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Avaliação de qualidade da construção civil aplicada a edificações

Via: Fernando & Grossi

Avaliação de qualidade da construção civil aplicada a edificações condominiais

O conceito de qualidade é bem amplo e subjetivo de maneira geral. Nas atividades industriais e de negócios, adotou-se o conceito de qualidade estabelecido pelas normas internacionais da série ISO 9000, que entendem que qualidade é o atendimento às expectativas e necessidades dos clientes. Expectativas são variáveis difíceis de se mensurar e que normalmente são feitas por meio de pesquisa de satisfação, e necessidades são baseadas em estudos da saúde, segurança e conforto humano.

Deixando de lado as expectativas, que são impossíveis de determinar sem conhecer o usuário, será abordado a seguir os requisitos mínimos necessários para garantia do atendimento às necessidades dos usuários e, consequentemente, sendo um produto de qualidade.

Os requisitos técnicos para atendimento das necessidades dos usuários podem vir de diversas referências, tais como leis, decretos, instruções e normas técnicas, publicações técnico-científicas, livros, estudos, ensaios, enfim, todos os meios de comunicação que trazem conteúdo de qualidade, mas nem sempre de consenso do meio técnico, fazendo-nos esbarrar em questionamentos infindáveis. Por isso, podemos induzir que o padrão mínimo obrigatório de qualidade é o atendimento às referências técnicas obrigatórias, que seriam as normas jurídicas (constituição, leis, decretos, etc.), que, por sua vez, na grande maioria das vezes, remetem às normas técnicas ABNT, principalmente quando da relação de consumo, onde é aplicável o Art. 39 do Código de Defesa do Consumidor (BRASIL, 1990, grifo nosso), que estabelece:

É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: VIII – colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).

Normas Técnicas ABNT

A quantidade de normas técnicas ABNT aplicáveis à indústria da construção civil é muito elevada: passa de mil normas, segundo SINDUSCON-MG (2017), que realizou levantamento de todas as normas técnicas aplicáveis a edificações, resumido na Tabela 1.

Tabela 1: Resumo da relação de normas aplicáveis a edificações. Fonte: SINDUSCON-MG (2017)

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Entretanto, a NBR 15575 (ABNT, 2013), que trata sobre desempenho de edificações habitacionais, acabou por citar as principais normas dos principais sistemas de uma edificação e trazer um novo conceito de avaliação de conformidade técnica, servindo de base para avaliação de novas construções (com projeto aprovado após 19.07.2013).

A principal diferença dela para as anteriores é que ela avalia o “produto final”, independentemente de como foi feito, não se atendo a prescrições de como fazer, como as antigas. Isso facilita a avaliação de conformidade, sem ter que acompanhar a execução do serviço e, também, possibilita a inovação e criação de novos sistemas construtivos e novas tecnologias.

Qualificação do Fornecedor

Com toda essa quantidade de normas, torna-se inviável realizar a avaliação de atendimento de todas. Por isso, é necessário tomar algumas precauções para contratação de uma construtora ou aquisição de uma edificação ou contração de um serviço especializado, que são:

– Contratar, preferencialmente, empresa com certificado de qualidade SiAC PBQP-H e/ou NBR ISO 9001 (ABNT, 2015);

– Adquirir, preferencialmente, materiais com certificado SiMaC PBQP-H;

– Não adquirir de forma alguma os materiais desqualificados pelo PSQ do PBQP-H;

– Adquirir materiais apenas com ensaios comprobatórios de atendimento às normas técnicas a ele aplicáveis, principalmente a NBR 15575 (ABNT, 2013);

– Solicitar a realização de ensaios comprobatórios dos serviços executados, para comprovação do atendimento às normas técnicas a eles aplicáveis, principalmente a NBR 15575 (ABNT, 2013);

– Solicitar ART ou RRT de todos os projetos e serviços realizados pelo contratado;

– Assinar contrato de prestação de serviço, salientando a necessidade de atendimento integral de todas as leis e normas técnicas aplicáveis ao serviço realizado;

– Contratar profissional habilitado para auditoria/análise dos projetos ou acompanhamento da execução dos serviços ou recebimento das obras concluídas;

– Inspecionar periodicamente os serviços concluídos para verificação de aparecimento de possíveis anomalias, para que sejam acionadas dentro do período de garantia e/ou responsabilidade legal do fornecedor.

Fonte: Fernando & Grossi | www.fernandesgrossi.com.br
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Construção civil busca materiais alternativos

Via: Jornal Cidades

Com a intenção de utilizar opções ecologicamente mais corretas ou simplesmente para acelerar e baratear o custo das edificações, o ramo da construção civil está ampliando o leque de produtos aproveitados, além dos tradicionais tijolos e concreto. Entretanto, para que materiais de menor impacto ambiental ou com preços mais acessíveis possam ser mais utilizados, é preciso ainda mudar a mentalidade dos agentes desse segmento.

“Isso passa pela criação de uma cultura”, frisa o diretor do Instituto de Arquitetos do Brasil departamento do Rio Grande do Sul (IAB-RS) e professor da faculdade de Arquitetura da UniRitter, Rodrigo Troyano. Para a realidade gaúcha, o diretor do IAB-RS vê oportunidades em tijolos maciços feitos com resíduos industriais, assim como no emprego do bambu e do barro. Outra sugestão de Troyano é procurar soluções pré-fabricadas, que geram menos rejeitos nas obras.

O professor da UniRitter recorda que a construção civil é a indústria que mais gera resíduos no planeta, e que é necessário reduzir esse volume. Troyano defende que é preciso observar o cuidado com o meio ambiente ao se adotar um material alternativo, dando preferência a insumos renováveis. O arquiteto Alberto Cabral comenta que o Brasil ainda se encontra em uma situação atrasada quanto à construção civil em relação às nações mais desenvolvidas. O País utiliza muitos materiais que absorvem uma grande quantidade de energia para serem produzidos. Outro problema é que, em várias ocasiões, há a necessidade de transportar os produtos por longas distâncias. “Mas, olhando o Brasil como um todo, já existe um movimento interessante por parte de construtores para que suas obras sejam mais sustentáveis”, afirma o arquiteto.

A empresa GeoBrick, de Ivoti, desenvolve, por exemplo, o que chama de tijolo ecológico, feito a partir da mistura de solo, cimento e água. O produto é considerado ecológico, pois não é feita a cura em fornos a lenha, como acontece com o tijolo convencional.

O responsável pelas áreas de Administração e Marketing da GeoBrick, Fabio Nunes Frota, comenta que, como o item é prensado, consequentemente, possui uma resistência final maior à do tijolo convencional. Frota informa ainda que, comparado ao tijolo à vista convencional, o artigo não é muito mais caro. O ecológico é tratado externamente com um tipo de impermeabilizante e não possui um limite de vida útil. “É claro que, se deixar exposto à natureza sem qualquer tipo de tratamento, com o tempo, irá sofrer os danos, como qualquer outro bloco ou material”, argumenta.

Agilidade é considerada como um diferencial em obras

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Paredes em PVC são preenchidas com concreto para dar resistência /BAZZE/DIVULGAÇÃO/JC

Outra empresa gaúcha, a Bazze, do município de Portão, também aposta na durabilidade e na rapidez que seu produto proporciona: formas de PVC para a construção de paredes. Esses perfis são preenchidos com concreto para dar resistência, e as edificações permanecem com o plástico do lado externo quando a obra é concluída.

O diretor comercial da Bazze, Fábio Luiz de Souza, vê como vantagens do uso do PVC a baixa manutenção e uma vida útil de mais de 50 anos. O executivo detalha que a conservação do produto é baseada na limpeza com água e sabão. A solução está sendo empregada na implantação de uma escola pública em Sorocaba, estado de São Paulo, que será concluída ainda neste semestre, com 25 salas de aula e 3,5 mil metros quadrados de área construída. Souza explica que a prefeitura tinha pouco prazo para construir o colégio e viu no sistema de PVC uma resposta que atendia a essa necessidade. As paredes foram executadas em 90 dias, comenta o diretor comercial.

A Bazze já tinha usado a técnica com o plástico em um projeto habitacional, com 101 casas, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, no município de Sapiranga. No entanto Souza comenta que a maior utilização do PVC para esse tipo de finalidade ainda precisa superar algumas barreiras culturais. O diretor ressalta que hoje a construção no Brasil ainda é muito ligada às operações tradicionais com tijolos, cimento, reboco etc. “Mas esses sistemas demandam muita mão de obra, então, além de serem mais demorados, acabam sendo mais caros”, argumenta.

Já o Grupo Colmeia Engenharia Inteligente, de Esteio, aposta em outro produto de rápida aplicação: contêineres que são usados para habitação. O diretor comercial da empresa, Julio Delfino, informa que um dos itens é o contêiner modulável e desmontável, muito utilizado como escritório, alojamento, refeitório ou banheiro de canteiros de obra, mas que também pode ser utilizado como residência. O executivo enfatiza que se trata de um dos contêineres mais leves do mundo, com 800 quilos, feito em aço galvanizado. A unidade tem até 6 metros de cumprimento, por 2,30 metros de largura e 2,50 metros de altura.

“É uma casa transportada totalmente pronta, que demora 15 dias para entregar”, afirma. O desenho da unidade depende do projeto que o cliente demanda, mas, normalmente, o contêiner possui uma porta, uma janela e a abertura para o ar-condicionado, com revestimento térmico completo. Dependendo do modelo, o custo para adquirir um produto como esse pode variar de R$ 7 mil a R$ 30 mil, e a empresa também trabalha com locação. Delfino revela que, em média, mensalmente, são locados cerca de 40 contêineres e vendidos 20.

Vendas de materiais ficam estáveis

As vendas de materiais de construção no varejo ficaram estáveis em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano passado. Já frente a janeiro, houve queda de 9%. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O levantamento considera a performance de 530 lojistas de todo o País.

Todas as regiões apresentaram variações negativas em fevereiro na comparação anual: Nordeste (-16%), Norte (-8%), Centro-Oeste (-6%), Sudeste (-9%) e Sul (-15%). Com o fim do período chuvoso e a implantação gradual do Cartão Reforma – programa do governo federal que subsidiará a compra de materiais de construção por famílias de baixa renda -, a tendência é de uma melhora das vendas nos próximos meses, segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

“O governo, aos poucos, está lançando o programa em cada estado contemplado, dispondo um subsídio às famílias de baixa renda para compra de material de construção”, afirmou Conz.

Fonte: Jornal Cidades | www.jcrs.uol.com.br
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Novidades na construção civil 2018: veja as principais tendências!

Via: Mais Controle

O ano de 2018 será um período de recuperação para o setor da construção civil no Brasil. De acordo com reportagem do G1, a SINDUSCON-SP projeta um crescimento de 2% desse setor para este ano. Confira as principais novidades na construção civil que seguem como tendências para 2018.

O crescimento da indústria de construção civil deve acontecer por causa do aumento do crédito imobiliário, fruto das reduções nas taxas de inflação e de juros real. Outros fatores que devem contribuir com este crescimento são a diminuição do estoque de imóveis e a redução no número de desistências de compras.

Além das retomadas das vendas, as novidades na construção civil para 2018 devem envolver mudanças nas estratégias de negócio e no uso de tecnologia. Trazemos para você agora 7 tendências na construção civil para 2018:

Encadeamento produtivo

Trata-se de um programa apoiado pelo SEBRAE que visa integrar pequenas empresas à cadeia de produção de grandes negócios. O órgão ajuda na identificação de necessidades de grandes empresas e na adaptação das pequenas empresas para que elas consigam atender às novas demandas.

Construções sustentáveis

A preocupação crescente com o meio ambiente faz com que empresas de diversos setores abracem o uso de práticas sustentáveis. Na indústria da construção civil não é diferente e estas práticas estão presentes em várias etapas da obra.

As primeiras medidas, neste sentido, devem ser tomadas já na elaboração de um projeto sustentável. Durante a execução, as empresas devem buscar fazerem uso de materiais ecológicos e, por fim, fazerem a gestão correta dos resíduos da construção.

De acordo com o SEBRAE, uma construção sustentável proporciona reduções de:

  • 30% no gasto de energia;
  • 50% no gasto de água;
  • 50 a 80% na geração de resíduos;
  • 8 a 9% no custo de operação dos empreendimentos;
  • 35% na produção de gases do efeito estufa.

Construções enxutas

Estas construções seguem princípios de engenharia de produção, como Just In Time e Lean Manufacturing, aplicados na construção civil.

Os principais pontos destacados por estes princípios são a eliminação de processos redundantes, ajustes das etapas de trabalho para a manutenção de um ritmo de produtividade constante, diminuição do estoque, entre outros. Essas medidas resultam em uma grande economia para as construtoras.

Novas tecnologias de construção

Entre as tecnologias podemos citar a tinta de absorção solar, os tijolos inteligentes (modulares, de fácil encaixe), os concretos permeáveis e as construções modulares.

O uso destas novidades fornecem várias vantagens, como otimização do tempo de execução, redução de retrabalhos, aumento na qualidade final dos projetos, redução de desperdícios e custos e facilitação da gestão da obra.

Building information modeling – BIM

Em português, chamado de Modelo da Informação da Construção. Trata-se da reunião das informações produzidas ao longo de todo o ciclo de vida do projeto.

Esse modelo consiste na adição, ao molde 3D, de informações relativas aos seus elementos, como especificações de fabricantes, tempo de mão de obra necessário para a execução de instalações e preços de materiais.

Internet of things – IoT

Internet das coisas, em português. Objetos e até mesmo peças do vestuário e acessórios podem estar ligados à internet. Esse tipo de tecnologia deve ser usada cada vez mais para o rastreamento em tempo real de equipamentos e trabalhadores, aumentando a produtividade e a segurança no canteiro de obras.

Cidades inteligentes

Conhecidas também como smart cities, são áreas urbanas em que há integração de informações referentes à infraestrutura e aos recursos da cidade, visando uma gestão eficiente dos mesmos.

Além do uso de sistemas de informática para a coleta e o processamento de dados, as construções precisarão estar adaptadas a esse tipo de cidade. Três áreas devem ser afetadas diretamente pelas tecnologias de construção:

  • Prédios e residências – construção de empreendimentos com eficiência energética e que utilizem racionalmente os recursos naturais;
  • Mobilidade – construção de sistemas multimodais;
  • Infraestrutura – eficiência de distribuição de energia, água e telecomunicações.

Fonte: Mais Controle | www.maiscontroleerp.com.br
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Prédio mais alto em construção do país tem obra interditada após acidente em SC

Via: G1

Liberação só pode ocorrer após parecer de vistoria feita na quarta-feira 28/03 , em Balneário Camboriú

A construção do prédio mais alto do Brasil foi parcialmente interditada na quarta-feira (28/3) após a queda de uma laje na tarde da terça-feira (27/3). No acidente na construção do prédio Yachthouse Residence Club, no bairro Barra Sul, em Balneário Camboriú, Litoral Norte catarinense, dois operários tiveram lesões leves conforme os socorristas do Corpo de Bombeiros.

Na manhã da quarta, técnicos da Defesa Civil, do Instituto Geral de Perícias (IGP) e da Secretaria de Planejamento de Balneário foram até o local. Eles estão produzindo um laudo para apontar as causas da queda.

A estrutura está interditada pela Defesa Civil e a obra está embargada até que o laudo seja concluído, o que deve ocorrer até quinta-feira (29/3), conforme as autoridades.

A suspeita é que a laje foi mal escorada. A estrutura tem 180 metros quadrados e recebeu 15 caminhões de concreto nos últimos dias. Ficava a cerca de 3 metros de altura, onde seria a garagem de um anexo dos prédios.

Na estrutura principal dos dois prédios, a construção continua normalmente. Cada prédio terá cerca de 80 andares quando ficar pronto. O número exato de andares ainda depende da procura dos clientes.

O prédio é o maior em construção do Brasil, segundo o ranking internacional “The Skyscraper Center”, que reúne dados de arranha-céus pelo mundo.

Laudo contratado pela empresa

A diretoria do empreendimento contratou a empresa L2 Engenharia e Topografia LTDA para fazer um laudo de análise técnica sobre o episódio. Segundo a assessoria de imprensa do prédio, esse exame apontou que a provável causa do desabamento da laje foi fadiga em algumas peças de sustentação.

Pela conclusão desse laudo, as áreas próximas e seus respectivos elementos estruturais não apresentam danos que indiquem necessidade de interrupção dos serviços. Porém, foi recomendado que os operários só possam ir no local onde houve o acidente após perícia do IGP.

Fonte: G1 | www.g1.globo.com
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Construção civil 4.0 chega ao Brasil

Via: Qual Imóvel

Grande revolução tecnológica no setor realiza obras com 0% de desperdício

A Indústria 4.0 é considerada a 4° Revolução Industrial, como explica o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira: “inteligência artificial, robótica, análise de dados e a internet das coisas trabalham de forma integrada. Sensores permitem a rastreabilidade e o monitoramento remoto de todos os processos”. É um movimento de modernização e utiliza conceitos como sistemas cyber-físicos, internet das coisas e computação em nuvem. Ela facilita a visão e execução de “Fábricas Inteligentes” com as suas estruturas modulares, os sistemas monitoram os processos físicos, criam uma cópia virtual do mundo e tomam decisões descentralizadas. Com a internet das coisas, os sistemas comunicam e cooperam entre si, com os humanos em tempo real, e através da computação em nuvem, ambos os serviços internos e intraorganizacionais são oferecidos e utilizados pelos participantes da cadeia de valor. Os princípios deste projeto contam com: virtualização, descentralização – a habilidade dos sistemas cyber-físicos das Fábricas Inteligentes de tomarem decisões sem intervenção humana – e capacidade em tempo real, entre outros.

A Indústria 4.0 no Brasil desponta como caminho natural para aumentar a competitividade do setor por meio das tecnologias digitais, apesar de ainda ser pouco utilizada pelas empresas nacionais. O atraso brasileiro diante da integração das tecnologias físicas e digitais em todas as etapas de desenvolvimento de um produto fica evidente porque 43% das empresas não identificam quais tecnologias têm potencial para alavancar a competitividade do setor industrial. E uma dessas tecnologias digitais é o BIM – Building Information Modeling, em português Modelagem da Informação da Construção.

O BIM é o conceito inovador quando se trata de projetos para construções. Diferente do desenho usual em 2D, uma mera representação planificada do que será construído, a modelagem com a tecnologia BIM trabalha com modelos 3D que, além de serem mais fáceis de assimilar, são mais fiéis ao produto final. A ideia, em sua forma mais simples, é de abandonar os desenhos planificados e a necessidade de interpretá-los para iniciar a construção, e substituí-los por um trabalho com maquetes virtuais que auxiliam a análise de erros de projeto, entre outros.

Apesar de nenhuma obra ser igual a outra, todas possuem algo em comum: elas mobilizam uma variedade extensa de materiais, serviços e demais providências para que sua execução aconteça de forma mais eficiente possível. Com o BIM, todo o gerenciamento dessa colaboração multidisciplinar torna-se uma tarefa muito mais prática – isso é o que diferencia este software da simples projeção 3D.

O modelo 3D foi uma inovação natural do desenho de projeto, mas muitas vezes o objeto modelado nas três dimensões é apenas uma ferramenta de visualização. Com a aplicação da tecnologia BIM, esse mesmo modelo passa a ter diversos “objetos paramétricos”, com a adição das informações que o software oferece. É possível, por exemplo, adicionar informações de marca do material a ser utilizado, custos e outras especificações dentro do arquivo onde o projeto está sendo modelo. Desta forma, vários profissionais (engenheiros, arquitetos, orçamentistas, entre outros) podem acessar e editar várias informações ao mesmo tempo, economizando tempo e evitando erros de comunicação que se traduzem em desperdício e atraso nas obras. “Estamos introduzindo no Brasil uma grande revolução na construção civil”, ressalta Ferreira.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) incentiva o BIM no país. Uma parceria entre ABDI e ABNT lançou um catálogo com seis normas técnicas para este tipo de obra. A Agência, ainda, editou seis guias para orientar as construções. Em 2018, estará no ar a plataforma BIM, que vai agrupar todo este conteúdo e organizar uma biblioteca de peças para os projetista.

Fonte: Qual Imóvel | www.revistaqualimovel.com.br
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Mais-de-R$-44-milhões-serão-destinados-à-construção-de-nove-creches-em-Salvador

Mais de R$ 44 milhões serão destinados à construção de nove creches em Salvador

Via: Portal Brasil

Recursos serão repassados via Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, órgão ligado ao MEC

Salvador vai receber investimentos de R$ 44,2 milhões para construir nove creches em parceria com o Ministério da Educação (MEC). O termo de compromisso foi assinado, nesta sexta-feira (29), pelo ministro Mendonça Filho e pelo prefeito da capital baiana, Antônio Carlos Magalhães Neto.

As creches serão construídas nos bairros de Fazenda Coutos, Ribeira, São Cristóvão, Alto das Pombas, Vila Ruy Barbosa, Fazenda Grande do Retiro e Lobato. Juntas, vão beneficiar 2,6 mil crianças. Os recursos serão repassados via Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao MEC.

Faculdade em Jacobina (BA)

Na ocasião, também foi assinado o credenciamento da Faculdade AGES de Medicina de Jacobina. A unidade foi selecionada pelo Edital nº 06/2014, lançado com o objetivo de ofertar cursos em saúde em regiões distantes de tradicionais polos médicos, como forma de reduzir desigualdades regionais, fortalecer a prestação de serviços de atenção básica e aprimorar a formação.

A Faculdade AGES atendeu a critérios que levaram em consideração a relevância e a necessidade social da oferta do curso e a estrutura de equipamentos públicos, bem como os cenários de atenção na rede, programas de saúde existentes e disponíveis no município de oferta do curso. Ao todo, 39 municípios foram selecionados por meio desse edital. A análise das propostas passou por três fases: habilitação da mantenedora, análise da experiência regulatória da mantenedora e da mantida e, ao final, análise e classificação das propostas.

A previsão é de que sejam abertas 2.305 novas vagas no curso de graduação em medicina a partir das propostas aprovadas. Os novos cursos funcionarão de acordo com o previsto nas diretrizes curriculares de medicina homologadas em 2014, que estabelecem, entre outros aspectos, a inserção do aluno nas redes de serviços de saúde, como espaço de aprendizagem ao longo de toda a graduação; e a vinculação, por meio da integração ensino-serviço, da formação médico-acadêmica às necessidades sociais da saúde, com ênfase no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Portal Brasil | www.brasil.gov.br
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PIB-da-construção-encerra-segundo-trimestre-com-queda

PIB da construção encerra segundo trimestre com queda de 7,0%, mostra IBGE

Via: Construção mercado Pini

Ocupação no setor caiu 9,2% no período. Veja posicionamentos do SindusCon-SP e da CBIC

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (1º) que o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria da construção registrou queda de 7,0% no segundo trimestre de 2017 na comparação com o mesmo período de 2016. O resultado é considerado o pior entre todos os setores da pesquisa.

O desempenho também foi 2,0% inferior ao acompanhado no primeiro trimestre deste ano. Já nos seis primeiros meses de 2016, o recuo é de 6,6% sobre mesmo período do ano anterior.

Em relação a ocupação na construção, o segundo trimestre obteve redução de 9,2% na comparação com o mesmo período do ano precedente. O decréscimo nominal das operações de crédito do sistema financeiro foi de 2,1%.

A Formação Bruta de Capital Fixo foi reduzida em 6,5% no segundo trimestre de 2017 em comparação com o mesmo trimestre de 2016, levando a Taxa de Investimentos a meros 15,5% do PIB. “O endividamento público está explosivo e isso influencia a retração persistente dos investimentos de longo prazo. Sem as reformas necessárias, que direcionem a economia a um consistente equilíbrio fiscal, auxiliado por medidas microeconômicas que aumentem a produtividade, a tendência é o cenário se agravar”, diz Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

O PIB traz ao setor da construção grande preocupação com o futuro, já que resultado representa a segunda queda consecutiva. “Os dados do IBGE formalizam o aprofundamento continuado das perdas que observamos no nosso dia a dia. É preciso tomar medidas urgentes e efetivas para reanimar o setor”, comentou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, lembrando que os empresários do setor têm enfrentado dificuldades no acesso ao crédito e ao financiamento, principalmente para executar projetos em andamento.

O vice-presidente do SindusCon-SP ressalta ainda que a indicação do governo de corte de 90% do orçamento do PAC para investimentos em 2018 aponta para uma perspectiva negativa. “A confiança dos investidores permanece abalada e nos deixa em um ciclo de fatos ruins”, finaliza.

PIB Nacional

O PIB Nacional, por sua vez, registrou aumento de 0,2% no segundo trimestre de 2017 em relação ao período anterior. O IBGE afirma que os saques do Fundo de Garantia por Tempo e Serviço (FGTS) inativos entre os meses de março e julho injetaram pelo menos R$ 44 milhões na economia, levando o consumo das famílias a crescer 1,4% no segundo trimestre. Entre os setores, a agropecuária se manteve estável, enquanto a indústria recuou 0,05% e os serviços cresceram 0,6%.

Fonte: Construção mercado Pini | www.construcaomercado.pini.com.br
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Confiança da construção avança pelo terceiro mês, diz FGV

Via: Portal Brasil

Dados apontam para recuperação da atividade no setor da construção civil.

Com os sinais de retomada da economia, o Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 1,5 ponto em agosto, passando para 76,1 pontos, na terceira alta consecutiva do indicador. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (28), pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo o documento, a alta do indicador é um sinal de recuperação do setor da construção civil. “O aumento da confiança pelo terceiro mês consecutivo pode finalmente apontar o início da retomada da atividade da construção”, observa a coordenadora da Projetos de Construção da entidade, Ana Maria Castelo.

Nesse contexto, dados que compõem a confiança do setor também foram positivos. O Índice de Expectativas da construção cresceu 2,3 pontos no mês, enquanto o dado que mede o otimismo com os negócios variou 3 pontos. Por fim, a confiança com a situação atual do setor também teve alta; avançou 0,7 ponto.

Produção avança

Diante desse desempenho, a capacidade de produção da indústria da construção ficou menos ociosa, o que significa mais uso da capacidade produtiva. Pela segunda vez consecutiva, a utilização da capacidade instalada cresceu 0,3 ponto percentual e chegou a 62,1%.

Fonte: Portal Brasil | www.brasil.gov.br
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RJ-terá-centro-de-referência-com-acervo-de-arquitetura-e-urbanismo

RJ terá centro de referência com acervo de arquitetura e urbanismo

Via: AEC Web

Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RJ discute a criação de um espaço que reunirá projetos e publicações para profissionais e pesquisadores

Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) começou a discutir a implantação de um Centro de Referência da Informação em Arquitetura e Urbanismo (Criau). O objetivo é disponibilizar periódicos digitais brasileiros e estrangeiros na sede do conselho, identificar e catalogar obras que não estejam acessíveis ao público ou que estejam em mau estado de conservação e desenvolver um sistema de busca de livros, artigos, revistas e projetos no Estado.

Segundo Marcella Abla, coordenadora e uma das conselheiras do grupo de trabalho da Comissão de Ensino e Formação (CEF) da entidade, a ideia partiu da intensa procura dos profissionais por informações sobre a profissão e das frequentes doações de livros para o CAU. O trabalho será realizado com a colaboração de donos de acervos particulares e de profissionais da área, além de coordenadores de cursos de graduação e de pós-graduação em arquitetura e urbanismo.

Além do Criau, está em andamento o projeto “Livro em movimento” que prevê um espaço de troca de livros entre os arquitetos e urbanistas.

Fonte: AEC Web | www.aecweb.com.br
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Obras da primeira etapa do Eixo Norte do Projeto São Francisco serão aceleradas

Via: Pini Infraestrutura Urbana

Vistoria do ministro Helder Barbalho no trecho entre Penaforte e Jati verificou a retomada das atividades após assinatura da ordem de serviço

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, inspecionou na última sexta-feira (7) as obras da primeira etapa (1N) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, no trecho entre o município de Penaforte e o reservatório de Jati, no Ceará. A ordem de serviço desse trecho foi assinada pelo Governo Federal no dia 20 de junho.

“Continuaremos a todo vapor avançando e cobrando da empresa que cumpra com os prazos, que agilize diversas frentes de serviço, que permitam a aceleração deste cronograma”, comentou o ministro após a vistoria, além de relembrar que o prazo para finalização da obra é de janeiro de 2018.

As operações da primeira etapa foram iniciadas na última semana, após a efetivação de alguns profissionais. Espera-se que até agosto sejam contratados 500 trabalhadores para as obras no trecho.

“[A obra] representa a transformação da vida das pessoas. Representa o sonho sonhado por milhares de cearenses. Com a expectativa da entrega dessa obra, vão viver um novo tempo, com água de qualidade para o consumo humano e para a produção”, comentou o ministro.

As obras do 1N do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco terão investimento de R$ 132 milhões nos 140 km que passarão pelos municípios de Cabrobó, Salgueiro, Terra Nova e Verdejante, todos em Pernambuco, até a cidade cearense de Penaforte. Os serviços são executados pelo consórcio Emsa-Siton, que possui um contrato avaliado em R$ 516,8 milhões com o Governo Federal – anteriormente essa obra era de responsabilidade da Mendes Júnior.

Ao total serão atendidos 7,1 milhões de habitantes em 223 municípios do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, sendo 4,5 milhões na região Metropolitana de Fortaleza.

Fonte: Pini Infraestrutura Urbana | www.infraestruturaurbana.pini.com.br
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