Estudo liga desaceleração da Terra a aumento de terremotos e prevê mais tremores devastadores em 2018

Estudo liga desaceleração da Terra a aumento de terremotos e prevê mais tremores devastadores em 2018

Via: Ambiente Brasil

Um estudo de dois pesquisadores americanos está propondo uma nova abordagem sobre os terremotos e sugerindo que pode haver mais tremores de grande intensidade em 2018.

Segundo a pesquisa, existe uma correlação entre o aumento periódico no número de grandes terremotos e a diminuição da velocidade de rotação da Terra – o movimento do planeta para dar uma volta em seu próprio eixo.

Quando a Terra gira mais lentamente, leva um pouco mais de tempo para completar uma volta completa, fazendo com que o dia fique ligeiramente maior que 24 horas – podendo ganhar alguns microssegundos. Até aí, não há novidade. A questão é que os pesquisadores estão dizendo que essa pequena mudança também pode aumentar a quantidade de fortes terremotos.

Mas esse efeito não seria imediato. Demoraria cerca de cinco anos para ser sentido. Como a rotação da Terra começou a desacelerar em 2012/2013, o próximo aumento no número de terremotos poderia ocorrer em 2018, aponta a pesquisa.

“Nós estamos sugerindo que o aumento no número de terremos deve começar logo”, afirmou para a BBC Brasil a pesquisadora Rebecca Bendick, da Universidade de Montana, responsável pelo estudo em conjunto com Roger Bilham, da Universidade do Colorado.

Eles apresentaram os resultados no encontro anual da “Geological Society of America”, nos Estados Unidos, no final de outubro.

“Nós não podemos prever a desaceleração ou aceleração na rotação da Terra, mas podemos detectá-la através de observações astronômicas e relógios atômicos. E, se nossa hipótese estiver correta, isso pode ser capaz de nos alertar sobre o aumento no número de terremotos cinco anos antes”, continua Bendick.

Bendick cita uma palavra importante: hipótese. Ainda não há prova científica de os dois fenômenos estejam relacionados.

Como a pesquisa foi feita

Primeiro, os cientistas verificaram os registros históricos de grandes terremotos, desde 1900. Ali, identificaram picos de atividade sísmica de grande intensidade a cada 30 anos, aproximadamente – em 1910, 1943, 1970 e 1998. O próximo ciclo seria justamente em torno de 2018.

Enquanto em um ano comum poderiam ocorrer cerca de 15 grandes terremotos em todo o mundo, nos anos de pico esse número poderia subir para 20.

Em seguida, os pesquisadores começaram a procurar outros fenômenos da Terra que tivessem uma periodicidade semelhante. Foi aí que testaram a desaceleração no movimento de rotação. “Quando nós comparamos as duas séries temporais, elas eram muito correlacionadas”, afirma Bendick.

É como se, durante esse pico, os terremotos funcionassem como “células nervosas ou baterias, que requerem alguma carga antes que possam descarregar”, compara a pesquisadora. E a rotação mais lenta da Terra poderia gerar essa “carga”. Os pesquisadores ainda não tem uma hipótese sobre por que isso ocorreria.

O que poderia ser feito para mitigar os danos?

Os pesquisadores esperam que essa prevista janela de cinco anos de antecipação ajude as pessoas a minimizarem o impacto dos terremotos.

“O efeito é mais pronunciado em áreas onde já há muitos terremotos. Então, faz sentido que as pessoas fiquem preparadas, especialmente antes desses intervalos em que o risco de tremores mais danosos aumenta”, continua Bendick.

Entre as medidas individuais que podem ser tomadas, ela cita ter um kit de emergência e fazer um plano de evacuação entre a família e os amigos.

“Esse tipo de alerta antecipado nos dá uma chance de nos prepararmos, em vez de apenas nos preocuparmos.”

O estudo faz uma ressalva: não seria possível saber onde os terremotos “extras” ocorreriam. O fato é que a maior parte dos tremores mais fortes acontece perto da linha do equador, cita a pesquisa. Uma explicação para isso é que essa área sofre os maiores impactos da mudança de velocidade de rotação da Terra, porque sua forma se altera mais.

“Um exemplo impressionante é que, desde 1900, mais de 80% dos tremores mais fortes nas bordas leste da placa tectônica do Caribe ocorreram nos cinco anos seguintes à máxima desaceleração da Terra”, diz o estudo apresentado no encontro de Geologia.

Nada disso, contudo, diz respeito ao Brasil. “O Brasil não é muito ativo sismicamente. É uma boa notícia”, brinca Bendick.

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De radiação em satélites a tempestades solares, como uma mudança nos polos magnéticos da Terra pode nos afetar

De radiação em satélites a tempestades solares, como uma mudança nos polos magnéticos da Terra pode nos afetar

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Nosso campo magnético cria uma bolha protetora dentro da qual todos nós podemos viver’, explica cientista.O planeta Terra é uma esfera rochosa que contém, em seu interior, ferro líquido incandescente, em constante movimento e carregado eletricamente.Essas correntes elétricas geram um campo magnético que envolve o planeta e protege a Terra contra a radiação espacial – mais especificamente, do Sol.

Para se ter uma ideia da importância desse escudo protetor, basta observar o que acontece em outros planetas.

“Marte, por exemplo, tem um campo magnético muito fraco, por isso não tem muita atmosfera. Os ventos solares levaram embora toda a atmosfera do planeta. Essa é uma diferença crucial entre a Terra e Marte. Nosso campo magnético cria uma bolha protetora dentro da qual todos nós podemos viver”, explica à BBC Brasil o geofísico Phil Livermore, professor e pesquisador da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra.

A “bolha protetora”, no entanto, está sujeita a instabilidades e muda constantemente. Ao longo de sua história, o planeta Terra vivenciou centenas de episódios conhecidos como “reversões magnéticas”, nos quais a bolha perde força e os polos magnéticos norte e sul trocam de lugar.

“Quando o centro da Terra está estável, sem grandes mudanças, a polaridade norte e sul se mantém. Mas, de repente, acontece alguma coisa, uma ‘tempestade’ no centro da Terra, que afeta esse equilíbrio”, diz Livermore.

Segundo ele, as tempestades são como redemoinhos de líquido – tal qual as tempestades que ocorrem na atmosfera – associados a mudanças no campo magnético local.

“Basicamente, elas afetam o equilíbrio, assim como tempestades na atmosfera.”

“Isso faz com que uma área de polaridade reversa cresça. Se essa área cresce o suficiente, (a polaridade de) todo o centro será revertida”, afirma o especialista.

Também podem ocorrer reversões temporárias e incompletas, nas quais os polos magnéticos se distanciam dos polos geográficos. Às vezes, chegam a cruzar o Equador – e depois voltam para suas posições originais, conta Livermore.

Quando será?

Para os especialistas, a questão é saber quando acontecerá a próxima reversão e como isso afetará a população.

Livermore e seus colegas calculam que uma nova reversão magnética é iminente. E baseiam suas suposições em algumas pistas.

Estudos indicam que o campo magnético da Terra vem encolhendo 5% a cada século. Durante uma reversão magnética, o campo protetor da Terra fica bastante reduzido, podendo chegar a apenas 10% de sua força.

Além disso, vestígios deixados por reversões magnéticas em rochas muito antigas mostram que as reversões acontecem algumas vezes a cada 1 milhão de anos.

A última reversão completa, a Brunhes-Matuyama, ocorreu há 780 mil anos. Uma reversão temporária, o evento Laschamp, aconteceu há 41 mil anos.

Com base nesses fatores, os cientistas concluíram que “está na hora” de acontecer mais uma reversão.

Mas não há motivo para pânico.

“O que sabemos é que a reversão não vai acontecer amanhã”, diz Livermore.

“Só temos os vestígios deixados nas rochas como pista, mas, com base neles, calculamos que levou mil anos para (ocorrer a) a última reversão completa. Então, mesmo se ela começasse hoje, ainda levaria um bom tempo.”

Sobrevivência humana

A boa notícia, segundo o especialista, é que a vida na Terra sobreviveu a centenas de reversões magnéticas ao longo da história do planeta.

“Humanos sobreviveram ao evento Laschamp (que não foi uma reversão completa) há 41 mil anos. Ele durou mil anos e a mudança na polaridade durou cerca de 250 anos”, afirma.

Sem eletricidade e sem GPS

Em artigo publicado no site The Conversation, Livermore diz, no entanto, que não é possível saber ao certo o real impacto de uma reversão completa sobre a espécie humana, já que o homem moderno não existia durante a última reversão magnética completa, há quase 800 mil anos.

Mas os cientistas fazem algumas previsões.

As alterações no campo magnético da Terra durante uma reversão enfraquecerão seu efeito de escudo, levando a um aumento nos níveis de radiação na superfície da Terra.

Se isso acontecesse hoje, a radiação poderia afetar a frota de satélites de comunicações, aviões e a rede elétrica.

Sem satélites, sistemas bancários, meteorologia, comunicações, operações militares, tecnologias à base de GPS, tudo isso deixaria de funcionar.

Com a rede elétrica comprometida, sistemas de aquecimento, aparelhos de ar-condicionado, transportes, hospitais e indústrias também seriam afetados.

Animais que, supostamente, usam o campo magnético da Terra para orientação – como baleias e algumas espécies de pássaros – também seriam atingidos, sugerem alguns especialistas.

Radiação decorrente de mudanças no campo magnético poderia afetar a frota de satélites de comunicações, aviões e a rede elétrica”Outros levantam também a hipótese de que reversões magnéticas possam estar relacionadas a extinções em massa e, portanto, plausivelmente, ao aquecimento global”, acrescenta Livermore.

“No entanto, não existe consenso em relação a isso.”

Além disso, sem o escudo protetor, ficaríamos muito mais vulneráveis às chamadas tempestades solares, que bombardeiam a Terra com energia vinda do Sol.

Em 2003, uma tempestade solar batizada de Halloween Storm provocou apagões na Suécia e obrigou companhias aéreas a alterarem rotas de aeronaves para evitar os riscos causados pela radiação e problemas de comunicação. Satélites e sistemas de comunicação também foram afetados.

Previsão do tempo no centro da Terra

Os riscos associados às tempestades solares preocupam os cientistas, em particular, aqueles que estudam o sol e tentam descobrir formas de “prever o tempo” solar.

Enquanto isso, geofísicos como Phil Livermore se dedicam a tentar entender o que acontece – e fazer a previsão do tempo – no interior do planeta Terra.

No total, 3 mil quilômetros de rocha nos separam do centro da Terra. No entanto, são as leis da física que regem o movimento do ferro líquido no centro do planeta.

Segundo Livermore, com base nessas leis, deveríamos ser capazes de monitorar esse movimento e prever o tempo lá embaixo – da mesma forma que fazemos a previsão do tempo real ao observarmos a atmosfera e o oceano.

Com base nessas observações, deveríamos então, a princípio, ser capazes de associar reversões no campo magnético do planeta a um tipo particular de tempestade no centro da Terra.

O pesquisador e sua equipe ainda estão longe de alcançar a meta, mas acreditam ter identificado uma “corrente marítima” no interior do planeta.

“Sabemos que o ferro líquido se move e que o movimento provoca mudanças no campo magnético. Ultimamente, tem havido muitas alterações no campo magnético perto do Polo Norte.”

“Acreditamos que possam estar vinculadas a uma corrente”, completa.

Essas correntes seriam como riachos de ferro líquido correndo dentro da massa de ferro incandescente.

“Sabemos que o centro da Terra está em constante movimento, mas nunca havíamos visto mudanças tão rápidas no campo magnético.”

Mas como os especialistas concluíram isso? Para responder, Livermore recorre a uma metáfora:

“Imagine que há folhas flutuando na superfície de um rio. Quando as folhas se movem, sabemos que o que está se movendo, na verdade, é a água.”

O rio, explicou o especialista, é o centro da Terra. E as folhas são partes do campo magnético.

“Não podemos ver o centro da Terra, mas se observamos algo que se move na superfície, podemos ver como o centro está se movendo.”

“A ideia de um dia sermos capazes de prever o tempo no centro da Terra já não parece tão inatingível”, conclui.

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Por que as árvores crescem mais rápido nas cidades do que no campo?

Por que as árvores crescem mais rápido nas cidades do que no campo?

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As cidades não parecem, à primeira vista, o ambiente mais propício para o desenvolvimento de vegetação.

Mas, de acordo com um estudo recente da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, as árvores crescem curiosamente mais rápido em áreas urbanas e metropolitanas do que em bosques ou zonas rurais.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao comparar informações de 1,4 mil árvores em dez cidades do mundo – como Paris, Santiago, Berlim e Cidade do Cabo – com exemplares da mesma espécie em áreas de natureza selvagem.

Segundo eles, o crescimento acelerado da vegetação em áreas urbanas se deve aos efeitos das “ilhas de calor” – fenômeno climático em que a temperatura aumenta em cidades com alto grau de urbanização, devido à concentração de edifícios, ruas asfaltadas, sistemas de aquecimento e intensa circulação de veículos, entre outros fatores.

Essa diferença de temperatura pode variar de 3°C até 10°C.

“Podemos afirmar que as árvores urbanas são maiores que os mesmos exemplares de sua espécie da mesma idade que crescem em áreas rurais porque crescem mais rápido ali”, explica o pesquisador Hans Pretzsch, coautor do estudo.

O estudo

Os pesquisadores selecionaram árvores mais maduras de espécies predominantes em cada cidade e em seus arredores, escolhidas por representarem diferentes tipos de clima.

Em Santiago, única cidade da América Latina analisada, a espécie escolhida foi a Robinia pseudoacacia, conhecida como falsa acácia.

É possível encontrar essa árvore por toda capital chilena.

Originária do sudeste dos Estados Unidos, onde o clima é temperado e úmido, essa espécie também pode crescer facilmente em condições mais secas.

De acordo com o estudo, a diferença de tamanho se mostrou mais evidente em árvores de 50 anos (crescimento de cerca de 25%) e menos acentuada (cerca de 20%) em árvores de 100 anos.

Efeitos das ‘ilhas de calor’

Segundo os cientistas, a “ilha de calor” acelera o crescimento das árvores de duas maneiras.

Por um lado, o aumento da temperatura estimula a fotossíntese. Por outro, prolonga o período de vegetação, estendendo a época do ano em que as árvores podem crescer.

O crescimento acelerado vem acompanhado, no entanto, de um ponto negativo: as árvores também envelhecem mais rapidamente.

Isso significa que, quando as árvores são plantadas na cidade para melhorar o ar e a qualidade de vida, elas vivem menos tempo e, por isso, precisam ser substituídas com maior frequência.

Independentemente das diferenças entre a cidade e o campo, o estudo mostrou que as árvores têm acelerado seu crescimento em ambas as regiões desde a década de 1960 por causa das mudanças climáticas.

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Investimento em energia solar gera economia financeira e ajuda o meio ambiente

Investimento em energia solar gera economia financeira e ajuda o meio ambiente

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Investir em energia solar além de preservar o meio ambiente também traz economia, já que a instalação dos painéis fotovoltaicos pode levar à autossufiência energética de casas e empresas. Segundo o engenheiro Walgner Augusto, cada quilowatt gerado pelo sol evita a disseminação de 36 quilos de gás carbônico na atmosfera, um dos responsáveis pelo efeito estufa

Em Campo Grande, a sede do grupo InfoShop, dono dos classificados online ShopCar, InfoImóveis e também do BRHospedagem, já conta com esse sistema. As placas foram instaladas na cobertura da empresa, no bairro Monte Líbano.

“Poder contribuir com nosso planeta e ainda conseguir diminuir custos através dessa benfeitoria nos dá satisfação e otimismo para o nosso futuro”, afirmou Daniel Bianchin, diretor-executivo da companhia.

Como funciona?

As placas solares são conectadas umas as outras e a corrente contínua vai passando por elas até chegar ao inversor solar, que a converte em energia que pode ser usada pela casa ou empresa onde está instalada.

Essa energia, depois de transformada, vai para um equipamento chamado quadro de luz e é distribuída para todo o prédio, podendo ser usada pelas máquinas e utensílios normalmente ligados na tomada. Assim, o consumo da rede distribuidora é reduzido.

O excesso de energia é enviado para a concessionária e gera créditos que são automaticamente usados por exemplo durante a noite.

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Poluição causa 12,6 milhões de mortes por ano, alerta agência ambiental da ONU

Poluição causa 12,6 milhões de mortes por ano, alerta agência ambiental da ONU

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A poluição da natureza é responsável anualmente por quase um quarto – ou 12,6 milhões – de todas as mortes de seres humanos. É o que revela um novo relatório da agência ambiental das Nações Unidas, a ONU Meio Ambiente. Publicado nesta quinta-feira (16), o documento é a publicação mais ampla já produzida pelo organismo sobre o tema. Relatório traça panorama do problema e elenca 50 políticas para combater a degradação dos ecossistemas.

“Nenhum de nós agora está a salvo. Logo, todos nós temos de agir”, alertou o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, por ocasião do lançamento da pesquisa. A análise conclui categoricamente que ninguém no planeta está imune à poluição provocada pelo homem.

Atualmente, a poluição do ar mata 6,5 milhões de pessoas por ano e, em 80% dos centros urbanos, a qualidade do ar não atinge os parâmetros de saúde estipulados pela ONU. Mesmo que um indivíduo não viva em uma dessas cidades, são grandes as chances de que ele faça parte do grupo de 3,5 bilhões de pessoas que dependem de mares poluídos para se alimentar ou da parcela da população mundial que não tem acesso a banheiros adequados – 2 bilhões de pessoas.

Os 50 maiores lixões do planeta trazem riscos à vida para outros 64 milhões de indivíduos. Por ano, 600 mil crianças sofrem danos cerebrais devido à presença de chumbo em tintas.

O relatório chama atenção para os riscos enfrentados pelos mais vulneráveis. Meninos e meninas podem ter seu desenvolvimento físico e mental atrofiado por conta da exposição à poluição durante os primeiros mil dias de vida. Já os segmentos mais pobres dependem de ecossistemas saudáveis, cujo equilíbrio é afetado pela poluição, ou de empregos nas ocupações mais insalubres do mundo.

O impacto ambiental da poluição também é devastador. Hoje, os oceanos possuem 500 “zonas mortas”, cuja concentração de oxigênio é tão pequena que torna inviável a presença de vida marinha. Mais de 80% do esgoto mundial é despejado no meio ambiente sem tratamento, poluindo os solos usados na agropecuária e os lagos e rios que são fonte de água para 300 milhões de pessoas. Depósitos de substâncias químicas ameaçam poluir ainda mais a natureza e colocar a vida de mais pessoas em risco.

Soluções: consumo e produção sustentáveis

Embora algumas formas de poluição tenham diminuído em anos recentes, a ONU Meio Ambiente alerta que as conquistas são frágeis, sobretudo porque o consumo e a produção não sustentáveis podem levar a retrocessos. Para enfrentar esse cenário, a agência das Nações Unidas definiu 50 políticas para mitigar a destruição da natureza. Medidas giram em torno de cinco eixos principais:

  • Liderança política e parcerias em todos os níveis, mobilizando os setores industrial e financeiro;
  • Ações contra os piores poluentes e uma aplicação mais eficaz das leis ambientais;
  • Abordagens renovadas para gerenciar as economias, através da eficiência no uso de recursos, mudanças nos estilos de vida e uma gestão de resíduos aprimorada;
  • Investimentos novos, massivos e redirecionados para tecnologia limpa e de baixo carbono, para soluções baseadas nos ecossistemas, bem como para pesquisa, monitoramento e infraestrutura para controlar a poluição;
  • E conscientização para informar e inspirar as pessoas em todo o mundo.

“O desenvolvimento sustentável é agora a única forma de desenvolvimento que faz algum sentido”, defendeu Solheim. De acordo com a ONU Meio Ambiente, se a comunidade internacional ignorar o problema da poluição, os países não conseguirão cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, os ODS.

Ligia Noronha, uma das coordenadoras do relatório, enfatizou que a produção e o consumo sustentáveis são cruciais para reduzir a poluição. “A única resposta à pergunta de como podemos todos sobreviver neste único planeta com nossa saúde e dignidade intactas é mudar radicalmente o modo como produzimos, consumimos e vivemos nossas vidas”, afirmou.

Outra recomendação da ONU Meio Ambiente é o fortalecimento da governança ambiental, com a consolidação de marcos internacionais e acordos multilaterais que englobem tanto compromissos formais, quanto engajamentos voluntários de cada ator envolvido.

A degradação do meio ambiente estará na pauta das atividades da terceira Assembleia Ambiental das Nações Unidas, que acontece do dia 4 a 6 de dezembro em Nairóbi, no Quênia. O encontro, promovido pela ONU Meio Ambiente, é a instância decisória mais elevada para deliberações sobre questões ambientais. O evento reunirá lideranças de países, do setor privado, da sociedade civil e da academia.

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Além de rotação e translação: 3 movimentos que a Terra faz e que poucos conhecem

Além de rotação e translação: 3 movimentos que a Terra faz e que poucos conhecem

Via: Ambiente Brasil

Você certamente aprendeu na escola que a Terra faz uma órbita elíptica em torno do Sol.

Esse movimento, conhecido como translação, leva 365 dias (mais 5 horas, 45 minutos e 46 segundos) para ser completo.

Outro movimento que lhe ensinaram foi o de rotação: a Terra gira em torno de seu próprio eixo.

Essa volta em torno de si mesma demora aproximadamente um dia (23 horas, 56 minutos e 4,1 segundos, para ser exato).

Mas esses não são os únicos movimentos que nosso planeta faz. Conheça outros três tão importantes quanto:

Movimento de precessão dos equinócios

É o movimento da Terra em volta do eixo de sua órbita devido à inclinação de seu eixo.

Mais especificamente, é o movimento que o Polo Norte terrestre faz em relação ao ponto central da elipse da Terra no movimento de translação, similar ao giro de um pião desequilibrado.

Essa oscilação foi descrita pela primeira vez pelo astrônomo, geógrafo e matemático grego Hiparco De Nicea, que viveu entre os anos 190 a.C. e 120 a.C.. Foi o terceiro movimento terrestre descoberto.

Esse “rebolado” no eixo de rotação da Terra leva cerca de 25.780 anos para completar um ciclo. Essa duração só não é mais precisa porque é influenciada pelo movimento das placas tectônicas.

A precessão dos equinócios ocorre, principalmente, devido à força gravitacional que o Sol exerce sobre a Terra.

Movimento de nutação

Esse movimento acontece por causa de uma espécie de vibração do eixo polar terrestre.

Isso faz com que, durante o movimento de precessão dos equinócios, os círculos feitos pela Terra sejam imperfeitos e irregulares.

Além desses cinco movimentos principais, há outras oscilações secundárias (Foto: Getty Images via BBC)

Ou seja, o eixo da Terra se inclina um pouco mais ou um pouco menos em relação à circunferência que faz durante a precessão.

O movimento é cíclico e cada um deles dura um pouco mais de 18 anos e meio. Durante esse tempo, a variação é de no máximo 700 metros em relação à posição inicial.

A nutação foi descoberta pelo astrônomo britânico James Bradley em 1728.

A causa desse vaivém só foi compreendida muitos anos depois, quando os cálculos de vários cientistas os levaram à conclusão de que era um produto direto da atração gravitacional da Lua.

Oscilação de Chandler

Essa outra irregularidade na oscilação do eixo terrestre foi descoberta em 1891 pelo astrônomo americano Seth Chandler e ainda hoje continua sendo um enigma: por mais teorias que existam a respeito, ninguém conseguiu determinar sua causa.

A chamada oscilação de Chandler é um movimento oscilatório do eixo de rotação da Terra.

Esse movimento faz com que a Terra se desloque até um máximo de 9 metros da posição esperada em um determinado momento.

Sua duração é de cerca de 433 dias, ou seja, esse é o tempo que demora para completar uma oscilação.

Algumas teorias sugerem que ela pode ser provocada por mudanças na temperatura e salinidade dos oceanos, assim como por mudanças nos movimentos dos oceanos causadas pelo vento. Outros afirmam que seja por mudanças no clima.

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Brasil apresenta política ambiental na Conferência do Clima, na Alemanha

Brasil apresenta política ambiental na Conferência do Clima, na Alemanha

Via: Ambiente Brasil

Até o fim desta semana, a Conferência do Clima, a COP 23, em Bonn, na Alemanha, reúne representantes de 190 países. Durante o evento, o Ministério do Meio Ambiente tem apresentado a política ambiental do País.

Entre os destaques estão a divulgação dos esforços federais para a preservação a floresta amazônica, que resultou na queda de 28% no desmatamento da região neste ano, na comparação com o ano passado. Com isso, o percentual de desmatamento da Amazônia Legal foi de 2,4%, o menor desde 2012.

Além disso, houve a recomposição orçamentária de órgãos de fiscalização. Essas ações visam ainda ao desenvolvimento sustentável da região.

No âmbito do Acordo de Paris, para contenção do aquecimento global, assinado pelo Brasil, as emissões de gases estufa devem ser reduzidas em 37% até 2025. Para 2030, a meta brasileira é que a diminuição chegue a 43%. A ideia do Acordo é limitar o aumento da temperatura média global em até 2 ºC.

No estande do Governo do Brasil na COP 23, o Espaço Brasil, também foram apresentadas as iniciativas de conservação ambiental em todos os biomas; entre eles o Plantadores de Rios, que une, por meio de um aplicativo, pessoas que apoiam a recuperação de rios e os donos de propriedades rurais, para recuperar a vegetação local.

Ao todo, 9% do território nacional são formados por áreas protegidas pelo Governo do Brasil, o que corresponde a 79,2 milhões de hectares. Além disso, nos últimos dez anos, o número de Unidades de Conservação cresceu 51%.

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Especialistas buscam soluções para lixo nos oceanos

Especialistas buscam soluções para lixo nos oceanos

Via: Ambiente Brasil

Aproximadamente 200 pessoas compareceram ao I Seminário Nacional sobre Combate ao Lixo no Mar, realizado nesta semana, entre os dias 6 e 8 de novembro, no Rio de Janeiro. O evento foi organizado pelo Ministério do Meio Ambiente, ONU Meio Ambiente, USP e parceiros. A transmissão ao vivo do seminário por redes sociais foi acompanhada durante os três dias por cerca de 13 mil pessoas conectadas à plataforma do evento. Foram mais de 53 mil acessos.

Representantes do governo, da academia, setor privado e sociedade civil discutiram alternativas para reduzir o lixo nos oceanos, apresentando dados sobre o impacto socioeconômico e ambiental do descarte inadequado, assim como ações de combate à poluição do oceano e da costa brasileira. “Este seminário foi como uma janela de oportunidades, reforçando o papel do governo federal na estratégia contra o lixo no mar”, observou o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Jair Tannús Júnior.

Os estudos apresentados e as experiências relacionadas ao lixo no mar, seus impactos, possíveis soluções e desafios de pesquisa, educação e mobilização foram alguns dos temas tratados durante o evento.  Ao longo de cinco painéis, pesquisadores apresentaram os resultados de ações, soluções e boas práticas de combate à poluição na zona marinha, entre eles desafios de pesquisa, desafios da mobilização para o combate e avaliação.

RESULTADOS

O seminário foi o primeiro passo do processo de elaboração do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, a ser desenvolvido pelo governo federal conjuntamente com os parceiros e setores presentes no evento. Compromisso assumido durante a Conferência dos Oceanos, realizada em Nova Iorque em junho deste ano, a estratégia nacional reconhece a urgência do tema e a necessidade do esforço organizado de todos os setores da sociedade.

O coordenador-geral de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Régis Lima, explicou que os resultados serão apresentados pela delegação brasileira na 3ª sessão da Assembleia Ambiental da ONU, conhecida como UNEA-3, que será realizada de 4 a 6 de dezembro em Nairóbi, no Quênia. As sugestões recebidas durante o seminário, por meio de um questionário preenchido pelos participantes, serão agora analisadas para contribuírem para a adoção da estratégia de elaboração de um o Plano de Ação Nacional de Combate ao Lixo no Mar, que deve ser finalizado em 2018.

“A ideia é que este tema, já institucionalizado no Ministério do Meio Ambiente na SRHQ, seja desenvolvido de uma forma participativa, amadurecido em vários setores e com várias visões, e que seja reconhecido e assimilado pela sociedade”, disse Régis de Lima. “Estamos buscando agregar todas as iniciativas relacionadas a pesquisa, a campanhas de conscientização, a novas mecanismos de educação e de inovação, além da importante e devida participação do setor produtivo de embalagens, com uma visão do mar para o continente”, afirmou.

O secretário Jair Tannús Júnior chamou a atenção para o tamanho do desafio, dada a dimensão da costa brasileira. “O desafio se torna gigantesco e envolve muitos setores, sejam produtivos, sejam do conhecimento científico, sejam da educação ou sejam da inovação”, reforçou o secretário. No Brasil, há 17 estados e 397 municípios costeiros.

CAMPANHA

Na abertura do seminário, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, lembrou do compromisso voluntário assumido pelo país em junho, em Nova York, ao aderir à campanha Mares Limpos , da ONU Meio Ambiente, com o objetivo de convencer pessoas e empresas a reduzir o consumo de plásticos e evitar seu descarte inadequado.

Nos últimos 20 anos, a proliferação de resíduos descartáveis e microesferas de plástico tornou o problema do lixo marinho ainda mais sério. A menos que os países ajam agora, os mares serão atingidos por uma maré de plásticos provocada pelo consumo humano, segundo a agência das Nações Unidas. A campanha terá a duração de cinco anos.

APOIO DO SURF

O jornalista João Malavolta, do Instituto Ecosurf, explicou na sua apresentação sobre “Convergência da Ouvidoria do Mar com Redes Temáticas nas Perspectivas do ODS 14” que proteger os oceanos é da nossa natureza e não o inverso. “Uma relação em comunhão com o mar e os oceanos é fundamental para não poluir mais. O surf como segmentos social, tem um papel de sentinela no conflito da zona costeira e zona marinha e nós poderemos avançar ao longo do tempo, tendo novos olhares sobre isto tudo para aprender a ter uma nova relação com a zona marinha, combatendo o lixo no mar”.

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Brasil discute acesso a recursos internacionais

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Os avanços nacionais no corte de emissões florestais poderão ser reconhecidos financeiramente. Em Bonn, na Alemanha, a delegação brasileira na 23ª Conferência das Partes (COP 23) analisou nesta quarta-feira (08/11) o acesso do país ao pagamento por resultados de redução de emissões geradas por desmatamento, do Fundo Verde do Clima (GCF). A instituição internacional anunciou, em outubro, programa que destinará US$ 500 milhões para países em desenvolvimento que comprovarem queda no desmatamento.

Cada país pode receber até US$ 150 milhões. As regras de elegibilidade foram debatidas no Espaço Brasil na COP 23, uma área montada pelo governo federal na Conferência para envolver a sociedade na pauta ambiental. O Fundo Verde é um mecanismo financeiro sob a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Nos últimos anos, o Brasil apresentou os níveis de referência exigidos pela Convenção para reconhecimento de resultados de redução de emissões de desmatamento e degradação florestal (REDD+).

A equipe do Ministério do Meio Ambiente (MMA) destacou que a iniciativa concretiza o modelo de financiamento de redução de emissões florestais e que o país apresentará projeto para acessar os recursos. O Fundo começará a receber as propostas em dezembro e os interessados terão até 2022 para enviá-las. O pagamento será baseado em resultados comprovados no período entre 2014 e 2018. “O programa piloto do GCF temCum enorme potencial de alavancar o REDD+”, afirmou Christina Voigt, do governo da Noruega, um dos países doadores do Fundo Verde.

GUARDIÕES

A contribuição dos indígenas para a conservação dos biomas brasileiros também foi discutida na Conferência do Clima. Lideranças de diversas partes do país apresentaram as iniciativas realizadas em suas terras para conter o desmatamento. “Nós aplicamos REDD+ com nossas ações”, enfatizou Francisca Arara, representante do povo Arara, do Acre. “Os índios são os verdadeiros guardiões da floresta”, acrescentou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo.

Tecnologias de baixo carbono para setores econômicos, sistemas de monitoramento e cooperação com países em desenvolvimento também integraram a pauta de eventos no Espaço Brasil. Nesta quinta-feira (09/11), serão discutidos temas como agricultura de baixo carbono, adaptação à mudança do clima e medidas de proteção e conservação do Cerrado.

SAIBA MAIS

Representantes de mais de 190 países estão em Bonn, na Alemanha, até o fim da próxima semana para a 23ª Conferência das Partes (COP 23) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. O objetivo da reunião é avançar nas regras necessárias para a implementação do Acordo de Paris, um pacto mundial concluído em 2015 com o objetivo de manter o aumento da temperatura média do planeta bem abaixo de 2ºC.

Além das negociações diplomáticas oficiais, o país participa do evento com o Espaço Brasil na COP 23. A área foi montada pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e de Relações Exteriores (MRE), pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

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Polícia-apreende-e-devolve-à-natureza-1.400-peixes-no-litoral-de-SP

Polícia apreende e devolve à natureza 1.400 peixes no litoral de SP

Via: Ambiente Brasil

A Polícia Militar Ambiental devolveu à natureza cerca de 1.400 peixes encontrados em armadilhas instaladas em um rio em Cananéia, no litoral de São Paulo, nesta quinta-feira (2).

Segundo a polícia, uma equipe da 5ª Companhia Marítima realizava uma operação no Rio Jacariu, quando identificou 35 armadilhas para a captura do peixe da família Tetraodontidae, conhecido popularmente como baiacu.

Ainda de acordo com a Polícia Ambiental, a prática é proibida no local, pois está dentro do Parque Estadual Ilha do Cardoso, uma Unidade de Conservação.

Os agentes retiraram as armadilhas e soltaram no próprio local os cerca de 1.400 peixes, que totalizavam aproximadamente 70 kg. Foram feitas diligências nas proximidades, mas os responsáveis não foram identificados.

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