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Troca de etanol por gasolina piora poluição do ar em São Paulo

Via: Estadão

Análise feita em São Paulo em momentos em que o preço do etanol subiu muito mostra que a troca pela gasolina aumentou em 30% a presença de partículas muito pequenas que entram nos alvéolos pulmonares e fazem mal à saúde

Que o etanol é um combustível menos poluente ao ambiente, uma vez que o gás carbônico emitido na sua queima é reabsorvido no crescimento da cana-de-açúcar, todo mundo já sabe. Mas um estudo calculou agora também quanto a troca de gasolina por etanol pode ser um bom negócio para a saúde – ou como a preferência pelo combustível fóssil pode ser prejudicial.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo, da Universidade Northwestern (EUA) e da Universidade Nacional de Cingapura observaram um aumento de 30% na concentração de partículas ultrafinas, de menos de 50 nanômetros de diâmetro (1 nanômetro = 1 bilionésimo de metro) em São Paulo quando altos preços do etanol levaram dois milhões de motoristas a substituir o combustível por gasolina.

Por outro lado, os pesquisadores observaram que, quando os preços do etanol voltaram a cair, a concentração das nanopartículas também diminuiu na atmosfera.

Medidas por esse tipo de partícula não costumam ser feitas por agências ambientais, que em geral observam gases, como monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio, ou material particulado, já bem conhecidos pelos seus malefícios à saúde. Nanopartículas, porém, justamente por seu diminuto tamanho, podem ser bastante prejudiciais.

“De todos os poluentes na atmosfera, como ozônio, CO, NOx, SO2, as partículas são as que têm efeito mais danoso à saúde. As nanopartículas são partículas extremamente pequenas (somente 10 a 50 nanômetros), e se comportam como gases, pois têm acesso direto aos alvéolos pulmonares. Por isso, quando respiramos essas partículas elas têm forte efeito na saúde, pois adentram na parte mais interna do pulmão, o que não ocorre com as partículas maiores”, explicou ao Estado o físico Paulo Artaxo, da USP, um dos autores do trabalho publicado nesta segunda-feira na revista Nature Communications.

“Qualquer metal pesado que estas partículas contenham, chegam a ter contato direto com o sangue através dos alvéolos pulmonares”, continua.

De acordo com o pesquisador, qualquer processo de combustão gera nanopartículas, mas em diferentes quantidades e composição. “Descobrimos que o etanol queimado emite 30% menos nanopartículas que a queima de gasolina, em condições reais da atmosfera de São Paulo. Isso faz com a queima de etanol seja bem menos danosa à saúde que a queima da mesma quantidade de gasolina”, diz.

Os motoristas decidem por gasolina ou etanol levando em conta somente o preço. Mas esse impacto à saúde talvez também devesse ser considerado, sugerem os autores, liderados pelo economista brasileiro Alberto Salvo, pesquisador da Universidade Nacional de Cingapura. Para a equipe, os resultados também apontam para a necessidade de os órgão ambientais passarem a medir as nanopartículas.

O trabalho usou modelos estatísticos de econometria, levando em conta tráfego, comportamento do consumidor, tamanho de partícula e dados meteorológicos de janeiro a maio de 2011, período que particularmente teve uma grande variação de preços do etanol na bomba.

Fonte: Estadão | www.sustentabilidade.estadao.com.br
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Capacitação sobre Financiamento Climático

Ministério discute financiamento climático

Via: Ambiente Brasil

Pela primeira vez o Brasil recebe o evento internacional Capacitação sobre Financiamento Climático. O evento começou nesta segunda-feira (11/12) e vai até quinta-feira (14/12), em Brasília.  O objetivo é promover a busca de ações de financiamento para mitigação da mudança do clima e adaptação a seus efeitos. Participam do evento representantes do governo federal, do setor privado e da academia.

A iniciativa ocorre no âmbito do Programa sobre Políticas em Mudança do Clima (PoMuC),  implementado por meio da atuação coordenada do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Ministério da Fazenda e da Cooperação Técnica Alemã (GIZ), em parceria com outras instituições.

O objetivo do PoMuC é apoiar áreas selecionadas da Política Nacional sobre Mudança do Clima para que sejam implementadas com sucesso. O Programa atua nos seguintes eixos: Sistema de transparência; Redução das Emissões provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal (REDD+); Adaptação; Fundo Clima; Financiamento; Relato de Emissões e Gestão de conhecimento.

“O evento é de extrema relevância em função do cenário que o Brasil vem enfrentando em termos do desafio de limitar os gastos públicos”, explicou o diretor de Monitoramento, Apoio e Fomento de Ações em Mudança do Clima do MMA, Adriano Santhiago. “Precisaremos mobilizar iniciativas inovadoras de financiamento com relação à mudança do clima”, acrescentou.

De acordo com ele, o Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a apresentar uma Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) voltada para o conjunto da economia. “Nós teremos que reduzir 37% das emissões de gás do efeito estufa em 2025, comparando com o ano de 2005. E há uma contribuição indicativa de redução de 43% em 2030, também com base em 2005. Para tanto, a necessidade de inovar na área de financiamento é muito importante”, explicou.

CRIATIVIDADE

Santhiago acredita que o Brasil terá que, cada vez mais, buscar recursos internacionais e fazer uso de mecanismos financeiros previstos na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, provindos de fundos, acordos bilaterais e outras possibilidades que serão discutidas na capacitação. “O Brasil vai ter que ser muito inovador e criativo na busca de implementar sua NDC”, finaliza.

A diretora do POMuC pela GIZ, Anja Wucke, chamou a atenção para a importância do tema. “Dos sete componentes da política, dois tratam sobre financiamento”, afirmou. Ela disse que as metas da NDC estão colocadas e que o Brasil precisa encontrar os caminhos para implementá-las.

“A capacitação tem o conteúdo desenvolvido internacionalmente sem foco nos países. No futuro, podemos propor um material específico para o Brasil partindo-se das discussões feitas aqui. Esperamos uma rica troca de experiências com essa mistura de representantes dos setores aqui representados”, disse.

Fonte: Ambiente Brasil | www.ambientebrasil.com.br
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Emissões globais voltam a subir em 2017 — e isso não é nada bom

Emissões globais voltam a subir em 2017 — e isso não é nada bom

Via: Exame

Janela de oportunidade para o mundo evitar mudanças climáticas perigosas está cada vez mais estreita

São Paulo – Depois de três anos estáveis, as emissões globais de CO2 devem voltar a crescer este ano segundo estudo divulgado na COP23, reunião da ONU sobre as mudanças climáticas, que ocorre em Bonn, na Alemanha.

No final de 2017, as emissões globais de dióxido de carbono dos combustíveis fósseis e das atividades industriais deverão aumentar em cerca de 2% em relação ao ano anterior.

Isso significa que a janela de oportunidade para o mundo manter oaquecimento do planeta bem abaixo de 2 graus Celsius (ºC), e menos ainda de 1,5ºC para evitar mudanças climáticas perigosas até o final do século, está se estreitando.

A conclusão é do relatório Orçamento Global de Carbono 2017 publicado pelo Global Carbon Project (GCP) na revista Environmental Research Letters. O estudo foi produzido por 76 cientistas de 57 instituições de pesquisa em 15 países que trabalham sob o guarda-chuva do GCP.

Os números apontam a China como a principal causa da alta das emissões de combustíveis fósseis, com um crescimento projetado em 3,7% até o final do ano, após dois anos de redução.

As emissões de CO2 deverão diminuir em 0,4% nos Estados Unidos e 0,2% na União Européia, ritmo bem inferior aos declínios registrados na década anterior.

No entanto, a equipe disse que, apesar do crescimento em 2017, é muito cedo para dizer se este é um evento isolado no caminho para um pico global de emissões, ou o início de um novo período de crescimento das emissões globais do gás de efeito estufa.

Para os pesquisadores, porém, é improvável que as emissões voltem às altas taxas de crescimento persistentes observadas durante os anos 2000, de mais de 3% ao ano.

Concentração de CO2

Relatório recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM) mostrou que os níveis globais de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiram 403,3 partes por milhão (ppm) em 2016, ante 400 ppm em 2015.

A organização atribuiu esse aumento abrupto à combinação entre atividades humanas, como desmatamento e queima de combustíveis fósseis, e o forte fenômeno El Niño registrado naquele ano.

A cada ano, as atividades humanas produzem mais CO2 do que os processos naturais podem absorver. Isso significa que o valor líquido de dióxido de carbono atmosférico nunca diminui.

Assim, o acúmulo anual do gás segue subindo. Nos últimos 10 anos, a quantidade de CO2 na atmosfera tem aumentado, em média, 2 partes por milhão por ano.

Fonte: Exame | www.exame.abril.com.br
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Quatro aterros na região de Ribeirão estão em situação irregular, aponta a Cetesb

Via: Ambiente Brasil

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) classificou como irregular a situação de quatro aterros na região de Ribeirão Preto (SP). Segundo o órgão, as áreas destinadas ao lixo em Guaíra (SP), Cristais Paulista (SP), Cássia dos Coqueiros (SP) e Taquaritinga (SP) não atingiram a nota mínima de 7 pontos no Índice de Qualidade de Aterros de Resíduos (IQR) realizado em setembro deste ano.

Com isso, as prefeituras foram advertidas e multadas. Caso não sejam feitas as melhorias exigidas, os aterros podem ser interditados.

Em março deste ano, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente interditou o aterro de Batatais. A prefeitura já havia sido multada pela Cetesb em R$ 7,5 mil, mas continuou a operação na área sem infraestrutura e licenças ambientais adequadas.

Em julho, a Prefeitura de Barrinha foi autuada e o aterro foi interditado depois que técnicos encontraram uma vala clandestina ao lado da autorizada pela Cetesb. Em vistorias, foram vistos animais mortos em meio aos resíduos.

Irregularidades

De acordo com o tecnólogo da Cetesb Eli Nicolleto, o IQR é a média obtida pelos aterros com a avaliação de itens como a operação, a localização, a estrutura física, o licenciamento e as condições ambientais nas áreas reservadas ao despejo de resíduos sólidos no Estado de São Paulo.

Em Cássia dos Coqueiros, os técnicos encontraram lixo descoberto e fora das valas especificadas pelo órgão, além de catadores atuando na separação de materiais.

Segundo Nicolleto, o cenário se enquadra na especificação dos lixões, locais em que a deposição do lixo é feita a céu aberto, diretamente no solo e sem técnica para evitar qualquer tipo de contaminação, e onde é comum a presença de animais e de catadores.

A mesma situação foi encontrada pelos técnicos no aterro em Taquaritinga, que recebe 50 toneladas de lixo por dia. Em busca de alimento, os urubus se misturam às milhares de sacolas despejadas pelos caminhões de coleta, oferecendo riscos de acidentes e à saúde.

“Na verdade, nós estamos fiscalizando as prefeituras que, normalmente, quem fazem a coleta e a deposição de lixo. Hoje, grande parte dos municípios encaminha o lixo para terrenos particulares, que também são fiscalizados. Se a operação for abaixo da nota também é autuado.”

O que dizem as prefeituras

Segundo o secretário de Obras e Meio Ambiente de Taquaritinga Luís Carlos Lourençano, há um projeto aprovado pela Cetesb para implantação de um novo aterro, mas que ainda depende dos cálculos com os gastos que serão assumidos pelo município.

“Temos que fazer tudo de acordo com licitações, cronogramas, e claro, com a verba que conseguimos através da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.”

Lourençano diz ainda que os problemas apresentados pela fiscalização se deram na véspera de um feriado municipal, quando a prefeitura já estava preparada para retirar catadores e animais do local.

A Prefeitura de Cristais Paulista reconheceu o problema, mas disse que já implantou a coleta seletiva na cidade e que apresentou projetos à Cetesb para melhorar as condições do local.

A Prefeitura de Guaíra informou que a nota atual está acima de sete, mas vai fechar o aterro e buscar outras alternativas para o destino do lixo.

A Prefeitura de Cássia dos Coqueiros não retornou os questionamentos da reportagem.

Sobre a situação dos aterros interditados, a Prefeitura de Batatais informou que O da cidade está sendo levado para Sales Oliveira (SP).

A Prefeitura de Barrinha informou que uma empresa foi contratada para transportar o lixo para um local adequado.

Fonte: Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
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Entenda por que a Amazônia é vital para o mundo

Via: Ambiente Brasil

A decisão do governo brasileiro neste mês de extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), abrindo uma área na Amazônia do tamanho do território da Dinamarca para exploração mineral, recebeu críticas acirradas não só de ambientalistas, mas também repercutiu fortemente na mídia internacional antes de ser suspensa pela Justiça Federal.

A CNN, por exemplo, criticou a medida e lembrou que o desmatamento e a mineração estão destruindo a floresta num ritmo impressionante. Mas, afinal, por que a preservação da Floresta Amazônica interessa tanto ao mundo? O fato é que a Amazônia influencia o equilíbrio ambiental de todo o planeta e tem papel fundamental na economia do Brasil. Entenda por quê.

Regime de chuvas – A área da Floresta Amazônica, ao contrário de ser improdutiva, produz imensas quantidades de água para o restante do país. Os chamados “rios voadores”, formados por massas de ar carregadas de vapor de água gerados pela evapotranspiração na Amazônia, levam umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Esses rios voadores também influenciam chuvas na Bolívia, no Paraguai, na Argentina, no Uruguai e até no extremo sul do Chile. A umidade vinda da Amazônia e os rios da região alimentam regiões que geram 70% do PIB da América do Sul.

Segundo estudos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro pode bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água em forma de vapor por dia – mais que o dobro da água usada diariamente por um brasileiro. Uma árvore maior, com copa de 20 metros de diâmetro, pode evapotranspirar mais de 1.000 litros por dia, bombeando água e levando chuva para irrigar lavouras, encher rios e as represas que alimentam hidrelétricas no resto do país.

Assim, preservar a Amazônia é essencial para o agronegócio – o mesmo que devasta a floresta -, para a produção de alimentos e para gerar energia no Brasil.

O desmatamento prejudica a evapotranspiração e, por consequência, a rota desses rios, podendo afetar assim o regime de chuvas no restante do país e diversas atividades econômicas. Como resultado do desmatamento, até 65% da Amazônia corre o risco de se transformar em savana ao longo dos próximos 50 anos.

Além disso, o Rio Amazonas é responsável por quase um quinto das águas doces levadas aos oceanos no mundo.

Mudanças climáticas – A Amazônia e as florestas tropicais, que armazenam de 90 bilhões a 140 bilhões de toneladas métricas de carbono, ajudam a estabilizar o clima em todo o mundo. Só a Floresta Amazônica representa 10% de toda a biomassa do planeta.

Já as florestas que foram degradadas ou desmatadas são as maiores fontes de emissões de gases do efeito estufa depois da queima de combustíveis fósseis. Isso porque as florestas saudáveis têm uma imensa capacidade de reter e armazenar carbono, mas o desmatamento para o uso agrícola ou extração de madeira libera gases do efeito estufa para a atmosfera e desestabiliza o clima.

Vale lembrar que 2016 foi o terceiro ano consecutivo a ser considerado o mais quente da história. O Acordo de Paris, cujo objetivo é manter o aquecimento da temperatura média do planeta abaixo de 2°C, passa necessariamente pela preservação de florestas.

Dados da ONU de 2015 mostram o Brasil como um dos dez países que mais emitem gases do efeito estufa no mundo, com 2,48% das emissões. Para cumprir suas metas de redução de emissões dentro do acordo internacional, o Brasil se comprometeu a alcançar, na Amazônia brasileira, o desmatamento ilegal zero até 2030 e a compensação das emissões de gases de efeito de estufa provenientes da supressão legal da vegetação até 2030.

Equilíbrio ambiental – Como a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia possui a maior biodiversidade, com uma em cada dez espécies conhecidas. Também há uma grande quantidade de espécies desconhecidas por cientistas, principalmente nas áreas mais remotas. Assegurar a biodiversidade é importante porque ela garante maior sustentabilidade natural para todas as formas de vida, e ecossistemas saudáveis e diversos podem se recuperar melhor de desastres, como queimadas.

Preservar a biodiversidade amazônica, portanto, quer dizer contribuir para estabilizar outros ecossistemas na região. O recife dos corais da Amazônia, por exemplo, um corredor de biodiversidade entre a foz do Amazonas e o Caribe, é um refúgio para corais ameaçados pelo aquecimento global por estar em uma região mais profunda.

Segundo o biólogo Carlos Eduardo Leite Ferreira, da Universidade Federal Fluminense, esse recife poderá ajudar a repovoar áreas degradadas dos oceanos no futuro, mas petroleiras Total e BP têm planos de explorar petróleo perto da região dos corais da Amazônia, ameaçando assim esse ecossistema.

A biodiversidade também tem sua função na agricultura: áreas agrícolas com florestas preservadas em seu entorno têm maior riqueza de polinizadores, dos quais depende a produção de alimentos, como café, milho e soja.

Produtos da floresta – As espécies da Amazônia também são importantes pelo seu uso para produzir medicamentos, alimentos e outros produtos. Mais de 10 mil espécies de plantas da área possuem princípios ativos para uso medicinal, cosmético e controle biológico de pragas.

Neste ano, uma pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, mostrou que a planta unha-de-gato, da região Amazônica, além de ser utilizada para tratar artrite e osteoartrose, reduz a fadiga e melhora a qualidade de vida de pacientes em estágio avançado de câncer.

Produtos da floresta são comercializados em todo o Brasil, como açaí, guaraná, frutas tropicais, palmito, fitoterápicos, fitocosméticos, couro vegetal, artesanato de capim dourado e artesanato indígena. Produtos não-madeireiros também têm grande valor de exportação: castanha do Brasil, jarina (o marfim vegetal), rutila e jaborandi (princípios ativos), pau-rosa (essência de perfume), resinas e óleos.

Fonte:Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
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O comércio com o ar que respiramos

Via: Ambiente Brasil

A demanda por oxigênio nunca foi tão grande – principalmente na China. No país onde anualmente um milhão de pessoas morrem em consequência da poluição atmosférica, moradores estão cada vez mais importando ar: ao preço médio de US$ 20 por garrafa.

O ar vem das montanhas de diferentes países, como o Canadá. Moses Lam, cofundador da Vitality Air, baseada em Edmonton, se diz estar surpreso com o sucesso. Em entrevista à emissora CBC, ele admite que tudo começou com uma brincadeira. Mas, após vender a primeira leva de centenas de garrafas em quatro dias, ele resolveu profissionalizar o negócio.

Atualmente, Vitality Air dispõe de escritórios não somente na China, mas também na Índia, Coreia do Sul e Vietnã. A cada duas semanas, 20 funcionários coletam centenas de milhares de litros de ar nas Montanhas Rochosas canadenses. “Ar do Parque Nacional de Banff, o mais antigo do Canadá, é um sucesso”, conta Lam.

A fabricação, no entanto, é complicada, pois o ar atmosférico é composto por somente cerca de 20% de oxigênio puro. Ele precisa ser então comprimido e limpo. Além disso, a preciosa mercadoria não possui validade ilimitada. “Por esse motivo, as garrafas devem ser usadas dentro de um a dois anos”, recomenda o vendedor de ar.

Desde novembro de 2015, a empresa Green & Clean engarrafa a partir de Sydney ar australiano – das Montanhas Blue ou da Grande Barreira de Corais. Encomendas mínimas de 4 mil garrafas asseguram à firma um faturamento em dólares na casa dos seis dígitos. Os principais clientes vêm de toda a região asiática.

Ar como suvenir – Para algumas pessoas, o ar ou, mais acertadamente, o oxigênio em cilindro é vital: o setor de saúde precisa dele tanto de forma ambulatorial quanto em hospitais ou nos cuidados em casa.

Entre os principais produtores e fornecedores mundiais de oxigênio estão duas empresas alemãs: o grupo Linde em Munique e a firma Air Products de Hattingen, no estado da Renânia do Norte-Vestfália.

A Air Products foi fundada nos EUA já nos anos 1940 e hoje está presente em 50 países. O grupo Linde é ainda maior. A companhia fundada em 1880 pelo inventor do refrigerador, Carl von Linde, está representada atualmente em cerca de cem países. No ano fiscal de 2016, seu faturamento com os negócios de gás chegou a 3,74 bilhões de euros (cerca de R$ 13,7 bilhões).

Há também o ar em garrafinhas, que enfeitam, possivelmente, as prateleiras de compradores e presenteados: elas são lembranças de férias. Até hoje, relógios cuco fazem o maior sucesso como recordação da Floresta Negra. Mas agora, Elke Ott quer oferecer um contraponto a essa tradição, vendendo ar dessa região alemã. Não em garrafas, mas em latas. Já o empresário Stefan Butz, da cidade de Bad Kreuznach, prefere garrafas cristalinas para engarrafar ar de salinas do estado do Sarre.

Uma tentativa semelhante já houve por ocasião da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Na época, havia o “Ar de Berlim Original”. A presunçosa piada ocupou até os burocratas da União Europeia (UE) em Bruxelas. A acusação da UE era que mais de 30% das latas apresentavam elevados níveis de partículas finas. Mesmo assim, a UE não proibiu a venda.

Além de artigo de brincadeira, o ar engarrafado também pode ser usado no ativismo político por mais proteção ambiental: em 2012, o milionário e filantropo Chen Guangbiao vendeu nas ruas garrafas com ar de regiões rurais.

Pesquisadores procuram alternativas para o caso de que o oxigênio no ar não seja mais suficiente para respirar. A proposta deles é restringir o consumo. Eles se baseiam nas conclusões do Centro de Medicina Molecular Max Delbrück de Berlim, membro da Associação Helmholtz.

Os cientistas descobriram que, em suas cavernas subterrâneas, os ratos-toupeira podem suportar por muito mais tempo o ar abafado. Nos experimentos, eles sobreviveram cinco horas ao ingerir frutose de raízes. Além disso, eles reduziram seu pulso de 200 a 50 batimentos por minuto. Se esses roedores podem servir de exemplo para os humanos está em investigação.

Fonte: Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
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Os perigos do material particulado

Resíduos são extremamente tóxicos e poluentes

A queima de combustíveis fósseis é um grande problema ambiental. Mas a preocupação com esse tipo de emissão não deve ser apenas com o dióxido de carbono (CO2), gás de efeito estufa que contribui fortemente para o aquecimento global. O material particulado (PM) é um resíduo da queima de combustíveis fósseis de extrema toxicidade.

De acordo com o a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), o PM é uma mistura de partículas muito pequenas, cerca de cinco vezes mais finas que um fio de cabelo ou mesmo que gotículas de substâncias líquidas. Essas partículas podem ser dos mais diversos materiais, como compostos químicos orgânicos, ácidos, como sulfatos e nitratos, metais, e até mesmo poeira.

Ainda segundo a EPA, o material particulado pode ser dividido em duas categorias. O PM2,5 é formado por partículas cujo tamanho chega até 2,5 micrômetros, pode ser encontrado em nevoeiros e na fumaça. Já o PM10, com partículas de tamanho entre 2,5 e 10 micrômetros, pode ser encontrado em regiões próximas a indústrias.

Fontes

O material particulado pode ter origem nos mais diferentes lugares e processos. A queima de combustível é um exemplo, tanto em aquecedores, lareiras e caldeiras, quanto em veículos movidos a combustível fóssil, como carros, motos, barcos, aviões e tratores.

As fábricas e as centrais elétricas, que usam combustível para que suas turbinas funcionem, emitem material particulado durante suas atividades. Incêndios, a agricultura e os hospitais também são responsáveis pelas emissões.

A EPA afirma que as principais fontes de PM2,5 são, em ordem decrescente, a poeira, a queima de combustíveis, os veículos automotores. O mesmo pode ser dito para as fontes de PM10, com a adição da agricultura.

Impacto ambiental

Um dos tipos mais comuns de material particulado é o carbono negro ou fuligem. Sua origem é a queima incompleta de diesel e incêndios. Esse tipo de poluente é o segundo maior contribuinte com o aquecimento global, ficando atrás apenas do CO2(para saber mais sobre o carbono negro, leia nossa matéria especial sobre o assunto).

Estudos apontam para outros problemas gerados pelo PM. Um desse trabalhos atesta o aumento na densidade das nuvens, dificultando a entrada da luz solar na atmosfera, criando um processo conhecido como forçamento radiativo. Isso causaria outros impactos ambientas como a diminuição da frequência de precipitações e a chuva ácida.

Mas o mais preocupante é a incerteza sobre as previsões climáticas, por conta desse tipo de emissão. De acordo com um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, “Enquanto o forçamento radiativo causado pelos gases do efeito estufa pode ser determinado em um grau razoavelmente elevado de precisão (…) as incertezas relativas ao material particulado permanecem grandes, e dependem, em grande medida, das estimativas dos estudos de modelação globais que, no momento, são difíceis de verificar” (em tradução livre).

Impacto sobre a saúde humana

As pequenas partículas e gotículas presentes no material particulado, principalmente no PM2,5, são responsáveis por uma série de problemas de saúde. Estudos apontam para diversas doenças causadas por contaminação por PM.

Entre os problemas eles estão a morte prematura de cardíacos, problemas do coração como ataques cardíacos e arritmia cardíaca. Ainda há relatos de desenvolvimento de asma em crianças e outros problemas relacionados ao sistema respiratório, como irritação das vias aéreas, tosse e dificuldade de respiração.

Combate e soluções

Na maior parte dos países há leis que regulam os níveis de emissões de material particulado e, para se adequarem aos padrões exigidos, indústrias se utilizam da tecnologia para diminuir suas emissões. Uma das mais utilizadas são os precipitadores eletrostáticos, um tipo especial de filtro.

Nas Américas do Sul e do Norte, a combustão do diesel é um dos principais responsáveis pelas emissões de PM. No Brasil, apesar de lento, há avanços com esse tipo de emissão. Já está disponível no mercado o diesel S10, menos poluente e menos danoso à saúde, mas ainda assim um problema ambiental.

Em algumas cidades do país existe o sistema de inspeção veicular, que fiscaliza os níveis de emissões de CO, CO2, HC e material particulado dos carros registrados na cidade.

Mas você também pode contribuir com a diminuição das emissões de material particulado. Use os transportes coletivos, de preferência aqueles não movidos a combustíveis fósseis, a exemplo do metrô ou trem. Quando possível e seguro, use sua bicicleta ou caminhe. No caso da necessidade do uso dos automóveis, opte por combustíveis menos poluentes para seu abastecimento, como o etanol, e sempre esteja em dia com a manutenção do seu carro.

Também é importante estar atento aos cuidados necessários na prevenção de incêndios florestais. Não solte balões e não faça fogueiras em locais próximos a florestas. Não jogue bitucas de cigarro, sobretudo em lugares arborizados ou beiras de estrada.

E não se esqueça de pressiona as autoridades responsáveis e as grandes empresas sobre posições que levem à diminuição dessa perigosíssima forma de emissão.

Fonte: Ecycle

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