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Uso de EPIs reduz índices de acidentes na construção

Via: GAZ

Em 2017, foram apenas cinco casos em Santa Cruz, quase a metade do registrado no ano anterior. Fiscalização também é mais rígida

A consciência para a prevenção de acidentes de trabalho nos canteiros de obras de Santa Cruz contribuiu para a redução no número de acidentes na construção civil. Em todo o ano passado, foram registradas apenas cinco ocorrências no município. Para líderes do setor, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) tornou possível essa redução.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Santa Cruz do Sul, Hardi Inácio Assmann, o próprio trabalhador assumiu uma postura segura na atividade. Muitos profissionais buscam formação específica para a segurança na área. “Todos os meses temos cursos sobre as normas de segurança para lidar com eletricidade e para trabalhar nas alturas. Às vezes, dá mais que uma turma por mês”, destaca Assmann.

Segundo o sindicato, em 2017 foram registrados apenas cinco acidentes de trabalho, ante nove durante o ano de 2016. “No início da década de 2000 ocorriam muitos acidentes de trabalho. Ao longo do tempo, houve a necessidade de reduzir estes números, e o uso de EPIs é fundamental para atingirmos este patamar”, analisa.

A cultura da segurança

Conforme o vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Auro Schilling, além da consciência do trabalhador e do investimento das indústrias da construção da região, a fiscalização de obras e empreendimentos é aliada da redução de acidentes. “A fiscalização mais rígida acaba criando uma cultura de segurança nos trabalhadores e empresários do setor”, destaca.

Schilling explica que acidentes de trabalho “custam caro” para a o dono de uma obra. “Quando eles ocorrem, paga-se uma multa ao Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT. Por isso, cada vez mais o uso de equipamentos de proteção e a disponibilidade deles contribuem para a redução dos acidentes.”

Em todo o País, de 2010 a 2015, o número de acidentes de trabalho recuou 27%, fazendo com que o segmento deixasse a liderança do ranking nacional de acidentes de trabalho como a atividade que mais oferecia risco aos trabalhadores.

Fonte: GAZ | www.gaz.com.br
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Porque encontramos dificuldade em implantar a segurança do trabalho?

Via: Notícias de Parauapebas

Bem vamos começar polemizando dizendo que na VERDADE poucas empresas estão realmente empenhadas em proporcionar um ambiente seguro visando a qualidade de vida do trabalhador.

Diria que ainda somos movidos pela imposição e pela punição, em muitos lugares só se pratica segurança dessa forma. E se eu disser que isso é um problema educacional, cultural e consequentemente comportamental.

Bem vamos tentar entender com um exemplo bem prático, muitos de nós não acreditamos que algo de ruim pode acontecer a nós mesmos certo? Acreditamos que as coisas ruins como por exemplo um acidente na estrada causando uma tragédia familiar só acontece com as outras famílias e que jamais aconteceria com a minha, normalmente esse tipo de crença é comum e se perpetua até o dia em somos surpreendidos de forma trágica com notícias e fatos ruins.

Agora pergunto, você conhece alguém que só FAZ USO do cinto de segurança em seu carro após se deparar com uma BLITZ ou um guarda de transito? Alguém que só manda o filho ou a filha sentar na cadeirinha e passar o cinto de segurança pelo mesmo motivo acima? Alguém que ao pilotar uma moto usa o capacete no cotovelo?

Pois bem agora me responda, esse mesmo condutor que não dá a mínima de importância para sua própria segurança e de seus filhos pode ser o supervisor, gerente ou diretor da empresa em que você trabalha?

Bem se a resposta for sim, me diga com clareza como seria a seriedade da aplicação da segurança no trabalho dentro desta organização? Certamente seria algo imposto ou forçado, já parou para pensar em implantar procedimentos e regras, sendo que nem mesmo você acredita? Implantando apenas para cumprir normas e protocolos……certamente não vai funcionar!

No exemplo citado acima eu destaquei os cargos de LIDERANÇA, no entanto eu estendo a todos os cargos e funções, pois a responsabilidade é de todos!

Quando citamos que a educação também está relacionada ao problema, me refiro a educação deficiente que temos em nossas escolas, nos países um pouco mais desenvolvidos já se tem em seu curriculum básico educacional a disciplina “segurança no lar”, onde crianças aprendem desde cedo sobre “como evitar acidentes, e se acontecer o que fazer?” Será que essa disciplina seria importante para nossas crianças, o fato é não somos preparados para ter uma vida segura seja dentro ou fora do trabalho, prova disso é o fato de nossas crianças não terem a oportunidade de estudarem sobre a importância de se evitar acidentes, porque não aprendemos na escola que acidentes são criados e evitados unicamente por nós mesmos? Se assim fosse, será que teríamos menos acidentes de transito nas estradas? Menos mortes nos ambientes de trabalho?

Acreditamos que a educação tem que vim de berço, sendo assim precisamos ensinar mais e melhor a todos e principalmente nossas nossas crianças, com o intuito de se ter um futuro com um número menor de mortes provocadas por imprudência.

Entre as principais causas de acidentes de trabalho no Brasil, destacam-se:

  • NÃO UTILIZAR O EPI ADEQUADO
  • NEGLIGÊNCIA NA INSTRUÇÃO AO TRABALHADOR
  • FALTA DE CONHECIMENTO TÉCNICO
  • ATITUDES IMPRUDENTES
  • AUSÊNCIA OU NEGLIGÊNCIA NA FISCALIZAÇÃO.
  • NÃO-CUMPRIMENTO DE LEIS TRABALHISTAS.
  • NEGLIGÊNCIA AOS DIREITOS DOS TRABALHADORES.
  • NÃO-MANUTENÇÃO OU NÃO-REPOSIÇÃO DE MAQUINÁRIOS.

Raciocinem comigo, 100% das causas listadas acima estão relacionadas diretamente com o comportamento humano, isso quer dizer que se trabalharmos o desenvolvimento das pessoas, deixando claro a importância da preservação da vida e da saúde, podemos ter um resultado diferente, o qual todos esperam, porém poucos fazem algo apara conseguir.

Vamos nos mobilizar e conscientizar cada vez mais e melhor todos os nossos trabalhadores, buscando um resultado mais decente, para finalizar me responda:

Você gostaria de ver um filho seu exposto a uma situação de risco de acidentes grave durante sua jornada de trabalho? Certamente sua resposta será “claro que não”, e o que fazemos quando vemos filhos de outros filhos sendo expostos? Nada?

Fica a reflexão!!!!!!

Quer entender melhor sobre o assunto e melhorar cada vez mais os resultados de sua empresa?

Entre em contato agora mesmo!

Fonte: Notícias de Parauapebas | www.noticiasdeparauapebas.com
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Tudo sobre segurança do trabalho na construção civil

Via: C3 Equipamentos

Um dos principais pontos de atenção na construção civil é a segurança do trabalho. O setor é um dos que mais sofrem com acidentes, pois é o quinto em número totais de ocorrências e o segundo em fatalidades, sendo responsável por 16% das mortes de trabalhadores no Brasil, segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência Social.

Para diminuir estes riscos e evitar que o problema continue neste estado preocupante, é essencial que medidas de segurança façam parte da rotina de quem trabalha e de quem gerencia os canteiros de obra. Com o objetivo de contribuir para essa melhoria nas condições de segurança, preparamos este post com mais dicas e informações para a prevenção de acidentes na construção civil.

Principais causas de acidentes

Muitos dos acidentes que ocorrem em um canteiro de obras poderiam ser evitados se as normas de segurança do trabalho na construção civil fossem seguidas. Mas, infelizmente, ainda há muita negligência em diversos aspectos do trabalho, o que coloca a segurança e vida dos trabalhadores em risco. A seguir, veremos quais são as principais causas de acidentes na construção civil.

Quedas de trabalhadores e materiais

Um dos tipos de acidente mais comum são as quedas de nível. Toda obra que demanda o trabalho em altura exige muita atenção e cuidado por parte dos operários, pois qualquer erro ou desatenção pode trazer graves consequências, como a queda de funcionários de um nível para outro e também a queda materiais, que podem causar graves lesões aos trabalhadores.

Desorganização e falta de sinalização

Um canteiro de obras é um ambiente que apresenta muitos riscos, por isso precisa estar bem organizado para diminuir a possibilidade de que acidentes ocorram. Isso significa que todos as ferramentas e equipamentos utilizados na obra devem estar guardados em local apropriado, assim como o canteiro também deve dispor de sinalização adequada informando sobre riscos e pontos de atenção.

Falhas no uso de ferramentas e equipamentos

Trabalhadores da construção civil lidam constantemente com diversas ferramentas que podem causar lesões graves. Por este motivo, é muito importante que todos os operários recebam treinamento e instruções adequadas para o uso de cada equipamento, além de material de proteção.

Choques elétricos

Como dito acima, uma obra envolve o uso de diversos equipamentos e muitos deles precisam de eletricidade para serem utilizados. Se o equipamento não estiver em condições ideais de uso, ele pode causar choques elétricos e colocar a saúde do operário em risco. Há ainda o problema de fiações e instalações elétricas desprotegidas que também podem ocasionar graves acidentes.

Doenças de pele

Dermatoses e alergias podem ser causadas pelo manuseio de materiais como cimento, cal, argamassa e outros produtos sem a devida proteção. Estes problemas são causados pelos agentes químicos presentes nestes materiais de obra e podem causar sérios problemas de saúde nos trabalhadores.

Negligência

Quase todas as causas apontadas acima podem ser evitadas desde que sejam cumpridas as normas de segurança do trabalho na construção civil, contudo muitas vezes essas normas não são respeitadas. Seja para baratear os custos da obra, seja por falta de informação ou mesmo conscientização, essa falta de atenção com a segurança traz inúmeros problemas e pode resultar em acidentes graves e fatalidades, contribuindo para os números alarmantes que mencionamos no início deste post.

Medidas de segurança do trabalho

Existem regras que devem ser seguidas para garantir a segurança do trabalhador da construção civil e que podem ajudar a reduzir drasticamente o número de acidentes e mortes ocorridos no ambiente de trabalho.

O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT), estabelecido pela ABNT NR 18, é um conjunto de medidas que devem ser tomadas para assegurar que o local de trabalho tenha as condições necessárias para que os operários possam desempenhar suas atividades com segurança. Todas as obras com 20 trabalhadores ou mais devem cumprir as diretrizes estabelecidas pelo PCMAT e devem também providenciar o ART PCMAT (Anotação de Responsabilidade Técnica PCMAT), documento que deve assinado por um profissional com registro no sistema Crea/Confea.

As obras na construção civil também devem contar com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), que é composto por uma equipe de profissionais como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do trabalho e também engenheiros e técnicos de segurança do trabalho. O SESMT tem a função de promover a saúde e proteger a integridade física dos operários no ambiente de trabalho.

Existe ainda a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que busca prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Diferentemente do SESMT, a CIPA não é formada por especialistas em saúde e segurança do trabalho, mas sim por representantes dos trabalhadores e do empregador e sua principal tarefa é identificar riscos no local e execução do trabalho, além de realizar treinamentos para a prevenção e resposta a acidentes.

Além das comissões e serviços apresentados acima, existem ainda outros cuidados que devem ser tomados para garantir a segurança dos trabalhadores. Dentre esses cuidados, podemos apontar a necessidade se providenciar e utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como óculos de segurança, protetores de ouvido, máscara, luvas, calçados de segurança e cinto de segurança tipo paraquedista para trabalho em altura. O canteiro de obras também deve conter Equipamentos de Proteção de Coletiva (EPC), como tapumes, plataformas, extintores de incêndio, chuveiros lava-olhos, cones, cavaletes e outros itens para sinalização.

Para diminuir ainda mais o risco de acidentes, também deve-se procurar utilizar bons equipamentos que aumentam a segurança dos trabalhadores nas obras. Para isso, é preciso dar preferência a produtos que sejam fabricados de acordo com as normas de segurança vigentes, como equipamentos para elevação de cargas e equipamentos para trabalho em fachadas que possuam sistema de prevenção de acidentes, o que aumenta a proteção à saúde e integridade física de todos no canteiro de obras.

Se todas as regras existentes sobre segurança do trabalho na construção civil estiverem sendo seguidas, haverá uma queda considerável no risco de acidentes de trabalhadores em canteiros de obras, o que é vantajoso para todos os operários e empregadores. Para saber mais sobre este tema, acesse o material Guia de Normas Regulamentadoras para a Construção Civil!

Fonte: C3 Equipamentos | www.c3equipamentos.com.br
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Governo defende separação entre Previdência e segurança do trabalho

Via: Cipa

A Comissão Especial da Reforma da Previdência se reuniu recentemente para discutir a atividade nociva, que daria direito a uma aposentadoria especial. Para o assessor jurídico da Casa Civil, Gustavo Augusto Freitas de Lima, enviado pelo governo para explicar as mudanças da reforma quanto ao agente nocivo no local de trabalho, o fundamental é separar a parte de regulação e compensação trabalhista de uma compensação na Previdência.

“Fazer isso é passar para a sociedade o custo do trabalhador que é exposto ao trabalho nocivo. Ele tem de ter proteção, revezamento, fiscalização, adicionais pelo trabalho, mas não deixar que ele seja exposto ao trabalho nocivo para depois ter direito à aposentadoria especial”, disse.

Ainda assim, o governo admite que há casos em que isso é inevitável, mas a reforma coloca uma idade mínima de aposentadoria de 55 anos mesmo nesses casos. Segundo Lima, o Brasil já teve uma idade mínima para a aposentadoria especial, entre 1960 e 1968, e ela era de 50 anos.

Como nesse caso as empresas precisam recolher uma alíquota maior de Previdência, e quando isso não é feito é difícil ao trabalhador comprovar que foi exposto a agente nocivo, atualmente 82% das aposentadorias especiais por esse motivo são concedidas após ações judiciais, pelos dados do Ministério da Fazenda.

Fonte: Cipa |www.revistacipa.com.br
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Consultor comenta novo anexo da NR-35, norma que regulamenta a segurança no trabalho em altura

Consultor comenta novo anexo da NR-35, norma que regulamenta a segurança no trabalho em altura

Via: Cipa

O trabalho em altura exige cuidados muitas vezes complexos, inclusive porque o sistema de ancoragem deve obedecer a rigorosos fatores de segurança que vão além do conhecimento de um técnico de segurança do trabalho e chegam à responsabilidade de um engenheiro civil, profissional mais bem capacitado para dimensionar todo o sistema de maneira adequada. Essa, aliás, é uma das exigências da NR-35, norma que estabelece os critérios de segurança para o trabalho em altura e que recentemente recebeu um novo anexo, que trata exatamente sobre como a ancoragem do trabalhador deve ser feita. Por ser uma atividade que envolve diversos fatores de risco, a atividade é uma das campeãs em acidentes do trabalho – muitos, inclusive, fatais. Para abordar o tema, bem como o aprimoramento da legislação, a Cipa conversou com o consultor Luis Eduardo Spinelli, que é especialista em segurança para o trabalho em altura. Segundo ele, por mais que as normas imponham mais rigor, o mercado ainda está carente de profissionais capacitados para assumir as responsabilidades de avaliar os riscos e indicar soluções para evitá-los ou eliminá-los. Confira:

Consultor comenta novo anexo da NR-35, norma que regulamenta a segurança no trabalho em altura

A NR-35 recebeu recentemente um novo anexo, sobre o sistema de ancoragem. O que você destaca como positivo nesta mudança?
Apesar das naturais e esperadas dificuldades que surgem diante de novas exigências técnicas, o fato de fazer as empresas e os profissionais pensarem sobre a qualidade dos sistemas de ancoragem destinados a segurança dos trabalhadores, por si só, tem muita relevância. Mas o que se pretende com o texto do Anexo II da NR-35 é a segurança de fato, e para isso há uma sequência de fases pelas quais teremos que passar.

Como as empresas estão se adequando a isso?
O mercado se encontra na fase de buscar compreender as exigências do Anexo II da NR-35. E essa fase está muito no início. Ainda estamos debatendo os papéis de responsabilidade na implantação da norma. O Anexo II é claro quando atribui ao profissional legalmente habilitado (para simplificar a resposta, vamos designar esse papel ao engenheiro), a função de selecionar e garantir a segurança dos pontos de ancoragem, ou seja, os pontos nos quais os demais componentes do sistema serão instalados. Mas trata-se de um “sistema”, e determinar apenas os pontos de ancoragem não basta. Há a necessidade de avaliar as condições do trabalho, do ambiente onde esse trabalho será realizado, bem como prever a dinâmica de uma eventual queda se ela não puder ser evitada, mas apenas controlada. Isso implica em determinar todos os demais componentes do sistema e como deverá ser feita a sua montagem, a sua inspeção e o seu uso. Nos sistemas permanentes, o projeto, a instalação e o testes podem, ou melhor, devem ser atribuídos a um engenheiro. Mas quando tratamos de sistemas temporários, que são normalmente removíveis e reutilizados em diferentes locais, a situação torna-se um pouca mais complicada. O engenheiro continuará sendo o responsável pela indicação e pela confiabilidade dos pontos de ancoragem, no entanto, as atribuições de montagem, de inspeção e de uso dos sistemas removíveis impõem uma experiência e um conhecimento técnico que fogem do escopo de muitos e, talvez, da maioria dos engenheiros. O Anexo II atribui a montagem dos sistemas aos trabalhadores capacitados, e aos profissionais qualificados em segurança do trabalho delega a responsabilidade de elaborar o procedimento operacional, mas, entres todos esses colaboradores, quem de fato está capacitado para assumir tais responsabilidades? E diante desta questão, a confusão e a insegurança ainda contaminam o mercado nesta fase da implantação do Anexo II da NR-35.

Na sua avaliação, o que mais poderia ser aprimorado na NR-35?
A exemplo da NR-33, que contempla a função de supervisor de entrada em espaços confinados, falta nas rotinas de trabalho em altura algo equivalente, ou seja, o profissional com melhor qualificação e capacitação para assumir as responsabilidades de avaliar os riscos, indicar as soluções para eliminar ou controlar estes riscos e supervisionar o andamento dos trabalhos. Esta necessidade foi considerada desde a elaboração do texto base da NR-35, no entanto, com a intenção de manter a viabilidade da implantação da norma a curto prazo, o assunto foi deixado para o futuro. Sem esse profissional temos uma lacuna aberta na gestão dos trabalhos em altura, o que fica evidente neste momento, em que o mercado se esforça para implantar as exigências do Anexo II da NR-35.

Mesmo com EPIs cada vez mais modernos e com o aprimoramento da legislação, por que o trabalho em altura continua a provocar acidentes e mortes?
Porque o problema é complexo, formado por um sistema de múltiplas partes e, portanto, exige um conjunto de medidas que contemplem todas elas. Se fizermos uma enquete no mercado de trabalho, perguntado sobre o principal motivo, ou sobre o principal responsável pelos índices de acidentes de trabalho ainda serem tão elevados no Brasil, a maioria dos profissionais terão uma resposta fácil, segura e na “ponta da língua”. Haverá aquele que irá responsabilizar os empregadores por negligenciarem com frequência a segurança dos trabalhadores. Haverá aquele que responsabilizará os trabalhadores por resistirem as mudanças que conduzem as rotinas de trabalhos mais seguras. Haverá o que responsabilizará a fiscalização dos órgãos públicos por não atuarem de forma mais efetiva. Haverá o que responsabilizará as leis e o judiciário pelas penalidades brandas aplicadas aos empregadores e aos gestores que falham nos cuidados com a segurança dos trabalhadores. Haverá o que culpará os maus fornecedores de equipamentos que visam mais os lucros do que a segurança de fato. Haverá o que culpará a má qualidade dos treinamentos no Brasil. Ninguém estará errado, mas também ninguém estará absolutamente certo! Não há apenas um único responsável dentro de um sistema que envolve tantos segmentos da sociedade. Todos têm a sua parcela de responsabilidade! Os índices de acidente do trabalho somente serão reduzidos no Brasil se considerarmos o problema de forma sistêmica, englobando todas as partes envolvidas.

Fonte: Cipa| www.revistacipa.com.br
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Governo cearense orienta sobre notificações de doenças ocupacionais

Governo cearense orienta sobre notificações de doenças ocupacionais

Via: Cipa

A Secretaria da Saúde do Ceará publicou nesta semana o Manual para uso do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) para Saúde do Trabalhador. A publicação é um manual para análise da qualidade da base de dados e cálculos operacionais dos agravos e doenças relacionados ao trabalho.”Acreditamos que a qualificação das informações vai reduzir a subnotificação em conjunto com outras ações da Rede de Atenção”, afirma o engenheiro em segurança do trabalho Sérgio Murilo Martins Cruz, assessor técnico do Núcleo de Vigilância Ambiental, da Coordenadoria de Promoção e Proteção da Saúde do Estado.

O uso do Sinan Net permite o acesso à informação para todos os profissionais de saúde e à comunidade, como também auxilia o planejamento da saúde, define prioridades de intervenção e contribui para a avaliação do impacto das intervenções. De acordo com a assessora técnica do Nuvam, Gisela Serejo, o monitoramento desses dados pode beneficiar a população, com um planejamento da gestão municipal e estadual, priorizando ações integradas de medidas de controle dos riscos na origem e de proteção coletiva. “Os problemas de saúde decorrentes do trabalho são potencialmente preveníveis. Para que isso ocorra, a Vigilância em Saúde do Trabalhador deve estar inserida no processo de construção da Rede de Atenção à Saúde, coordenada pela Atenção Primária à Saúde”, ressalta.

Em 2016, foram notificados 3.292 casos dos agravos e doenças relacionadas ao trabalho (ADRT) no Ceará. As notificações mais comuns foram os 2.071 casos de acidente de trabalho grave, 793 de acidente com material biológico e 233 de lesões por esforços repetitivos/ distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/DORT). Os ADRT de notificação compulsória são: Acidente de Trabalho Grave, Acidente com Material Biológico, Intoxicação Exógena RT, Violência no Trabalho e Violência Trabalho Infantil, Câncer RT, Dermatose Ocupacional, Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER / DORT), Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), Pneumoconiose e Transtorno Mental RT.

O manual pode ser acessado neste link.

Fonte: Cipa| www.revistacipa.com.br
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Seminário aborda inclusão de novas tecnologias para aumentar segurança na construção civil

Via CIPA

O Ministério do Trabalho está incentivando a adoção de novas tecnologias pelas empresas de construção civil no Rio Grande do Sul para aumentar a segurança dos trabalhadores do setor. O objetivo é valorizar o uso de equipamentos e sistemas de proteção alternativos, além de focar a fiscalização em aspectos como organização do trabalho nos canteiros de obra, gestão de segurança e saúde, uso de novas opções tecnológicas e de dispositivos que minimizam o risco de queda nas construções.

Esses itens foram discutidos nesta semana, em Porto Alegre, durante o 4º Seminário Segurança e as Novas Tecnologias na Construção Civil, que faz parte da série Diálogos com a Auditoria do Trabalho promovida pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul (SRTE/RS). Cerca de 300 auditores do Ministério do Trabalho, engenheiros, técnicos em segurança do trabalho, enfermeiros e pessoal de recursos humanos participaram do encontro com o objetivo divulgar e debater novos conceitos na defesa do trabalhador.

A série discute a incorporação tecnológica, não apenas com foco na produção e qualidade industrial, mas também quanto a possíveis impactos sobre a saúde dos trabalhadores. “A escolha de uma determinada opção, sem levar em conta os potenciais impactos sobre a saúde e o meio ambiente, pode ser trágica”, afirma o coordenador do projeto de Construção Civil da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho da SRTE/RS, Luís Carlos Rossi Bernardes.

Segundo ele, é preciso “apresentar o novo e questionar as práticas bolorentas e inseguras, ainda aplicadas na construção civil brasileira”, para atingir um patamar aceitável de respeito à integridade dos trabalhadores. Nesse sentido, um dos exemplos citados no seminário foi o da substituição das bandejas de proteção por andaimes fachadeiros, modernos e muito mais seguros.

Também foi destaque o problema da utilização de telhas e outros artefatos de fibrocimento com amianto, que pode causar câncer. A meta é ampliar o uso de materiais alternativos, como as fibras sintéticas de EVA, mais seguras diante das evidências de carcinogenicidade do amianto. “Hoje, a população de trabalhadores mais exposta ao carcinógeno é exatamente a da construção civil”, lembra Bernardes.

O superintendente Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, Joaquim Viana Cardinal, destacou que a presença de representantes de diversas áreas, interessados em discutir a segurança do trabalhador da construção civil, demonstra a importância da auditoria do Ministério do Trabalho. “Precisamos aumentar o diálogo com a sociedade sobre estes temas. É necessário disseminar amplamente estes assuntos”, declarou.

Fonte. CIPA | www.revistacipa.com.br
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Dispensa antes do término do período de estabilidade conferido a membros da CIPA gera indenização

Via Segurança do Trabalho

Estabilidade provisória conferida a empregado membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) finda com a conclusão da obra de engenharia, sendo devida a indenização em caso de dispensa sem justa causa antes do término do período estável.

É o que entendeu, por unanimidade, a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região que manteve decisão do Juízo da 2ª Vara do Trabalho de Três Lagoas.

O trabalhador foi contratado pela empresa Paranasa Engenharia e Comércio S.A. na data de 19.5.2011 como servente. Em outubro do mesmo ano, foi eleito para exercer o cargo de suplente junto à CIPA até outubro de 2012.

Contudo, em 30.1.2012, o trabalhador foi dispensado sem justa causa. A empresa alegou que a dispensa foi lícita e legítima ante o encerramento da obra. Mas o contrato de prestação de serviço firmado entre a empresa Paranasa e Eldorado Celulose e Papel S.A. projetou o fim da obra para outubro de 2012.

“Concluiu-se que o trabalhador foi dispensado enquanto era membro suplente da CIPA, o que lhe dá o direito à estabilidade provisória até a data do encerramento da obra, considerada esta aquela prevista no contrato de prestação de serviços, isto é, 19.10.2012, já que as empresas detêm maiores condições e conhecimentos técnicos em relação ao informante do juízo para saber qual o período razoável para o término das obras”, expôs o relator do processo, desembargador Ricardo Geraldo Monteiro Zandona.

Dessa forma, a empresa Paranasa foi condenada ao pagamento de indenização equivalente a nove meses de salários, com férias acrescidas de 1/3, décimo terceiro salário e FGTS com multa de 40%.

( 0000513-35.2012.5.24.0072-RO.1 )

Fonte: Segurança do Trabalho | www.segurancanotrabalho.eng.br

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Segurança no canteiro de obras para preservar a integridade do trabalhador

Via Notícias do Dia

Olhar atento do engenheiro de Segurança do Trabalho e uso de equipamentos de segurança baixam a estatística de acidentes na construção civil

Acidentes de trabalho na construção civil ocorridos na Grande Florianópolis nos últimos dias atentam quanto às normas de saúde e segurança dos trabalhadores, que devem ser seguidas pelas construtoras e engenheiros civis. Na sexta-feira, 24 de junho, Willian Antunes da Silva, 25, trabalhava na reforma de um prédio no bairro Estreito, em Florianópolis, quando o teto desabou e o tirou a vida do jovem pedreiro. Três dias após, outro operário perdeu a vida em uma obra no bairro Pedra Branca, em Palhoça, ao cair do sétimo andar no poço do elevador.

Prevenir acidentes de trabalho e preservar a integridade física e mental dos funcionários da construção civil é a principal função do engenheiro de Segurança do Trabalho, Carlos Alberto Xavier. Kita, como é conhecido no ramo, acompanha todas as fases de uma obra, do início ao fim. “Os riscos são cíclicos, mudam de acordo com a etapa da obra. Por isso, os funcionários têm de ser treinados e vistoriados diariamente”, diz o diretor técnico da ACE (Associação Catarinense de Engenheiros). KIta observa que a conscientização de construtoras e profissionais tem colaborado para a diminuição de acidentes de trabalho.

“A construção civil já foi campeã em acidentes de trabalho, hoje estamos em quarto lugar”, destaca, citando entre os mais comuns acidentes de queda, aterramento elétrico e em elevadores de obra. Segundo Kita, o numero de acidentes caiu depois que as empresas passaram a adotar EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva) e EPI (Equipamentos de Proteção Individual). “Sempre que o funcionário estiver acima de dois metros de altura, por exemplo, é obrigatório o uso de cinto de segurança acoplado a um trava quedas, com cabo individual. Sem falar no uso de capacete para qualquer pessoa que entre na obra”, ressalta.

Fiscalização, notificação e penalidades

O CREA-SC (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina) é responsável pela orientação e fiscalização do exercício profissional na construção civil. Cerca de 60 fiscais percorrem o estado vistoriando empresas e os respectivos engenheiros responsáveis. “Fizemos um roteiro e dividimos os fiscais, que atuam em 23 inspetorias no estado. Temos frota própria, que é equipada com aparelhos de GPS para facilitar o trabalho”, explica o engenheiro civil, Luiz Henrique Pellegrini, superintendente CREA–SC.

O engenheiro diz que tanto a construtora quanto o profissional responsável por uma obra devem ser devidamente registrados. “Fizemos com que se cumpra a lei 5194/1966. Somos limitados e não temos poder polícia. Mas penalizamos o proprietário por não ter profissional habilitado ou ART (Anotação de Responsabilidade Técnica)”, conta. Pellegrini destaca que o objetivo não é o multar, mas orientar e prevenir problemas. “No primeiro contato notificamos e o empresário tem 10 dias para se regularizar. Se não atender é multado quantas vezes for necessário, podendo chegar a R$ 4 mil”, diz.

Prevenir para conservar mão de obra

Garantir o respeito às normas de saúde e segurança nos canteiros de obras da Grande Florianópolis, evitando acidente de trabalho. Este é o principal papel do Seconci (Serviço Social da Indústria da Construção Civil). “Identificamos os riscos que o trabalhador está exposto e ajudamos a conservar a mão de obra e diminuir afastamentos”, expõe o gestor, Marcos Petri. Apesar dos benéficos, apenas 25% das construtoras da Grande Florianópolis são associadas. “Os demais têm seu próprio SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), não fazem os programas ou contratam uma empresa de assessoria”, diz Petri.

Saiba mais:

- O CREA emite cerca de 14 mil notificações por ano em Santa Catarina, sendo que pelo menos duas mil viram multas

- 65% das multas são referentes a obras que não têm profissionais habilitados

- Em 2010, o CREA regularizou 12 mil empresas e/ou profissionais

- O CREA não vistoria obras, se a obra está irregular e se respeita o código de posturas, o que é de responsabilidade de cada município

Fonte: Notícias do Dia | www.ndonline.com.br

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GBC

Brasil terá guia oficial para elaboração e revisão de Normas Regulamentadoras

Via Revista Cipa

O Ministério do Trabalho realizou no dia 30 de junho o Seminário Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, Normatização em Saúde e Segurança. O encontro teve como objetivo definir diretrizes para a elaboração e revisão das Normas Regulamentadoras nestas duas áreas. As ações são previstas em acordo bilateral firmado entre Brasil e União Europeia e desenvolvidas no âmbito do Projeto Diálogos Setoriais.

“Traçamos um paralelo entre a normatização na Europa e no Brasil. O próximo passo é harmonizar as orientações técnicas e jurídicas que irão nortear a elaboração e revisão da legislação”, explicou Alexandre Scarpelli, coordenador de Sistematização e Registros da SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho).

Uma das ações definidas é a publicação, pelos ministérios do Trabalho e do Planejamento, do Guia Oficial de Elaboração e Revisão de Normas Regulamentadoras em Segurança e Saúde, prevista para o segundo semestre. Scarpelli destacou que o objetivo é tornar mais claras e concisas as normas regulamentadoras no Brasil. A publicação será direcionada para auditores fiscais do Trabalho, pesquisadores da Fundacentro e às bancadas de trabalhadores e empregadores que participam do debate tripartite sobre segurança e saúde no trabalho.

Cooperação

A cooperação bilateral entre Brasil e União Europeia já resultou na aprovação, pelo Ministério do Trabalho, de quatro projetos de segurança e saúde no trabalho, entre eles gestão de riscos no uso de máquinas e equipamentos; revisão de normas para a construção civil; revisão de segurança no trabalho em altura; e apreciação de riscos em máquinas. “Já existem resultados na capacitação dos nossos auditores, que têm elevada preparação técnica, repercutindo na eficácia da fiscalização do trabalho no Brasil”, destacou a secretária de Inspeção do Trabalho, Maria Teresa Pacheco Jensen.

O diretor nacional do Projeto Diálogos Setoriais, Marcelo Mendes Barbosa, do Ministério do Planejamento, lembrou que os editais da Oitava Convocatória do Acordo Bilateral Brasil e União Europeia já permitiram a realização de 71 ações em 29 órgãos federais do Brasil e 21 representações europeias. Também participaram do seminário o chefe da Assessoria Internacional do Ministério do Trabalho, Ney Canani, e o secretário de Assuntos Comerciais da Delegação da União Europeia no Brasil, Adam Wisniewski.

Fonte: Revista Cipa | www.revistacipa.com.br
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

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