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Mercado global de imagens aéreas deve alcançar 3,2 bilhões de Euros em 2023

Via: MundoGeo

Tecnologias avançadas como SIG, Lidar e câmeras de visão em 360 graus podem ser oportunidades no mercado de Aerofotogrametria

O relatório Global Aerial Imaging Market Analysis (2017-2023), divulgado recentemente, afirma que o tamanho do mercado global de imageamento aéreo deverá chegar a 3,2 bilhões de Euros em 2023, com uma taxa de crescimento anual estimada em 13% no período.

Imagens aéreas ajudam a realizar medidas e capturar dados sobre o uso e ocupação do solo através de plataformas remotas, sem necessidade de contato direto com a superfície.

Sensores embarcados em diversos veículos – tais como helicópteros, aviões, balões e drones – são usados para esse tipo de coleta remota de informações.

Com aplicações em diferentes indústrias, o imageamento aéreo está presente, hoje, desde a engenharia civil até a agricultura.

De acordo com o relatório, as imagens de satélites podem restringir o crescimento deste mercado por serem vistas como uma opção para algumas aplicações, devido ao seu avanço em resolução espacial, espectral, radiométrica e temporal.

Segundo a pesquisa, tecnologias avançadas como os Sistemas de Informação Geográfica (GIS, na sigla em inglês), sistemas lidar (medição a laser) e câmeras de visão em 360 graus podem ser oportunidades no mercado de Aerofotogrametria.

Com base nas aplicações, o relatório de mercado divide o setor em Mapeamento, Gestão de Desastres, Gerenciamento de Recursos & Energia, Fiscalização & Monitoramento e outros.

Já com base nos usuário final, os segmentos do mercado são Governo, Energia, Defesa, Agricultura & Floresta, Mídia & Entretenimento, Engenharia Civil & Arqueologia e outros.

Dentre as empresas mencionadas no relatório, estão Blom ASA, Fugro, EagleView Technology Corporation, Digital Aerial Solutions, Cooper Aerial Surveys, Landiscor Real Estate Mapping, Kucera International, John Deere Agri Services / GeoVantage e High Eye Aerial Imaging.

E os drones?

Apesar de abordar o imageamento aéreo de forma global e citar no seu resumo que os sensores podem ser embarcados em drones, o relatório “esquece” as empresas deste setor. Além disso, o impacto das imagens de satélites é analisado na pesquisa, mas não o dos drones, uma tecnologia emergente em todo o globo.

Não existem muitos números consolidados sobre o mercado de drones. Um estudo (disponível aqui em pdf) da Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial (SDCI) em parceria com a Directorate-General for Mobility and Transport (DG MOVE) abordou temas específicos da indústria de drones desenvolvida no Brasil e na União Europeia, a fim de identificar pontos de complementariedade entre as duas regiões e analisar especificidades do panorama comercial e ambiente regulatório do setor.

Já o relatório Clarity from above (disponível aqui em pdf), da PwC, revelou que o mercado global de Drones pode chegar a 127 bilhões de dólares, ou seja, muito mais do que o de Aerofotogrametria publicado recentemente. Para chegar a este valor, a PwC usou como base de cálculo o valor dos serviços demandados pelas empresas e órgãos públicos que poderão ser substituídos, em um futuro muito próximo, pela tecnologia dos Drones.

Imagens de satélites, aviões, drones, topografia tradicional: o certo é que o mercado é grande e promissor, e que tudo isso deve ser visto como complementar e não excludente.

Cada tecnologia e metodologia tem seu nicho, na qual é imbatível. Cabe aos bons profissionais identificarem quando, como, onde e porque utilizar cada uma delas.

Fonte: MundoGeo | www.mundogeo.com
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IBGE disponibiliza conjunto de cartas com informações geoespaciais temáticas

Via: IBGE | www.ibge.gov.br/

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou, dia 22 de dezembro de 2015, um conjunto de 151 folhas contendo informações geoespaciais sobre a geologia, a geomorfologia, os solos e a vegetação. Esse conjunto de folhas compõe um mapa que já cobre cerca de 90% do território nacional, na escala de 1:250.000 (1cm = 2,5 Km).
Todas essas informações também estão disponíveis em arquivos do tipo shapefile e pode ser acessadas aqui.
Esta divulgação dá continuidade ao Projeto de Levantamento de Recursos Naturais, que tem como objetivo produzir e divulgar informações ambientais relativas a diversos temas específicos para todo o Brasil. Com a entrega de mais esta etapa, o IBGE terá realizado o mapeamento de cerca de 90% do território nacional.
A delimitação do território brasileiro representada por esse conjunto de folhas classifica e descreve o espaço físico segundo preceitos divulgados na série de Manuais Técnicos de Geociências do IBGE. Esse trabalho gera insumos para diversas políticas públicas e, ainda, serve de subsídio para iniciativas ligadas ao desenvolvimento sustentável.
As informações estão disponibilizadas em arquivos vetoriais do tipo shapefile, que podem ser visualizadas e editadas em softwares de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), permitindo o cruzamento entre os temas ou mesmo entre informações de outras instituições.
Os arquivos das folhas ao milionésimo encontram-se no portal do IBGE e podem ser acessados gratuitamente através do link abaixo:

ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapeamento_sistematico/banco_dados_georeferenciado_recursos_naturais/latlong/

Os Manuais Técnicos em Geociências que orientam a elaboração desse trabalho também estão disponíveis no portal do IBGE, organizados segundo suas áreas específicas, e podem ser acessados nos links a seguir:

Geologia
Geomorfologia
Pedologia:
ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/recursos_naturais/manuais_tecnicos/manual_tecnico_pedologia_3ed.pdf
ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/recursos_naturais/manuais_tecnicos/manual_tecnico_pedologia_guia_pratico_de_campo.pdf
Vegetação

Fonte: IBGE | www.ibge.gov.br/
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Sensoriamento remoto

Sensoriamento remoto auxilia no monitoramento de áreas de uso da floresta

Para ter um entendimento melhor sobre o uso que as comunidades fazem de suas áreas, o Instituto Mamirauá agregou a suas atividades de monitoramento o uso do sensoriamento remoto e geoprocessamento. Imagens de satélite e análises complementam os dados levantados em campo pelo monitoramento das atividades agroflorestais e de pastoreio.

As imagens de satélite complementam os dados coletados pelos pesquisadores em campo
As imagens de satélite complementam os dados coletados pelos pesquisadores em campo

Esse projeto prevê quatro anos de pesquisas com as imagens de satélite. “Elas vão dar uma visão maior sobre a área de estudo, complementando os dados coletados em campo. Onde a pesquisa em campo não chega, a imagem de satélite pode fornecer informações. E as pesquisas em campo vão dar as características sobre o que está acontecendo ali, no lugar. Como se uma informação estivesse validando a outra”, afirma Jéssica dos Santos, pesquisadora do Instituto Mamirauá.

O monitoramento de atividades agrícolas ocorre desde 2009, em comunidades das Reservas Mamirauá e Amanã. Atualmente, dois pesquisadores do Instituto Mamirauá, Fernanda Viana e Carlos Toniazzo, são responsáveis pela atividade. Carlos acrescenta que “por meio dessas duas pesquisas podemos acompanhar a dinâmica da agricultura migratória, o porquê do uso de determinados locais em detrimento de outros. Se a gente mapeou uma área de roça, que na imagem de satélite tem uma determinada característica de cor e textura, em outra área não visitada, quando vemos na imagem as mesmas características, sabemos que ali possivelmente é uma roça. Essa é umas das técnicas de classificação utilizadas no trabalho”.

Comparação entre uma imagem de média resolução espacial com outra de alta resolução.
Comparação entre uma imagem de média resolução espacial com outra de alta resolução.

As imagens utilizadas nessa pesquisa são de alta resolução espacial, ou seja, os níveis de detalhes e discriminação de alvos na imagem são captados com mais precisão do que em imagens de baixa e média resolução. Jéssica conta que “a empresa que fornecerá as imagens está fazendo a aquisição dos dados mediante a programação do satélite, para duas áreas específicas, uma no Lago Amanã e outra para o setor Coraci, ambos na reserva Amanã, totalizando 1110 km² de imageamento. Isso demanda bastante tempo, por causa das condições meteorológicas”.

Para uma imagem de qualidade é necessário que a presença de nuvens seja de no máximo 15%, o que é bastante difícil na Amazônia. Em cada área imageada, os sensores dos satélites, com bandas multiespectrais, captam informações sobre a região de estudo e podem fornecer, por exemplo, indicativos da fotossíntese nas plantas por meio de índices espectrais aplicado na imagem de satélite. Isso porque a vegetação, em estágios distintos, apresenta um comportamento espectral diferenciado. “O dado do satélite é um dado físico, mostrando a relação da interação da radiação eletromagnética, que vem do sol, com diferentes alvos presentes na superfície terrestre. No caso da agricultura teremos respostas dos diferentes estágios do uso da floresta: áreas de plantio, sítios, capoeiras em regeneração, mata bruta e outros. Essas variações que a gente estuda”, mostra Carlos.

Como as áreas de agricultura nas Reservas Mamirauá e Amanã não ultrapassam dois hectares, somente a “imagem de alta resolução vai permitir visualizá-las. Aqui nós temos toda essa dinâmica de uso bem particular, que requer reconhecer diferentes tipos de cobertura de vegetação e como o meio em que essas comunidades estão inseridas, por exemplo, o regime de cheias e vazantes, interferem no modo de apropriação e produção, que elas fazem desse espaço. Nosso trabalho pretende dar uma visão sobre o uso que é feito da floresta tanto pela agricultura migratória, quanto pela atividade pecuária, também existente na reserva”, afirma Jéssica.

“Este é um trabalho de sensoriamento remoto, aliado ao geoprocessamento. Usamos os softwares Erdas Imagine e ArcGIS no processamento e análise das imagens, criando correlações espaciais e quantificações. Vamos trabalhar essa questão da informação física que a imagem passa, acrescentando também algumas análises espaciais. A importância do sensoriamento remoto, nesse caso, é que ele otimiza tempo, sendo uma ferramenta importante no auxílio às tomadas de decisões, gestão e planejamento espacial. As pesquisas em conjunto estão coletando informações novas sobre as atividades da agricultura migratória e a pecuária”, conclui a pesquisadora.

Essas ações fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” – BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Texto: Vanessa Eyng

Fonte: Instituto Mamirauá | www.mamiraua.org.br
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Brasilia Urban Plan

Fotos incríveis da ação humana na Terra capturadas por satélites

As imagens foram publicadas no site Daily Overview, que exibe diariamente fotografias mostrando como nós alteramos a aparência do nosso planeta

Fotografias de satélite não empolgam tanto nesta era em que o Google Maps se tornou uma ferramenta presente no cotidiano de todos. Pelo menos é o que podemos pensar até encontrarmos sites como o Daily Overview, que uma vez por dia publica imagens que se destacam por sua beleza, estranheza ou capacidade de ilustrar um pouco a história de como o nosso mundo acabou ficando com a aparência que está.

A página foi iniciada por Ben Grant em dezembro de 2013. Segundo ele, a inspiração veio de um vídeo em que astronautas descreviam a sensação de observar a Terra a partir do espaço. “Aquela gravação vem sendo tremendamente influente na forma como eu penso sobre o nosso planeta e o impacto que todos tivemos sobre ele”, afirmou ele durante uma entrevista.

Para fazer suas postagens, Grant procura as imagens no Apple Maps e dá alguns retoques para fazer com que as cores normalmente pálidas das fotos de satélites fiquem mais vívidas. A ideia do site pode parecer similar a do Earth Observatory da NASA, mas enquanto este se concentra em geologia e no mundo natural, o Daily Overview é mais voltado para locais onde os seres humanos impactaram os cenários – para melhor ou para pior.

“A menos que você passa a maior parte do seu tempo dentro de um avião, não tem como apreciar a beleza e a complexidade das coisas que construímos e dos sistemas que desenvolvemos, ou mesmo o impacto irreversível que tivemos no nosso planeta”, afirmou.

A arte da escolha

Questionado sobre os motivos que o levaram a usar o Apple Maps no lugar do Google Maps, Grant afirmou que sua escolha se deve à presença de ferramentas no sistema da Maçã que proporcionam um controle maior quando uma imagem é produzida, como o controle de orientação da foto, por exemplo.

A escolha das imagens publicadas no Daily Overview não acontece ao acaso, com cada figura envolvendo um processo trabalhoso para ser selecionada. Primeiramente, a equipe do site pensa em lugares onde a humanidade marcou o planeta de alguma forma e, com uma ideia em mente, passa à pesquisa para identificar as locações – e suas respectivas coordenadas, é claro.

Segundo Grant, a parte da pesquisa é a mais demorada, pois muitas vezes é difícil encontrar lugares que retratem com força o conceito desejado. “Você pode acabar se encontrando em meio a uma busca de cinco horas para achar um moinho ou levar o dia todo para encontrar uma plantação de óleo de palma que não esteja obscurecida por nuvens – ambos os casos aconteceram realmente”, disse.

Enchendo os olhos

Todas as imagens presentes no Daily Overview possuem elementos interessantes. Abaixo seguem alguns exemplos, mas você pode ver muito mais diretamente no site Daily Overview ( http://www.overv.eu/).

Fonte da imagem: Daily Overview. Brønby Haveby, or Bronby Garden City, is a community located just outside Copenhagen, Denmark. Houses with large front yards are centered around cul-de-sacs, providing cramped urban dwellers the opportunity to live outside the city and grow small substinence or hobby crops during the summer months.
Fonte da imagem: Daily Overview.
Brønby Haveby, or Bronby Garden City, is a community located just outside Copenhagen, Denmark. Houses with large front yards are centered around cul-de-sacs, providing cramped urban dwellers the opportunity to live outside the city and grow small substinence or hobby crops during the summer months.
Fonte da imagem: Daily Overview. #TBT to April 21, 1960 when the city of Brasília was founded as the new capital of Brazil. Brasília’s urban plan – resembling an airplane from above – was developed by Lúcio Costa and Oscar Niemeyer in 1956 in order to move the capital from Rio de Janeiro to a more central location.
Fonte da imagem: Daily Overview.
#TBT to April 21, 1960 when the city of Brasília was founded as the new capital of Brazil. Brasília’s urban plan – resembling an airplane from above – was developed by Lúcio Costa and Oscar Niemeyer in 1956 in order to move the capital from Rio de Janeiro to a more central location.
Fonte da imagem: Daily Overview. Vibrant apartment buildings with communal courtyards in the Puente de Vallecas district of Madrid, Spain.
Fonte da imagem: Daily Overview.
Vibrant apartment buildings with communal courtyards in the Puente de Vallecas district of Madrid, Spain.
Fonte da imagem: Daily Overview. Who’s ready for the weekend? Beachgoers take in some rays on the pristine sands of Clifton, a suburb of Cape Town, South Africa.
Fonte da imagem: Daily Overview.
Who’s ready for the weekend? Beachgoers take in some rays on the pristine sands of Clifton, a suburb of Cape Town, South Africa.
Fonte da imagem: Daily Overview. Palmanova, located in northeastern Italy, is famous for its concentric fortress plan known as a star fort. The three rings that surround the town were completed in 1593, 1690, and 1813, respectively.
Fonte da imagem: Daily Overview.
Palmanova, located in northeastern Italy, is famous for its concentric fortress plan known as a star fort. The three rings that surround the town were completed in 1593, 1690, and 1813, respectively.

Fonte: Cartografia | www.cartografia.eng.br
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Drones-Agricultura-Fotogrametria

Drones e Agricultura: Uma combinação de sucesso

95% da produção mundial de Drones serão destinados às aeronaves abaixo de 25 Kg, destas aeronaves, 80% será destinada ao agronegócio, está cada vez mais popular ouvir sobre a utilização dos Drones na agricultura de precisão, mas será que estão realizando isto de forma correta?

O simples fato de obter imagens aéreas de determinada área ajuda na visualização da área como um todo, porém, para realizar a agricultura de precisão efetivamente, é necessário que através das imagens obtidas, seja possível extrair dados relevantes que servirão de indicadores para a tomada de decisão estratégica no planejamento e gestão do plantio, como obter esses dados?

A engenharia por trás do mapeamento aéreo com Drones

A Fotogrametria é a ciência que mapeia grandes áreas através de câmeras embarcadas em aeronaves, esta técnica surgiu no século passado na França e passou por diversas evoluções desde a fase analógica até a fase digital que vivemos hoje, a chegada dos Drones foi simplesmente uma miniaturização dos equipamentos diminuindo o custo inicial e proporcionando uma popularização desta ciência, o profissional responsável pelo planejamento, aquisição e análise destes dados é o Engenheiro Cartógrafo.

E o que a Fotogrametria faz?

Em resumo, através das imagens capturadas, estas são processadas e unificadas no que chamamos de Mosaico de Ortofotos que nada mais é que uma junção de todas as imagens capturadas, este mosaico é georreferenciado em relação ao solo e tem suas funções iguais a um mapa de traço, ou seja, através dele é possível obter dados como: medidas lineares, angulares, vetoriais, cálculos de área, perímetro, além de servir como base para o posicionamento e distribuição de dados com coordenadas conhecidas, também é gerado o MDS (Modelo Digital de Superfície) e o MDT (Modelo Digital do Terreno), através do MDT são extraídas as curvas de nível que representa a declividade do terreno.

De posse da “imagem mapa” da sua área é necessário que você distribua os dados de maneira espacial, chamamos isto de geoprocessamento, para exemplificar a eficácia desta técnica trago um caso épico, em 1854 o Dr. Snow controlou uma epidemia de cólera em Londres mapeando os óbitos, ele distribuiu os óbitos em um mapa e percebeu a sua concentração ao redor de um poço, ao mandar lacrar este poço ele conseguiu controlar a epidemia, entenderam a finalidade do geoprocessamento?

Distribuir dados espacialmente é mais eficaz do que interpretar apenas dados alfanuméricos ou em forma de tabela, ele garante uma visão clara do que está acontecendo e na onde está acontecendo, com essas informações em mãos, basta planejar ações específicas em cada local da sua área, esse é o principal objetivo da agricultura de precisão.

O que é agricultura de precisão? Como as geotecnologias podem ajudar nesta técnica?

Recorrendo a nossa amiga Wikipédia, agricultura de precisão é uma prática agrícola na qual se utiliza tecnologia de informação baseada no princípio da variabilidade do solo e clima. A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosando-se adubos e agrotóxicos.

Reparem no termo “geograficamente referenciado” é exatamente neste ponto que entra as geotecnologias, as geotecnologias são um conjunto de tecnologias para a coleta, processamento, análise e oferta de informação com referencia geográfica, o profissional responsável pelo planejamento e gerenciamento dos resultados obtidos são o Engenheiro Cartógrafo ou Engenheiro Agrimensor.

Para que esta parceria dê certo é necessário que o Engenheiro Agrônomo e Engenheiro Cartógrafo trabalhem em conjunto, como isso funciona? Os mapas gerados indicam onde está ocorrendo o problema, qual é o tamanho do problema e qual a posição exata em que o problema se encontra na área de interesse, porém, será o Engenheiro Agrônomo que irá identificar o que são estes problemas, quais são as suas causas e quais medidas serão tomadas para sanar.

Após uma análise minuciosa o Eng. Agrônomo terá que tomar as decisões cabíveis, neste momento o Eng. Cartógrafo irá dar o subsídio necessário para que as soluções proposta sejam implantadas nas áreas pré-determinadas no mapeamento anterior, e após a implantação o mesmo irá realizar outro mapeamento para verificar se houve melhorias reais nas áreas tratadas.

Os Drones representam um grande avanço na Agricultura, além da automatização de diversos processos, melhorias de logística, gestão inteligente, esta combinação proporciona um novo patamar a este mercado, impulsionado pela concorrência do mercado internacional a principal procura são de usinas de cana-de-açúcar, após alguns números negativos em relação a 2013 o Drone é aposta deste seguimento para aumentar o desempenho e diminuir custos através do investimento em tecnologia e inovação. Se implementado de forma correta esta tecnologia pode aumentar a produtividade na agricultura entre 15% a 20%,segundo o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP ao analisar áreas agrícolas em que os Drones já foram utilizados.

Esta técnica pode ser utilizada em todo processo do plantio, através da fotogrametria é possível obter a topografia do terreno de grandes áreas em um único voo e proporcionar maior detalhamento do solo devido à quantidade de pontos coletados, com estas informações é possível realizar o planejamento do plantio de forma a proporcionar uma melhor ocupação do solo, após o plantio ela os Drone pode ser utilizado para gerar indicadores qualitativos e quantitativos sobre a plantação.

Uma área que tem caminhado lado-a-lado com o Drones é a visão computacional, estes profissionais são responsáveis pela criação de softwares que realizam análises na imagem de forma precisa e automática, após o plantio, através de uma classificação do mosaico de imagens é possível quantificar e gerar a estatística de aproveitamento do solo, outra aplicação que tem chamado à atenção das usinas é o levantamento de falhas no plantio automatizado, o software identifica as áreas onde as falhas ocorrem, com as coordenadas destas falhas é possível medir a eficiência do plantio e realizar o replantio nas áreas onde as falhas ocorrem aumentando a produção.

Através de câmeras que capturam imagens na banda infravermelho próximo, é possível realizar o NDVI Normalized Difference Vegetation Index, Índice de vegetação por diferença normalizada traduzido para o português, por meio deste processo é possível identificar através das imagens quais áreas estão sadias e quais estão estressadas de uma plantação

Fonte: www.droneng.com.br
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Integração Nacional finaliza georreferenciamento de perímetros públicos de Sergipe

A iniciativa abrange área de aproximadamente 15.500 hectares e contribuirá para a regularização fundiária na região

O georreferenciamento dos perímetros irrigados de Propriá, Contiguiba/Pindoba e Betume, no Baixo São Francisco em Sergipe, já está em fase de finalização. A ação é promovida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional (MI), com recursos repassados por esta Pasta.

A iniciativa, que abrange área de aproximadamente 15.500 hectares, contribuirá para a regularização fundiária dos perímetros da região. O georreferenciamento permite a disponibilização de dados mais precisos sobre áreas produtivas desses projetos e a gestão mais eficiente dos perímetros irrigados.

“Com o cadastro e georreferenciamento dos lotes, será possível acompanhar com mais precisão a produção nos lotes dos perímetros irrigados, com melhor monitoramento dos níveis de produtividade alcançados pelos agricultores”, explica o gerente regional de Irrigação da 4ª Superintendência da Codevasf em Sergipe, Ricardo Martins.

De acordo com informações da empresa, o serviço foi dividido em duas etapas: elaboração do cadastro físico de reconhecimento e elaboração de cadastro físico-fundiário, agrícola, jurídico e econômico-social. A conclusão está prevista para fevereiro deste ano.

Essa não é a única melhoria que a Codevasf promove nos perímetros irrigados de Propriá, Contiguiba/Pindoba e Betume. Com recursos repassados pelo MI, a companhia reabilita e constrói canais de irrigação nos locais.

Fonte: Ministério da Integração Nacional

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Dados Ambientais Básicos: fontes para procurar informação

Aqui, trazemos uma relação de fontes de diferentes tipos de dados. A maneira como este tutorial foi organizado segue alguns dos maiores problemas relacionados à cobertura ambiental, tais como mudança climática, desmatamento, falta de água, entre muitos outros.

Introdução

Jornalistas e pessoas que visualizam dados não podem se queixar da falta de recursos nos assuntos ambientais. Devido a anos de pesquisa científica e décadas de observação da Terra, conjuntos de dados estão disponíveis aos montes e na maioria das vezes em formato aberto.

Aqui, trazemos uma relação de fontes de diferentes tipos de dados. A maneira como este tutorial foi organizado segue alguns dos maiores problemas relacionados à cobertura ambiental, tais como mudança climática, desmatamento, falta de água, entre muitos outros. Nós também indicamos os tutoriais que sugerimos se você quer utilizar, mapear e visualizar esses dados.

Incêndios diários

Pixels indicando incêndio ou lugares quentes em todo o mundo são monitorados pelos satélites da Nasa. No site de Dados da Terra da Nasa, você vai encontrar o link para o projeto FIRMS (Sistema de Informação de Incêndio para Gestão de Recursos, do inglês Fire Information for Resource Management System). Ali você tem acesso a links para arquivos CSV, Shapefiles (SHP), KML (formato Google Earth) e Webservices, cobrindo as últimas 24, 48 e 72 horas.

Uma boa maneira de acompanhar os incêndios de florestas na sua área de interesse é assinar para receber os e-mails de alerta.

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Para conjuntos maiores de dados, que cubram diversos dias, meses e até mesmo anos de incêndios, você pode utilizar a ferramenta de download também disponível no site.

Este é um exemplo do que você pode fazer com esses conjuntos de dados quando mapeia as informações. Há tanto informação de pixel de incêndio durante o mês de julho na América do Sul, quanto uma análise de incêndios maiores desde 2000.

Áreas protegidas

Limites de Parques Nacionais, reservas e territórios indígenas são essenciais na criação de um mapa ou para contextualizar uma reportagem ambiental. A melhor fonte para esse tipo de dado é o site Protected Planet, produzido pela Comissão Mundial de Áreas Protegidas, um braço das Nações Unidas.

Lá você pode também baixar arquivos SCV, SHP e KML com as fronteiras de praticamente todas as áreas protegidas do planeta. Há também informação sobre as espécies existentes nessas áreas e a situação de conservação, se estão ameaçados ou não de extinção.

Esse é o tipo de mapa que você pode fazer subindo um arquivo KML no Google Maps, por exemplo.



Dados sobre a situação do Ártico e da Antártida

Devido às mudanças climáticas, muita atenção tem sido dada à situação dos ambientes de gelo do planeta, a chamada criosfera.

O Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (National Snow and Ice Data Center – NSIDC) fornece planilhas, tabelas, arquivos KML e shapefile que permitem visualização fácil e análise de dados da extensão o gelo marítimo no Ártico ou as camadas de gelo na Antártida.

Os downloads estão bem explicados na página de Índice de Gelo Marítimo (Sea Ice Index)

Uma boa maneira de usar esses dados é criar um Google Earth Tour como este que segue

Emissões de GEE em níveis nacionais

A Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas (UNFCCC) recebe dos governos dados oficiais sobre as emissões do gases de efeito estufa (GEE).

Os dados podem ser encontrados na seção GHG Data. do site. Há informações sobre poluentes específicos, tais como:

CO2 – Dióxido de carbono
CH4 – Metano
N20 – Óxido nitroso
PFCs – Perfluorcabonetos
HFCs – Hidrofluorcarbonos
SF6 – Hexafluoreto de enxofre

Há também dados de gases de efeito estufa indiretos, como o Dióxido de Enxofre (SO2), Óxidos de Nitrogênio (NOx), Monóxido de Carbono (CO) e compostos orgânicos voláteis não metânicos (COVNM).

Os dados são fornecidos em arquivos XLXs com valores divididos por país signatário da Convenção. O formato permite que você crie gráficos simples para posicionar os maiores emissores, como este:

Florestas e desmatamento

Alguns dos melhores dados reunidos sobre florestas e recursos florestais podem ser encontrados no site da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A cada cinco anos, eles publicam o relatório “Avaliação Global dos Recursos Florestais” e também mantém a página de estatísticas atualizada (FAOSTAT) em relação ao comércio e produção de produtos florestais, permitindo que o usuário personalize as tabelas que queira baixar.

No exemplo abaixo, você pode ver um mapa temático simples feito com o Google Spreadsheet utilizando os números da avaliação global de 2010. Aqui estamos mostrando os países com cores conforme o tamanho das áreas florestais.

Oceanos

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) mantém uma base de dados rica com informações sobre salinidade, saturação de oxigênio e concentração de fosfato, entre outros indicadores da saúde do mar. Ao visitar a página do Centro de Dados Oceanográficos (NODC), o usuário pode se sentir perdido com a quantidade e a complexidade de informação. Os dados não estão em planilhas comuns, mas há algumas análises prontas para serem utilizadas.

Por exemplo, se você acessar o banco de dados de imagens, é possível encontrar informação útil sobre a temperatura do oceano, como no mapa abaixo:

 

Fonte: Guia de Geojornalismo 

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Utilização de fotografias aéreas para a detecção de áreas contaminadas

1 Introdução
A interpretação de fotografias aéreas para análise de locais de disposição de resíduos pode trazer contribuições para determinar as condições anteriores e atuais da disposição desses resíduos. Com as fotografias aéreas, podem ser obtidas informações quanto à localização e extensão dos depósitos, além de resgatar a ordem cronológica das mudanças ocorridas nesses locais.
A vantagem desses estudos é trazer à tona detalhes do histórico desses locais que não podem mais ser obtidos através de meras entrevistas com pessoas ou que não deixaram registro em documentações das companhias executoras ou órgãos públicos. Como exemplo, sabe-se que muitos “lixões”, com resíduos de natureza diversa, tiveram início há muitos anos e não existem documentações que mostrem como os mesmos surgiram ou como evoluíram ao longo do tempo. As mudanças temporais que se observam nesses depósitos podem ser classificadas através de épocas ativas ou desativadas. As épocas ativas são caracterizadas por solos expostos decorrentes da remoção da vegetação e da camada superficial do solo além de escavações para disposição de resíduos “in-situ”. As épocas desativadas podem mostrar uma recuperação total ou parcial da vegetação,
observando-se nesse último caso a existência de clareiras. A importância de detectar e identificar esses depósitos deve-se à possibilidade desses locais terem uma nova ocupação no futuro, totalmente incompatível com as atividades anteriores de disposição de resíduos, como, por exemplo, ocupação por moradias, em virtude do desconhecimento das substâncias existentes dispostas, mas que não podem ser vistas superficialmente, porém podendo trazer algum dano à saúde.

1
Adaptação do relatório da consultoria de curto prazo no âmbito do Projeto CETESB-GTZ – Cooperação Técnica Brasil-Alemanha: ”Métodos de Interpretação de Fotografias Aéreas para Identificação de Áreas Contaminadas”, de Emanuel Pereira Barbosa – Geoimagem S/C Ltda; julho de 1994.3200 Utilização de fotografias aéreas
2 Projeto CETESB – GTZ atualizado 09/1999
Esse desconhecimento deve-se também ao fato de que essas áreas podem estar recobertas por vegetação, ou por não ser possível detectar odores ou outras características que poderiam impedir a instalação de moradias. A fotointerpretação permite a definição exata dos locais com resíduos e auxilia também na avaliação dos impactos ambientais ocorridos, definindo a rede de drenagem, áreas de captação e mananciais, tipos de vegetação existentes, extensão das remoções, áreas de ocupação humana, etc., que podem estar sendoatingidos por esses depósitos.

2 Definições

2.1 Fotointerpretação
“Ato de examinar imagens fotográficas com o fim de identificar objetos, e determinar seus significados”, segundo o “Manual of Photographic Interpretation”.

2.2 Fotografias aéreas
Fotografias do terreno obtidas por câmeras fotográficas instaladas em aeronaves,com filmes variados que podem produzir fotos em branco e preto, coloridas, infravermelho
e ultravioleta. Dependendo da posição do eixo da câmera em relação ao solo, podem ser verticais ou oblíquas. As fotografias aéreas convencionais, mais utilizadas e disponíveis, são em branco-e-preto e verticais.

2.3 Estereoscópio
Aparelho óptico binocular para observação de pares de fotografias aéreas superpostas, obtendo-se uma visão estereoscópica (modelo tridimensional).

2.4 Fotoíndice
Mosaico com os levantamentos fotográficos, mostrando os recobrimentos longitudinal e lateral sobrepostos das fotografias aéreas com as respectivas numerações e em alguns casos com as faixas de vôo correspondentes.

2.5 Detectabilidade
Medida de pequenos objetos que podem ser discernidos numa imagem; depende da escala e qualidade das fotos.Utilização de fotografias aéreas 3200
Projeto CETESB – GTZ atualizado 11/1999 3

2.6 Reconhecibilidade
Habilidade de identificar um objeto numa imagem.

2.7 Sensoriamento remoto
Utilização de sensores para aquisição de informações sobre objetos sem que haja contato direto entre eles. A transferência de dados do objeto para o sensor é feita através de energia ou radiação eletromagnética. Esses sensores podem estar localizados em aeronaves ou espaçonaves. As fotografias aéreas e imagens de satélite são exemplos de registros das informações detectadas por esses sensores.

2.8 Resolução
Habilidade de distinguir objetos proximamente espaçados numa imagem.

2.9 Alvo
Um objeto no terreno de interesse específico na investigação em sensoriamento remoto.

2.10 Elementos de reconhecimento
Elementos básicos de leitura (fatores-guia) em fotointerpretação, tais como
tonalidade, forma, padrão, textura, tamanho, declividade, sombra, posição
geográfica e adjacências.

2.10.1 Tonalidade
Cada distinta intensidade de cinza (claro, média e escuro), partindo do branco até o preto

2.10.2 Forma
Geometria dos objetos em fotografias aéreas, devendo ser considerada juntamente com o tamanho.

2.10.3 Padrão (modelo)
União e extensão das formas que podem se repetir regularmente com variações tonais na imagem ,podendo ser obras feitas pelo homem ou feições naturais, p. ex. padrões de drenagem, padrão das plantações, de construções, de minerações, etc3200 Utilização de fotografias aéreas

4 Projeto CETESB – GTZ atualizado 09/1999

2.10.4 Textura

Arranjo dos tons numa área da imagem, podendo ser iguais ou similares e variar em função da escala; para região urbana, melhor utilizar o termo “densidade”.

2.10.5 Tamanho

Tamanho do objeto visível na imagem. O tamanho real do objeto é conhecido a partir da escala da foto, e pode apresentar algum erro de aproximação.

2.10.6 Associação (ou convergência de evidências)
Elementos ou objetos que estão comumente associados, nos quais um tende a indicar ou confirmar o outro, ou seja, uma correlação de aspectos associados.

2.10.7 Posição geográfica ou regional
Entendimento e familiarização com a região geográfica fotografada.

Leia mais: http://www.cetesb.sp.gov.br/Solo/areas_contaminadas/anexos/download/3200.pdf

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Sobreposição - Gegran

GEGRAN – INTERFERÊNCIAS COM A ÁREA RETIFICANDA

Por Célia Gebara (texto retirado de laudos técnicos elaborados pela Engenheira e Perita em Registros Públicos, Dra. Célia Zeine Gebara, fundadora da GBC Engenharia).

 

Muitas vezes, ao elaborarmos um trabalho de Retificação de Área com adequação à situação fática (art. 213, II, da Lei nº 6.015 de 1973), detectamos interferências com o alinhamento físico apresentado na planta GEGRAN, o que poderia ocasionar uma equivocada manifestação por parte da Municipalidade de São Paulo.

Por esta razão, faço os seguintes apontamentos:

1- “GEGRAN” vem a ser a denominação do Grupo Executivo da Grande São Paulo, criado juntamente com o Conselho de Desenvolvimento da Grande São Paulo pelo Decreto Estadual 47.863, de 29/03/1967, reestruturados pelo Decreto Estadual 50.096, de 30/07/1968.

2- Esse grupo, já extinto, que encomendou a elaboração do Sistema Cartográfico Metropolitano da Grande São Paulo, popularmente denominado planta Gegran/73 (Gegran devido a esse grupo ter feito a encomenda da reconstituição e 1973 devido ao levantamento aerofotogramétrico que lhe serviu de base ser desse ano), para orientar as políticas públicas do Governo do Estado de São Paulo para a região metropolitana (saneamento básico, eletricidade, transporte, habitação, meio ambiente, etc.).

3- Ou seja, havia um fundamento específico para a elaboração desse sistema cartográfico, bem diferente do utilizado atualmente pela Municipalidade de São Paulo, muito embora possa ser uma ferramenta acessória importante em procedimentos de retificação de área.

4- Esse fundamento era o de verificar os problemas de uma macrorregião como um todo e não o de verificar a exata largura das vias públicas.

5- Observamos que o Sistema Cartográfico Brasileiro é gerido pelo Decreto Lei Federal nº 243, de 28/02/1967, que “Fixa as Diretrizes e Bases da Cartografia Brasileira e dá outras providências” e pelo Decreto Federal nº 89.817, de 20/06/1984, que “Estabelece as Instruções Reguladoras das Normas Técnicas da Cartografia Nacional”.

No Decreto 89.817 temos, na Seção II, a classificação das Cartas, no artigo 9º, que a seguir transcrevemos parcialmente:

Art. 9º – As cartas, segundo sua exatidão, são classificadas nas classes A, B e C, segundo os critérios seguintes:

a – Classe A (de acordo com o corpo técnico da Emplasa – Empresa Paulista de Planejamento S/A, depositária do arquivo original do Sistema Cartográfico Metropolitano, essa planta encontraria-se dentro desta classe).

1 – Padrão de Exatidão Cartográfica – Planimétrico 0,5mm, na escala da carta, sendo de 0,3mm na escala da carta o Erro-Padrão correspondente (apenas como referência, 0,5mm corresponde a 1,00m no Sistema Cartográfico Metropolitano).

Já o artigo 11 refere-se à ampliação da carta, como segue:

Art. 11 – Nenhuma folha de carta será produzida a partir da ampliação de qualquer documento cartográfico.

§ 1º – Excepcionalmente, quando isso se tornar absolutamente necessário, tal fato deverá constar explicitamente em cláusula contratual no termo de compromisso;

§ 2º – Uma carta nas condições deste artigo será sempre classificada com exatidão inferior à do original, devendo constar obrigatoriamente no rodapé a indicação: “Carta ampliada, a partir de (…documento cartográfico) em escala (… tal)”.

§ 3º – Não terá validade legal para fins de regularização fundiária ou de propriedade imóvel, a carta de que trata o “caput” do presente artigo.

Pelos apontamentos apresentados, podemos afirmar que o Decreto Federal 89.817 é claro sobre os erros existentes na carta, no caso o Sistema Cartográfico Metropolitano, bem como o veto à ampliação da carta e a não validade dessa mesma carta para fins de regularização fundiária.

Saliento, ainda, que essa planta é uma reconstituição de um levantamento aerofotogramétrico, no caso o de 1973, ou seja, a vista é aérea, podendo, em alguns casos, não configurar elementos existentes no nível da rua, em especial quando as construções existentes possuem volumes que ultrapassam esses elementos ao nível da rua;

Por estar razões, faz-se necessário avaliar melhor as interferências apresentadas entre a área retificanda e os leitos das rua do entorno, não podendo nos basear apenas no que é apresentado pelo GEGRAN. Tais análises devem ter por objetivo verificar a abrangência quantitativa e qualitativa do imóvel retificando, bem como a possibilidade de extremar as descrições e de adequar o imóvel à situação física, levando em consideração todas a documentação do imóvel, matrículas e transcrições filiadas até a origem, plantas fornecidas pela prefeitura, eventuais desapropriações, histórico de fotos aéreas e demais documentos que se fizerem necessários.

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Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria

Para a maioria de nós, os trevos das rodovias são apenas algo que usamos para ir de um lugar para o outro. Para o fotógrafo Peter Andrew, eles são arte. Durante vários anos, ele voou sobre as principais intersecções na América do Norte para captar a complexidade e o fascínio dessas massas de concreto.

Para encontrar os mais belos trevos, ele passa horas procurando no Google Earth. Com o destino em mente, Peter aluga um pequeno avião -em geral prefere monomotores Cessna onde as asas estão no topo da fuselagem, não havendo nada obstruindo sua visão- e pede ao piloto para fazer um voo sobre o local para que possa fotografar.

Quando está em posição de clicar, ele pede ao piloto que faça uma curva acentuada para que fique mais de lado possível, de modo que fique olhando para baixo. Ele prefere fazer a foto quase em ângulo reto que realça os nós da geometria intrincada da intersecção.

Andrew usa uma Nikon D800E. Ele escolheu uma DSLR, em vez de uma câmera de formato médio, porque precisava de uma máquina com uma elevada taxa de frames e rápida focagem automática. Ele não tem tantas chances e então quer tirar o máximo de fotos possíveis durante cada voo. Veja algumas de suas fotos:

01Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 01
DETROIT
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 02
PHOENIX
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 03
PHOENIX
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 04,
ALBANY
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 05
DETROIT
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 06
TORONTO
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 07
DETROIT
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 08
MONTREAL
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 09
TORONTO
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 10
CHICAGO
Fonte: MDIG
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