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Conservação do solo aumenta a oferta de água

Via:Embrapa

A iminente publicação, no Diário Oficial, do decreto que vai instituir o Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos) motivou o encontro, em Brasília, entre José Carlos Polidoro, chefe geral da Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ), e a secretaria de extrativismo e desenvolvimento rural sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Juliana Simões, no dia 23 de maio. Na pauta, a execução do Plano Nacional de Conservação do Solo e da Água, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que será complementar ao PronaSolos.

“O Plano vai focar na recuperação de solos para maior produção de água”, esclareceu Polidoro. “Além disso, ele também atende ao compromisso internacional firmado pelo Brasil de, até 2030, alcançar um mundo neutro em termos de degradação do solo, parte do objetivo 15 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU”.

Como primeiro passo para articulação do Plano Nacional de Conservação do Solo e da Água, a Embrapa Solos vai promover, em julho, uma oficina de articulação envolvendo os principais formadores de opinião que lidam com solos e recursos naturais.

Para que o Plano comece suas atividades ainda em 2018 serão buscados recursos financeiros junto a fundos nacionais e internacionais, setor privado e governos federal e estaduais.

Carlos Dias (20.395 MTb RJ)
Embrapa Solos
carlos.diniz-dias@embrapa.br
Telefone: (21) 2179-4578

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa | www.embrapa.br
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Sondagem de solo ajuda a evitar problemas de fundação

Via: AECWeb

O trabalho é indispensável em qualquer tipo de obra, pois fornece características precisas sobre o terreno

Sondagem de solo, também conhecida como radiografia de solo, é uma ação indispensável em qualquer tipo de obra e deve ser realizada juntamente com o estudo topográfico. É por meio dela que são determinados tipo e resistência do solo, profundidade de cada camada e presença de água no subsolo. “É o primeiro trabalho a ser feito. Não é possível executar a sondagem de modo adequado sem as referências da topografia, pois os furos para análise do subsolo têm de estar locados em pontos exatos do terreno e no nível geral em que a edificação estará”, afirma o engenheiro Artur Quaresma.

O porte da obra e o tamanho do terreno são características que influenciam a atividade. Em áreas menores, realizar apenas um furo é um erro que pode resultar em dados imprecisos. “Às vezes, amostrar somente um ponto não é significativo. O mínimo recomendado são dois furos e o ideal são três. Quando são feitos dois pontos de sondagem, ao traçar o provável perfil do subsolo, só haverá um plano de interpretação. Já quando há três perfurações, o resultado abrangerá três planos de interpretação”, explica o especialista, lembrando que, em terrenos maiores, o número de pontos varia conforme o tamanho da área. “Questão de igual importância é a distância entre os furos: não é recomendável que os pontos tenham mais do que 25 m de distância entre si”, completa.

Tipos de sondagem

Existem dois tipos, e o primeiro deles é à percussão. Esse trabalho consiste em cravar o amostrador padrão no terreno, por meio de golpes de martelo, para medir a resistência do solo. A cada metro de profundidade, se obtém uma medida de resistência. Quando se encontra uma rocha, não é mais possível cravar o equipamento e se torna necessário cortar a pedra. Essa ação é a chamada sondagem rotativa. Para realizá-la, é usada coroa de diamante na ponta da tubulação fincada no solo, cortando a rocha e permitindo o aprofundamento do equipamento, que avança conforme vai rodando e cortando o minério. “Esse tipo não mede a resistência da rocha, mas indica sua qualidade, apontando sua condição, como eventuais fraturas ou se está conservada, entre outras informações. Caso seja necessário obter a resistência da rocha, é retirado tarugo e ensaiado em laboratório”, fala Quaresma.

Às vezes, amostrar somente um ponto não é significativo. O mínimo recomendado são dois furos e o ideal são três
Artur Quaresma

Em algumas situações, é necessário executar os dois tipos de sondagem no mesmo terreno. Isso acontece, por exemplo, quando um trabalho à percussão é iniciado, mas, em determinado momento, ao encontrar uma pedra no caminho, não é mais possível avançar. Segundo Quaresma, é necessário definir se ali há somente uma bola de pedra, chamada matacão, com outras camadas de solo abaixo ou se aquilo já é a rocha. Nesse momento, a sondagem à percussão é interrompida e a rotativa é iniciada. “Se avançar, conclui-se que era realmente a rocha, porém, se voltar para o solo, fica constatada a presença do matacão”, detalha o profissional.

Por que fazer a sondagem?

Quando não se conhece o que há no subsolo, é grande a chance de super ou subdimensionar a fundação ou a estrutura. Para evitar acidentes e também economizar no total gasto com a construção, é fundamental conhecer a resistência do solo. “A compreensão exata da capacidade do solo, aliada a um bom projeto, resultará em estrutura mais leve, o que requer menor quantidade de matéria-prima”, destaca Quaresma. Além disso, corrigir os danos resultantes de problemas de fundação quando a obra já está pronta ou em andamento é ação difícil e cara. “É muito mais barato investir em uma boa sondagem”, alerta.

A compreensão exata da capacidade do solo, aliada a um bom projeto, resultará em estrutura mais leve, o que requer menor quantidade de matéria-prima
Artur Quaresma

Custos do trabalho

De acordo com Quaresma, as empresas especializadas oferecem seus serviços a partir de 40 m de sondagem, e o preço médio varia entre R$ 100 e R$ 150/m². A partir desses números, é possível calcular um custo de R$ 5 mil a R$ 10 mil. “O que são esses valores em uma obra que custa milhões? Por isso, não vale a pena correr riscos”, aconselha o profissional, que finaliza: “O investimento na atividade e no projeto reflete em economia na execução da obra, além de proporcionar conforto e estabilidade.”

Contratar empresas de confiança para a execução do trabalho é outra medida de segurança. “Como todo mercado, há os mais variados tipos de fornecedores que oferecem serviços de sondagem. A atividade exige perícia do operador e, por isso, as empresas devem contar com equipe qualificada e experiente”, diz o engenheiro.

Fonte: Via: AECWeb | www.aecweb.com.br
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Tipos de Solo da Construção Civil

Via: Bertoldi

A Fundação é o alicerce para qualquer obra, independente do tamanho. Portanto, é necessário ter conhecimento sobre o principal ponto antes de começar: o tipo de solo.

A análise do terreno é fundamental, uma vez que ele está presente em qualquer construção, dá sustentação ao peso e determina características essenciais do projeto em concordância com o seu perfil como drenagem, elevação e localização.

A Mecânica dos solos divide os materiais que cobrem a terra em grandes grupos como:

  • Rochas – terreno rochoso;
  • Solos arenosos;
  • Solos siltosos;
  • Solos argilosos.

É importante ressaltar que não se trata de uma divisão rigorosa porque, normalmente, não são encontrados solos que se enquadram exatamente em apenas um dos tipos. A exemplo, na prática, quando apontamos um solo argiloso, estamos, na verdade, afirmando que a maior parte de sua composição é de argila, não o todo.

O critério mais utilizado para classificar os solos é a análise do tamanho dos grãos que compõem o solo:

Fica perceptível que a argila é constituída de grãos extremamente pequenos, invisíveis a olho nu. As areias e o pedregulho, entretanto, possuem grãos visíveis e separáveis.

Solos Arenosos – Areia é o composto predominante, seguida de grãos grossos, médios e finos, visíveis a olho nu. Não tem coesão (os grãos são separáveis).

Solos Argilosos – Composto por grãos microscópicos, de cores vivas e alta impermeabilidade. O tamanho dos grãos das argilas faz com que ela seja facilmente moldada com água, apresente dificuldade de desagregação, permita taludes com ângulos na vertical.

Solos Siltosos – O silte está entre a areia e a argila, porém, não possui todas as características destes dois materiais nobres.

Grande parte do solo, no país, é argiloso, contudo, é importante ressaltar que, em geral, os solos são misturados. Estudar o local e determinar o tipo de solo é fundamental para escolher a Fundação correta.

Fonte: Bertoldi | www.bertoldiconstrucao.com.br
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Novas mudanças da Lei de Uso do Solo na Cidade de São Paulo deverão afetar o mercado imobiliário

Via: Terra

Com a defesa de adaptação de regras de construção de moradias à realidade da capital paulista, agora em janeiro foi apresentado um projeto de iniciativa da Prefeitura, com alterações pontuais na Lei de Zoneamento de São Paulo. Entre os ajustes, estão apartamentos maiores e com mais vagas nas áreas denominadas eixos de transporte e a liberação de prédios mais altos no miolo dos bairros. Além disso, a Prefeitura também propõe a redução de cerca de 30% no valor de contrapartida paga por empresas que constroem acima do limite definido por lei.

De acordo com o especialista Mário Paes Landim, advogado da MPLandim, escritório especializado em direito imobiliário, a expectativa da municipalidade é de que os ajustes ajudem na retomada do mercado e estimulem maior oferta, assim como flexibilize construtores e incorporadores em negociar esses novos imóveis. Porém, existem algumas ressalvas importantes para que o resultado a longo prazo seja benéfico.

“Esses ajustes tendem a estimular a construção, assim como a venda de imóveis. Todavia, ao meu ver, a municipalidade, juntamente com o estudo técnico-econômico, deve elaborar estudos jurídicos e socioambientais antes de qualquer iniciativa. De modo que a saturação populacional de um bairro leve em conta a rede de serviços públicos e privados disponíveis e, muito especialmente, a mobilidade urbana”, destaca Mário Paes Landim.

A análise dos ajustes mostra que estimular a oferta é importante, assim como o pensamento em soluções de moradia como um todo e não apenas para uma faixa da população. “A Lei de Incorporações Imobiliária, o Estatuto das Cidades e o Minha Casa Minha Vida, são exemplos de regras maravilhosas que podem socorrer as cidades quanto ao déficit habitacional de sua população. Elas podem e devem ser pensadas para atender a classe média que quer trocar de moradia, mas, também, precisam atender às necessidades urbanas das populações mais frágeis habitacionalmente”, comenta o advogado da MPLandim, escritório especializado em direito imobiliário.

Caso sejam colocadas em prática, as mudanças tendem a ser percebidas em curto prazo pela população, construtoras e incorporadores, porém, a ausência de um amplo estudo junto a estes três setores envolvidos, de modo a conjugar o interesse de toda a comunidade, poderá resultar no benefício de pequenos grupos privados, que certamente não reverterão seus ganhos no preço final dos imóveis e nem em benefícios para a Cidade.

De acordo com o especialista Mário Paes Landim, advogado da MPLandim, escritório especializado em direito imobiliário, a expectativa da municipalidade é de que os ajustes ajudem na retomada do mercado e estimulem maior oferta, assim como flexibilize construtores e incorporadores em negociar esses novos imóveis. Porém, existem algumas ressalvas importantes para que o resultado a longo prazo seja benéfico.

“Esses ajustes tendem a estimular a construção, assim como a venda de imóveis. Todavia, ao meu ver, a municipalidade, juntamente com o estudo técnico-econômico, deve elaborar estudos jurídicos e socioambientais antes de qualquer iniciativa. De modo que a saturação populacional de um bairro leve em conta a rede de serviços públicos e privados disponíveis e, muito especialmente, a mobilidade urbana”, destaca Mário Paes Landim.

A análise dos ajustes mostra que estimular a oferta é importante, assim como o pensamento em soluções de moradia como um todo e não apenas para uma faixa da população. “A Lei de Incorporações Imobiliária, o Estatuto das Cidades e o Minha Casa Minha Vida, são exemplos de regras maravilhosas que podem socorrer as cidades quanto ao déficit habitacional de sua população. Elas podem e devem ser pensadas para atender a classe média que quer trocar de moradia, mas, também, precisam atender às necessidades urbanas das populações mais frágeis habitacionalmente”, comenta o advogado da MPLandim, escritório especializado em direito imobiliário.

Caso sejam colocadas em prática, as mudanças tendem a ser percebidas em curto prazo pela população, construtoras e incorporadores, porém, a ausência de um amplo estudo junto a estes três setores envolvidos, de modo a conjugar o interesse de toda a comunidade, poderá resultar no benefício de pequenos grupos privados, que certamente não reverterão seus ganhos no preço final dos imóveis e nem em benefícios para a Cidade.

De um ponto de vista mais técnico, modificações no uso do solo refletem apenas a forma de utilização, mas não representam qualquer certeza de que o solo será edificado e nem mesmo se a edificação será útil e vendável. Exemplos a serem seguidos são as demandas previamente exigidas pela Caixa Econômica Federal junto ao Minha Casa Minha Vida – Entidades, em que, quando o financiamento da obra é liberado, todas as unidades já devem ter sido aprovadas e vendidas.

“Embora, evidentemente, não seja o único, acreditamos que o método de antecipação da demanda já merece ser pensado como altamente capaz de uma boa administração do uso do solo, visto que tanto do ponto de vista econômico, quanto social, urbanístico e de dispersão da burocracia, o método da demanda dá a certeza de um resultado positivo, porque sendo a venda o objeto final, todos os requisitos para um bom empreendimento já devem ter sido preenchidos no início das obras” finaliza o Landim.

Em 2017, o mercado imobiliário teve um início de recuperação. De acordo com o Secovi-SP, o aumento nas vendas de lançamentos em São Paulo chegou a 95,31% na comparação de vendas de novembro de 2017 com o mesmo período de 2016. Além de retomada pós-crise econômica, o crescimento está ligado, também, à queda nos juros e à leve baixa nos preços de venda, que no acumulado de 2017 caíram em torno de 2,9% para residenciais e 6,8% para comerciais (dados Fipe). São Paulo tem o segundo maior preço de m² do país, com média de R$ 8.745.

Fonte: Terra | www.terra.com.br
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Sistema Brasileiro de Classificação de Solos completa 20 anos e vai chegar a dispositivos móveis

Via: Embrapa

Em 1997, um grupo de pesquisadores liderado pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ), entregou à comunidade científica o resultado de um estudo que era prioridade nacional para as instituições de ensino, pesquisa e extensão desde os anos de 1970: o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS).

Hoje, todos os cursos de agronomia do país o utilizam como livro texto nas disciplinas que tratam do tema classificação de solos e, em 2018, o aplicativo Smartsolo pretende levar o SiBCS para celulares e tablets.

“Sabendo a classificação do solo de determinada área, conhecemos várias informações a respeito dele”, revela o pesquisador da Embrapa Solos Mauricio Rizzato Coelho. “Existe uma relação direta com o crescimento da planta; sobre onde devemos ou não, por exemplo, construir uma estrada ou um aterro sanitário”, completa o cientista. Metáforas automobilísticas também ajudam a entender a importância do SiBCS, que está em constante atualização. “Quando alguém diz ‘comprei um Fusca’, associamos a várias características, é aquele carro redondo, econômico, sem porta-mala…, diz, bem-humorado, José Coelho, cientista da UEP Recife/Embrapa Solos. “O mesmo acontece com o solo, quando sabemos seu tipo em determinada área o associamos a um pacote de informações sobre a sua química, física e mineralogia. Isso é fundamental para o correto uso, manejo e a conservação dos solos dessa área”.

Ao separar na paisagem uma área de latossolo vermelho amarelo distrófico, por exemplo, os estudiosos sabem que ele geralmente ocorre em relevo plano, sem problemas de mecanização, é pobre em nutrientes, precisa de adubação e calagem; no entanto, não costuma ter problemas em sua estrutura física.

Passado

Essa história, da classificação do solo, teve sua primeira publicação em 1938, nos Estados Unidos. Por aqui, ela gerou até um best-seller para a Embrapa: o livro ‘Sistema Brasileiro de Classificação de Solos’, com suas 353 páginas, é o segundo livro mais vendido pela Embrapa (o primeiro é ‘Cerrado, correção de solo e adubação’), com mais de 13 mil cópias comercializadas entre 2002 e 2014. Ele é adotado por universidades em todo Brasil. A versão em e-book também está disponível, em www.vendasliv.sct.embrapa.br

“As primeiras classificações de solo eram conhecidas como aproximações e foram feitas em 1978, 81, 88”, recorda Paulo Klinger Jacomine, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Até 1997 – quando foi lançada sua primeira versão completa – o SiBCS era debatido de maneira restrita. Sua primeira edição em livro foi publicada em 1999. “Ao mesmo tempo em que lançamos o livro definimos os membros do Comitê Executivo do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. A impressão do livro marca também a apresentação do sistema para a comunidade cientifica brasileira”, conta Lucia Helena C. Anjos, professora da UFRRJ. Além do Comitê Executivo, também existem o Comitê Assessor Nacional, comitês regionais e núcleos de discussão e colaboração.

Vale lembrar que existem dois grandes sistemas internacionais de classificação de solos: o norte-americano, mencionado anteriormente, é conhecido como soil taxonomy. Já o World Reference Base (WRB), desenvolvido pela FAO/ONU, que contou com apoio da comunidade científica brasileira na sua elaboração, é adotado pela Sociedade Internacional de Ciência do Solo e pela Comunidade Europeia. O Brasil é o único país em desenvolvimento que possui um sistema próprio. Nossa vizinha Argentina, por exemplo, usa os dois sistemas de âmbito mundial; enquanto o Uruguai utiliza o norte-americano. “Nosso sistema ajuda para que falemos a mesma língua no Brasil quando o assunto é solo. Padronizamos as características e os nomes para que todos entendam”, esclarece Maurício Rizzato.

No campo

Mas não é apenas nas reuniões acadêmicas, em salas e auditórios, que o SiBCS é atualizado. A experiência no campo é fundamental e, para isso, existem as reuniões de classificação e correlação de solo (RCC). Elas acontecem a cada dois anos, com 10 a 12 dias de duração. A mais recente, em setembro de 2017, atravessou o estado de Rondônia por 11 municípios (Porto Velho, Ariquemes, Machadinho d´Oeste, Ouro Preto do Oeste, Rolim de Moura, Alta Floresta d´Oeste, Pimenta Bueno, Pimenteiras d´Oeste, Colorado d´Oeste, Cabixi e Vilhena). Durante essa XII RCC, pesquisadores especialistas em solos de diversas instituições de todo o País, percorreram o roteiro de viagem de campo para descrever os solos, discutir seus atributos e sua classificação, bem como fazer correlações in situ entre ocorrências na região amazônica das classes de solos, sua natureza e propriedade, além de suas características geoambientais, vulnerabilidades e potencialidades para uso agrícola. Foi uma grande oportunidade de troca de conhecimento e aprimoramento. Essa é uma particularidade importante das RCCs, de levar os pesquisadores em locais de ocorrência dos solos a serem estudados. “Essa itinerância e prática é o diferencial em relação aos demais eventos da área de ciência do solo, repercutindo nos resultados alcançados”, avaliou Maria de Lourdes Mendonça, chefe geral da Embrapa Cocais (São Luís-MA).

A disputa por um lugar na RCC é acirrada entre os pedólogos (estudiosos do solo no seu ambiente natural), assim como a briga para sediá-la. Para a próxima edição, em 2019, Amazonas, Goiás e Maranhão se ofereceram para receber os cientistas.

Pronasolos

Com o avanço da ciência e o surgimento de novas tecnologias no começo do século como o geoprocessamento, mapeamento digital de solos e o monitoramento agrícola por satélite, o levantamento de solo no campo foi colocado numa indesejável berlinda. “Lembro que, no Congresso Brasileiro de Ciência do Solo, que aconteceu em Gramado, em 2007, corriam até boatos sofre o possível fim da pedologia”, recorda Lucia Helena.

Apesar dos momentos difíceis pelos quais passou a pedologia vem ganhando novamente o interesse da sociedade no Brasil e no mundo, pois não se pode deixar de considerar o recurso solo em todas as questões de produção de alimentos, fibras e energia, mudanças climáticas e sustentabilidade ambiental. “Conhecer os solos para melhor manejá-los pela otimização da aplicação de práticas agronômicas sustentáveis, bem como para executar planejamento de uso das terras através de zoneamentos, tornou-se indispensável, inclusive para a definição de políticas públicas”, afirma Maria de Lourdes Mendonça.

Além disso, o anúncio da realização do Programa Nacional de Solos do Brasil (Pronasolos), trouxe o levantamento de solo para o centro do debate acadêmico no Brasil. O Programa é um trabalho inédito de grandes proporções que irá elevar o conhecimento sobre os solos brasileiros. Coordenado pela Embrapa, ele pretende mapear o território brasileiro e gerar dados com diferentes graus de detalhamento para subsidiar políticas públicas, auxiliar gestão territorial, embasar agricultura de precisão e apoiar decisões de concessão do crédito agrícola, entre muitas outras aplicações. Orçado em até R$ 5,5 bilhões de reais, o Pronasolos deve gerar ganhos de R$40 bilhões ao País dentro de uma década, de acordo com especialistas.

“O fato de termos um sistema de classificação feito aqui, adequado às nossas condições vai fazer com que geremos informações com mais qualidade para o Pronasolos”, afirma Maurício Rizzato. Por outro lado, o Programa também vai permitir que, conhecendo melhor o solos de diversas regiões do país, o SiBCS se torne ainda mais útil. “Dessa maneira criamos uma relação de cooperação entre o SiBCS e o Pronasolos, um alimenta o outro”.

O Pronasolos envolverá diversos ministérios e órgãos federais em torno de um objetivo: fazer o mapeamento do solo de norte a sul do Brasil no período entre 10 e 30 anos, em escalas que tornem viáveis a correta tomada de decisão e estabelecimento de políticas públicas nos níveis municipal, estadual e federal – 1:25 mil, 1:50 mil, 1:100 mil, respectivamente. Isso significa que cada um centímetro do mapa corresponde a um quilômetro de área (na escala de 1:100 mil). A definição das escalas dependerá das prioridades governamentais. O maior detalhamento (de 1:25 mil) é desejável, por exemplo, para o planejamento de propriedades e na agricultura de precisão, o que vai influenciar diretamente na concessão de crédito rural.

Futuro

Para 2018 espera-se que a classificação do solo chegue aos dispositivos móveis. O projeto Smartsolo, liderado pela Embrapa Solos, retende levar a classificação de solos para smartphones e tablets. Utilizando o SiBCS, ele vai permitir que o produtor rural visualize a classificação do seu solo em tempo real, de acordo com a entrada de dados.

“O SiBCS é uma referência no ensino de solos, na pesquisa e na extensão rural, além de ser um dos principais produtos da Embrapa. Se automatizado em linguagem acessível, além de poupar tempo e minimizar eventuais erros humanos, ele poderia, por exemplo, utilizar o reconhecimento de voz para entrada de dados, dispensando a digitação; organizar a saída de resultados em diferentes formatos de arquivo, e compartilhá-los instantaneamente, como email, wifi, bluetooth, 3G e 4G”, revela Luís de França da Silva Neto, pesquisador da Unidade de Execução de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos, no Recife, PE. Além disso, o SMARTSolos vai fazer a correspondência das classes de solo do SiBCS com as classes de solo dos outros sistemas taxonômicos (Soil taxonomy e WRB) com um simples toque na tela do smartphone.

Já em agosto de 2018 o Rio de Janeiro vai receber o XXI Congresso Mundial de Ciência do Solo. Para este evento, que vai atrair mais sete mil pessoas de 140 países, o Comitê Executivo do SiBCS pretende lançar uma nova versão do Sistema e a inédita versão em inglês. “O Congresso será um plataforma incrível de divulgação do SiBCS”, antecipa uma otimista Lucia Helena.

Fonte: Embrapa | www.embrapa.br
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Aminoagro-e-Dimicron-levam-informações-e-entretenimento-sobre-solo-e-semente-na-Agrotins-2017

Aminoagro e Dimicron levam informações e entretenimento sobre solo e semente na Agrotins 2017

Via: Notícias Agrícolas

As empresas promoverão debates com especialistas das áreas, sobre revitalização de solos e qualidade de sementes

Aminoagro e Dimicron, que pertencem ao grupo Fertiláqua, participarão da Agrotins 2017 – Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins, entre os dias 09 e 13 de maio. As empresas levarão novidades tecnológicas e conhecimento sobre sementes e solos aos produtores rurais, além de entretenimento com sessões gratuitas de filme cine 6D.

“O estado do Tocantins é uma região agrícola importante para o país e que está em plena expansão. Participar do evento é mais uma forma de estarmos próximos ao produtor rural e apresentar a ele as inovações tecnológicas e o que a empresa possui de mais moderno no mercado. Precisamos começar a conscientizar os produtores rurais sobre a importância do cuidado com o solo e qualidade da semente para uma agricultura mais responsável e produtiva”, explica João Paulo Frez, gerente regional de vendas da Fertiláqua.

O Notícias Agrícolas transmitirá os debates ao vivo no site e você pode enviar suas perguntas durante a transmissão diretamente da sua casa através do nosso WhatsApp: (66) 9 9606-0760.

Aminoagro

A Aminoagro, em parceria com a Produtécnica, apresentará a Cápsula Fertiláqua, um filme cine 6D com imagens, sons e sensações que permitem entender melhor a relevância de conceitos básicos que influenciam diretamente a produtividade das lavouras, que são solos revitalizados e sementes de qualidade, com duração de quatro minutos.  Para participar da atração especial, basta o visitante entrar no estande da empresa, que o levará a uma viagem futurista e única.

Além disso, no dia 12, às 17h30, a Aminoagro promoverá o debate de revitalização de solos, com o Professor Doutor de solos, titular da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Telmo Amado.

Dimicron

A Dimicron, junto com a Focoagro, em seu estande disponibilizará os serviços do Laboratório de Análise de Sementes (LAS), onde serão realizadas demonstrações e análises para mostrar, de forma prática, a diferença entre sementes de alto e de baixo vigor, e as consequências que podem acarretar na produtividade em lavouras de grãos.

Visitantes e expositores poderão participar no estande da Dimicron do debate sobre qualidade de sementes, às 8h30, também no dia 12, com o Professor Doutor de sementes Paulo Dejalma Zimmer, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

A Feira será realizada no Centro Agrotecnológico de Palmas, localizado no Km 23 da Rodovia TO-050.

Para mais informações sobre a feira, acesse: http://agrotins.to.gov.br/

Fonte: Notícias Agrícolas  | www.noticiasagricolas.com.br

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Tecnologias-agrícolas-Agronow-lança-aplicativo-para-mapear-colheita

Tecnologias agrícolas: Agronow lança aplicativo para mapear colheita

Via: Mundo Geo

Aplicativo permite ao produtor e a outros profissionais da agronomia mapear toda a sua área produtiva, projetando a produtividade da colheita em segundos

Já imaginou ter na tela do celular um mapeamento que estima, informa e projeta a produtividade da colheita futura em segundos, com alta taxa de acerto (acima de 90%) e a um preço viável?

A tecnologia desenvolvida pela Agronow, startup sediada em São José dos Campos (90 km de São Paulo), oferece a todos os produtores rurais, dos pequenos aos que operam em escala global, essa possibilidade – localizar pragas, aplicar insumos de maneira mais eficiente, identificar áreas mais e menos férteis, além de prever quanto a safra vai produzir e fornecer dados sobre o cultivos passados e o atual – bastando alguns toques na tela do smartphone.

Ferramenta revolucionária no agronegócio, a Agronow nasceu como plataforma web em novembro do ano passado. Em março, a tecnologia ganhou os celulares, com o lançamento do aplicativo Agronow.

Em apenas um mês, foram registrados mais de 640 downloads do aplicativo.

“Estamos bastante otimistas com o nosso app. Com certeza esse lançamento irá levar a nossa plataforma para outro patamar. Como muitos dos nossos clientes já haviam nos cobrado, enxergamos que esse era o momento para melhorarmos o atendimento e criarmos um aplicativo completo e robusto, simples e de fácil acesso, que pudesse rodar sem falhar e, consequentemente, melhorar todo o nosso serviço”, explica o CEO da Agronow, Antônio Morelli.

Dessa forma, os mais de 2.500 usuários da ferramenta (números de abril de 2017), já podem visualizar na palma da mão toda a sua área de plantação. Com poucos toques, é possível levantar informações de colheitas passadas, adicionar fotos da situação atual e montar quadros comparativos e análises históricas, criando um verdadeiro big data do campo.

Além disso, o aplicativo oferece todas as funcionalidades da plataforma web, com mapas de produtividade, umidade, temperatura, além dos índices de vegetação, de área foliar e de vegetação ajustado ao solo. Tudo isso de forma prática e fácil, disponível online e offline.

“Oferecemos ao agricultor a possibilidade de entrar em uma nova era de informação do campo”, explica Antonio Morelli, CEO da Agronow.

O app foi desenvolvido pela equipe da Agronow, é totalmente gratuito e está disponível para todos os usuários ativos da plataforma que possuem smartphone com sistema Android (em breve, poderá ser utilizados em sistemas iOS). O mapeamento oferecido pela Agronow custa a partir de R$ 19 por mês e pode ser utilizado tanto no celular como em laptops ou desktops. Desde sua criação, o sistema da Agronow já processou mais de 1 bilhão de hectares.

Fonte: Mundo Geo | www.mundogeo.com
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Remineralização do solo pode ser alternativa a produtos químicos

Via Cultivar

A remineralização do solo pode ser importante solução para sua recuperação, de acordo com a pesquisadora, doutora em solos e engenheira agrônoma Cláudia Goergen, da Universidade de Brasília (UnB). Cláudia Goergen fez palestra sobre o tema Remineralização do solo: nova fronteira para a ciência, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em evento do Dia Internacional dos Solos, nesta segunda-feira (5).

Segundo Cláudia Goergen, a remineralização favorece a recuperação de solos desgastados, contribuindo para o rejuvenescimento e a produção de nutrientes essenciais ao cultivo de plantas. “Por meio desse procedimento, adicionamos, ao solo minerais com constituição química de alta fertilidade, que não se dissolvem rapidamente”.

A engenheira agrônoma alerta que o procedimento ainda está em fase inicial e que a remineralização é um processo único para cada região, devido às especificidades de solo, mas que já apresenta bons resultados nas áreas onde foi aplicado.

Para o chefe da Divisão de Agricultura Conservacionista do Mapa, Maurício Carvalho de Oliveira, o novo conceito de recuperação e enriquecimento de solos contribuirá, na agricultura, com redução de custos para o produtor e com a qualidade ambiental, uma vez que resíduos de mineradoras também podem ser reutilizados no processo. “É esperado que se utilize menos produtos químicos nas lavouras a partir do uso desse procedimento. Dentro de um futuro breve, ele vai trazer resultados positivos ao bolso do produtor e ao meio ambiente”, ressaltou.

Fonte: Cultivar | www.grupocultivar.com.br
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Embrapa coordenará mapeamento completo dos solos brasileiros

Via Notícias Agrícolas

Um trabalho inédito de grandes proporções irá elevar o conhecimento sobre os solos brasileiros. Coordenado pela Embrapa, o Programa Nacional de Solos do Brasil (Pronasolos) pretende mapear o território brasileiro e gerar dados com diferentes graus de detalhamento para subsidiar políticas públicas, auxiliar gestão territorial, embasar agricultura de precisão e apoiar decisões de concessão do crédito agrícola, entre muitas outras aplicações. Orçado em até R$ 3 bilhões de reais, o Pronasolos deve gerar ganhos de R$40 bilhões ao País dentro de uma década, de acordo com especialistas.

O Programa envolverá diversos ministérios e órgãos federais em torno de um objetivo: fazer o mapeamento do solo de norte a sul do Brasil no período entre 10 e 30 anos, em escalas que tornem viáveis a correta tomada de decisão e estabelecimento de políticas públicas nos níveis municipal, estadual e federal – 1:25 mil, 1:50 mil, 1:100 mil, respectivamente. Isso significa que cada um centímetro do mapa corresponde a um quilômetro de área (na escala de 1:100 mil). A definição das escalas dependerá das prioridades governamentais. O maior detalhamento (de 1:25 mil) é desejável, por exemplo, para o planejamento de propriedades e na agricultura de precisão, o que vai influenciar diretamente na concessão de crédito rural.

O Brasil paga um preço alto por não conhecer melhor seu solo: falta de água no campo em grandes metrópoles; intensos processos erosivos do solo na área rural, que agravam enchentes e provocam desperdício de insumos agropecuários, entre várias outras consequências. Dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA) indicam que 140 milhões de hectares de terras brasileiras estão degradadas, o que corresponde a 16,5% do território nacional.

No mundo, 33% do solo sofre degradação de moderada a alta, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). São áreas que tiveram sua capacidade produtiva reduzida pela erosão, impermeabilização, salinização, poluição, entre outros. A quantidade de solo perdida por ano chega a 24 bilhões de toneladas, ainda segundo dados da FAO. Para agravar, daqui a pouco mais de três décadas, o mundo terá 9,6 bilhões de habitantes, exigindo que a produção de alimentos aumente em 65%.

Desafios e benefícios

“O Pronasolos deverá melhorar nossa competitividade no mercado externo de produtos agrícolas. Ao fim do projeto estaremos no mesmo nível de países mais avançados em mapeamentos, como Estados Unidos, que realizou essa identificação desde a década de 1960, e Austrália”, prevê o pesquisador José Carlos Polidoro, chefe de P&D da Embrapa Solos.

Está prevista a elaboração de um grande banco de dados para disponibilização à sociedade em linguagem acessível com todas as informações sobre o solo, ao fim do programa.

No entanto, o projeto para ser executado necessita de diversos fatores, tais como ampla rede de laboratórios, técnicos de campo, trabalho cooperativo de diversas instituições, formação de mão de obra especializada, etc.

A Embrapa Solos está à frente de um projeto especial da Embrapa, que contará com a participação efetiva de várias instituições parceiras, cujo objetivo é mostrar o caminho para a implantação e implementação do Pronasolos.

Segundo Polidoro, o Projeto Especial visa dar subsídios em 12 meses para a implantação do Pronasolos. Só então será possível executar o megaprograma. “A Embrapa assumiu a coordenação dessa rede de parceiros por sua tradição em levantamentos de solos, sua história e por ter sido nominalmente citada no Acórdão do Tribunal de Contas da União [que originou o Programa]”, explica Polidoro.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Solos, Daniel Vidal Pérez, a Casa Civil da Presidência da República já demonstrou interesse pelo assunto e recentemente reuniu representantes das instituições e ministérios responsáveis pela execução do Pronasolos.

“A implantação dos Pronasolos deverá proporcionar ganhos na produtividade, economia nos insumos e auxiliar na sustentabilidade do sistema agrícola, diminuindo as emissões de gases do efeito estufa”, acredita a pesquisadora Maria de Lourdes Mendonça, atual chefe-geral da Embrapa Cocais (MA).

Efeitos ambientais

De acordo com o Terceiro Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em 2010 a agricultura foi o setor que mais contribuiu para as emissões de gases de efeito estufa no Brasil, com 32% das emissões totais, sendo seguido pelos setores de energia (29%), uso da terra, mudança do uso da terra e florestas (28%), processos industriais (7%) e tratamento de resíduos (4%). “No entanto, a análise simples desses dados, pode levar a uma interpretação errônea sobre a agricultura brasileira. A importância relativa do setor foi aumentada nesse último Inventário, devido à mitigação das emissões proveniente da redução do desmatamento, em especial da Amazônia”, explica Renato de Aragão Ribeiro Rodrigues, pesquisador da Embrapa Solos, especialista em mudanças climáticas. “O manejo adequado do solo é uma poderosa ferramenta de mitigação das emissões, reduzindo a necessidade por fertilizantes nitrogenados – principal fonte de emissão de óxido nitroso”, acrescenta.

Para o pesquisador, o correto manejo do solo é capaz de melhorar a quantidade e qualidade do alimento oferecido aos animais em pastagens. “Isso é importante porque a emissão de metano por fermentação entérica de ruminantes, em especial, bovinos, é a principal fonte de emissão da agricultura brasileira”, afirma Aragão.

Segundo dados da FAO, o Brasil possui 140 milhões de hectares com diferentes níveis de erosão (o equivalente a mais de nove milhões e 500 mil Maracanãs) e precisa reverter esse quadro o quanto antes. Com o Pronasolos será possível evitar que novas degradações aconteçam e facilitará na recuperação de áreas degradadas. “A erosão faz o solo perder seus atributos químicos, físicos e biológicos. Também provoca a perda de qualidade e disponibilidade de água especialmente para consumo humano”, enumera Aluísio Granato de Andrade, pesquisador da Embrapa Solos com trabalhos voltados para uso, manejo, conservação e recuperação do solo. Sem cobertura florestal, a água não consegue penetrar corretamente nos lençóis freáticos, causando diminuição na quantidade de água.

Uma área de terras degradadas faz com que as populações sejam forçadas a tentar produzir em terras marginais, não aptas para lavouras ou pastagens, ou avancem em direção a terras mais frágeis (Amazônia e Pantanal, por exemplo), multiplicando desesperadoramente a degradação.

A atividade humana sem conhecimento dos recursos naturais – solo, água e biodiversidade -, a falta de planejamento em diferentes escalas, o uso de sistemas não adequados de manejo, o desmatamento incorreto, a exploração do solo acima de sua capacidade (superpastoreio, agricultura extensiva), além do crescimento urbano e industrial desordenados dão origem a uma sequência de ações que influem sobre as propriedades e a natureza do solo, tornando-o mais susceptível às forças naturais de degradação e afetando consideravelmente a quantidade e qualidade da água.

Com um terço de suas terras degradadas, nos Estados Unidos a erosão causa prejuízos anuais na ordem de 10 bilhões de dólares ao ano.

Mudar essa realidade no Brasil deverá ser uma prioridade fundamental para a agricultura do País nos próximos anos.

Histórico

Levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2015 constatou uma série de problemas com as informações sobre solos no País. O conhecimento atual não é insuficiente, há dificuldade no acesso aos poucos dados disponíveis, inconsistências nas informações oficiais de ocupação do território, sobreposição e lacunas de atuação governamental, complexidade e dispersão da legislação brasileira sobre o assunto.

A expectativa é de que o Pronasolos contribua para solucionar o problema. O TCU elaborou um acórdão no fim do ano passado envolvendo vários ministérios e que indica a Embrapa como uma dos principais responsáveis por esse levantamento. Nos Estados Unidos, desde 1966 há uma legislação sobre solo e água e o território daquele país é todo mapeado em escalas que chegam a 1:15 mil. No Brasil, há apenas 25 quilômetros quadrados em todo o seu território com detalhamento similar. O Programa Nacional de Solos do Brasil surge como um importante passo para superar essa lacuna.

Uma tecnologia que trará grande agilidade na identificação dos solos é a SpecSolo, desenvolvida pela Embrapa Solos. Por meio dela, dezenas de parâmetros de fertilidade (carbono orgânico do solo, pH, cálcio, magnésio, fósforo, potássio dentre outros) e física do solo (argila, silte e areia) podem ser analisados simultaneamente em apenas 30 segundos. A análise convencional demora dias para apresentar os mesmos parâmetros.

Uma nota técnica enviada em maio de 2015 para a Presidência da Embrapa, assinada pela equipe de Pedologia da Embrapa Solos (RJ), traçou um raio-x sobre a falta de informação sobre os solos brasileiros, os consequentes prejuízos à nação e a proposta de criação do Pronasolos. A nota técnica passou por diversas esferas do governo federal e, em agosto de 2015, o TCU emitiu um acórdão no qual consta uma série de recomendações a serem cumpridas por diversos ministérios e pelo governo federal no sentido de promover o levantamento e disponibilização de informações sobre solos no Brasil. “O Tribunal de Contas nos deu um prazo de 120 dias para a elaboração de um plano de providências para atender às recomendações contidas no relatório de Auditoria Operacional de Governança de Solos”, afirmou Polidoro. Em dezembro, uma equipe formada por 11 Unidades da Embrapa, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Ministério da Agricultura. Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilizaram a primeira versão do documento que servirá de base para a implantação do Pronasolos.

Fonte: Notícias Agrícolas | www.noticiasagricolas.com.br
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Embrapa apresenta programa nacional de levantamento de solos

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“Um solo sadio gera uma planta sadia e esta não será atacada por pragas”. Esta frase é da doutora em Ciências Agronômicas Ana Maria Primavesi, um ícone da pesquisa agronômica que completou 96 anos nesta semana. Há muito tempo ela prega a importância dos solos para a sustentabilidade da agricultura no Brasil. E um passo importante começa a ser dado pela Embrapa Solos com o Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos).

Na quarta (05), o programa foi apresentado para diretores e analistas da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). “Hoje a informação sobre solos no Brasil é insuficiente para que pratiquemos uma agropecuária de alta performance com conservação de recursos naturais, lucratividade e sustentabilidade. Para conservar os recursos naturais que temos, é preciso melhor conhecer a formação dos solos”, explica José Carlos Polidoro, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos.

O pesquisador destaca a importância de Mato Grosso neste projeto, pois tem um intenso uso da terra e é um estado importante para a produção agropecuária brasileira. “Tem um potencial produtivo maior do que o atual, mas não tem informação de solo suficiente para fazer o planejamento do uso da terra, o que é fundamental para que se atinja altos patamares de produtividade”, afirma Polidoro.

Os Estados Unidos, maior concorrente do Brasil em commodities agrícolas, tem um projeto de levantamento e informações de solos desde 1966. Segundo Polidoro, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou a necessidade de o País ter governança em solos. “O solo é o maior patrimônio de um país e, por isso, o projeto é fundamental. Devemos ter a ciência como aliada para a sustentabilidade do nosso negócio. Não adianta boas cultivares e manejo de pragas e doenças, se o solo não for bom”, comenta Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja.

O projeto em Mato Grosso deve iniciar com inventário e informações que já foram levantadas e, a partir de 2018, iniciar o trabalho de pesquisa e catalogação dos solos.

Fonte: Notícias Agrícolas | www.noticiasagricolas.com.br
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