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Geoprocessamento e sua importância na engenharia

Via: Brasil Engenharia

A necessidade do ser humano em adquirir informações sobre a distribuição geográfica de recursos minerais, alimentos e conhecer lugares específicos sempre foi uma parte importante das atividades das sociedades organizadas. Com as inovações tecnológicas, isto deixou de ser feito apenas em mapas de papel e passou a partir da segunda metade do século passado a ser possível armazenar e representar tais informações em um ambiente computacional, permitindo o aparecimento do geoprocessamento. O termo geoprocessamento refere-se a utilizar-se de técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica, e que influencia diretamente em diversas áreas ligadas à engenharia civil e ambiental, como: cartografia, análise de recursos naturais, agricultura de precisão, transportes, comunicação, energia e planejamento urbano.

Introdução ao Geoprocessamento

Geoprocessamento é um conjunto de tecnologias de coleta, tratamento, manipulação e apresentação de informações espaciais, voltado para um objetivo específico.

As ferramentas computacionais para o geoprocessamento, chamadas de Sistemas de Informação Geográficas (SIG), permitem realizar análises complexas, pois integram dados de diversas fontes e criam banco de dados georreferenciados.

Há necessidade de dados, para que o SIG cumpra suas finalidades. A aquisição de dados em geoprocessamento deve partir de uma definição clara dos parâmetros, variáveis e indicadores, que serão necessários no projeto a ser implementado. Sua existência deve ser verificada em lugar adequado.

Após o surgimento do Google Maps, do Google Earth uma verdadeira revolução está acontecendo. Pessoas que até então não tinham qualquer contato com ferramentas SIG, de uma hora para outra podem ter acesso a qualquer parte do planeta por meio de aplicações que misturam imagens de satélite, modelos 3D e GPS, sendo que o usuário necessita apenas ter conexão à internet.

A digitalização é um dos processos mais utilizados para obtenção de dados já existentes. Como os custos para geração são altos, aproveita-se ao máximo possível os dados analógicos, convertendo-os para a forma digital através da digitalização automática ou manual.

A fotogrametria é a técnica que permite realizar medições rigorosas a partir de fotografias. Com fotografias aéreas, são obtidas medidas de posições de pontos que vão dar origem ao desenho de cartas topográficas. As fotografias aéreas são adquiridas com alguma sobreposição, o que origina, devido a diferentes perspectivas de um mesmo local, uma percepção das três dimensões do terreno, permitindo assim medi-lás de forma rigorosa.

Sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas que permitem observar e obter informações sobre a superfície terrestre, ou de qualquer outro astro, através de sensores instalados em satélites artificiais.

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é um sistema de navegação baseado em satélite, oi originalmente planejado para aplicações militares, mas nos anos oitenta, o governo fez o sistema disponível para uso civil. GPS trabalha em qualquer condição de tempo, em qualquer lugar no mundo, 24 horas por dia, e não é cobrada nenhuma taxa para se usar o GPS.

Aplicações do Geoprocessamento

Praticamente todas as áreas de administração municipal podem encontrar no geoprocessamento um importante aliado nas etapas de levantamento de dados, diagnóstico do problema, tomada de decisão, planejamento, projeto, execução de ações e medição dos resultados. De um modo geral, o fato de conhecermos onde os problemas ocorrem e poder visualizá-los espacialmente facilita sobremaneira seu entendimento e nos mostra as possíveis soluções, senão a única.

O estágio atual das geotecnologias permite fazer uma análise espacial que combine o mapeamento dos problemas urbanos com informações físicas, demográficas, geográficas, topográficas ou de infraestrutura. Esta análise levará, sem dúvidas, a adotar uma solução mais racional que a sugerida pela análise, e em menor tempo.

Os resultados práticos da aplicação do geoprocessamento com dados do próprio município, associados a uma base digital pré-existente, mesmo que imprecisa ou desatualizada, são fortes argumentos para convencer o bom administrador a priorizar a implantação do geoprocessamento em sua gestão, pois este, em conjunto com a internet, permite disponibilizar para o cidadão comum informações atuais e facilmente interpretadas pelo fato de serem geograficamente localizadas.

Podemos citar como problemas típicos de uma administração municipal e cuja solução pode estar vinculada ao uso do geoprocessamento: (a) Qual é o melhor lugar para construir um novo posto de saúde, dentre os terrenos da Prefeitura, considerando a densidade demográfica, a renda média e as áreas de abrangência dos postos existentes? (b) Quais são as áreas da cidade não atendidas eficientemente pelo sistema de transporte coletivo considerando, por exemplo, a densidade demográfica e a distância máxima até o ponto ou terminal mais próximo? (c) Qual a porcentagem de crianças, entre cinco e dez anos, que não estão matriculados regularmente nas escolas dos municípios? (d) Quais são as áreas de risco ambiental da cidade e quais as ocupações irregulares nestas áreas? Elas aumentaram, diminuíram, onde se concentraram?

Citarei exemplos da aplicação do geoprocessamento para obter resultados em problemas de um município, pois os limites deste na administração de uma cidade estão na imaginação do gestor e não na própria tecnologia.

Na área de planejamento urbano e meio ambiente poderiam ser melhoradas as seguintes atividades: licenciamento e fiscalização de obras, controle urbano e ambiental, mapeamento do uso atual do solo, cadastro de equipamentos públicos e do mobiliário urbano, cadastro de bens próprios, estudos demográficos com dados censitários no nível de bairro ou setoriais, elaboração do mapa ambiental da cidade.

Na área financeira podem ser aproveitadas atividades como: manutenção do cadastro imobiliário, manutenção do cadastro mobiliário ou comercial, manutenção do cadastro de logradouros, geração e atualização da planta genérica de valores.

Na área de saúde e saneamento algumas atividades também podem incorporar o uso do geoprocessamento para um desenvolvimento melhor: vigilância sanitária, controle epidemiológico, manutenção do cadastro de óbitos e nascimentos, espacialização da inadimplência e da dívida ativa. O geoprocessamento pode ser utilizado em diversas áreas como de infraestrutura e obras no município, habitação, serviços urbanos, esporte e lazer, assistência social, entre outras.

Em relação à agricultura de precisão, trata-se de uma nova tecnologia agrícola onde o “Global” é subdividido em pequenas frações homogêneas. Assim, para que se alcance o máximo de rendimento – de acordo com as potencialidades do solo e com o mínimo de poluição e degradação –, é necessário o acompanhamento e gerenciamento de um volume muito grande de informações que variam no espaço e no tempo.

Podem-se considerar três tecnologias essenciais para esse sistema: o sensoriamento remoto, o sistema de posicionamento global (GPS) e o geoprocessamento.

Conforme citado por Gentil & Ferreira (1999), a agricultura de precisão promete grandes benefícios para os usuários deste sistema como: redução do grave problema do risco da atividade agrícola, redução dos custos da produção, tomada de decisão rápida e certa, controle de toda situação, pelo uso da informação, maior produtividade da lavoura, mais tempo livre para o administrador e melhoria do meio ambiente pelo menor uso de defensivo.

Para Batchelor et al. (1997), a agricultura de precisão pode: melhorar os rendimentos de colheita e lucros, fornecer informações para tomar decisões de manejo mais embasadas, prover registros de fazenda mais detalhados e úteis, reduzir custos de fertilizante, reduzir custos de praguicida e a reduzir poluição.

Ainda, Campo (2000b), atribui à agricultura de precisão, os seguintes benefícios: redução de quantidades de insumos, redução dos custos de produção, redução da contaminação ambiental e aumento no rendimento das culturas.

Na área ambiental, o geoprocessamento é uma das ferramentas mais utilizadas para monitoramento, por exemplo, da cobertura vegetal e uso das terras, níveis de erosão do solo, poluição da água e do ar, disposição irregular de resíduos, e assim por adiante. Da mesma forma, essa tecnologia pode ser usada em análises de qualidade de habitat e fragmentação.

Considerações Finais

Em um país que possui uma dimensão continental de tamanha proporção como a do Brasil, com uma enorme carência de informações as quais julgamos serem as mais adequadas para que sejam tomadas decisões sobre os problemas urbanos, rurais e ambientais, o geoprocessamento apresenta e dispõe de um enorme potencial, principalmente quando se diz respeito às tecnologias de custo relativamente baixo, em que o conhecimento seja adquirido no local.

O mercado está em alta, com oportunidades, sobretudo, em empresas responsáveis pela execução de projetos de infraestrutura sanitária e ambiental. As obras de infraestrutura tocadas pelo governo federal, juntamente com aquelas voltadas para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas em 2016, são os indicadores de um mercado promissor para o profissional que atua com geoprocessamento, sem falar no segmento da construção civil, que está superaquecido.

As pessoas começam então a perceber que se faz necessário o uso de um novo enfoque, ou seja, uma visão que seja geral, que englobe e que se relacione com o mundo como um todo. Atualmente no Brasil, qualquer organização pública ou privada pode utilizar geoprocessamento, sem a necessidade de grandes investimentos financeiros, sendo assim cabe ao engenheiro – seja ele ambiental, agrônomo ou civil – incentivar o uso da ciência do geoprocessamento para fins benéficos a todos em nossa sociedade.

Fonte: Brasil Engenharia | www.brasilengenharia.com
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Municípios terão até abril de 2019 para elaborar seus planos de mobilidade urbana

Via: Mundo Geo

Objetivo da medida é oferecer recursos aos municípios com mais de 100 mil habitantes que queiram pleitear a elaboração dos planos por meio do programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana

Os municípios brasileiros que ainda não possuem planos de mobilidade urbana terão até abril de 2019 para elaborar. O novo prazo estipulado para a elaboração dos planos municipais está previsto na Medida Provisória 818/2018. Caso os municípios não cumpram tal obrigatoriedade legal, ficarão impedidos de contratar recursos federais.

O objetivo da medida é oferecer prazo aos municípios que queiram pleitear a elaboração dos planos por meio do programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana, que disponibiliza recursos para financiamento de planos em municípios com mais de 100 mil habitantes, pois, até então, não havia programa específico para este fim.

Para o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, o Plano de Mobilidade Urbana é fundamental para o desenvolvimento do município. “Nós precisamos ajudar os municípios a fazerem seus planos, porque um plano de mobilidade é um planejamento de Estado que o município deve fazer com eficácia além das gestões”, afirmou Baldy.

A nova proposta deve atender municípios acima de 100 mil habitantes em todo o País, melhorando a circulação das pessoas nas cidades e as condições de saúde e da qualidade de vida da população urbana.

O cadastramento das propostas é feito por meio do site do Ministério das Cidades. O processo de seleção é contínuo, ou seja, não há prazo limite para a inscrição das propostas. Aproximadamente 60 municípios já solicitaram recursos para elaboração dos planos de mobilidade.

Plano de Mobilidade Urbana

Desde a promulgação da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012) existe a exigência de elaboração de planos de mobilidade urbana para todos os municípios com população acima de 20 mil habitantes, assim como os demais obrigados ao plano diretor.

Neste sentido, o Ministério das Cidades incluiu no programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana a possibilidade de financiamento dos planos de mobilidade urbana, para municípios acima de 100 mil habitantes.

Cabe ressaltar que as cidades, desta faixa populacional, que solicitarem recursos para obras e projetos de mobilidade urbana e não possuírem Plano de Mobilidade Urbana serão obrigadas a incluir na proposta de financiamento os recursos para elaboração do plano.

A Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (SEMOB) do Ministério das Cidades criou o Programa de Apoio à Elaboração de Planos de Mobilidade Urbana que apoia os municípios na elaboração do instrumento de planejamento. O programa orienta sobre o desenvolvimento da metodologia simplificada para viabilizar sua ampla aplicação nos municípios brasileiros, com a identificação de possíveis aprimoramentos e oportunidades de melhoria.

Segundo a gerente de planejamento da Semob, Martha Martorelli, o plano é uma ferramenta que ajuda a dar justa distribuição ao espaço público. “O Plano de Mobilidade Urbana é fundamental para o desenvolvimento do município e precisa estar alinhado com os princípios, diretrizes e objetivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana para cumprir sua função”, explica Martha.

Geo nas Cidades

O uso de Geotecnologia nas Cidades Inteligentes será destaque no MundoGEO#Connect 2018, maior evento de Geo da América Latina que vai acontecer de 15 a 17 de maio em São Paulo (SP).

Confira a programação completa

As Cidades Inteligentes estarão em debate em seminários e cursos. Garanta sua vaga!

Fonte: Mundo Geo | www.mundogeoconnect.com
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IBGE apresenta 25 novas cartas imagem da Base Cartográfica do Brasil

Via MundoGeo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza hoje 25 cartas imagem digitais, na escala 1:100.000 (1 cm = 1000 m), abrangendo parte dos estados do Piauí, Tocantins, Pará, Maranhão e Mato Grosso.

Essas representações cartográficas são formadas por mosaicos de imagens de satélite ortorretificadas. Seus arquivos em formato PDF podem ser acessados aqui.

As cartas imagem proporcionam uma visão do território compatível com os requisitos de representação da escala e apresentam a denominação dos elementos geográficos de maior relevância.

Baixe aqui um guia sobre como pesquisar e baixar dados do IBGE

A ortorretificação elimina distorções, com o objetivo de tornar a imagem métrica e isenta de erros. A produção de cartas imagem é realizada em um tempo menor do que as folhas topográficas completas, o que permite disponibilizar essas informações mais rapidamente para a sociedade.

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IBGE apresenta 25 novas cartas imagem da Base Cartográfica do Brasil (Imagem: Divulgação IBGE)

As cartas imagem foram produzidas a partir de imagens do sensor AVNIR-2, com dez metros de resolução espacial, adquiridas, em sua maioria, entre 2009 e 2010. Elas integram o projeto Base Cartográfica na escala 1:100.000 (BC100) e correspondem a um dos produtos previstos para as unidades da federação.

Com esse lançamento, o estado do Tocantins fica integralmente coberto, o que corresponde a um total de 127 cartas imagem, e o Piauí passa a ter 35% de seu território representado.

Fonte: MundoGeo | www.mundogeo.com
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Ministério Público Federal recomenda que seja dada transparência ao CAR

Via MundoGeo

Informações devem estar disponíveis na internet, com possibilidade de pesquisa pelo cidadão

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu recomendação ao Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) para que adotem, no prazo de 120 dias, medidas que assegurem a transparência das informações ambientais gerenciadas por eles, nos moldes previstos pela Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011).

De acordo com a recomendação do MPF, os sites das instituições na internet devem apresentar todos os dados previstos na legislação que regem os órgãos ambientais, com atualização em tempo real. Devem disponibilizar, ainda, ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva, transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão.

Especificamente em relação ao SFB, a recomendação afirma que devem estar acessíveis pela internet informações referentes ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), com o nome dos proprietários, localização, área total do imóvel, áreas de remanescentes de vegetação nativa, entre outras informações.

A recomendação foi elaborada pelo Grupo de Trabalho Amazônia Legal e entregue pelo coordenador da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (4ª CCR), subprocurador-geral da República Nívio de Freitas, ao ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho, durante reunião no MMA na última quinta-feira, 6 de outubro. Também participou da reunião o secretário executivo da 4ª CCR, procurador da República Daniel Azeredo.

Agendas Ambientais – Durante a reunião, os participantes também externaram preocupação com a possível alteração dos limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no município de Novo Progresso, no Pará. A coordenação da 4ª CCR entende haver equívocos no modelo elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Outro assunto abordado durante o encontro foi a conservação do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais. Previsto como área de proteção ambiental com mais de 199 mil hectares, atualmente o parque possui apenas 72 mil hectares delimitados como área destinada exclusivamente à preservação.

Os representantes do MPF também convidaram o ministro para estar presente em audiência pública sobre Belo Monte a ser realizada em novembro no Pará.

Veja a íntegra da recomendação aqui.

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Simulando e visualizando o potencial de geração fotovoltaica nos telhados na cidade do Rio de Janeiro

Via MundoGeo

A utilização da energia solar para fins energéticos apresenta-se como com grande potencial de participação na matriz de geração distribuída, principalmente nas instalações residenciais e comerciais

O Brasil, cujo território é amplamente favorecido com elevados índices de irradiação solar, necessita de metodologias eficientes – utilizando o geoprocessamento como subsidio técnico – que o permitam explorar plenamente seu potencial de geração de energia elétrica e calor.

Neste contexto, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro (SEDEIS), o Instituto Pereira Passos (IPP), a empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE) e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por intermédio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit – GIZ, coopera em um programa que tem como principal objetivo mobilizar a sociedade e concentrar recursos em torno do debate sobre o desenvolvimento sustentável na área energética. Dentro dessa cooperação contrataram a TerraGIS Consultoria e Geoprocessamento para simular a irradiação solar nos telhados do município do Rio de Janeiro. Este projeto possibilita o cálculo do potencial fotovoltaico nos telhados e visa incentivar o desenvolvimento da mini e microgeração solar fotovoltaica no Rio de Janeiro.

Metodologia

O Mapa Solar do Rio de Janeiro foi produzido usando ferramentas de geoprocessamento que calculam a irradiação global incidente para os telhados das edificações da cidade do Rio de Janeiro considerando o sombreamento tanto do relevo quanto das edificações adjacentes.

O principal dado de entrada do algoritmo é o modelo digital da superfície (MDS) que foi criado à base de dados do IPP. Um MDS é uma matriz espacial também chamada de raster, onde cada célula (pixel) da matriz contém o valor de elevação do local geográfico do pixel.

Mapa Solar Rio

Com o Mapa Solar Rio (http://mapasolar.rio), pretende-se sensibilizar a população sobre o potencial de geração fotovoltaica (FV) e motivar potenciais micro geradores a se informarem e optarem por um sistema FV. Assim, faz-se necessária uma ferramenta de fácil acesso e manuseio, e que possibilite também a visualização dos dados específicos de cada edifício. A Figura 1 apresenta o layout de visualização via web.

O Mapa Solar Rio é um aplicativo criado com o Web AppBuilder para ArcGIS e está hospedado nos servidores do IPP. O aplicativo permite ter acesso ao potencial fotovoltaico de mais de 1,2 milhão de elementos de telhados na cidade do Rio de Janeiro referentes as datas de simulação, além de contar com ferramentas de interação como zoom, busca por endereço e informações sobre a metodologia aplicada.

Os dados obtidos por meio da ferramenta Mapa Solar do Rio de Janeiro devem ser considerados como indicativos, visto que não é possível aferir o erro nos cálculos do modelo. Para obtenção de valores mais acurados, deve ser consultado um profissional, devidamente capacitado, que possa calcular o potencial de irradiação e de geração de energia elétrica do local candidato à instalação.

Autoria:

Wolfram Lange Geógrafo pela Universidade de Colônia/Alemanha. Sócio-Fundador da TerraGIS Consultoria e Geoprocessamento. wolfram@terragis.com.br; e
Adriano Vasconcelos Geógrafo, Dr. pelo Programa de Engenharia Civil (COPPE/UFRJ). Sócio-Fundador da TerraGIS Consultoria e Geoprocessamento. adriano@terragis.com.br

Fonte: MundoGeo | www.mundogeo.com
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Prefeitos da RMRJ recebem nova Base Cartográfica da Câmara Metropolitana

Via Portal da Cartografia

Prefeitos, órgãos estaduais e concessionárias de serviços públicos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro receberam, na manhã da sexta-feira (2/9/2016), um novo instrumento para o planejamento e ordenamento urbano. Em cerimônia realizada na sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), a Câmara Metropolitana apresentou aos gestores uma Base Cartográfica para a região formada por 3.019 ortofotocartas. Um levantamento que visa uma otimização das administrações municipais e metropolitanas.

A apresentação foi feita pelo diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, que foi acompanhado na mesa de abertura pelos prefeitos Alcir Martinazzo (Seropédica), Max Lemos (Queimados) e Solange Almeida (Rio Bonito), além do presidente do DER-RJ, Ângelo Pinto, do presidente do Ceperj, Delmo Morani, do presidente do Proderj, Antônio Bastos, e do secretário de Estado de Obras, José Iran Peixoto.

Loureiro iniciou os discursos lembrando que o mapeamento era uma meta da Câmara Metropolitana desde 2014: “Estamos celebrando a realização de uma tarefa que surgiu quando o governador Luiz Fernando Pezão criou, há exatos dois anos, a Câmara Metropolitana. E foram dois os motivos: buscar a retomada da governança na Região Metropolitana do Rio e do planejamento das ações de interesse em comum. No campo do planejamento, nossa tarefa era a de criar um retrato da vida nesse território, e esta entrega é mais um passo nesse sentido”, ressaltou o diretor.

Ele ressaltou as dificuldades de planejar políticas públicas sem a base de dados cartográfica. Até agora, os governos só dispunham de mapas de quase 40 anos atrás, completamente desatualizados. “No Brasil essa história começou há 70 anos, quando o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, realizou pela primeira vez algo dessa natureza. Aqui no Rio de Janeiro tivemos esforços semelhantes a partir do final dos 70 e início dos anos 80, quando a extinta Fundrem criou uma cartografia na escala de 1 para 10.000, e este documento ainda é usado por muitos órgãos da gestão pública fluminense”, completou.

Realizada ao custo total de R$ 11 milhões, a nova cartografia foi feita na escala de 1 para 2.000. As ortofotocartas – entregues em mapas e em pen drives – reproduzem imagens aéreas detalhadas da ocupação urbana do território metropolitano. Câmeras digitais de alta resolução, embarcadas em aviões e dotadas de sensores, permitiram realizar o levantamento detalhado de mais de 2.000 km² de área urbana dos 19 municípios metropolitanos. Apenas as cidades do Rio de Janeiro e de Niterói, as quais já possuíam bases cartográficas, ficaram fora do projeto.

Os dados constituem um importante instrumento para o aperfeiçoamento do sistema de arrecadação dos municípios, melhoria dos serviços públicos e atualização de informações. É possível acompanhar o crescimento urbano e perceber novas edificações, mesmo em áreas de vegetação densa. “Essa nova ferramenta será bastante útil para a gestão dos municípios. A ocupação na Região Metropolitana cresce todos os anos. Sem essa base cartográfica seria capaz desse crescimento ser torto, desordenado”, disse o prefeito de Seropédica, Alcir Martinazzo.

O prefeito de Queimados, Max Lemos, também aposta no aumento das receitas e na maior integração do território. “A tecnologia que todas as gestões municipais tanto precisavam agora está disponível. Todos os prefeitos agora podem conseguir regularizar as receitas de IPTU, o que pode gerar um aumento de cerca de 40% na arrecadação. Num momento de eleições como o atual, não se dá tanto valor porque não impacta no angariamento de votos, como a construção de uma nova rodovia, por exemplo”.

Representando a prefeitura de Duque de Caxias, o secretário de Planejamento, Habitação e Urbanismo, Luiz Edmundo Costa, contou que esse assunto nunca havia tido tamanha importância fora dos meios técnicos. A entrega do levantamento para todos os municípios da Região Metropolitana do Rio, em um evento lotado de representantes de diferentes áreas, reforça a importância da nova cartografia.

“Sou servidor público há 50 anos, e no passado as pessoas nem sabiam como funcionava a cartografia, só mesmo quem trabalhava com controle urbano e gestão do território sabia que isso é fundamental. Agora isso força os municípios a terem uma área de planejamento urbano, com técnicos e equipamentos qualificados, para que se faça bom uso da cartografia. No Projeto do Arco Metropolitano, por exemplo, lembro que houve problemas na questão fundiária e do ponto de vista de topográfico, como o curso de águas e rios. Certamente a cartografia de hoje evitaria esses problemas, pois agora temos essa informação”, explicou o secretário.

A iniciativa da Câmara Metropolitana contou com investimento do Banco Mundial, que resultou na contratação do levantamento aerofotogramétrico. Durante os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016 foi feito um sobrevoo da região metropolitana, identificando as áreas de adensamento populacional e as áreas de preservação ambiental. Além das prefeituras, o trabalho também será entregue a 23 órgãos estaduais, entre os quais a Cedae, o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e o Iterj (Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro).

Fonte: Portal da Cartografia | www.portaldacartografia.com.br
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GBC

IBGE divulga atualização das áreas dos estados e municípios

Via MundoGeo

O IBGE divulgou dia 30 de junho, a atualização da Divisão Político-Administrativa (DPA) brasileira, com alterações em seis estados, tendo sido registrados aumentos nas áreas de Rondônia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e reduções no Espírito Santo e Mato Grosso.

Em relação aos municípios, houve variação (positiva ou negativa) de área a partir de 1% do território em 63 dos 5.570 municípios, sendo em 27 pra mais e 36 para menos. Para a superfície total do país, foi mantido o valor de 8.515.767,049 km².

Tais alterações decorrem de avanços tecnológicos nos campos da cartografia e geociências e atendem, também, às alterações nas legislações estaduais que fixam os limites dos municípios e às determinações de ordem judicial. A atualização periódica é essencial, pois o território é referência para as estimativas da população residente nos 5.570 municípios, produzidas anualmente pelo IBGE.

A atualização pode ser consultada aqui. A partir da atualização dos territórios, foram produzidos novos mapas municipais, disponíveis aqui.

A atualização, divulgada hoje pelo IBGE, decorre do reprocessamento dos valores das áreas territoriais, com base na estrutura político-administrativa vigente em 01 de julho de 2015, e que incorporou as alterações de limites territoriais municipais ocorridas após o Censo Demográfico 2010 (praticadas nas Estimativas Populacionais anuais de 2011 a 2015), bem como os demais ajustes territoriais ocorridos neste período.

A atualização contemplou, também, as alterações comunicadas ao IBGE, até o dia 30 de abril de 2015, no âmbito dos convênios em vigor com os órgãos estaduais responsáveis pela divisão política administrativa e/ou pelas Assembleias Legislativas.

A análise por estado mostra que houve alterações nas divisas estaduais entre Rondônia (cuja área cresceu de 237.590,543 Km2 para 237.765,376 Km2) e Mato Grosso (cuja área foi reduzida de 903.378,292 Km2 para 903.198,091 Km2), homologada por meio do convênio do IBGE com os órgãos estaduais SEPLAN-RO e SEPLAN-MT.

Houve, também, aumentos nas áreas dos estados do Rio de Janeiro (de 43.777,954 Km2 para 43.781,566 Km2) Santa Catarina (de 95.733,978 Km2 para 95.737,895 Km2) e Rio Grande do Sul (de 281.731,445 Km2 para 281.737,947 Km2), nestes dois últimos estados decorrentes da atualização dos traçados das fronteiras internacionais do Brasil com os países vizinhos Uruguai e Argentina, totalmente incorporadas conforme definido pela Segunda Comissão Brasileira Demarcadora de Limites (SCDL), órgão integrante do Ministério das Relações Exteriores.

Entre os municípios, destacaram-se as alterações de acréscimo nas áreas de Brejo de Areia (MA), que aumentou 172,04%, passando de 362,464 Km2 para 986,036 Km2, e Banzaê (BA), que teve a área aumentada em 79,97%, passando de 227,544 Km2 para 409,507 Km2. As maiores reduções de áreas foram registradas em Lagoa Grande do Maranhão (MA), decrescendo em 20,64%, passando de 937,714 Km2 para 744,201 Km2, e Paranatama (PE) decrescendo em 19,71%, passando de 230,888 Km2 para 185,371 Km2.

Fonte: MundoGeo | www.mundogeo.com
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Estudo revela a repartição territorial do valor da produção no Brasil

Via MundoGeo

A Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas, SP) concluiu trabalho inédito sobre a distribuição do valor da produção agropecuária pelas 558 microrregiões dos estados do Brasil. Conhecer a repartição territorial da riqueza agropecuária e sua concentração é de grande interesse e aplicação para todo o setor produtivo e de fomento.

Na primeira etapa, a pesquisa analisou mais de uma centena de cadeias produtivas, vegetal e animal, em todo o país, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em média, foram estudadas 58 cadeias produtivas em cada Estado da Federação. Em alguns estados a diversidade de produtos vegetais e animais se revelou menor, como em Roraima, com 27 cadeias produtivas analisadas, e, em outros, maior, caso da Bahia com 82 cadeias produtivas analisadas.

Para atenuar efeitos de variações anuais e gerar valores mais representativos, os pesquisadores calcularam a produção agropecuária com base em médias trienais. Foram amenizados, desta forma, os efeitos das flutuações anuais na produção e na produtividade (clima, preços e outros fatores).

“No cômputo da riqueza da produção agrícola de uma região não se podem juntar toneladas de cebola, com caixas de manga ou litros de leite. A única forma de totalização está em sua conversão em valor”, diz Lucíola Magalhães, coordenadora do estudo. A valoração ou precificação em reais das produções de cada cadeia produtiva estudada foi realizada na segunda etapa do trabalho. Os preços atribuídos seguiram uma serie de critérios e indicadores técnicos e econômicos nacionais e regionais para ajustes. As taxas de desfrute foram definidas para as diversas cadeias de produção animal.

Finalmente, também foi calculada a contribuição de cada cadeia produtiva na composição do valor total da produção agropecuária, identificando-se a parcela devida à produção vegetal e animal. Os bancos de dados numéricos estruturados na Embrapa ainda serviram à elaboração, para cada Estado, de mapas com a repartição do valor da produção agropecuária por microrregião e sua concentração territorial.

Os resultados encontram-se disponíveis no site da Embrapa Monitoramento por Satélite. Para acessar, clique aqui.

Aplicações

Num momento em que o sistema financeiro volta-se cada vez mais para o setor agrícola, o estudo da Embrapa indica qual a repartição territorial da riqueza produzida e as microrregiões que concentram os maiores valores, tanto para a produção animal como para a produção vegetal. Seus dados especializados podem apoiar, de forma mais eficiente, a implantação territorial de serviços de fomento agrícola, de fornecimento de insumos e redes de distribuição e abastecimento, bem como diversos serviços, com ênfase para o financiamento da agricultura.

Tais serviços nem sempre acompanham a dinâmica territorial da agropecuária, pois as áreas produtivas se deslocam em função de novos desenvolvimentos tecnológicos, logísticos ou oportunidades de mercado. O estudo permite confrontar a pertinência da localização atual dos principais produtos com a distribuição territorial da estrutura tradicional de apoio, fomento e fiscalização do Ministério da Agricultura. E pode contribuir para uma melhor realocação de recursos.

Para a pesquisa agropecuária e os processos de inovação, o estudo indica onde estão territorialmente os maiores desafios para ampliar a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas de produção. Os bancos de dados gerados apoiarão novos estudos sobre renda e pobreza rural, além de trabalhos em Inteligência Territorial Estratégica, desenvolvidos pelos centros da Embrapa no país.

O trabalho contou com a participação do pesquisador Fernando Garagorry, da Secretaria de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Embrapa (SGI) e foi coordenado pela supervisora do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Embrapa (Gite), Lucíola Alves Magalhães da Embrapa Monitoramento por Satélite.

Fonte: MundoGeo | www.mundogeo.com
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Sistema de monitoramento agrícola é ampliado para América do Sul

Via Embrapa

Pesquisadores e técnicos que atuam com agricultura vão poder acessar, no segundo semestre, o SATVeg internacional, instrumento que abrangerá toda a América do Sul e não apenas o Brasil. Ele será uma ampliação do sistema web disponibilizado pela Embrapa em 2015 para planejamento e gestão da terra a partir de imagens de satélite. A consulta poderá ser feita em três idiomas – português, espanhol e inglês.

O Sistema de Análise Temporal da Vegetação (SATVeg) foi desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária para permitir a observação de séries temporais de índices de vegetação por meio de imagens de satélite, oferecendo apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental em todo o território brasileiro.

O sistema oferece apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental em todo o território brasileiro e auxilia instituições de pesquisa, universidades e ONGs em trabalhos e estudos relativos ao uso e cobertura da terra. Com ele é possível identificar o que é uma área urbana, cultura anual, cana-de-açúcar, pasto ou mata, por exemplo. O sistema leva em consideração, inclusive, a grande frequência com que as áreas agrícolas do País sofrem alterações. Assim, pode-se acompanhar o ciclo de uma cultura agrícola e sua intensificação, os desflorestamentos e até a detecção de cheias em regiões pantaneiras.

Antes do SATVeg, as análises das séries históricas exigiam robustos processamentos de imagens e a produção dos gráficos dependia de conhecimentos técnicos específicos. Atualmente, os algoritmos desenvolvidos no sistema possibilitam observar e monitorar os índices de vegetação de forma mais ágil e eficiente, por meio de gráficos produzidos automaticamente.

A tecnologia ajuda o governo brasileiro a elaborar políticas públicas ambientais e agrícolas e oferece dados importantes a pesquisadores, estudantes, técnicos de geoprocessamento, gestores públicos, consultores e outros usuários do setor produtivo. A ferramenta foi criada no final de 2015 com base em imagens de satélites disponibilizadas publicamente pela Nasa do ano 2000 em diante.

Com esse recurso é possível medir o índice de vegetação, ou seja, a quantidade de fitomassa existente em determinada área. As informações disponíveis permitem que se acompanhe, ao longo do tempo, o comportamento da vegetação na superfície terrestre, auxiliando em trabalhos e estudos relativos ao uso e cobertura da terra e suas transições.

Por isso, análises realizadas com base em dados de alta resolução temporal possibilitam acompanhar regularmente o desenvolvimento das culturas ou a área agrícola, com base nos índices vegetativos, que representam o comportamento da fitomassa ao longo do tempo. As informações são extraídas de imagens de satélite e mostram o quanto de vegetação existe na área observada, a partir de quadrículas com dimensões de 250 por 250 metros na superfície terrestre.

Auxílio para políticas públicas

A tecnologia ajuda o governo brasileiro a elaborar políticas públicas ambientais e agrícolas e oferece dados importantes a pesquisadores, estudantes, técnicos de geoprocessamento, gestores públicos, consultores e outros usuários do setor produtivo.

A ferramenta possibilita o acompanhamento sistemático da agricultura brasileira e auxilia no mapeamento das culturas, permitindo conhecer com mais precisão seu comportamento. Cada perfil sobre o uso e a cobertura da área é gerado por meio de composições de 16 dias produzidas pelo sensor Modis, provenientes dos satélites Terra e Aqua, que são atualizadas regularmente.

Para tornar a plataforma ainda mais eficaz, o SATVeg fornece ao usuário uma interface GoogleMaps para a seleção das áreas de interesse, ferramentas para filtragem das séries temporais, módulos para carregamento de arquivos vetoriais e cálculo de perfis médios. Antes do SATVeg, as leituras eram feitas pelas imagens, e a produção de gráficos era manual. Já o sistema faz uma leitura histórica e gera gráficos de forma automática.

A tecnologia fornece dados inequívocos do processo de uso, ocupação e expansão da terra. Isso facilita, por exemplo, a aplicação da legislação ambiental, especialmente pelo histórico gerado, fundamentado em períodos, como, por exemplo, o processo de acompanhamento de reflorestamento pelo Código Florestal, além da administração e do monitoramento de programas de intensificação do uso da terra.

Os projetos de pesquisa Metodologia para o monitoramento da atividade agrícola brasileira (Mapagri), TerraClass Amazônia e TerraClass Cerrado fizeram uso dos recursos técnicos disponíveis no SATVeg.

O SATVeg pode ser acessado gratuitamente por meio de um cadastro simples.

Nadir Rodrigues (MTb 26.948/SP)
Embrapa Informática Agropecuária
informatica-agropecuaria.imprensa@embrapa.br
Telefone: (19) 3211-5747

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa | www.embrapa.br
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

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Portal de Geoinformações disponibiliza dados georreferenciados do Rio de Janeiro

Via MundoGeo

Investimentos isolados na área de geotecnologias têm crescido nas secretarias e órgãos estaduais do Rio de Janeiro que necessitam de dados e informações espaciais para impulsionar, direcionar suas ações e apoiar a definição de políticas públicas inclusivas. Como primeiro passo foi necessário identificar os órgãos que produzem e fazem uso de dados espaciais, levantar os softwares, hardwares e recursos humanos despendidos.

O grande desafio foi o convencimento dos agentes públicos da importância da integração e da parceria na produção e compartilhamento de dados espaciais, e a operacionalização da infraestrutura, montada no Centro de Processamento de Dados do Estado, através da utilização de acessos remotos que permitem a conexão com os servidores. O principal objetivo é solucionar o problema de descontinuidades nos projetos individuais e possibilitar a interlocução entre as interfaces, integrá-las e customizá-las em prol de uma democratização e disponibilização de dados georreferenciados.

A solução encontrada pela coordenadora Juliana Vasconcellos Baptista, as assessoras Delfina Honrado Cabral e Nathalia Silva Duarte da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca do Rio de Janeiro (SEDRAP), foi a criação de um Portal de Geoinformações (WebGeo) e do BDE corporativo, com objetivo de integrar as iniciativas, consolidando uma plataforma estadual de geoprocessamento, tornando-se referência de proposta de trabalho integrado, interdisciplinar e interinstitucional, fortalecendo o planejamento, a gestão dos recursos, o compromisso público e o controle social.

A intenção do Portal é proporcionar uma interface amigável, de fácil manipulação, que possa demonstrar resultados e fornecer dados estatísticos e geográficos de apoio ao planejamento. Se modela proporcionando uma visão ampla de possibilidades e potencializa a interinstitucionalização. Utilizou-se a plataforma ArcGis (Desktop, Server e SDE) composta por banco de dados geográfico, servidor de aplicação web e de serviços, admitindo multiusuários e a possibilidade de autonomia de banco de dados independentes funcionando em um ambiente corporativo e colaborativo, descentralizando responsabilidade e produção.

Dia 10 de maio, na sexta edição MundoGEO#Connect 2016 LatinAmerica, a coordenadora da SEDRAP, Juliana Vasconcellos Baptista, estará presente no seminário Análise geoespacial na Gestão Territorial e Corporativa no painel Geoprocessamento Municipal I para falar a respeito do portal WebGEO e quais foram os resultados obtidos desde seu lançamento em em abril de 2014. Para acessar o portal WebGEO clique aqui.
O evento MundoGEO#Connect 2016 ocorrerá durante os dias 10, 11 e 12 de maio paralelamente ao evento DroneShow 2016. O evento terá feira com mais de 100 marcas expositoras no setor de Drones e Geotecnologias. Também contará com 12 cursos e seminários. Acesse o link http://mundogeoconnect.com/2016 para ficar por dentro de toda a programação e garantir sua vaga.

Fonte: MundoGeo | www.mundogeo.com
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

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