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Vendas de imóveis usados em São Paulo voltam a crescer em fevereiro, aponta Creci-SP

Via: Grupo Pini

Comercializações aumentaram na Capital, Interior e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) informou nesta semana que as vendas de unidades residenciais usadas no estado paulista aumentaram em 13,17% e as locações em 16,01% em fevereiro na comparação ao mês anterior. A pesquisa considerou dados de 1.101 imobiliárias entre 37 municípios de São Paulo.

No primeiro bimestre de 2017, o saldo de comercializações de imóveis deste tipo teve um aumento de 1,98%, resultado influenciado principalmente pela queda de 11,19% em janeiro em relação a dezembro de 2016. A locação de imóveis atingiu alta de 38,46% depois de alta de 22,45% em janeiro sobre dezembro do ano interior.

Houve crescimento nas vendas em três das quatro regiões do estado pesquisadas pelo Creci-SP em fevereiro: Capital (61,9%), Interior (9,44%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (6,93%). O Litoral foi a única que caiu: 1,78%.

Os imóveis mais vendidos pelas imobiliárias pesquisadas foram os de até R$ 300 mil, representando 51,97% dos contratos. Casas e apartamentos com valor de até R$ 4.000,00 o metro quadrado, somam 55,33% das vendas.

Já o comparativo de locação registrou preferência dividida entre casas (50,04%) e apartamentos (49,96%) no mês de fevereiro. O fiador pessoa física continua sendo dominante cerca de 56,82% do total dos novos contratos, seguido por depósito referente a três meses do valor do aluguel (15,82%), seguro fiança (13,3%), caução de imóveis (9,15%), cessão fiduciária (3,36%) e locação sem garantia (1,52%).

A procura foi maior por imóveis com aluguel mensal de até R$ 1.000,00, representando 54,19% do total, e 72,83% dos novos inquilinos estão situados em bairros das áreas centrais. A oferta de descontos médios no valor original do aluguel foi de 12,37% pelos proprietários dos imóveis de bairros centrais e de 11,56% nos de áreas nobres e bairros periféricos.

A inadimplência em fevereiro chegou a registrar 6,23% sobre o total de contratos em imobiliárias, além de devoluções por motivos financeiros (44,21%) e por outros motivos (55,79%), representando 80,94% das locações.

“O desemprego continua sendo um problema gravíssimo, com mais de 13 milhões sem trabalho, mas a permanência e melhora desses indicadores, se confirmadas, afetará positivamente as expectativas e os cenários futuros, gerando a confiança que hoje falta para a retomada dos investimentos”, afirmou presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, além de destacar a valorização dos aluguéis novos e dos preços de imóveis usados que alcançou 4,47% em fevereiro.

A pesquisa foi realizada nas imobiliárias dos municípios de Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilha bela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

Fonte: Grupo Pini | www.construcaomercado.pini.com.br
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Kengo Kuma projeta museu na Turquia inspirado em caixas de madeira

Via: Pini
Arquitetura remete à história e memória do lugar, já que por muito tempo foi conhecido por negociar a matéria-prima

O escritório do arquiteto japonês Kengo Kuma irá desenvolver o projeto do Museu de Arte Moderna Odunpazari em Eskisehir, na região da Anatólia Central, na Turquia. Com 3.582 metros quadrados, a proposta é harmônica em relação à arquitetura da cidade, com predominância de casas de madeira tradicional otomana.

O empreendimento é composto por diversas caixas de madeira empilhadas, remetendo à história e memória do lugar, já que por muito tempo foi usado para negociação do material – o nome Odunpazari significa “madeira de mercado”.

Os blocos no nível do solo proporcionarão um espaço ideal para obras de arte em grande escala e instalações. Já as caixas menores que estão nos pavimentos superiores poderão exposições menores. O hall central conecta cada nível e tem uma claraboia que permite a entrada de luz natural.

Eskisehir é uma cidade universitária, conhecida por uma atmosfera viva e animada, devido a sua população grande de jovens. É a cidade natal do proprietário do Museu de Arte Moderna Odunpazari, que vai expor sua coleção de arte moderna turca.

Fonte: Pini | www.au.pini.com.br
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Paraíba começa a receber águas da transposição do Rio São Francisco

Via: G1

Plano do governo é beneficiar 12 milhões de pessoas em quatro estados.
‘Não quero paternidade dessa obra porque ninguém pode tê-la’, diz Temer.

Depois de mais de cinco anos de seca, o estado da Paraíba começa a receber agora as águas da transposição do Rio São Francisco.

A expectativa para os moradores de Monteiro é grande.

“Agora a gente confia e acredita que tudo vai mudar”, diz uma mulher.

O presidente Michel Temer chegou à cidade no começo da tarde desta sexta-feira (10). A cerimônia foi restrita a convidados. Do lado de fora, cerca de cem pessoas fizeram um protesto contra o governo e a reforma da Previdência. No discurso, o presidente disse que a manifestação fazia parte da democracia e destacou a importância da obra.

“Se nós podemos falar em paternidade dela, nós devemos dizer, como disse o governador, como disseram todos, a paternidade é do povo brasileiro. Vocês não pensem que tem um dinheiro que é o dinheiro público, que está aqui do lado, e tem o dinheiro que vem dos impostos. Não, o dinheiro é um só. O dinheiro púbico vem dos impostos. Então quando nós aplicamos milhões e milhões aqui, são os senhores que pagaram, portanto, uma dívida que o governo tem com o povo brasileiro e com o povo paraibano e que agora está pagando”, disse o presidente.

O trecho inaugurado nesta sexta recebeu críticas do Ministério Público. Um estudo técnico mostrou que ainda falta concluir a obra e por isso o açude pode não aguentar o aumento do volume de água. Mas representantes do governo federal e do estado se comprometeram a reduzir a vazão até a conclusão total da obra.

Depois de chegar em Monteiro, a água segue pelo Rio Paraíba e passa pelos açudes de Poções e Camalaú, ainda na região do Cariri. E a previsão é que em 45 dias as águas do São Francisco abasteçam também o Reservatório de Boqueirão, na região de Campina Grande, beneficiando mais de 800 mil pessoas.

São quase dez anos desde o início das obras, em 2008, no segundo mandato de Lula. A previsão inicial de que toda a transposição já estaria concluída em 2012 ficou na promessa. Cinco anos depois ainda tem obra a ser feita.

O plano do governo é beneficiar 12 milhões de pessoas em quatro estados quando o projeto ficar pronto. A água que sai do São Francisco vai subir até 40 metros de altura depois de passar por estações de bombeamento. Inicialmente a obra iria custar R$ 4,5 bilhões. Hoje o orçamento total já chega a quase R$ 10 bilhões.

A transposição se divide em dois eixos: o Norte, de 260 quilômetros de extensão, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2017. Segundo o governo, 95% das obras estão prontas. O eixo começa em Cabrobó, Pernambuco, segue para o Ceará e depois para a Paraíba, terminando o percurso em Cajazeiras.

No eixo Norte faltam três trechos. Dois deles, segundo o governo, estão em fase final dentro do cronograma. O terceiro trecho, entre Pernambuco e Ceará, estava sob responsabilidade da Mendes Júnior, que saiu do projeto. Agora o governo está em fase de licitação para que uma nova construtora assuma a obra.

E tem o eixo Leste, de 217 quilômetros, que teve uma parte inaugurada nesta sexta pelo presidente Temer. Toda a parte de Pernambuco já está em funcionamento. A barragem de Sertânia se rompeu no último sábado (4), uma semana depois de inaugurada. Segundo o Ministério da Integração, o vazamento foi contido no mesmo dia, e a água do São Francisco pôde seguir para Paraíba. A porta de entrada é o Açude de Poções, em Monteiro. Esse eixo, segundo o governo, está concluído.

Fonte: G1 | www.g1.globo.com
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Fundo Clima destinará R$ 2 mi para recuperação de nascentes

Via: Portal Brasil

Três projetos serão atendidos por meio dos recursos. Ação contribuirá para o abastecimento em regiões metropolitanas

Cerca de R$ 2 milhões em recursos, não reembolsáveis, serão destinados à recuperação de nascentes em bacias, responsáveis pelo abastecimento de água em regiões metropolitanas de cinco estados: Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. A decisão, divulgada na quarta-feira (13), é do Fundo Clima.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), os recursos serão liberados em três parcelas num prazo de 4 anos. Ainda não há definição de data.

A aplicação desse investimento deve contemplar três projetos, que estão em fase de análise. Ambos foram selecionados em edital elaborado por meio de parceria entre o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, o Fundo Nacional do Meio Ambiente, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal e a Agência Nacional de Águas (MMA), Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (Ministério da Justiça) e Fundo Socioambiental (CEF).

O comitê gestor do Fundo Clima garantiu, ainda, para 2017, recursos de R$ 1,5 milhão a serem aplicados em projetos já compromissados no ano passado, relacionados a manejo florestal, práticas adaptativas para desenvolvimento sustentável de semiárido e energia solar.

Para ações na modalidade reembolsável, coordenada pelo BNDES, foi aprovado o orçamento de mais de R$ 23 milhões para financiamento de Projetos para Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima.

Plano

Os projetos foram aprovados pelo Comitê no âmbito do Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) para 2017. O secretário de Mudança do Clima e Florestas, Everton Lucero, que dirigiu a reunião do comitê, destacou a importância do plano.

Segundo ele, “o estabelecimento de prioridades é fundamental para a correta aplicação dos recursos”, ressaltou. O Plano aprovado consolida as diretrizes e as linhas de ação do Fundo Clima para este ano, adequando-as à Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no contexto do Acordo de Paris.

Fonte: Portal Brasil | www.brasil.gov.br
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Materiais e serviços da construção ficam mais baratos no IGP-10 de abril, diz FGV

Via: Em

Rio, 17 – Os serviços e materiais usados na construção civil ficaram mais baratos em abril, dentro do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), divulgado na manhã desta segunda-feira, dia 17, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) registrou recuo de 0,02% no mês, após o avanço de 0,59% em março.

Já o índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve uma queda de 0,04% em abril, ante uma elevação de 0,35% no mês anterior. O índice que representa o custo da Mão de Obra ficou estável (0,00%), depois do aumento de 0,79% em março.

Pressionaram a inflação do setor de construção em abril os gastos maiores com elevador (1,38%), ferragens para esquadrias (1,21%), metais para instalações hidráulicas (0,72%), portas e janelas de madeira (1,90%) e taxas de serviços e licenciamentos (0,76%).

Na direção oposta, ajudaram na contenção do indicador os itens vergalhões e arames de aço ao carbono (-3,32%), cimento Portland comum (-1,19%), tubos e conexões de PVC (-0,89%), aluguel de máquinas e equipamentos (-0,72%) e projetos (-0,36%).

Fonte: Em | www.em.com.br

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Bióloga brasiliense ganha prêmio científico da Unesco em Paris

Via: Só Notícia Boa

Uma bióloga brasileira, moradora de Brasília, acaba de entrar para o hall internacional da ciência.

Fernanda Werneck é uma das 15 cientistas do mundo a integrar este ano a edição da “Rising Talents”, programa criado pela L’Oréal-Unesco para a promoção e incentivo do papel das mulheres na ciência.

A pesquisadora brasileira recebe o prêmio em Paris por seus estudos sobre as mudanças climáticas e os riscos de extinção de diferentes espécies e populações.

A pesquisa dirigida pela bióloga evolutiva – que trabalha com a biodiversidade de anfíbios e répteis – investiga os possíveis efeitos do aquecimento global, os riscos de extinção e o potencial futuro dessas espécies.

No trabalho ela pesquisa como a temperatura afeta as espécies dos dois maiores ecossistemas da América do Sul, que são a Floresta Amazônica e o Cerrado – e a zona de transição entre eles, o chamado ecótono.

“Os animais dessa região dependem muito da temperatura ambiental para regular a temperatura do corpo e são mais suscetíveis às mudanças”, afirma Fernanda, que é mestre em Ecologia pela Universidade de Brasília e doutora em Biologia Integrativa pela Brigham Young University.

“Tentamos entender a diversidade genética dessas populações usando tecnologias de sequenciamento ultramodernas, que tem um alto custo laboratorial”, disse a brasileira em entrevista à RFI Brasil.

Segundo a pesquisadora do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), a ideia é utilizar ferramentas e abordagens ecológicas e evolutivas para entender como a biodiversidade veio a ser tão rica como ela é hoje.

O prêmio

A doutora em biologia comemorou o prêmio recebido.

“Não é todo dia que temos a oportunidade de divulgar nosso trabalho, seus resultados e a importância desse tipo de pesquisa de base que nos permite entender nossas espécies para poder justamente preservá-las.”

Fernanda também falou sobre o aumento do número de mulheres brasileiras na ciência.

“Os resultados foram bem surpreendentes, já que indicam que o Brasil foi um dos países que mais avançou. Atualmente, 50% dos trabalhos científicos são de autoria feminina. Mas muito embora exista um certo avanço nesse sentido, sabemos que progressos podem ser facilmente revertidos”, alerta a pesquisadora.

E deu uma mensagem de incentivo a mulheres que pretendem seguir o mesmo caminho que ela:

“Não desista, continue, por mais que o caminho possa vir a ser turbulento em alguns momentos. Não importa a região, a classe social, ou o gênero. O que nos precisamos é dos melhores cérebros”, concluiu.

Com informações da RFI

Fonte: Só Notícia Boa | www.sonoticiaboa.com.br
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Agrotools e Serasa criam solução de conformidade ambiental para o Agronegócio

Via: Mundo Geo

A união da Agrotools e Serasa significa uma potência ainda maior no monitoramento socioambiental de propriedades rurais tanto para operações de compra de matéria-prima, quanto para direcionamento de recursos (crédito e investimentos).

Essa potência agrega elementos essenciais para democratizar, padronizar e simplificar todo o processo de consultas socioambientais do agronegócio brasileiro e internacional.

E a maior novidade é que a consulta pode ser feita também pelos produtores e proprietários rurais, que agora podem ‘se ver’ como o mundo os vêem.

A fórmula criada está disponível a qualquer um e acessível por meio da plataforma geoweb TERRASAFE.

Trata-se de um poderoso arsenal tecnológico que combina dados de satélites com curadoria de dados públicos oficiais para análise espacial, em tempo real, de qualquer campo de produção sob a ótica sócioambiental.

Além dos principais critérios legais e protocolos internacionais, é possível definir seu próprio conjunto de critérios e regras para a consulta socioambiental.

Os resultados são úteis aos múltiplos atores da cadeia de valor do agronegócio. Desde uma instituição financeira que precisa checar os aspectos socioambientais dos territórios rurais (fazendas) candidatos a receberem seus recursos (crédito rural, investimentos e seguros), assim como as tradings, originadoras e processadoras de matéria prima do campo.

O produto entregue pela Agrotools Serasa significa um casamento perfeito entre os elementos-chave ‘CPF/CNPJ’ e a ‘TERRA’, e uma enorme capacidade de aprofundar em qualquer dos dois elementos o quanto for preciso.

O valor do TERRASAFE para quem interage com o campo está na detecção das inconformidades socioambientais. E para o Produtor Rural, é o contrário, pois no caso de haver alguma inconformidade associada às suas terras, o produto entrega as evidências dos casos para que ele possa contestar eventuais erros dos estudos e ou regularizar suas inconformidades.

É sabido que existem fazendas com inconformidades socioambientais, mas que significam uma pequena parte do todo, e atualmente, estas poucas terras irregulares, afetam também bons produtores e campos de produção.

Fonte: Mundo Geo | www.mundogeo.com
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Cenário do mercado imobiliário é de reação no segundo semestre

Via: O Povo

A forte recessão econômica, com a volta do desemprego e a elevação dos juros, teve um efeito desastroso no crédito imobiliário. Em dois anos, o volume de empréstimos e financiamento concedidos para a construção e compra de imóveis com recursos da poupança registrou uma queda acumulada de 83%. Mas, apesar das estatísticas negativas, a ligeira melhora na confiança do País nos últimos meses trouxe um pouco mais de ânimo para o setor – que espera leve reação a partir do segundo semestre.

Nos dois primeiros meses do ano, no entanto, o resultado não foi animador. Em janeiro e fevereiro, os valores financiados ficaram 7% abaixo dos registrados em igual período do ano passado e o número de unidades, 10%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). “Em geral, o cenário é de otimismo, mas isso ainda não se refletiu, na economia real, em vendas maiores”, afirmou o presidente da entidade, Gilberto Duarte de Abreu.

Essa também é a percepção da agência de classificação de risco Fitch Ratings, em relatório sobre as incorporadoras brasileiras. Para a agência, o setor deverá continuar pressionado pelas condições macroeconômicas instáveis, com o endividamento das famílias, desemprego e taxas de juros altas. “Os desembolsos de crédito imobiliário podem apresentar ligeira evolução em 2017 frente à fraca base de 2016. Iniciativas como a redução das taxas de juros e elevação do teto de financiamento com recursos do FGTS podem apoiar a lenta recuperação”, diz a agência.

Pelo menos uma dessas sugestões deverá ser seguida pelo Banco Central (BC), que vem sinalizando aceleração no corte dos juros. Hoje a Selic está em 12,25% ao ano, mas a expectativa do mercado é a de que o Banco Central intensifique os cortes nos próximos meses para ajudar na retomada da economia. Para a reunião deste mês, por exemplo, já há quem aposte numa queda de 1 ponto porcentual, para 11,25% ao ano.

Outro aspecto positivo, afirma o presidente da Abecip, é que, ao contrário do que ocorreu nos últimos dois anos, hoje os bancos estão mais abertos à concessão de crédito para a compra da casa própria. “As instituições não estão mais tão exigentes como antes. Estão voltando ao nível pré-crise, pois estão olhando para um Brasil lá na frente”, afirma Abreu. O problema é que, desta vez, quem não tem procurado crédito é o consumidor.

Exemplo disso é que no Bradesco a contratação de empréstimos nos três primeiros meses de 2017 ficou abaixo da previsão. O banco esperava conceder R$ 1,4 bilhão para os clientes pessoa física e só conseguiu R$ 1,2 bilhão; para as empresas a situação foi igual. A projeção era financiar R$ 700 milhões e liberou R$ 600 milhões.

“Ficamos decepcionados, mas mantemos a expectativa de emprestar R$ 11 bilhões para o setor neste ano – volume 5% superior ao de 2016 (cuja base é baixa”, afirma o superintendente executivo de crédito imobiliário do Bradesco, Romero Albuquerque.

Para a Fitch, a retomada do crédito, mesmo com a melhora de algumas condicionantes, não é imediata. “Há um intervalo médio de seis meses entre a melhora na disponibilidade de crédito e o reflexo positivo na demanda por imóveis, o que limitará a recuperação de vendas em 2017″, destaca a agência em seu relatório.

O superintendente de Negócios Imobiliários do Santander, Fabrízio Ianelli, corrobora essa tese. Ele destaca que, embora o cenário seja diferente do ocorrido em 2016, as mudanças na demanda não foram significativas nos primeiros meses deste ano. “Apesar de os bancos estarem menos exigentes, isso não se transformou em novas contratações”, afirma o executivo. “Por outro lado, dá mais ânimo para o mercado.”

Ele afirma que o aumento dos distratos ainda é um problema que influencia na concessão de crédito novo. Mas, na avaliação do executivo do Santander, a partir do ano que vem, quando começam as entregas de imóveis vendidos em 2015, esse indicador deve cair. “Isso porque quem comprou imóvel nesse período já estava ciente da situação do País.”

Essa também é a previsão da Fitch Ratings. Neste ano, segundo a agência, os números continuarão sendo pressionados pelas entregas de imóveis vendidos antes da deterioração econômica, que soma algo em torno de R$ 17 bilhões.

O vice-presidente de Imobiliário do Sindicato da Construção (Sinduscon-SP), Odair Senra, diz que o setor está sendo muito afetado pelos distratos, pois fere os princípios do negócio. Mas ele acredita que a partir do segundo semestre as perspectivas tendem a melhorar.

“Trabalhamos com a expectativa de novos lançamentos no segundo semestre e a preparação das empresa para compra de terrenos. Quem tem projetos no Plano Diretor anterior vai lançar ou vai perder, pois os alvarás caducam”, diz ele.

Ianelli, do Santander, diz que o banco está se preparando para esse movimento. “Acreditamos num novo ciclo de crescimento do segmento, mas não teremos aqueles rompantes que vimos no passado recente. Não haverá aquela pujança. Será um crescimento sem exageros.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O povo | www.opovo.com.br
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Governo defende separação entre Previdência e segurança do trabalho

Via: Cipa

A Comissão Especial da Reforma da Previdência se reuniu recentemente para discutir a atividade nociva, que daria direito a uma aposentadoria especial. Para o assessor jurídico da Casa Civil, Gustavo Augusto Freitas de Lima, enviado pelo governo para explicar as mudanças da reforma quanto ao agente nocivo no local de trabalho, o fundamental é separar a parte de regulação e compensação trabalhista de uma compensação na Previdência.

“Fazer isso é passar para a sociedade o custo do trabalhador que é exposto ao trabalho nocivo. Ele tem de ter proteção, revezamento, fiscalização, adicionais pelo trabalho, mas não deixar que ele seja exposto ao trabalho nocivo para depois ter direito à aposentadoria especial”, disse.

Ainda assim, o governo admite que há casos em que isso é inevitável, mas a reforma coloca uma idade mínima de aposentadoria de 55 anos mesmo nesses casos. Segundo Lima, o Brasil já teve uma idade mínima para a aposentadoria especial, entre 1960 e 1968, e ela era de 50 anos.

Como nesse caso as empresas precisam recolher uma alíquota maior de Previdência, e quando isso não é feito é difícil ao trabalhador comprovar que foi exposto a agente nocivo, atualmente 82% das aposentadorias especiais por esse motivo são concedidas após ações judiciais, pelos dados do Ministério da Fazenda.

Fonte: Cipa |www.revistacipa.com.br
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