Além de rotação e translação: 3 movimentos que a Terra faz e que poucos conhecem

Além de rotação e translação: 3 movimentos que a Terra faz e que poucos conhecem

Via: Ambiente Brasil

Você certamente aprendeu na escola que a Terra faz uma órbita elíptica em torno do Sol.

Esse movimento, conhecido como translação, leva 365 dias (mais 5 horas, 45 minutos e 46 segundos) para ser completo.

Outro movimento que lhe ensinaram foi o de rotação: a Terra gira em torno de seu próprio eixo.

Essa volta em torno de si mesma demora aproximadamente um dia (23 horas, 56 minutos e 4,1 segundos, para ser exato).

Mas esses não são os únicos movimentos que nosso planeta faz. Conheça outros três tão importantes quanto:

Movimento de precessão dos equinócios

É o movimento da Terra em volta do eixo de sua órbita devido à inclinação de seu eixo.

Mais especificamente, é o movimento que o Polo Norte terrestre faz em relação ao ponto central da elipse da Terra no movimento de translação, similar ao giro de um pião desequilibrado.

Essa oscilação foi descrita pela primeira vez pelo astrônomo, geógrafo e matemático grego Hiparco De Nicea, que viveu entre os anos 190 a.C. e 120 a.C.. Foi o terceiro movimento terrestre descoberto.

Esse “rebolado” no eixo de rotação da Terra leva cerca de 25.780 anos para completar um ciclo. Essa duração só não é mais precisa porque é influenciada pelo movimento das placas tectônicas.

A precessão dos equinócios ocorre, principalmente, devido à força gravitacional que o Sol exerce sobre a Terra.

Movimento de nutação

Esse movimento acontece por causa de uma espécie de vibração do eixo polar terrestre.

Isso faz com que, durante o movimento de precessão dos equinócios, os círculos feitos pela Terra sejam imperfeitos e irregulares.

Além desses cinco movimentos principais, há outras oscilações secundárias (Foto: Getty Images via BBC)

Ou seja, o eixo da Terra se inclina um pouco mais ou um pouco menos em relação à circunferência que faz durante a precessão.

O movimento é cíclico e cada um deles dura um pouco mais de 18 anos e meio. Durante esse tempo, a variação é de no máximo 700 metros em relação à posição inicial.

A nutação foi descoberta pelo astrônomo britânico James Bradley em 1728.

A causa desse vaivém só foi compreendida muitos anos depois, quando os cálculos de vários cientistas os levaram à conclusão de que era um produto direto da atração gravitacional da Lua.

Oscilação de Chandler

Essa outra irregularidade na oscilação do eixo terrestre foi descoberta em 1891 pelo astrônomo americano Seth Chandler e ainda hoje continua sendo um enigma: por mais teorias que existam a respeito, ninguém conseguiu determinar sua causa.

A chamada oscilação de Chandler é um movimento oscilatório do eixo de rotação da Terra.

Esse movimento faz com que a Terra se desloque até um máximo de 9 metros da posição esperada em um determinado momento.

Sua duração é de cerca de 433 dias, ou seja, esse é o tempo que demora para completar uma oscilação.

Algumas teorias sugerem que ela pode ser provocada por mudanças na temperatura e salinidade dos oceanos, assim como por mudanças nos movimentos dos oceanos causadas pelo vento. Outros afirmam que seja por mudanças no clima.

Fonte: Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

Leia Mais

Especialistas buscam soluções para lixo nos oceanos

Especialistas buscam soluções para lixo nos oceanos

Via: Ambiente Brasil

Aproximadamente 200 pessoas compareceram ao I Seminário Nacional sobre Combate ao Lixo no Mar, realizado nesta semana, entre os dias 6 e 8 de novembro, no Rio de Janeiro. O evento foi organizado pelo Ministério do Meio Ambiente, ONU Meio Ambiente, USP e parceiros. A transmissão ao vivo do seminário por redes sociais foi acompanhada durante os três dias por cerca de 13 mil pessoas conectadas à plataforma do evento. Foram mais de 53 mil acessos.

Representantes do governo, da academia, setor privado e sociedade civil discutiram alternativas para reduzir o lixo nos oceanos, apresentando dados sobre o impacto socioeconômico e ambiental do descarte inadequado, assim como ações de combate à poluição do oceano e da costa brasileira. “Este seminário foi como uma janela de oportunidades, reforçando o papel do governo federal na estratégia contra o lixo no mar”, observou o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Jair Tannús Júnior.

Os estudos apresentados e as experiências relacionadas ao lixo no mar, seus impactos, possíveis soluções e desafios de pesquisa, educação e mobilização foram alguns dos temas tratados durante o evento.  Ao longo de cinco painéis, pesquisadores apresentaram os resultados de ações, soluções e boas práticas de combate à poluição na zona marinha, entre eles desafios de pesquisa, desafios da mobilização para o combate e avaliação.

RESULTADOS

O seminário foi o primeiro passo do processo de elaboração do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, a ser desenvolvido pelo governo federal conjuntamente com os parceiros e setores presentes no evento. Compromisso assumido durante a Conferência dos Oceanos, realizada em Nova Iorque em junho deste ano, a estratégia nacional reconhece a urgência do tema e a necessidade do esforço organizado de todos os setores da sociedade.

O coordenador-geral de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Régis Lima, explicou que os resultados serão apresentados pela delegação brasileira na 3ª sessão da Assembleia Ambiental da ONU, conhecida como UNEA-3, que será realizada de 4 a 6 de dezembro em Nairóbi, no Quênia. As sugestões recebidas durante o seminário, por meio de um questionário preenchido pelos participantes, serão agora analisadas para contribuírem para a adoção da estratégia de elaboração de um o Plano de Ação Nacional de Combate ao Lixo no Mar, que deve ser finalizado em 2018.

“A ideia é que este tema, já institucionalizado no Ministério do Meio Ambiente na SRHQ, seja desenvolvido de uma forma participativa, amadurecido em vários setores e com várias visões, e que seja reconhecido e assimilado pela sociedade”, disse Régis de Lima. “Estamos buscando agregar todas as iniciativas relacionadas a pesquisa, a campanhas de conscientização, a novas mecanismos de educação e de inovação, além da importante e devida participação do setor produtivo de embalagens, com uma visão do mar para o continente”, afirmou.

O secretário Jair Tannús Júnior chamou a atenção para o tamanho do desafio, dada a dimensão da costa brasileira. “O desafio se torna gigantesco e envolve muitos setores, sejam produtivos, sejam do conhecimento científico, sejam da educação ou sejam da inovação”, reforçou o secretário. No Brasil, há 17 estados e 397 municípios costeiros.

CAMPANHA

Na abertura do seminário, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, lembrou do compromisso voluntário assumido pelo país em junho, em Nova York, ao aderir à campanha Mares Limpos , da ONU Meio Ambiente, com o objetivo de convencer pessoas e empresas a reduzir o consumo de plásticos e evitar seu descarte inadequado.

Nos últimos 20 anos, a proliferação de resíduos descartáveis e microesferas de plástico tornou o problema do lixo marinho ainda mais sério. A menos que os países ajam agora, os mares serão atingidos por uma maré de plásticos provocada pelo consumo humano, segundo a agência das Nações Unidas. A campanha terá a duração de cinco anos.

APOIO DO SURF

O jornalista João Malavolta, do Instituto Ecosurf, explicou na sua apresentação sobre “Convergência da Ouvidoria do Mar com Redes Temáticas nas Perspectivas do ODS 14” que proteger os oceanos é da nossa natureza e não o inverso. “Uma relação em comunhão com o mar e os oceanos é fundamental para não poluir mais. O surf como segmentos social, tem um papel de sentinela no conflito da zona costeira e zona marinha e nós poderemos avançar ao longo do tempo, tendo novos olhares sobre isto tudo para aprender a ter uma nova relação com a zona marinha, combatendo o lixo no mar”.

Fonte: Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

 

Leia Mais

Comissão-de-Meio-Ambiente-aprova-prorrogação-para-inscrição-de-imóvel-no-Cadastro-Ambiental-Rural

Comissão de Meio Ambiente aprova prorrogação para inscrição de imóvel no Cadastro Ambiental Rural

Via: Ambiente Brasil

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prorroga até cinco de maio de 2018 o prazo para inscrição de imóvel rural no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Foi aprovado o Projeto de Lei 4550/16, do deputado Heitor Schuch (PSB-RS), que prevê ainda nova prorrogação a critério do Poder Executivo.

O prazo estabelecido originalmente no Código Florestal (Lei 12.651/12) era de um ano a partir da regulamentação da lei – por meio da Instrução Normativa IN 2/MMA, de 6 de maio de 2014, que regulamentou o Decreto 7.830/12. Em 2015, esse prazo foi prorrogado pelo Poder Executivo até maio de 2016.

Relator no colegiado, o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) defendeu o adiamento de prazo. Ele lembrou que a Lei 12.651 já sofreu nova alteração em 2016, por meio da Lei 13.295/16 (conversão da Medida Provisória 707/2015), prorrogando o prazo para inscrição no CAR até 31 de dezembro de 2017.

Colatto lembrou que embora as regiões Norte e Sudeste já tenham ultrapassado a meta de área cadastrável, na região Nordeste apenas 73,3% da meta foi atendida.

“Pelos números acima, vê-se que o prazo atual não será suficiente. Por esse motivo, votamos pela aprovação da prorrogação por tempo indefinido, a critério do Poder Executivo, que, afinal de contas gerencia todos esses sistemas”, defendeu o relator.

Tramitação – O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

 

Leia Mais

engenheiros

Antes de construir ou reformar, é preciso contratar um profissional

Via G1 | www.g1.globo.com

É preciso ter em mãos a planta do imóvel para saber o que pode ser alterado. Nem toda parede pode ser derrubada. Veja as dicas.

Qual é o procedimento certo na hora de se fazer uma obra em um prédio, um escritório ou mesmo em casa? Como se consegue um registro? A primeira providência é procurar a ajuda de um profissional – um engenheiro ou um arquiteto. Também é preciso avisar a prefeitura sobre obras maiores.

Antes de construir ou reformar, a primeira coisa a fazer é contratar um engenheiro civil ou um arquiteto. “Se você não contrata um profissional habilitado para esse tipo de serviço, você compra material errado e a quantidade errada. Você aplica esse material de maneira inadequada e sempre vai dar outros problemas”, alerta o engenheiro civil Haruo Ishikawa.

Para modificar a casa ou apartamento, é necessário um alvará. “O alvará de modificação do seu imóvel, em qualquer município do Brasil, você tem de ter esse alvará. Senão, a prefeitura pode ir no local embargar seu serviço que está sendo executado. Você tem de ter o alvará e executar de acordo com o projeto de modificação, que é o mais correto em todas as modificações”, explica o engenheiro civil Haruo Ishikawa.

É preciso ter em mãos a planta do imóvel para saber o que pode ser alterado. Nem toda parede pode ser derrubada.

“A coluna é a sustentação do prédio. São vários pilares que existem no prédio, que ele sustenta o peso do empreendimento em si. Então, você não pode alterar isso. Isso aqui é a rigidez do prédio. Há uma parede feita com material cerâmico ou de bloco de cimento, que tem a função de vedação. Isso pode ser modificado, mas a estrutura jamais pode ser alterada no edifício”, aponta o engenheiro civil Haruo Ishikawa.

A obra está em andamento. Muita gente compra o apartamento na planta. O que é necessário a pessoa fazer para ter a certeza e a convicção de que o imóvel não vai ter problema com segurança no futuro?

“A questão é a seguinte: quando você está comprando um imóvel, você recebe um prospecto de um projeto que vai ser executado. A empresa vai executar exatamente como está naquele prospecto, e esse projeto deve estar no contrato de compra e venda do imóvel. Dentro deste contrato, todo o serviço executado dentro daquele imóvel está dentro das normas brasileiras”, afirma o engenheiro civil Haruo Ishikawa.

Nas construções mais antigas, é fundamental estar atento às rachaduras que podem comprometer a estrutura do imóvel.

“As fissuras podem atingir o aço, levando à contaminação até a estrutura como um todo, ocasionando uma corrosão das armaduras. É muito importante a cada dois anos, pelo menos, que seja feita uma manutenção preventiva, como pintura e substituição de peças cerâmicas. Nessa manutenção, deve-se tentar identificar se existem outros problemas que possam ser mais graves”, orienta o engenheiro civil Sérgio Piveta.

Os engenheiros dizem que, para pequenas reformas como pintura, troca de louça sanitária, pia de cozinha, troca de interruptores e torneiras, não é preciso contratar um profissional. Já para qualquer coisa que mexa com as paredes e estruturas, é preciso buscar essa ajuda.

Fonte: G1 | www.g1.globo.com
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

Leia Mais

autovistoria-gbc-engenharia-750x410

Autovistoria

Via Sidasa | www.sidasa.com.br

A Autovistoria é uma inspeção realizada em edificações, com uma frequência determinada, com o objetivo de verificar as condições de conservação, estabilidade e segurança. É obrigatória por lei para garantir que os imóveis do município se encontrem dentro de condições adequadas para uso. A periodicidade para a realização de vistorias é de uma a cada 5 anos e a primeira deve ser realizada até 01/01/2014.

Se você é responsável, proprietário ou síndico de um edificação no Município do Rio de Janeiro você está sujeito a esta obrigação, mesmo se for ocupante, locatário ou representante de condomínio, regularizado ou não. Você deve se certificar disso o quanto antes.

Todas as edificações do Município estão sujeitas à obrigatoriedade exceto se o seu imóvel for uma residência uni-familiar ou bi-familiar, ou se a edificação tiver menos de cinco anos do “habite-se”, ou se consistir em até dois pavimentos e área construída inferior a 1000m2 ou ainda estiver localizada em áreas de especial interesse social. Prédios com projeção de marquise ou varanda sobre o passeio público estão dentro da obrigatoriedade. Determine a situação de seu imóvel o quanto antes pois estando dentro da obrigatoriedade você terá providências a tomar neste ano de 2013, objetivando a data de 01/01/2014.

A Vistoria Técnica tem que ser realizada por engenheiro, arquiteto ou empresa legalmente habilitados nos respectivos conselhos profissionais – CREA OU CAU. Você, responsável pelo imóvel, deverá identificar, contratar e custear os serviços profissionais necessários para a Autovistoria. O profissional, ou empresa, contratado vai elaborar um laudo técnico atestando as condições de seu imóvel.

O laudo técnico produzido pela vistoria poderá atestar uma situação positiva ou indicar exigências, tais como a necessidade de obras ou reparos na edificação, com prazos para solução. Em ambos as situações, seja o laudo positivo ou com exigências, você, responsável pela edificação, proprietário ou síndico, deverá comunicar à Prefeitura (Secretaria Municipal de Urbanismo) o resultado do laudo. Esta comunicação deve ser feita através da internet no www.rio.rj.gov.br/web/autovistoria. O laudo técnico, por sua vez, deve ser mantido em sua guarda por, no mínimo, 20 anos. ATENÇÃO: A data limite para envio do primeiro comunicado da Autovistoria, positivo ou não, é 01/01/2014.

As exigências contidas no lado deverão ser sanadas, dentro do prazo estipulado no próprio laudo, pelo responsável pelo imóvel, proprietário ou síndico. Todos os custos e contratações de serviços derivadas dessas exigências são de responsabilidade exclusiva do responsável pelo imóvel. As obras deverão ser licenciadas na Coordenadoria Geral de Fiscalização de Manutenção Predial da Secretaria Municipal de Urbanismo.

Após a conclusão das obras ou reparos, o responsável deverá providenciar laudo técnico complementar atestando a condição positiva e informar a Prefeitura através da internet no mesmo sítio www.rio.rj.gov.br/web/autovistoria. Tal e qual o laudo técnico original, o laudo complementar deverá ser guardado pelo responsável pelo imóvel por no mínimo 20 anos.

A responsabilidade pela segurança dos prédios é do condomínio, do proprietário ou do ocupante do imóvel, a qualquer título, conforme definido na LEI COMPLEMENTAR N.º 126/13, respondendo civil e criminalmente, por danos que a falta de reparos ou de manutenção da edificação venha a causa a moradores ou a terceiros. Além disso, o responsável pelo imóvel estará sujeito aos procedimentos de fiscalização previstos na legislação, podendo ser aplicadas multas no valor cinco VR – Valor Unitário Padrão Residencial ou cinco VC – Valor Unitário Padrão Não residencial. As multas serão aplicadas enquanto não forem cumpridas as obrigações do responsável, até atingir o limite do valor venal do imóvel.

Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

Leia Mais

servicos-ambientais

Livro sobre serviços ambientais traz conceitos e cases

Via Embrapa | www.embrapa.br

A Embrapa acaba de publicar o livro “Serviços Ambientais em sistemas agrícolas e florestais do Bioma Mata Atlântica”. São 32 capítulos redigidos por 104 autores que discorrem sobre questões importantes sobre serviços ambientais, tema bastante presente atualmente nas discussões sobre a sustentabilidade do mundo rural, em especial na formulação de políticas públicas.

Dividido em três partes, o livro primeiramente discute aspectos conceituais sobre serviços ambientais. Segundo a pesquisadora Lucilia Maria Parron Vargas, pesquisadora da Embrapa Florestas e uma das organizadoras do livro, “a bibliografia existente se reporta principalmente à discussão da política e da apresentação de experiências de pagamento por serviços ambientais, mas a conceituação e as métricas relacionadas ao tema foram pouco exploradas até hoje na literatura brasileira”.

A premissa do livro é a noção de que produção e bem-estar humano dependem dos serviços ambientais, tais como sequestro de carbono no solo e na biomassa vegetal, ciclagem de nutrientes, fertilidade do solo, conservação de água e solo, conservação de biodiversidade, produção de alimentos e madeira, e como estabelecer indicadores econômicos dos sistemas produtivos em áreas naturais e manejadas. A Avaliação Ecossistêmica do Milênio identificou que 15 dos 24 serviços ecossistêmicos em nível global estão em declínio, o que pode causar um grande impacto negativo para o bem-estar humano no futuro. É senso comum entre os autores do livro que as mudanças no uso e cobertura da terra podem alterar o fluxo desses serviços e, por conseguinte, o bem-estar humano, além de resultar em impactos econômicos geralmente não previstos, como os custos com o controle de enchentes, fornecimento de água potável e controle da erosão do solo. Por isso, entender melhor os serviços ambientais, saber quantificar, mapear e avaliar estes múltiplos serviços é de grande interesse para as políticas com foco conservacionista e de ordenamento territorial. E, um item bastante importante: o processo de valoração dos recursos naturais. Qual o valor monetário dos serviços ambientais? Como recompensar (ou compensar) quem adota sistemas de produção mais sustentáveis e utilizam uma ótica mais conservacionista? O livro, então, discute conceitos, condicionantes e indicadores associados a estas questões. “Nosso planeta vive uma fase de avanços tecnológicos cotidianamente, mas agora precisa haver um equilíbrio, pois as fontes naturais se esgotam. O capital natural está cada vez mais escasso”, pondera Junior Ruiz Garcia, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná e também editor do livro. Para isso, indicadores de avaliação de serviços ambientais devem ser robustos, transparentes, baratos e com grande acurácia. A conceituação de avaliação ecossistêmica e ambiental foi, então, o ponto de partida para os 14 capítulos desta primeira parte.

A segunda parte do livro traz cases e experiências com serviços ambientais no Bioma Mata Atlântica, como por exemplo conservação de rios e florestas, morcegos na recuperação de áreas degradadas, variáveis climáticas em araucárias, importância da fauna na dispersão de sementes, ILPF como estratégia de uso da terra, recuperação de Reserva Legal, políticas de áreas verdes urbanas, metodologia para valoração de SAFs, entre outros. “Partimos de experiências já existentes, embora às vezes isoladas, para mostrar a importância e viabilidade econômica-ecológica e social dos serviços ambientais”, explica Lucília. Sistemas produtivos agrícolas e florestais com foco conservacionista, tais como cultivo mínimo, rotação de culturas, adubação verde e de cobertura, manejo de restos culturais e reaproveitamento de resíduos, podem prestar serviços ambientais de suporte e regulação, como aumento da ciclagem de nutrientes e de infiltração de água no solo e controle da erosão, com consequente prestação de serviços ambientais.

A terceira parte traz subsídios para formulação de políticas públicas em pagamentos por serviços ambientais com a intenção de induzir mudança de paradigmas no manejo de recursos naturais e contribuir para a tomada de decisão de gestores de recursos naturais e formuladores de políticas para o bem-estar da sociedade. Segundo Junior Ruiz Garcia, “a decisão a se adotar sobre o uso, ocupação e manejo da terra é uma combinação entre políticas governamentais e escolhas do proprietário da terra. Informações sobre como e em que magnitude os serviços ambientais de provisão, regulação, suporte ou culturais são produzidos devem servir como base para tornar essas decisões mais consistentes”. Este é um trabalho a ser entendido por toda sociedade, pois impacta diretamente na qualidade de vida desta e de futuras gerações.

O livro tem como editores técnicos os pesquisadores Lucilia Maria Parron, Edilson Batista de Oliveira e George Gardner Brown, da Embrapa Florestas; a pesquisadora Rachel Bardy Prado, da Embrapa Solos, e o professor Junior Ruiz Garcia, da Universidade Federal do Paraná; e contou com texto de apresentação do Professor Ademar Romeiro, do Departamento de Economia da Unicamp. A publicação é fruto do projeto ServiAmbi – Avaliação de indicadores e valoração de serviços ambientais em diferentes sistemas de manejo, coordenado pela Embrapa Florestas, em parceria com a UFPR e apoio da Embrapa Produtos e Mercados, escritório de Ponta Grossa, Embrapa Soja e IAPAR-Ponta Grossa. O projeto tem como objetivo avaliar o estado e as tendências dos serviços ambientais em sistemas agrícolas e florestais nos Campos Gerais e no noroeste no Paraná. A edição do livro teve apoio da Embrapa e do CNPq para sua produção.

article

Para baixar o livro, clique aqui.

Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

Leia Mais

Tá Faltando Água

Novo aplicativo para mapear falta d’água em SP recebe mais de uma denúncia por minuto

Via Mundo Geo | www.mundogeo.com

Lançado nesta quinta, 10, “Tá Faltando Água” recebeu centenas de denúncias em poucas horas; similar às ferramentas voltadas para mobilidade, como Waze, aplicativo permite que usuário sinalize falta d’água e visualize outras ocorrências, em tempo real, em SP; Ministério Público sinaliza que notificações podem servir como prova

O aplicativo “Tá Faltando Água”, rede social de mobilização e conscientização que está mapeando a falta de água na região metropolitana de São Paulo, recebeu quase uma notificação por minuto, desde seu lançamento, resultando em 1223 denúncias de falta d’água na Região Metropolitana de São Paulo – esse número não considera sobreposições, ou seja, quando há mais de uma notificação no mesmo endereço.

Divulgado pela Aliança Pela Água, rede que reúne mais de 60 entidades entre ONGs, especialistas e movimentos sociais, usando os sistemas de geolocalização do próprio celular ou o CEP do imóvel atingido, o aplicativo permite às pessoas que registrem a falta d’água em seu imóvel. Assim como no aplicativo de trânsito “Waze”, é possível ver a incidência de falta d’agua em tempo real em toda a cidade.

Estão disponíveis duas versões do mesmo aplicativo: uma na internet, desenvolvido pelo Instituto Sócio Ambiental (ISA), para acesso via navegador, e outro para celulares com sistema operacional Android e iOS (a partir de 25 de setembro), desenvolvido por voluntários da empresa Autbank.

aplicativo

Relatórios podem embasar medidas judiciais

Parte da campanha “Tá Faltando Água”, o aplicativo permitirá a produção de relatórios detalhados sobre a situação, que divulgados periodicamente no site Sala de Crise (www.saladecrise.com.br), da Aliança Pela Água, em formato de relatório e base de dados aberta para análises independentes.

“Os relatórios criados a partir da notificações do aplicativo podem servir como elemento de prova para adoção de medidas judiciais pertinentes”, afirmou Ricardo Manuel Castro, promotor de Justiça do Estado de São Paulo que participou de debate durante o evento.

A campanha “Tá Faltando Água” é um esforço conjunto de diferentes organizações que integram a Aliança Pela Água, e que vão envolver suas redes, além de promover encontros e aulas públicas em diferentes regiões. Conta ainda com a adesão do Coletivo de Luta pela Água, que reúne organizações e movimentos sociais.

Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

Leia Mais

my-maps

Google Meus Mapas: Como criar um mapa a partir do Google Planilha

Via Mundo Geo | www.mundogeo.com

Neste tutorial vamos demonstrar os novos recursos implementados no Google My Maps (Google Meus Mapas). O Google My Maps permite importar arquivos CSV, TSV, KMZ, KML ou XLSX, além de planilhas do Google Drive. Usando o Google Planilhas foi elaborada uma planilha contendo coordenadas geográficas e atributos para alguns pontos. A área de estudo deste tutorial é a Área Central da Unesp – Câmpus de Presidente Prudente.

Você pode seguir os procedimentos sugeridos neste tutorial e usar seus próprios dados. Para tanto, faça login em sua conta Google. Entre no Google My Maps: www.google.com/maps/d/. Clique em “Criar um novo mapa”. Você terá acesso à interface do Google My Maps, que agora aceita até 10 camadas de dados. Observe que no painel à esquerda consta “Mapa sem título”. Clique sobre esse texto e será possível digitar o nome do mapa. Neste tutorial foi digitado: “Unesp – P. Prudente – Área Central”. Digite uma descrição para seu mapa. Neste tutorial foi digitado: “Este mapa mostra a localização dos prédios da Área Central da Unesp de Presidente Prudente”. Clique em “Salvar”.

Note que agora o nome e a descrição são exibidos no painel à esquerda. Observe que já existe uma camada sem título disponível para conter dados, sejam eles criados manualmente ou através de importação de dados previamente coletados. Vamos demonstrar a segunda opção; portanto, clique em “Importar”.

Há duas opções: fazer upload de um arquivo do seu próprio computador ou escolher um arquivo no Google Drive. Sendo assim, escolha a segunda opção (Google Drive) para indicar um arquivo do Google Planilhas que você tenha elaborado anteriormente. Indique o caminho onde salvou seu arquivo. Neste tutorial foi indicado o arquivo “predios-area-central-unesp-prudente”. Logo depois de clicar em “Selecionar”, você notará que será iniciado o upload do Google Drive para o Google My Maps.

Ao final do processo de importação será exibida uma janela de informações na qual já aparecem habilitadas as colunas “Latitude” e “Longitude”, que serão utilizadas para posicionar os marcadores. Caso houvesse uma coluna com o endereço completo, a mesma poderia ser habilitada ao invés das colunas de Latitude e Longitude. Clique em “Continuar”.

passo-a-passo-1

Em seguida será possível escolher a coluna para identificar os marcadores, sendo que há várias opções. Neste tutorial foi escolhida a opção “Sigla”, mas você poderá escolher a que desejar no seu arquivo do Google Planilhas. Depois clique em “Concluir”. Os marcadores importados serão exibidos na tela. No caso deste tutorial, observe como os marcadores estão posicionados sobre os prédios da Área Central da Unesp – Câmpus de Presidente Prudente, de acordo com as coordenadas geográficas fornecidas no Google Planilhas.

passo-a-passo-2

Clique no nome da camada (que passou a ter o nome do arquivo importado) e digite o nome que desejar. Neste tutorial foi digitado: “Prédios da Área Central da Unesp de P. Prudente”. Depois clique em “Salvar”. Observe que os marcadores aparecem com o mesmo símbolo (estilo uniforme, todos iguais entre si). Clique em “Estilo uniforme” para escolher outro estilo, uma vez que há várias possibilidades: Estilo uniforme; Sequência de cor e letras; Estilos individuais; Estilo por coluna de dados.

Escolha a opção “Sequência de cor e letras” e observe que agora os marcadores são exibidos como balõezinhos em diferentes cores e com letras associadas a cada um deles. Escolha agora a opção “Estilo por coluna de dados”. No caso deste tutorial foi selecionada a coluna “Nr andares”. Observe que há opções: “Intervalos” e “Categorias”. Escolha “Intervalos” e defina o número adequado para seus dados, sendo que neste tutorial foi escolhido o número 2. Em seguida escolha a paleta desejada para preenchimento dos balõezinhos. Note que a aparência dos marcadores foi alterada, seja no que se refere à cor de preenchimento, sendo que no exemplo abaixo os prédios com um andar foram associados com a cor vermelha e prédios de dois andares com a cor amarela. Há nove prédios com somente um andar e seis prédios com dois andares na nossa área de estudo.

Podemos alterar a aparência dos marcadores representando os prédios de um andar e os prédios de dois andares. Você pode fazer o mesmo com seus próprios dados, por exemplo, clique no painel à esquerda no baldinho associado com os marcadores dos prédios de um andar. Vamos alterar agora a legenda e a aparência dos marcadores representando os prédios de um andar e os prédios de dois andares. Você pode fazer o mesmo com seus próprios dados. No nosso caso clicamos no painel à esquerda no baldinho associado com os marcadores dos prédios de um andar. Editamos a legenda para “Prédios de um andar” e escolhemos outro ícone para os marcadores (estrelinha) mas mantivemos a mesma cor do intervalo. Para finalizar essa edição da aparência dos marcadores associados com os prédios de um andar clicamos em “X” localizado no canto superior direito dessa telinha.

Tendo feito a edição da aparência dos marcadores associados com os prédios de dois andares e clicado novamente em “X” localizado no canto superior direito da telinha podemos visualizar o resultado da customização do nosso mapa. Para exibir informações específicas de cada prédio basta clicarmos no marcador desejado, sendo que no nosso caso clicamos no marcador da Diretoria da Unesp – Câmpus de Presidente Prudente. Desta forma todos os atributos daquele marcador podem ser exibidos na caixa de informações. Para alterarmos o plano de fundo temos que clicar na seta que se encontra do lado esquerdo de “Mapa Básico” e escolher a opção “Satélite” a partir das nove opções. Depois podemos clicar em “X” para fechar esse recurso de escolha do plano de fundo.

passo-a-passo-3

Exiba na tela a área de interesse com o nível de zoom mais adequado para futuras visualizações. Em seguida, clique no ícone que se encontra do lado direito de “Compartilhar” e escolha a opção “Definir visualização padrão”. Um aviso será exibido confirmando que “a visualização atual foi salva como padrão para este mapa”. A partir desse mesmo menu utilizado para definir a visualização padrão, temos acesso a outros recursos, tais como: Imprimir o mapa; Exportar para KML; Incorporar ao site.

Caso queiramos exportar para KML podemos fazer isso para todo o mapa ou para cada camada em separado. Mas, depois de clicarmos em “Download” e no momento de indicarmos o caminho onde salvar o arquivo, notaremos que a extensão é KMZ e não KML. Outro recurso interessante do Google My Maps é o de exibirmos os atributos dos marcadores em forma de tabela. Para tanto, temos que clicar nos três pontinhos localizados do lado direito do nome da camada. Ao fazermos isso veremos a última opção, que é “Abrir tabela de dados”. Clicando nessa opção será aberta a tabela com os atributos dos marcadores.

Outro recurso interessante do Google My Maps é o de exibirmos os atributos dos marcadores em forma de tabela. Para tanto, temos que clicar nos três pontinhos localizados do lado direito do nome da camada. Ao fazermos isso veremos a última opção, que é “Abrir tabela de dados”. Clicando nessa opção será aberta a tabela com os atributos dos marcadores. Tendo sido exibida a tabela com os atributos dos marcadores podemos fazer buscas. No exemplo abaixo digitamos “depart” e obtivemos como resultado um único Departamento associado a um dos marcadores dos prédios.

Mas se digitarmos “dep” obteremos outro resultado em função da maneira como os dados foram inseridos originalmente no Google Planilhas. Isso serve como alerta para que tenhamos cuidado com relação à forma e ao conteúdo que criamos em nossas planilhas, pois só teremos resultados de busca compatíveis com o que foi cadastrado. Podemos editar os atributos na tabela de dados, por exemplo, substituindo “Dep” por “Departamento”. Notaremos que os mesmos atributos são refletidos na caixa de informação que está associada ao marcador em questão. Para fechar a tabela de dados basta clicarmos em “X” no canto superior direito.

Essa mesma edição poderia ter sido feita na caixa de informação do marcador, bastando clicar no ícone do lápis. Além da edição dos atributos do marcador, podemos também inserir fotos associadas ao lugar, bastando clicar no ícone da câmara no canto inferior direito da caixa de informações.

Para inserir fotos do lugar podemos fazer uma busca no Google. Também podemos fornecer a URL da imagem que tenhamos publicado no Panoramio, Picasa, Google Maps Views etc. No caso em questão podemos entrar em http://www.panoramio.com/photo/42969417 e clicar com o botão direito do mouse sobre a foto para obter a URL da imagem http://static.panoramio.com/photos/large/42969417.jpg a ser inserida no Google My Maps. Para finalizar temos que clicar em “Selecionar”.

A imagem selecionada na etapa anterior agora é exibida associada ao marcador do prédio em questão. Finalmente, clicamos em “Salvar”. Faça o mesmo para seus dados e customize seu mapa no Google My Maps. O Google My Maps possibilita inúmeras edições, desde o título do mapa, a descrição do mapa, o nome de cada camada, os estilos, os atributos e os demais dados associados com os marcadores.

Para que outras pessoas tenham acesso ao mapa podemos clicar em “Compartihar”. Há várias opções de redes sociais, mas também podemos divulgar uma URL exclusiva para cada mapa que criarmos (que no nosso caso é https://www.google.com/maps/d/edit?mid=zDteTvTo4lO4.kepB78ns6LAw). Podemos convidar pessoas para geocolaborar e contribuir com conteúdo no mapa que criamos no Google My Maps. Ao finalizar, clicamos em “Concluído”. Os mapas criados no Google My Maps ficam salvos no nosso próprio Google Drive. Siga os procedimentos sugeridos neste tutorial e, tendo dúvidas, entre em contato com os Principais Colaboradores do Fórum Google Maps: http://goo.gl/88yUcw.

Arlete Aparecida Correia Meneguette
Engenheira cartógrafa (Unesp), PhD em fotogrametria (University College London). Docente e pesquisadora do Departamento de Cartografia da Unesp – Campus de Presidente Prudente
arletemeneguette@gmail.com

Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

Leia Mais

construcao-civil

Sistema Firjan e Inea lançam Manual de Licenciamento Ambiental para a Construção Civil no Rio de Janeiro

Via Pini Web | www.construcaomercado.pini.com.br

Publicação tem como objetivo auxiliar o empresário desde o momento da opção por determinada área até a aprovação do seu projeto

Manual de Licenciamento Ambiental para a Construção CivilO Sistema Firjan e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) lançaram, no último dia 8, o Manual de Licenciamento Ambiental para a Construção Civil, destinado a empreendimentos no Estado do Rio de Janeiro. A publicação é gratuita e poderá ser baixada pela internet.

A publicação tem como objetivo auxiliar o empresário desde o momento da opção por determinada área até a aprovação do seu projeto, esclarecendo e sintetizando os principais passos a serem dados antes e durante o processo.

Além das questões de licenciamento ambiental, o manual aborda ainda aspectos que precisam ser observados antes mesmo de se decidir pela aquisição de um imóvel ou pela execução de um empreendimento.

O Sistema Firjan é formado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senail) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

Leia Mais

manutenção de posse, reintegração e interdito probitório

Saiba definição de manutenção de posse, reintegração e interdito probitório

Serviço do Conselho Nacional de Justiça esclarece os termos

A atuação policial para desocupação de terrenos invadidos na zona urbana e rural são noticiadas quase diariamente, ocorrendo, muitas vezes, de forma violenta, em cumprimento a decisões pela reintegração de posse. As ações de reintegração e manutenção de posse, embora tenham o mesmo objetivo de recuperar o terreno do suposto proprietário, são diferentes: enquanto, na primeira, busca-se recuperar a posse indevidamente perdida ou esbulhada, de forma violenta, clandestina ou com abuso de confiança; na segunda, mesmo com a posse, não há como exercê-la de forma livre. Já o interdito probitório é uma ação preventiva em caso de ameaça de invasão em uma propriedade.

As ações possessórias estão previstas no artigo 926 do Código de Processo Civil (CPC), que prevê que o possuidor tem o direito a ser mantido na posse e reintegrado no caso de turbação ou esbulho. A turbação ocorre quando um terceiro impede o livre exercício da posse sem que o legítimo possuidor a perca integralmente e muitas vezes se dá por meio de um ato clandestino e violento. Seria o caso, por exemplo, da abertura de uma passagem ou caminho em um terreno alheio, da ocupação de parte de um terreno – ou de um cômodo da casa -, sem que o dono perca a posse de toda a área. Quando isso acontece, o proprietário pode entrar com uma ação de manutenção da posse, alegando a turbação, ou seja, a privação ou perturbação de seu exercício normal de posse.

Já o esbulho possessório é a retirada violenta do legítimo possuidor de um imóvel – residencial, rural ou comercial -, caracterizando-se como um crime de usurpação – quando alguém invade com violência à pessoa, grave ameaça ou mediante concurso de mais de duas pessoas, um terreno ou edifício alheio. No caso do esbulho, portanto, o possuidor de direito fica impedido de exercer sua posse. Tanto as ações de manutenção de posse quanto de reintegração, se julgadas procedentes, resultam em um mandado de manutenção ou reintegração pelo juiz, que determina a data limite para seu cumprimento.

Também é possível entrar com uma ação preventiva para assegurar a posse de um bem imóvel. O CPC determina em seu artigo 932 que o possuidor que tenha um receio justo de perder a posse poderá pleitear ao juiz que o segure de uma turbação ou esbulho iminentes, por meio de um mandado proibitório. O autor da ação deve comprovar, na Justiça, a probabilidade da possível agressão à posse como, por exemplo, a ameaça feita por um grupo de pessoas que estão acampadas em frente à propriedade. Nesses casos, o juiz costuma determinar uma pena pecuniária caso a posse seja prejudicada e a ação pode ser desdobrada em manutenção ou reintegração da posse.

Fonte: IRIB | www.irib.org.br
Postado por: GBC Engenharia – Perícias e Consultoria | www.gbcengenharia.com.br

Leia Mais