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China quer fazer chover artificialmente sobre uma área do tamanho do Alasca

Via: Tecmundo

 

A China é um país de exageros. Além de possuir uma extensão territorial imensa, perdendo no mundo apenas para a Rússia e o Canadá, é onde se encontra a maior população do planeta – 1,396 bilhão de pessoas vivem lá. E as coisas não param por aí: os projetos chineses de engenharia também são, geralmente, gigantescos, incluindo barragens monstruosas e outras maravilhas arquitetônicas.

É por isso que não era possível esperar algo menor quando certo projeto para fazer chover artificialmente foi detalhado (na medida do possível) por uma matéria do South China Morning Post. Chamado Tianhe em chinês, o que significa algo como “rio no céu”, o sistema que vem sendo desenvolvido pelo governo chinês tem como objetivo fazer chover mais no planalto do Tibete, região que sofre muito com as mudanças climáticas e é de grande importância econômica para o país.

Tecnologia militar

O que se sabe sobre o grandioso projeto é que ele nasceu entre os militares chineses e é derivado do programa de modificação de clima das Forças Armadas da China. Isso mesmo: trata-se de uma ideia capaz de causar danos em países inimigos gerando catástrofes naturais – no caso, artificiais –, como tempestades e outras tormentas meteorológicas. Quem está por trás do Tianhe é a Corporação Aeroespacial de Ciência e Tecnologia da China, uma empresa estatal de defesa que também é responsável pelo programa espacial chinês.

Para fazer o projeto funcionar, uma grande rede de câmaras de combustão vai ser instalada nas montanhas do Tibete. Elas vão “semear” nuvens com partículas de iodeto de prata, e o resultado vai ser o aumento das chuvas em uma região que se estende por 1,6 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente ao Alasca ou cerca de três vezes o tamanho da Espanha. Autoridades chinesas estimam que 10 bilhões de metros cúbicos adicionais de chuvas serão produzidos a cada ano, representando aproximadamente 7% do consumo total de água da China.

Água para os rios chineses

A grande importância das montanhas tibetanas é que lá nascem os principais rios que atravessam a China, e essa chuva toda faria com que o volume das águas aumentasse e eles irrigassem melhor as terras no entorno, tendo um reflexo imediato e muito positivo na economia do país.

Porém, é claro que existem perigos nesse projeto, como o impacto que essas mudanças climáticasartificiais podem causar na natureza local. Meteorologistas e outros especialistas da área indicam que a geração de chuva artificialmente é muito complicada e pode ter consequências ruins. No fim das contas, o projeto ambicioso chinês pode nem dar certo ou mesmo acabar piorando a situação. Apenas estudos mais profundos e detalhados vão dizer o que pode acontecer caso o sistema seja realmente criado. Por dentro do assunto: Veja como o clima do mundo está mudando em vídeo da NASA. 

 

Fonte: Tecmundo | www.tecmundo.com.br
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Conservação do solo aumenta a oferta de água

Via:Embrapa

A iminente publicação, no Diário Oficial, do decreto que vai instituir o Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos) motivou o encontro, em Brasília, entre José Carlos Polidoro, chefe geral da Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ), e a secretaria de extrativismo e desenvolvimento rural sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Juliana Simões, no dia 23 de maio. Na pauta, a execução do Plano Nacional de Conservação do Solo e da Água, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que será complementar ao PronaSolos.

“O Plano vai focar na recuperação de solos para maior produção de água”, esclareceu Polidoro. “Além disso, ele também atende ao compromisso internacional firmado pelo Brasil de, até 2030, alcançar um mundo neutro em termos de degradação do solo, parte do objetivo 15 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU”.

Como primeiro passo para articulação do Plano Nacional de Conservação do Solo e da Água, a Embrapa Solos vai promover, em julho, uma oficina de articulação envolvendo os principais formadores de opinião que lidam com solos e recursos naturais.

Para que o Plano comece suas atividades ainda em 2018 serão buscados recursos financeiros junto a fundos nacionais e internacionais, setor privado e governos federal e estaduais.

Carlos Dias (20.395 MTb RJ)
Embrapa Solos
carlos.diniz-dias@embrapa.br
Telefone: (21) 2179-4578

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa | www.embrapa.br
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Tratamento de águas e águas residuais: tecnologias Aerzen

Via: Portal Tratamento de Água

Existem diversas opções para a aplicação de métodos para evitar prejudicar o ambiente. No caso de águas residuais, por exemplo a ventilação do tanque de sedimentos ou a ventilação por pressão dos sistemas biológicos de tratamento de águas residuais.

A introdução de oxigênio é importante para os tanques profundos de águas residuais, para os sistemas de tratamento de águas residuais com tanques de aeração standard, bem como para os lagos naturais de clarificação.

Se as águas residuais já tiverem entrado no ciclo natural, a ventilação de rios e lagos impede a contaminação adicional. Ao tratar água potável, a limpeza dos filtros com ar comprimido garante que é fornecida a água ideal e que as reservas naturais de água não são utilizadas de forma excessiva.

O gás verificado nos aterros, nas torres de digestão ou o gás que é produzido no tratamento de águas residuais, já não escapa para o ambiente ou não é apenas queimado. É utilizado de forma sustentável para criar energia para atenuar o impacto no ambiente e para solucionar o défice de recursos. Devido ao aumento da pressão dos sopradores de biogás, o gás é transportado para os CHP (produção combinada de calor e eletricidade) ou geradores de energia onde a energia convertida pode ser utilizada, por exemplo, no aquecimento de edifícios ou estufas. O gás produzido é medido com os contadores de gás de lóbulo rotativo da AERZEN.

Durante a secagem do lodo, os sopradores de lóbulos rotativos e deslocamento positivo da AERZEN podem ser utilizados para o subsequente transporte pneumático da lama seca.

Os produtos AERZEN cumprem as suas funções não só nos exemplos acima apresentados. Tal como existem diversas opções para proteger o ambiente, existem muitas áreas de aplicação dos sopradores de lóbulos rotativos e deslocamento positivo, compressores de lóbulos rotativos e turbos da AERZEN.

Performance3. Controle com precisão dos ciclos de carga. Para um tipo de eficiência completamente nova em tanques de aeração.

Performance³. Controle com precisão dos ciclos de carga.

Os requisitos variáveis em termos de ar e as peculiaridades no design e na construção de tanques de aeração são desafios para qualquer estação de tratamento de águas residuais. O resultado: um consumo energético extremamente elevado que pode corresponder a 80% do total dos custos. A solução: uma combinação inovadora de sopradores, híbridos e turbos da AERZEN. Máxima eficiência energética para cargas base, ajustes com precisão para picos de carga. O resultado: eficiências em toda a operação até agora desconhecidas. O investimento pode ser amortizado em apenas 2 anos!

Fonte: Portal Tratamento de Água | www.tratamentodeagua.com.br
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Conselho define regras para uso das águas

Conselho define regras para uso das águas

Via: Ambiente Brasil

O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) aprovou nesta terça-feira (19/12) resolução que define procedimentos para atualização dos preços cobrados pelo uso da água nas bacias hidrográficas federais. Os reajustes serão feitos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e corrigidos a cada ano. A medida passa a valer imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

A cobrança atinge os vários setores da sociedade que fazem algum tipo de uso das águas federais, como empresas estaduais de abastecimento e saneamento, indústria e empreendimentos agropecuários, entre outros. Até hoje, não havia uma regra única e oficial para a atualização dos preços. A decisão ficava a critério dos comitês de bacia, o que causava em alguns casos muitos conflitos. Esse é um dos motivos da defasagem dos preços.

Ainda durante a 39ª reunião extraordionária do Conselho, que ocorre em Brasília e termina nesta quarta-feira (20/12), a Câmara Técnica de Análises de Projetos (CTAP/CNRH) apresentou parecer sobre o Relatório de Segurança de Barragens (RSB), elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA). O RSB, produzido entre 2015 e 2016, trata tanto das barragens de água como das de contenção de rejeitos industriais e de mineração.

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, representou o ministro Sarney Filho na reunião. Ele disse que a resolução que define mecanismos e valores para o uso dos recursos hídricos de domínio da União traz segurança jurídica para os usuários. “Essa é uma ação da maior relevância, que nos deixa mais perto de atender os compromissos assumidos pelo país quanto à gestão das águas”, afirmou Cruz, ao lembrar que o CNRH acompanha a destinação dos recursos, aplicados pela ANA.

Marcelo Cruz reforçou que o MMA está comprometido com o monitoramento das ações na bacia hidrográfica do Rio Doce, após o desastre ocorrido com o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG). As frentes de atuação para reparação e compensação geridas pela Fundação Renova (instituição criada pelos empreendedores) estão sendo monitoradas pelo Comitê Interfederativo (CIF), presidido pelo Ibama e composto por representantes da União, governos de Minas e Espírito Santo, dos municípios impactados e do comitê de bacia.

COBRANÇA

De acordo com a resolução de atualização dos valores do uso de água, os preços deverão ser reajustados, a partir de 2018, com base na variação do IPCA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vigente no período de 12 meses, apurado em outubro do ano anterior. O comitê de bacia, responsável pela cobrança, poderá, entretanto, apresentar ao CNRH proposta de adoção de outro índice oficial, caso haja justificativa para isso. Isso é o que os conselheiros chamam de Índice de Conservação de Valores, o ICV, a principal novidade da medida.

Ainda conforme a resolução, os comitês de bacia hidrográficas federais poderão submeter à aprovação do CNRH, até o dia 30 de junho de cada ano, mecanismos de adequação e atualização de valores a serem cobrados no ano seguinte. “A resolução é inovadora e dá mais força aos comitês de bacia, que reúnem representantes dos governos, sociedade e dos usuários. Ao resolver essa questão da cobrança, o comitê poderá se dedicar a outros temais mais importantes”, disse o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (SRHQ), do MMA, Jair Tannus, que coordena a reunião do CNRH.

BARRAGENS

O parecer sobre o RBS apresenta avaliações a respeito do cadastro de barragens, da implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), da classificação e enquadramento de barragens na PNSB, das ações para a melhoria da segurança adotadas pelos empreendedores, dos principais acidentes e incidentes, da postura dos órgãos fiscalizadores e dos recursos orçamentários da União e estados.

Entre outras coisas, mostra que houve um aumento de barragens cadastradas, passando de 17.259 em 2015 para 22.920 em 2016. Já o número de barragens classificadas passou de 13% para 20%. Como 90% das barragens cadastradas do setor elétrico e 100% das do setor de mineração são classificadas, o grande passivo se concentra nas barragens de usos múltiplos, cuja responsabilidade de fiscalização recai sobre os estados.

Em relação às principais medidas implantadas pelos empreendedores para melhoria da segurança de barragem, a análise da CTAP/CNRH indica que o setor que mais avançou na implementação do Planos de Segurança e Planos de Ação de Emergência foi o de mineração, tanto em termos absolutos como em termos percentuais setoriais. Já as barragens de usos múltiplos reduziram as inspeções entre 2015 e 2016, de 342 para 265, o que evidencia um problema a ser contornado rapidamente.

O RSB apresenta ainda uma lista dos incidentes e acidentes em barragens entre 2015 e 2106 e descreve o principal deles – o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana -, ressaltando que o relato está baseado apenas nos dados repassados pelo órgão fiscalizador, sem as informações da parte do empreendedor.

Segundo o parecer, em casos de grandes acidentes, seria importante que o RSB apresentasse também as análises de outros órgãos técnicos oficiais. Isso permitiria que as barragens pudessem ser melhor monitoradas pelos órgãos do Poder Público e pela sociedade em geral, para além dos processos de automonitoramento já estabelecidos, contribuindo para o aperfeiçoamento da regulamentação da segurança no setor.

Fonte: Ambiente Brasil | www.ambientebrasil.com.br
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Fórum Mundial em Brasília busca alternativa para o futuro da água

Fórum Mundial em Brasília busca alternativa para o futuro da água

Via: Exame

Maior evento mundial sobre o tema ocorre entre os dias 18 e 23 de março de 2018 e vai buscar respostas e soluções para os principais problemas hídricos

Dentro de 100 dias, cerca de 30 mil pessoas deverão participar do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, que tem como lema principal compartilhar água.

Entre os dias 18 e 23 de março de 2018, o maior evento mundial dedicado ao uso da água vai buscar respostas e soluções para os principais problemas sobre recursos hídricos.

Realizado pela primeira vez em 1997, pelo então recém-criado Conselho Mundial da Água (com sede permanente na cidade de Marselha, na França), o fórum, que ocorre a cada três anos, nunca foi sediado em um país do Hemisfério Sul. Ao todo, já ocorreram sete edições do evento na África, América, Ásia e Europa.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador de uma das comissões do fórum, Glauco Kimura, explica que o encontro buscará alternativas para que as futuras gerações possam ter água disponível.

“Nós trabalhamos com três propósitos: mobilizar a sociedade para o tema da água; promover a troca de experiências, que é fantástica, e criar o ambiente político favorável”, diz.

Para Kimura, o fórum não tem caráter de engajamento político, a exemplo das conferências internacionais – como as convenções do Clima, da Biodiversidade, de Quioto, entre outras – nas quais os países se comprometem com objetivos e metas a serem alcançados. A ideia é que os debates levem a um comprometimento não só de governos, mas da sociedade.

Propostas para discussão

O tema água foi dividido em cinco eixos: Processo Temático, Processo Regional, Processo Político, Grupo Focal de Sustentabilidade e Fórum Cidadão.

Glauco Kimura coordena a comissão do Fórum Temático, responsável pela programação do fórum, definida por representantes de diferentes grupos ligados à questão da água.

Ele conta que a comissão foi constituída seguindo o padrão já estabelecido desde o primeiro fórum, realizado no Marrocos.

“Fizemos chamadas públicas para que as organizações envolvidas na questão da água apresentassem suas propostas e indicassem seus painelistas. E esse modelo foi adotado pelas outras comissões. Com isso, estamos montando a grade programática que será composta por sessões de cada processo [eixo] que vão dar o conteúdo do fórum”.

No eixo Processo Regional, a questão da água será tratada do ponto de vista de cada região do mundo. “Cada região tem com a água problemas específicos e soluções diferentes entre si. E essa diversidade vai enriquecer seguramente as sessões de debates”.

No Fórum Político, o objetivo é “incentivar o engajamento das autoridades políticas locais e regionais, como parlamentares, prefeitos e governadores, na participação de atividades e encontros direcionados ao tema água, porque soluções na gestão da água não podem ser implementadas senão por decisões políticas, de lideranças fortes”.

O eixo Sustentabilidade é novo na agenda e vai abrir o leque para a discussão da água quanto sua importância social, econômica e ambiental, e para o desenvolvimento de modelos de gestão mais sustentáveis.

Outra novidade é o Fórum Cidadão, que vai permitir a expansão do debate para o público presente ao evento.

“O que se quer é despertar a consciência e chamar a atenção do cidadão comum para assuntos relacionados à água como algo do seu interesse. E ao mesmo tempo, detectar soluções inovadoras para tendo presente o tema ‘Compartilhando Água”, destaca Kimura.

Ele lembra que haverá ainda o painel de alto nível no qual estarão presentes chefes de Estados, ministros e CEOs de grandes corporações, e quando sairá um posicionamento político.

“Essa declaração não terá um caráter vinculante como os documentos produzidos nas conferências internacionais, mas será sempre uma declaração de compromisso com a questão da água. Porque o fórum tem um caráter de engajamento político que deve influenciar mais adiante decisões políticas sobre o uso e o compartilhamento da água do planeta”, avalia o coordenador.

Entre as presenças confirmadas está o rei Guilherme Alexandre, da Holanda, conhecido pelo seu engajamento com a questão da água, tendo presidido até 2013 o Conselho Consultivo sobre Água e Saneamento da Secretaria-Geral das Nações Unidas.

Outras vozes

Também pela primeira vez, o Fórum Mundial da Água se propôs a ouvir as pessoas que estejam interessadas em colaborar e influenciar as discussões. Foi criado o canal Sua Voz (Your Voice) no site do fórum como uma plataforma para todos que queiram participar com ideias, sugestões e propostas.

Já na primeira rodada, entre 13 de fevereiro e 23 de abril, mais de 20 mil visitantes passaram pelas salas de discussão, deixando mais de 500 sugestões.

A plataforma ficará aberta até janeiro próximo para uma próxima rodada de discussões e, segundo Kimura, a inovação deste fórum vai focalizar especificamente os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU na Agenda 2030.

Desse modo, os debates dentro das seis salas do canal deverão abordar o desenvolvimento sustentável sob diversos pontos de vista.

“Qualquer cidadão vai poder se inscrever e apresentar sua ideia, sugestão ou proposta numa das salas que foram divididas por tema. Você tem a sala do Clima onde a discussão vai girar em torno da segurança hídrica e das mudanças climáticas. Em outra sala, que tem as pessoas como tema, o debate será basicamente sobre saneamento e saúde”.

Os outros quatro temas são: Desenvolvimento, Ambientes Urbanos, Ecossistemas e Finanças.

Kimura destaca ainda o Business Day (Dia de Negócios) como exemplo da participação diversificada no fórum.

“É um evento para troca de experiências de inovação entre empresas – desde as grandes corporações até empresas de pequeno e médio portes que mostrarão seus projetos para o melhor uso e preservação da água. Há espaço para aqueles projetos de tecnologia de baixo custo e de alcance social”.

Legado

Todo esse esforço para juntar ideias, propostas e sugestões vindas de fontes tão diversas vai resultar em relatório final, a ser publicado em agosto de 2018.

“O documento deverá conter o que nós chamamos de Implementation Road Map, que vai reunir as recomendações sobre tudo aquilo que deveria ser feito para a preservação e o bom uso da água, por quais organizações poderia ser feito e em que setores da sociedade”, diz o coordenador.

Essas recomendações surgirão do debate e da análise das centenas de propostas que serão recolhidas nas diversas instâncias do fórum.

Para conseguir que todas essas informações sejam consideradas e nenhuma delas se perca, a Universidade de Brasília (UnB) vai atuar com 100 bolsistas na coleta desses dados que irão depois para a NC/Dream Factory, a empresa oficial do fórum.

“Quando você reúne ideias e soluções oriundas de países e regiões diferentes você vai acabar encontrando complementaridade entre elas e às vezes sobreposição. Por exemplo, suponhamos o caso de um rio poluído em uma região metropolitana da América do Sul que surge na discussão e encontra o caso de outro rio poluído numa região agrícola da Ásia. São dois casos que podem ter diferenças e ao mesmo tempo problemas semelhantes, mas que podem vir a ter soluções em comum”, avalia Kimura.

Para ele, com a presença de representantes de diversas partes do planeta, o 8º Fórum Mundial da Água poderá, de algum modo, amplificar o alerta que vem sendo feito desde a criação do Conselho Mundial da Água, em 1996: “As pessoas precisam ser lembradas de que ninguém sobrevive sem água”.

Fonte: Exame | www.exame.abril.com.br
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Especialistas buscam soluções para lixo nos oceanos

Especialistas buscam soluções para lixo nos oceanos

Via: Ambiente Brasil

Aproximadamente 200 pessoas compareceram ao I Seminário Nacional sobre Combate ao Lixo no Mar, realizado nesta semana, entre os dias 6 e 8 de novembro, no Rio de Janeiro. O evento foi organizado pelo Ministério do Meio Ambiente, ONU Meio Ambiente, USP e parceiros. A transmissão ao vivo do seminário por redes sociais foi acompanhada durante os três dias por cerca de 13 mil pessoas conectadas à plataforma do evento. Foram mais de 53 mil acessos.

Representantes do governo, da academia, setor privado e sociedade civil discutiram alternativas para reduzir o lixo nos oceanos, apresentando dados sobre o impacto socioeconômico e ambiental do descarte inadequado, assim como ações de combate à poluição do oceano e da costa brasileira. “Este seminário foi como uma janela de oportunidades, reforçando o papel do governo federal na estratégia contra o lixo no mar”, observou o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Jair Tannús Júnior.

Os estudos apresentados e as experiências relacionadas ao lixo no mar, seus impactos, possíveis soluções e desafios de pesquisa, educação e mobilização foram alguns dos temas tratados durante o evento.  Ao longo de cinco painéis, pesquisadores apresentaram os resultados de ações, soluções e boas práticas de combate à poluição na zona marinha, entre eles desafios de pesquisa, desafios da mobilização para o combate e avaliação.

RESULTADOS

O seminário foi o primeiro passo do processo de elaboração do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, a ser desenvolvido pelo governo federal conjuntamente com os parceiros e setores presentes no evento. Compromisso assumido durante a Conferência dos Oceanos, realizada em Nova Iorque em junho deste ano, a estratégia nacional reconhece a urgência do tema e a necessidade do esforço organizado de todos os setores da sociedade.

O coordenador-geral de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Régis Lima, explicou que os resultados serão apresentados pela delegação brasileira na 3ª sessão da Assembleia Ambiental da ONU, conhecida como UNEA-3, que será realizada de 4 a 6 de dezembro em Nairóbi, no Quênia. As sugestões recebidas durante o seminário, por meio de um questionário preenchido pelos participantes, serão agora analisadas para contribuírem para a adoção da estratégia de elaboração de um o Plano de Ação Nacional de Combate ao Lixo no Mar, que deve ser finalizado em 2018.

“A ideia é que este tema, já institucionalizado no Ministério do Meio Ambiente na SRHQ, seja desenvolvido de uma forma participativa, amadurecido em vários setores e com várias visões, e que seja reconhecido e assimilado pela sociedade”, disse Régis de Lima. “Estamos buscando agregar todas as iniciativas relacionadas a pesquisa, a campanhas de conscientização, a novas mecanismos de educação e de inovação, além da importante e devida participação do setor produtivo de embalagens, com uma visão do mar para o continente”, afirmou.

O secretário Jair Tannús Júnior chamou a atenção para o tamanho do desafio, dada a dimensão da costa brasileira. “O desafio se torna gigantesco e envolve muitos setores, sejam produtivos, sejam do conhecimento científico, sejam da educação ou sejam da inovação”, reforçou o secretário. No Brasil, há 17 estados e 397 municípios costeiros.

CAMPANHA

Na abertura do seminário, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, lembrou do compromisso voluntário assumido pelo país em junho, em Nova York, ao aderir à campanha Mares Limpos , da ONU Meio Ambiente, com o objetivo de convencer pessoas e empresas a reduzir o consumo de plásticos e evitar seu descarte inadequado.

Nos últimos 20 anos, a proliferação de resíduos descartáveis e microesferas de plástico tornou o problema do lixo marinho ainda mais sério. A menos que os países ajam agora, os mares serão atingidos por uma maré de plásticos provocada pelo consumo humano, segundo a agência das Nações Unidas. A campanha terá a duração de cinco anos.

APOIO DO SURF

O jornalista João Malavolta, do Instituto Ecosurf, explicou na sua apresentação sobre “Convergência da Ouvidoria do Mar com Redes Temáticas nas Perspectivas do ODS 14” que proteger os oceanos é da nossa natureza e não o inverso. “Uma relação em comunhão com o mar e os oceanos é fundamental para não poluir mais. O surf como segmentos social, tem um papel de sentinela no conflito da zona costeira e zona marinha e nós poderemos avançar ao longo do tempo, tendo novos olhares sobre isto tudo para aprender a ter uma nova relação com a zona marinha, combatendo o lixo no mar”.

Fonte: Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
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Programa Água Doce é referência mundial

Via: Noticias Ambientais

Após debaterem as tecnologias de dessalinização e reuso da água no Congresso Mundial de Dessalinização, que aconteceu em São Paulo (SP), uma comitiva internacional de especialistas desembarcou no Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira (20/10), para conhecer de perto o Programa Água Doce (PAD).

Os técnicos foram até a comunidade rural Maria da Paz, em João Câmara, acompanhados do secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Jair Tannús Júnior, e da equipe do Água Doce nacional e estadual, para visitar o projeto piloto do programa: um sistema de dessanilização alimentado por energia solar.

A visita reuniu nomes importantes do cenário mundial nos campos de energia solar e dessalinização e destaca o PAD como referência mundial. “Viajo o mundo todo e não acreditei que vocês conseguiram fazer o que nenhum lugar do mundo faz. Não há nada parecido com o Água Doce. O programa funciona muito bem porque a comunidade é quem opera e ama fazer essa gestão”, disse o presidente da Associação Internacional de Dessalinização, Emilio Gabbrielli.

A sustentabilidade é uma das bandeiras defendidas pelo programa. O sistema da comunidade Maria da Paz é o primeiro alimentado por energia solar e vem sendo monitorado desde 2016 para que o mesmo modelo seja replicado em outras localidades atendidas pelo Programa. Com a utilização dos painéis fotovoltaicos para alimentar o sistema de dessalinização, as famílias não precisam mais se preocupar com a conta de luz: a energia, vinda diretamente do sol, é limpa, farta e gratuita.

A comunidade é atendida por meio do convênio firmado entre o MMA e a Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte e funciona desde 2015. “O convênio firmado com o Governo do Rio Grande do Norte investirá cerca de R$ 20 milhões até o final de 2018 e beneficiará cerca de 40 mil pessoas das comunidades mais vulneráveis aos impactos da mudança do clima no que diz respeito ao acesso à água”, afirmou Jair Tannús Júnior.

Para o professor da comunidade Manuel Gentil Filho, o Programa Água Doce chegou para mudar completamente a vida dos moradores. “Antes a gente tinha muitos problemas de saúde por causa da água que era ruim. As crianças passavam mal, tinham problema de pele. Com a chegada do Água Doce, tudo melhorou. Elas estão mais alegres e têm mais ânimo para estudar e brincar”, disse.

Além do presidente da IDA, estiveram presentes na visita o governador em exercício do Rio Grande do Norte, Fábio Veras Dantas, o vice-presidente do Conselho Solar Global, Gianni Chianetta; o pesquisador do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Jaichander Swaminathan; a secretária-geral da Associação Internacional de Dessalinização, Shannon McCarthy, e o especialista em água e saneamento do Banco Mundial, Zael Sanz Uriarte.

O PROGRAMA

O Programa Água Doce (PAD), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil, estabelece uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano. O Programa contribui com o fornecimento de água potável a comunidades rurais de baixa renda do semiárido brasileiro, promovendo e disciplinando a implantação, a recuperação e a gestão de sistemas de dessalinização ambiental e socialmente sustentáveis.

O sucesso do Água Doce, que envolve parcerias com diversas instituições, está fincado na participação da comunidade e na gestão compartilhada dos sistemas de dessalinização. Pessoas escolhidas pelas comunidades são capacitadas pelo Programa para operar os equipamentos e realizar pequenos reparos.

PASSO A PASSO DA DESSALINIZAÇÃO

A água subterrânea encontrada em boa parte do semiárido é salgada em função das características geológicas e climáticas da região. Essas características dificultam o acúmulo do líquido no subsolo e contribuem com a salinização da água, por isso, são impróprias para o consumo humano sem que haja algum tipo de tratamento. Para resolver o problema, o programa instala nas comunidades equipamentos de dessalinização que transformam a água imprópria em água potável de excelente qualidade.

O sistema funciona da seguinte forma: a água subterrânea é captada por meio de poços tubulares e armazenada em um reservatório. Em seguida passa pelo dessanilizador, que funciona como um filtro de alta potência, retirando da água a quantidade e os tipos de sais desejados. O equipamento separa a potável daquela concentrada em sais. A parte dessanilizada é armazenada em reservatório de água potável para distribuição à comunidade. Já o concentrado, armazenado em reservatório para ser encaminhado aos tanques de evaporação.

Fonte: Noticias Ambientais | www.noticias.ambientebrasil.com.br
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Projeto que monitora qualidade da água dos rios brasileiros chega aos 17 estados da Mata Atlântica mais o Distrito Federal

Via: Ambiente Brasil

O projeto Observando os Rios, que sensibiliza comunidades sobre a importância da água e capacita voluntários para monitorar a sua qualidade, acaba de chegar aos 17 estados contemplados pela Mata Atlântica. Mantida pela Fundação SOS Mata Atlântica com patrocínio da Ypê e da Coca-Cola Brasil, a iniciativa envolve cerca de 3,6 mil pessoas.

Durante os seus 26 anos de existência, o Observando os Rios mobilizou muita gente e se expandiu gradativamente pelos estados cobertos pelo bioma. Atualmente, suas ações acontecem em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, além do Distrito Federal.

Romilda Roncatti, coordenadora do projeto, ressalta a importância da participação dos voluntários que disponibilizam parte do seu tempo para o cuidado com os rios, córregos e nascentes do país. “Cada participante é um agente multiplicador para as questões sobre a poluição dos rios, que está diretamente relacionada à qualidade de vida da população”, afirma.

Para a especialista em Água da ONG, Malu Ribeiro, é muito importante conscientizar a sociedade sobre os impactos da qualidade da água na saúde. “A atividade é um instrumento de mobilização por avanços no saneamento básico. O trabalho dos voluntários é essencial para a realização do projeto nos 17 estados”, complementa.

Ao longo de sua história, o Observando os Rios já ganhou o apoio de importantes parceiros. Em Alagoas, por exemplo, conta com a mobilização do Instituto Biota de Conservação, que promove o cuidado com a fauna marinha e seu habitat. “A população deve ter mais interesse pelo meio ambiente, pois estamos inseridos nele. Se nós não observarmos o que os rios estão nos dizendo, um dia pode ser tarde demais”, disse Bruno Stefanis, sócio fundador do Instituto.

Já em Santa Catarina, o projeto ganhou forma a partir da conscientização da população de que os seres humanos são corresponsáveis pela degradação ambiental e que isso precisa ser mudado. “Não há como ser feliz e ter qualidade de vida sem qualidade ambiental. Não podemos fechar os olhos diante dos problemas, tão pouco nos isentar da responsabilidade querendo que o governo resolva tudo sozinho”, disse Ciro Couto, integrante do grupo que monitora a Praia da Lagoa do Jacaré, em Florianópolis.

Somando esforços com a SOS Mata Atlântica há dez anos, a Ypê reforça a importância do projeto para as gerações futuras. A empresa acredita que um futuro melhor para a sociedade inclui promover e apoiar iniciativas sustentáveis. Afinal, uma ação como essa possibilita ações de conservação, recuperação e gestão participativa da água.

Neste ano, a Coca-Cola Brasil também entrou no projeto, contribuindo para a expansão do programa pelo Brasil. “Estamos determinados a criar valor em todas as esferas: dentro das nossas fábricas, ao longo da cadeia produtiva e nas comunidades nas quais atuamos, indo além das metas compensatórias e de mitigação de impacto. Com essa parceria temos a oportunidade agora de fortalecer a rede em defesa dos rios limpos e água de qualidade para todos”, diz Pedro Massa, diretor de sustentabilidade e valor compartilhado da Coca-Cola Brasil.

Ainda com o objetivo de incentivar a população a se reaproximar dos rios da Mata Atlântica, a ONG em parceria com a Multitude, coletivo de artistas independentes, apresenta a exposição “Rios, Reflexos de Nós”, mostra gratuita que ficará em exposição no Conjunto Nacional, em São Paulo, até 27 de setembro. São obras de 22 artistas, expostas em fotografias, ilustrações, vídeos e músicas que mostram como os rios são reflexos das ações humanas.

Semana do Tietê – Em comemoração ao Dia do Tietê (22/09), a SOS Mata Atlântica divulgará o estudo que avalia a qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê. Os dados também fazem parte do Observando os Rios e estarão disponíveis a partir de 22 de setembro.

Sobre o Observando os Rios – O projeto surgiu em 1991 com a campanha Observando o Tietê, que reuniu 1,2 milhão de assinaturas para recuperar o Rio Tietê em São Paulo. Posteriormente, passou a agregar outras bacias hidrográficas e a se chamar Observando os Rios.

As equipes de monitoramento analisam elementos presentes na água, como oxigênio, PH e fosfato, por meio de um kit desenvolvido especificamente para o projeto. A iniciativa é aberta à população em geral, que pode participar dos grupos existentes ou formar novas equipes.

A capacitação dos voluntários que participam do programa é dividida em dois momentos. No primeiro, a equipe da Fundação SOS Mata Atlântica comparece ao município, apresenta a metodologia do projeto e define os locais das análises mensais. No segundo são realizadas as visitas técnicas com os grupos para a parte prática do projeto.

Fonte: Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
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Microplásticos ameaçam 529 espécies da fauna marinha em todo o mundo

Via: Ambiente Brasil

Centenas de espécies da fauna marinha, como peixes, moluscos e outras, estão sendo ameaças pela ingestão do lixo que se acumula no mar em forma de microplásticos, sem que até o momento se saiba a fundo suas causas e consequências. Os últimos estudos apontam que até 529 espécies selvagens já foram afetadas pelos resíduos, um risco mortal que se soma aos outros já enfrentados por dezenas delas em perigo de extinção. A informação é da EFE.

Por menores que sejam, os microplásticos (de até cinco milímetros de diâmetro e presentes em vários produtos, como os cosméticos) representam uma ameaça para as mais de 220 espécies que os absorvem, algumas delas muito importantes no comércio mundial, como os mexilhões, as lagostas, os camarões, as sardinhas e o bacalhau.

Relatório recente da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou para as consequências desses resíduos para a pesca e a aquicultura. “Ainda que nos preocupe a ingestão de microplásticos por parte das pessoas através dos frutos do mar, ainda não temos evidências científicas que confirmem os efeitos prejudiciais em animais selvagens”, explicou à Agência EFE uma das autoras do estudo, a pesquisadora Amy Lusher.

Ela acredita que ainda faltam muitos anos de estudos, dado o vazio de informação que existe sobre o assunto e as muitas inconsistências nos dados disponíveis. Para contribuir com o debate, uma revista especializada em biologia da Royal Society, de Londres, publicou recentemente um estudo que sugere que certos peixes estão predispostos a confundir o plástico com o alimento, por terem um cheiro parecido.

Matthew Savoca, líder de um trabalho realizado em colaboração com um aquário de San Francisco (Estados Unidos), explica que foram apresentadas a vários grupos de anchovas substâncias com o cheiro de resíduos plásticos recolhidos do mar e outras com o cheiro de plásticos limpos.

As anchovas reagiram ao lixo de forma similar à que fariam com o alimento, já que esses resíduos estão cobertos de material biológico, como algas, que têm cheiro de comida.

“Muitos animais marítimos dependem muito do seu olfato para encontrar comida, muito mais que os humanos”, afirmou Savoca, ressaltando que o plástico “parece enganar” os animais que o encontram no mar, sendo “muito difícil para eles ver que não é um alimento”.

A FAO lembra que os efeitos adversos dos microplásticos na fauna marinha são observados em experiências em laboratórios, normalmente com um grau de exposição a estas substâncias “muito maior” que o encontrado no ambiente.

Até então, estas partículas só apareceram no aparelho digestivo dos animais, que as pessoas “costumam retirar antes de consumir”, apontou a pesquisadora Amy Lusher.

Substâncias contaminantes – No pior dos cenários, o problema seria a presença de substâncias contaminantes e de aditivos que são acrescentados aos plásticos durante sua fabricação ou são absorvidos no mar, ainda que não se saiba muito sobre o seu impacto e o dos plásticos menores na alimentação.

Para os cientistas, é preciso estudar mais a fundo a distribuição desses resíduos a nível global, por mais que se movam de um lado a outro, e o processo de acumulação de lixo, ao qual contribuem a pesca e a aquicultura quando seus equipamentos de plástico acabam perdidos ou abandonados nos oceanos.

Em um mundo onde há cada vez mais plástico (322 milhões de toneladas produzidas em 2015), estima-se que a poluição continuará aumentando nos oceanos, onde em 2010 foram despejados entre 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas desse tipo de lixo.

Fonte: Ambiente Brasil  | www.noticias.ambientebrasil.com.br
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Paraíba começa a receber águas da transposição do Rio São Francisco

Via: G1

Plano do governo é beneficiar 12 milhões de pessoas em quatro estados.
‘Não quero paternidade dessa obra porque ninguém pode tê-la’, diz Temer.

Depois de mais de cinco anos de seca, o estado da Paraíba começa a receber agora as águas da transposição do Rio São Francisco.

A expectativa para os moradores de Monteiro é grande.

“Agora a gente confia e acredita que tudo vai mudar”, diz uma mulher.

O presidente Michel Temer chegou à cidade no começo da tarde desta sexta-feira (10). A cerimônia foi restrita a convidados. Do lado de fora, cerca de cem pessoas fizeram um protesto contra o governo e a reforma da Previdência. No discurso, o presidente disse que a manifestação fazia parte da democracia e destacou a importância da obra.

“Se nós podemos falar em paternidade dela, nós devemos dizer, como disse o governador, como disseram todos, a paternidade é do povo brasileiro. Vocês não pensem que tem um dinheiro que é o dinheiro público, que está aqui do lado, e tem o dinheiro que vem dos impostos. Não, o dinheiro é um só. O dinheiro púbico vem dos impostos. Então quando nós aplicamos milhões e milhões aqui, são os senhores que pagaram, portanto, uma dívida que o governo tem com o povo brasileiro e com o povo paraibano e que agora está pagando”, disse o presidente.

O trecho inaugurado nesta sexta recebeu críticas do Ministério Público. Um estudo técnico mostrou que ainda falta concluir a obra e por isso o açude pode não aguentar o aumento do volume de água. Mas representantes do governo federal e do estado se comprometeram a reduzir a vazão até a conclusão total da obra.

Depois de chegar em Monteiro, a água segue pelo Rio Paraíba e passa pelos açudes de Poções e Camalaú, ainda na região do Cariri. E a previsão é que em 45 dias as águas do São Francisco abasteçam também o Reservatório de Boqueirão, na região de Campina Grande, beneficiando mais de 800 mil pessoas.

São quase dez anos desde o início das obras, em 2008, no segundo mandato de Lula. A previsão inicial de que toda a transposição já estaria concluída em 2012 ficou na promessa. Cinco anos depois ainda tem obra a ser feita.

O plano do governo é beneficiar 12 milhões de pessoas em quatro estados quando o projeto ficar pronto. A água que sai do São Francisco vai subir até 40 metros de altura depois de passar por estações de bombeamento. Inicialmente a obra iria custar R$ 4,5 bilhões. Hoje o orçamento total já chega a quase R$ 10 bilhões.

A transposição se divide em dois eixos: o Norte, de 260 quilômetros de extensão, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2017. Segundo o governo, 95% das obras estão prontas. O eixo começa em Cabrobó, Pernambuco, segue para o Ceará e depois para a Paraíba, terminando o percurso em Cajazeiras.

No eixo Norte faltam três trechos. Dois deles, segundo o governo, estão em fase final dentro do cronograma. O terceiro trecho, entre Pernambuco e Ceará, estava sob responsabilidade da Mendes Júnior, que saiu do projeto. Agora o governo está em fase de licitação para que uma nova construtora assuma a obra.

E tem o eixo Leste, de 217 quilômetros, que teve uma parte inaugurada nesta sexta pelo presidente Temer. Toda a parte de Pernambuco já está em funcionamento. A barragem de Sertânia se rompeu no último sábado (4), uma semana depois de inaugurada. Segundo o Ministério da Integração, o vazamento foi contido no mesmo dia, e a água do São Francisco pôde seguir para Paraíba. A porta de entrada é o Açude de Poções, em Monteiro. Esse eixo, segundo o governo, está concluído.

Fonte: G1 | www.g1.globo.com
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