontal e 80° vertical, compensador de até 10°, autonomia de 08 horas/01 bateria e câmara digital acoplada (destacável).

Para melhor análise dos dados levantados em campo, dividiu-se a área total levantada (20 hectares) em 04 partes iguais, subdividindo assim, em áreas contíguas de 5 hectares (200 x 250m), no intuito de comparar os resultados finais dos levantamentos topográficos realizados com Estação Total e com o Laser Scanning, observando as características topográficas individuais de cada área,  vide figura 04.

Um controle estatístico básico foi realizado a fim de averiguar as diferenças altimétricas entre o modelo digital de terreno gerado do Laser Scanning e os pontos topográficos irradiados pela Estação Total.

Assim, considerando os pontos topográficos obtidos com a Estação Total como pontos de controle, e ao compará-los com as coordenadas mensuradas pelos pontos obtidos pelo Laser Scanning, verificou-se que aproximadamente 20% dos pontos topográficos da Estação Total coincidiram com os pontos do Laser Scanning em uma distância inferior a 30 cm, sendo que nestes pontos amostrados a diferença média altimétrica é de 12,252 cm.

Figura 4 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Figura 04 – Vista da Área em Estudo dividida em 04 (quatro) partes iguais Fonte: Mapa gerado pelos autores.

Nos levantamentos realizados com a Estação Total e com o Laser Scanning foi necessária a instalação dos equipamentos em 12 (doze) estações de trabalho. A partir daí foram irradiados um total de 816 (oitocentos e dezesseis) pontos com a Estação Total, em 27 (vinte e sete) horas de trabalho (3 dias), com 03 profissionais (01 topógrafo e 02 auxiliares). Enquanto que o Laser Scanning mensurou um total de 147.284 (cento e quarenta e sete mil e duzentos e oitenta e quatro) pontos topográficos (quantidade final após filtragem e limpeza da nuvem de pontos bruta), em 06 (seis) horas de trabalho, com apenas 01 (um) operador, vide tabela 01.

Atualmente, o preço médio da diária cobrado pelas empresas de locação de aparelhos topográficos, em Belo Horizonte, para a Estação Total do modelo utilizado é de R$ 70,00 (setenta reais), enquanto que a diária de um Laser Scanning utilizado é de R$ 2.500,00. Já os topógrafos, que atuam na região, tem cobrado entre R$ 600,00 (seiscentos) a R$ 1.200,00 (hum mil e duzentos) a diária, para realização de levantamentos topográficos similares, vide tabela 01.

Tabela 1 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Tabela 01 – Comparação do Levantamento Topográfico realizado com Estação Total e Laser Scanning da Área em Estudo

A partir dos pontos topográficos levantados em campo foi gerado um modelo tridimensional do terreno – MDT, curvas de nível com eqüidistância vertical de até 1m e seção longitudinal – vide figura 05 e 06.

Figura 5 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Figura 05 – Curvas de Nível geradas a partir dos pontos levantados pela Estação Total. Fonte: Mapa gerado pelos autores

Figura 6 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Figura 06 – Curvas de Nível geradas a partir dos pontos levantados pelo Laser Scanning. Fonte: Mapa gerado pelos autores.

 

No intuito de quantificar as possíveis diferenças entre a topografia do levantamento realizado com a Estação Total e do Laser Scanning, foi criada ainda uma topografia projetada, simulando um projeto qualquer de engenharia, como por exemplo, uma frente de lavra de atividade mineraria, com bancadas de 5 metros de altura, taludes com 60° de inclinação e plataforma com 10 metros de largura – vide figuras 07 e 08.

Assim, foi possível calcular as diferenças de volume de corte/aterro, no presente caso apenas corte, entre as topografias levantadas e a projetada. Para a cubagem dos volumes de corte entre as topografias foi utilizada a comparação entre 02 (duas) superfícies (superfície de base X superfície primitiva ou de referência), sendo o MDT gerado das topografias levantadas com a Estação Total e o Laser Scanning a superfície de base, e o MDT gerado da topografia projetada à superfície primitiva ou de referência. No cálculo de volume entre as superfícies foi utilizado o método de interpolação não linear (método dos vizinhos naturais).

Depois de calculadas as diferenças de volume de corte entre as superfícies topográficas levantadas com a Estação Total / Laser Scanning e a projetada, observou-se que a diferença na área total em estudo foi de quase 68.000 m³ ou 0,85% – ver tabela 2 com os quantitativos calculados.

Figura 7 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Figura 07 – Curvas de Nível simulando bancadas em um projeto de engenharia. Fonte: Mapa gerado pelos autores.

Figura 8 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Figura 08 – Seção Longitudinal com o perfil da topografia projetada e as levantadas com Estação Total e Laser Scanning. Fonte: Seção Longitudinal gerada pelos autores.

 

Ao se observar cada uma das 04 (quatro) áreas, a diferença foi de 0,13% na Área 01, de 0,47% na Área 02, de 2,60% na Área 03 e de 4,76% na Área 04, evidenciando que as maiores diferenças encontradas foram nas áreas com maior dificuldade de acessibilidade e conseqüentemente com o menor número de pontos irradiados no levantamento com a Estação Total.

Percebe-se ainda que mesmo nos locais com a topografia mais detalhada e heterogênea, mas com maior facilidade de acessos e maior número de pontos irradiados, como nas Áreas 01 e 02, a diferença entre os volumes calculados chegaram a ser até 36 (trinta e seis) vezes menores se comparados às diferenças encontradas nas Áreas 03 e 04.

Tabela 2 Estudo de caso de um levantamento topográfico altimétrico realizado com estação total e laser Scanning terrestre

Tabela 02 – Comparação dos volumes de corte calculados entre as superfícies topográficas levantadas e a projetada

 

É importante salientar que mesmo que as discrepâncias de volume sejam aparentemente pequenas, onde em uma área com 200.000 m² ou 20 hectares a diferença volumétrica entre os levantamentos topográficos foram de apenas 0,85% ou 68.000 m³, se fosse calculado o volume em um projeto, por exemplo, de uma frente de lavra de minério de ferro, estar-se-ia errando no caso em aproximadamente 170.000 toneladas (cento e setenta mil), onde considerando uma densidade média de 2,5 ton/m³, valor este que poderia representar nos dias atuais uma diferença financeira de R$ 17.000.000,00 (dezessete milhões de reais), tendo em vista que o valor médio da tonelada de minério de ferro seja de R$100,00 (cem reais); ou ainda, poderia-se calcular erroneamente uma planilha de planejamento do custo final para o transporte de material de base para construção de uma grande obra, como por exemplo, uma rodovia, com uma diferença de 6.800 (seis mil e oitocentos) caminhões com capacidade de 25 (vinte e cinco) toneladas.

Conclusão

Com o grande avanço das tecnologias ocorre a cada dia uma revolução nas ciências geomáticas. Os métodos de medições e levantamentos remotos estão se tornando cada vez mais presente para complemento ou até mesmo como alternativa no levantamento topográfico em campo.

Ocorre uma forte tendência que num futuro próximo, os profissionais das áreas de topografia, geodésia e cartografia, tenham cada vez menos contato com os locais a serem levantados. “À medida que a tecnologia de levantamentos em campo avança, cada vez menos é preciso que o profissional tenha contato direto com as áreas e objetos a serem mapeados. Até mesmo em trabalhos clássicos de topografia, como levantamento “as built”, o uso de técnicas de medição à distância pode ser opção – ou um complemento – para os métodos tradicionais de topografia” (FREITAS, 2011).

Os levantamentos a laser sejam eles aerotransportados ou terrestres, vêm evoluindo e avançando a mais de 03 (três) décadas. Com equipamentos capazes de medir facilmente mais de 10.000 pontos por segundo, com altíssima precisão, associados às grandes facilidades de processamento dos dados, tem um aumento na produtividade das atividades nunca imaginado nos levantamentos topográficos convencionais. “O baixo tempo para aquisição dos dados gera ganhos de produtividade, e, além disso, há a vantagem de não necessitar de alvos refletores e de luz. O número de pontos gerados em cada levantamento é da ordem de milhares por segundo, as distâncias podem chegar a mais de dois quilômetros, com precisão milimétrica” (FREITAS, 2011).

Uma correta análise do tipo de levantamento topográfico a ser feito, avaliando o nível de dificuldade na sua execução, tempo e custo, bem como as características básicas necessárias do produto final, ainda associados aos conhecimentos técnicos do profissional executante poderão acarretar uma adequada solução na escolha de equipamentos e métodos a serem utilizados, evitando assim erros grosseiros e prejuízos financeiros. “Várias características e circunstâncias podem influir nos custos para a elaboração dos serviços de agrimensura e cartografia e, portanto, diversos são os impactos no orçamento dos mesmos. Um serviço executado sem a devida apropriação de custos, dificilmente poderá atingir os objetivos e proporcionar o lucro justo ao executante. Um profissional responsável e idôneo se verá obrigado a avaliar bem a necessidades de seu cliente e as suas antes de formular uma proposta” (BUENO, 2009).

“Informações fidedignas dependem de observações próximas à realidade. Por outro lado, de nada adianta a excelente coleta de dados sem as verificações, comprovações e um meio eficiente de comunicação com o usuário, que lhe possibilite avaliar todo o processo de produção e depreender o seu significado” (BUENO, 2009).

No estudo de caso realizado pode-se concluir que o método de levantamento topográfico utilizando o Laser Scanning Terrestre, nas circunstâncias e condições descritas, apresentou um melhor custo/benefício em relação ao levantamento convencional utilizando a Estação Total.

Em relação à qualidade entre metodologias empregadas nos levantamentos fica evidente a vantagem do uso do Laser Scanning, nas circunstâncias e condições descritas, onde pode mensurar remotamente milhares de pontos topográficos, em um tempo significantemente menor se comparadas às metodologias convencionais, independente das condições e detalhamento do relevo local.

O elevado valor da diária na locação do equipamento pode ser facilmente compensado pelo ganho de produtividade e qualidade, e conseqüentemente na lucratividade do trabalho.

É importante ressaltar, que nenhuma tecnologia e metodologia empregadas nos trabalhos topográficos, geodésicos e cartográficos, substituem integralmente uma à outra, devendo ser único e exclusivamente de responsabilidade do profissional através de suas habilidades e conhecimentos técnicos escolher o melhor método e equipamentos a serem adotados na execução de um determinado levantamento.

Referências Bibliográficas

BUENO, Régis. Consciência profissional. A importância de identificar as características que influenciam nos serviços de agrimensura e cartografia. Editora MundoGEO. Revista InfoGNSS. Ano 6, Edição n° 27, 2009. 40 p

FREITAS, Eduardo. Imagens Invadem o Campo. Dados de satélite, nuvem de pontos 3D e fotos aéreas cada vez mais presentes nos levantamentos. Editora MundoGEO. Revista InfoGNSS. Ano 6, Edição n° 35, 2011. 26 a 28 p

Fonte: MundoGeo

Postado por: GBC Engenharia | www.gbcengenharia.com.br

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