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Seminário aborda inclusão de novas tecnologias para aumentar segurança na construção civil

Via CIPA

O Ministério do Trabalho está incentivando a adoção de novas tecnologias pelas empresas de construção civil no Rio Grande do Sul para aumentar a segurança dos trabalhadores do setor. O objetivo é valorizar o uso de equipamentos e sistemas de proteção alternativos, além de focar a fiscalização em aspectos como organização do trabalho nos canteiros de obra, gestão de segurança e saúde, uso de novas opções tecnológicas e de dispositivos que minimizam o risco de queda nas construções.

Esses itens foram discutidos nesta semana, em Porto Alegre, durante o 4º Seminário Segurança e as Novas Tecnologias na Construção Civil, que faz parte da série Diálogos com a Auditoria do Trabalho promovida pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul (SRTE/RS). Cerca de 300 auditores do Ministério do Trabalho, engenheiros, técnicos em segurança do trabalho, enfermeiros e pessoal de recursos humanos participaram do encontro com o objetivo divulgar e debater novos conceitos na defesa do trabalhador.

A série discute a incorporação tecnológica, não apenas com foco na produção e qualidade industrial, mas também quanto a possíveis impactos sobre a saúde dos trabalhadores. “A escolha de uma determinada opção, sem levar em conta os potenciais impactos sobre a saúde e o meio ambiente, pode ser trágica”, afirma o coordenador do projeto de Construção Civil da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho da SRTE/RS, Luís Carlos Rossi Bernardes.

Segundo ele, é preciso “apresentar o novo e questionar as práticas bolorentas e inseguras, ainda aplicadas na construção civil brasileira”, para atingir um patamar aceitável de respeito à integridade dos trabalhadores. Nesse sentido, um dos exemplos citados no seminário foi o da substituição das bandejas de proteção por andaimes fachadeiros, modernos e muito mais seguros.

Também foi destaque o problema da utilização de telhas e outros artefatos de fibrocimento com amianto, que pode causar câncer. A meta é ampliar o uso de materiais alternativos, como as fibras sintéticas de EVA, mais seguras diante das evidências de carcinogenicidade do amianto. “Hoje, a população de trabalhadores mais exposta ao carcinógeno é exatamente a da construção civil”, lembra Bernardes.

O superintendente Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, Joaquim Viana Cardinal, destacou que a presença de representantes de diversas áreas, interessados em discutir a segurança do trabalhador da construção civil, demonstra a importância da auditoria do Ministério do Trabalho. “Precisamos aumentar o diálogo com a sociedade sobre estes temas. É necessário disseminar amplamente estes assuntos”, declarou.

Fonte. CIPA | www.revistacipa.com.br
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Acordo entre Brasil e Alemanha destina 10 milhões de euros ao CAR

Via MundoGeo

Investimento alemão no país será usado para apoio aos estados, análise dos dados e regularização ambiental no pós-Cadastro

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) terá um reforço financeiro significativo para a sua finalização e prosseguimento por meio do Programa de Recuperação Ambiental (PRA).

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, assinou na última quinta-feira (15/12) termo aditivo ao contrato do governo brasileiro com o banco de desenvolvimento alemão KfW no valor de 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 35 milhões). A CAIXA é o agente financeiro brasileiro responsável pelo contrato.

“Fortalecer o CAR é uma forma de estimular o desenvolvimento sustentável do Brasil. Vamos ajudar os estados para que o CAR seja um instrumento de combate ao desmatamento e à ilegalidade”, afirmou Sarney Filho. Na ocasião, o ministro lembrou a importância da segurança jurídica que o cadastro oferece aos produtores rurais na hora de procurar crédito junto a instituições financeiras.

Entre o 1% do território brasileiro que ainda não está cadastrado no CAR, está parte dos 75% dos imóveis que correspondem a pequenas propriedades (de até quatro módulos fiscais). Segundo o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, o contrato original assinado com o governo alemão já garantiu 23 milhões de euros de investimentos no meio ambiente do Brasil.

“Os 10 milhões de euros do termo aditivo serão investidos na capacitação dos funcionários dos órgãos estaduais de meio ambiente e na estruturação, acompanhamento e celeridade da análise dos dados a ser feita pelos estados”, explica Deusdará. O chamado pós-CAR, que é o levantamento dos imóveis que possuem passivos ambientais a serem regularizados, será agora prioridade.

Amazônia

Segundo o ministro para Assuntos Econômicos e Temas Globais da Embaixada da Alemanha no Brasil, Rainer Münzel, o apoio ao CAR é uma peça-chave na proteção e uso sustentável das florestas tropicais. “Espero que o CAR contribua para a redução das taxas de desmatamento da Amazônia que recentemente tiveram um novo aumento”, declarou o ministro alemão.

O diretor do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW) no Brasil, Carsten Sandhop, afirma que o CAR é a base para garantir a proteção e o uso sustentável das florestas. “O cadastro é a base para depois gerir essas florestas”, ressalta. Segundo ele, a cooperação alemã com o Brasil destina-se a combater problemas globais. “As mudanças climáticas são uma ameaça para a Alemanha e para outros países. Não podemos gastar melhor nosso dinheiro se não nas florestas tropicais”.

O governo alemão também apoia o Brasil por meio de cooperação técnica com a agência GIZ. Os projetos têm foco na proteção e uso sustentável das florestas tropicais, energias renováveis e na eficiência energética.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social (AScom/MMA)

Fonte. MundoGeo | www.mundogeo.com
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Ministro anula decreto de desapropriação de média propriedade rural para fins de reforma agrária

Via Contato Diário

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou o decreto presidencial que, em 2010, declarou de interesse social, para fins de reforma agrária, uma média propriedade rural localizada no Município de Itaporanga D’Ajuda (SE). A decisão foi tomada no Mandado de Segurança (MS) 29005, em que o proprietário da “Fazenda São Judas Tadeu” argumentou que o decreto de desapropriação ignorou o fato de que o imóvel rural original – “Fazenda São Judas Tadeu e Jerusalém” – foi desmembrado em 2005, tendo sido gerados dois novos imóveis, com matrículas distintas. O autor do pedido também informou que este é seu único imóvel rural.

Em sua decisão, o ministro Gilmar Mendes ressalta que o artigo 185 da Constituição Federal estabelece como insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária a pequena e a média propriedades rurais, assim definidas em lei, desde que seu proprietário não possua outra. Por sua vez, a Lei 8.629/1993, ao regulamentar os dispositivos constitucionais relativos à reforma agrária, trouxe o conceito do que deve ser entendido como pequena e média propriedades rurais. É considerada pequena propriedade o imóvel rural com área compreendida entre um e quatro módulos fiscais. A média é aquela com área superior a quatro e até 15 módulos fiscais.

A classificação definida pela Lei 8.629/1993 leva em conta o módulo fiscal (e não apenas a metragem), que varia de acordo com cada município. E, de acordo com tabela do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o módulo fiscal no Município de Itaporanga D’Ajuda equivale a 10 hectares. Conforme observou o ministro Gilmar Mendes, a partir desses parâmetros, conclui-se que a propriedade rural de 105,9 hectares tem 10,5 módulos fiscais.

Quanto ao requisito de titularidade de um único imóvel rural, o ministro Gilmar Mendes destacou que a jurisprudência do STF é pacífica no sentido de que o ônus dessa prova é da entidade expropriante. Segundo o relator, não há, nas informações prestadas pela Presidência da República, a demonstração de que o impetrante tenha outra propriedade rural. O mandado de segurança foi concedido pelo ministro-relator para anular o decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no que diz respeito exclusivamente ao imóvel rural denominado “Fazenda São Judas Tadeu” – matrícula 3887.

VP/CR

Processos relacionados
MS 29005

Fonte: Contato Diário | www.contatodiario.com.br
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Bill Gates anuncia fundo de US$ 1 bi para produzir energia limpa

Via Só Notícia Boa

O bilionário Bill Gates, co-fundador da Microsoft, está liderando um fundo de risco de US $ 1 bilhão – R$ 2,4 bilhão – que vai investir em tecnologia de energia limpa para combater as mudanças climáticas.

“Nosso objetivo é construir empresas que ajudarão a entregar a próxima geração de energia confiável, acessível e livre de emissões para o mundo”, disse Gates em um comunicado no fim de semana.

Alguns dos líderes empresariais mais ricos do mundo estão unindo forças com Bill Gates no BEV -Breakthrough Energy Ventures.

Entre eles, o fundador e CEO da Amazon, Jeff Bezos, o fundador do Virgin Group, Richard Branson, o co-fundador do LinkedIn, Reid Hoffman, e o presidente executivo da Alibaba, Jack Ma.

O lançamento do BEV segue a criação, em 2015, da Breakthrough Energy Coalition, um grupo de investidores e cientistas focados na “inovação energética de emissões zero”.

O novo fundo é um próximo passo concreto na missão de combater a mudança climática.

O fundo concentrará seus investimentos em projetos relacionados a uma série de questões de energia limpa, como redução de emissões de carbono e geração e armazenamento de energia.

“Além de aliviar as mudanças climáticas, a energia limpa acessível ajudará a combater a pobreza”, escreveu Gates em 2015, quando já planejava a ação.

“Se criarmos o ambiente certo para a inovação, podemos acelerar o ritmo do progresso, desenvolver e implantar novas soluções e, eventualmente, fornecer a todos energia confiável e acessível, sem carbono”.

A BEV começará a investir em startups e empresas em 2017.

Com informações do HuffingtonPost

 Fonte: Só Notícia Boa | www.sonoticiaboa.com.br
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Pesquisa de brasileiro pode reduzir incidência de Alzheimer e Parkinson

Via Ambiente Brasil

A pesquisa de um professor brasileiro pode ser um passo importante na descoberta de medicamentos para prevenção de Alzheimer e Mal de Parkinson. O estudo do professor Leandro Bergantin, da Universidade Federal de São Paulo, pretendia elucidar o mecanismo pelo qual os bloqueadores de cálcio, usados para reduzir a pressão arterial, por vezes tinham o efeito contrário, porém, no decorrer do trabalho, ele percebeu que o medicamento poderia ser voltado para doenças neurodegenerativas e psiquiátricas.

“Um importante estudo clínico publicado em 2016 descreveu que pacientes hipertensos, os quais faziam uso de bloqueadores de canais de cálcio, possuíam uma significante redução da incidência de Mal de Alzheimer. A partir dessa nossa descoberta, a qual elucida o enigma do “paradoxo de cálcio”, pudemos inferir no mecanismo celular pelo qual os bloqueadores de canais de cálcio também poderiam reduzir a incidência de Mal de Alzheimer”, explicou Leandro Bergantin, doutor em ciência e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O livro publicado a partir da pesquisa, intitulado From discovering “calcium paradox” to Ca2+/cAMP interaction: Impact in human health and disease, esteve entre os mais vendidos da Amazon. Ainda sem versão para o português.

Não há uma previsão para a conclusão dos estudos, que estão sendo feito em parceria com pesquisadores estrangeiros, no entanto, o resultado pode ser um grande avanço para o tratamento de doenças cada vez mais presentes com o envelhecimento populacional.

Fonte: Ambiente Brasil | www.noticias.ambientebrasil.com.br
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Ampliação do Parque dos Veadeiros pode proteger 50 espécies

Via Exame.com

O projeto original prevê o aumento dos atuais 65 mil hectares para 222 mil hectares, em área contígua

O simpático pato mergulhão, de penacho na cabeça e bico longo e serrilhado para capturar peixes diretamente dentro d’água, tem apenas 200 exemplares em todo o mundo, 70 deles na região na Chapada dos Veadeiros, de acordo com o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em ecologia Reuber Brandão.

Considerado uma das dez aves aquáticas mais ameaçadas do planeta, o pato-mergulhão está na lista das 32 espécies da fauna e 17 da flora que podem ser extintas caso a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros não seja feita de acordo com a proposta formulada pelo Ministério do Meio Ambiente, contestada pelo governo de Goiás.

O projeto original prevê o aumento dos atuais 65 mil hectares para 222 mil hectares, em área contígua.

No entanto, uma contraproposta apresentada pelo governo de Goiás na última semana autoriza a anexação de apenas 90 mil hectares à unidade de conservação, excluindo da ampliação as terras que dependem de regularização fundiária, formando uma espécie de peneira de áreas protegidas.

Apesar de não ser a maior unidade de conservação do Cerrado, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros tem uma importância estratégica para a proteção da região, segundo a pesquisadora e professora do Departamento de Ecologia da UnB Mercedes Bustamante.

“O parque é extremamente importante para a região e para o bioma por tratar-se de áreas de Cerrado de altitude com endemismos (representantes de flora e fauna restritos a essa região) significativos”, destaca.

A lista de animais ameaçados de extinção identificados na área também inclui a onça-pintada (Panthera onca), o socó boi jararaca (Tigrisoma fasciatum), a águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus), o cachorro do mato vinagre (Speothos venaticus) e duas espécies símbolo do Cerrado: o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

Para a flora, a ampliação do parque vai garantir a conservação de formações vegetais do Cerrado até agora desprotegidas, como a mata seca, predominante na região do Pouso Alto, a mais alta do Planalto Central, hoje fora dos limites oficias do parque.

Além dessa, mais oito formações vegetais do bioma fazem parte do novo desenho da unidade: matas de galeria, cerradão, cerrado sentido restrito, parque cerrado, vereda, campo sujo, campo limpo e campo rupestre.

Segundo especialistas em Cerrado, pelas características do bioma, a demarcação fragmentada das áreas a serem protegidas não garante o grau de preservação que cabe a uma unidade de conservação de proteção integral.

“A fragmentação reduz a sua efetividade da área protegida, com redução do fluxo gênico, impactos sobre a funções importantes dos ecossistemas como ciclos do carbono e da água, e aumenta o impacto que as transformações no entorno das áreas tem sobre o interior protegido”, ressalta Mercedes.

Além disso, o modelo de “peneira”, com áreas não protegidas no interior do parque, inviabiliza a sobrevivência de algumas espécies ameaçadas, como a onça-pintada e o lobo-guará, que precisam de áreas extensas para suas atividades e reprodução.

“Se pensarmos nas populações de antas, onças, lobos-guará e gaviões, estamos falando de animais que precisam de grandes extensões para caçar e sobreviver. A águia-cinzenta, que habita a região, já não tem sido vista pelos pesquisadores com a mesma frequência”, explica Brandão.

Já o pato-mergulhão precisa de águas cristalinas para capturar seu alimento diretamente dos rios. Se os cursos d´água são afetados pela atividade agropecuária, instalação de pequenas centrais hidrelétricas ou até pela mineração – ameaça que ainda ronda a Chapada dos Veadeiros – o bicho não consegue sobreviver e desaparece.

O pato-mergulhão é reconhecido inclusive como espécie bioindicadora, ou seja, a presença dele em uma determinada área revela um bom estado de preservação do ambiente, justamente o que está em risco na região dos Veadeiros neste momento.

“É preciso garantir a preservação dessas espécies para que a gente possa reverter o quadro de ameaça de extinção”, diz a especialista em pato-mergulhão Gislaine Disconzi, coordenadora do Censo Neotropical de Aves Aquáticas no Brasil.

“A proposta [do governo de Goiás] vem com uma colcha de retalhos, é uma fragmentação tão grande do sistema que não ajuda, não melhora as condições atuais. Não tem valor científico, não foram levados em conta os critérios de biodiversidade. O que essa colcha de retalhos vai trazer é o decaimento do ecossistema e isso a gente não quer, a gente quer áreas que possam ser o mais conectadas possível. A proposta que o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade] e o MMA fizeram é a correta, em área contígua, e contempla critérios de biodiversidade, é para isso que se quer a ampliação”, acrescenta a bióloga.

Responsável pela descoberta de 11 espécies de anfíbios, nove delas na Chapada dos Veadeiros, Reuber Brandão destaca o potencial de novos achados científicos na região, atividade que pode ser estimulada com a decretação da nova área do parque.

Sua última descoberta foi em novembro: uma rã ainda não batizada, encontrada na Reserva Natural Serra do Tombador, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) a cerca de 20 quilômetros do parque federal.

Em 2015, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros recebeu 136 projetos de pesquisa, quase dez vezes mais que em 2008. Considerando 2016, o total de pesquisas na unidade nos últimos nove anos chega a 467, procedentes de 38 instituições.

O secretário executivo do Conselho Estadual de Meio Ambiente de Goiás, Rogério Rocha, reconhece que a ampliação fragmentada pode não ser a ideal para a biodiversidade e para a implementação administrativa da nova área do parque, mas diz que a contraproposta priorizou a situação das famílias que vivem na área, algumas há décadas.

Segundo ele, após a regularização fundiária de todas as áreas, o governo de Goiás vai dar o aval para a extensão do parque também nessas terras.

“Tem um motivo essa autorização de fazer esses 90 mil hectares agora, é uma sinalização para o Ministério do Meio Ambiente de que nós somos a favor da ampliação. Goiás nunca foi contra, mas é que tem que ter uma expansão com responsabilidade social. A gente não pode garantir abstratamente ou juridicamente a proteção de uma área e esquecer de 230 famílias, essa é a questão”, argumenta.

Além disso, segundo Rocha, a intenção do governo de Goiás é criar na região do parque a Estação Ecológica Nova Roma, um tipo de unidade de conservação de uso ainda mais restrito que um parque nacional.

“É uma área com nível máximo de proteção. São 7 mil hectares que são só para pesquisa e pesquisa com autorização. Isso está no meio do parque”, pondera.

Água e clima

A conservação dos recursos hídricos, que dão ao Cerrado a fama de “caixa d’água do Brasil”, pela quantidade e importância das nascentes do bioma, também pode ganhar fôlego com os novos limites do Parque dos Veadeiros, beneficiando atividades como o ecoturismo com foco nas belas cachoeiras da região e até a agropecuária, essencial para Goiás.

“A ampliação vai proteger centenas de nascentes que abastecem os rios da região, garantindo água inclusive para o agronegócio, que sustenta a economia do estado. Os rios que nascem na Chapada também alimentam a Bacia Amazônica”, lembra Brandão.

O Rio Preto, por exemplo, cuja nascente hoje está fora da área de proteção no parque, deságua no Rio Tocantins, braço da Bacia Araguaia-Tocantins, uma das mais importantes do Brasil.

Por causa do impacto direto das mudanças da cobertura vegetal no regime de chuvas do Cerrado, o gestor ambiental da Fundação O Boticário, Danilo João Tenfen, diz que o impacto da decisão de não proteger determinadas áreas vai muito além dos efeitos sobre a fauna e a flora.

“Acima de tudo, a espécie mais vulnerável na verdade é a nossa, porque a não proteção de áreas significa devastação e desflorestamento. Converter esses ambientes naturais, florestas e fitofisionomias em plantações, monoculturas extensivas e pastos vai modificar o clima, o ciclo hidrológico e quem é mais afetado? Quem vai viver num planeta possivelmente inabitável?”, questiona.

A pesquisadora e professora da UnB Mercedes Bustamante destaca que, por causa das mudanças climáticas, “as áreas de altitude estão entre as mais vulneráveis e devem ter sua proteção priorizada”, como é o caso de parte da Chapada dos Veadeiros, que chega aos 1,6 mil metros de altitude em alguns pontos ainda não abarcados pelo parque nacional.

*A reportagem viajou a convite do WWF Brasil

Fonte: Exame.com | www.exame.abril.com.br
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Gigantes da construção civil se unem e criam programa inédito de aceleração de startups

Via Notícias do Dia

Gerdau, InterCement, Tigre e Vedacit se aliam à ACE, para melhor qualidade de vida, sustentabilidade e eficiência

A ACE, eleita Melhor Aceleradora de Startups da América Latina por três vezes consecutivas pelo LatAm Founders, une forças com quatro das maiores empresas do setor de construção e lança um programa inédito no país. O W.I.P. (Work in Progress) é o resultado da reunião das gigantes Gerdau, InterCement, Tigre e Vedacit com a aceleradora e nasce com um objetivo ambicioso: encontrar soluções disruptivas que tragam às grandes cidades brasileiras melhor qualidade de vida, sustentabilidade e eficiência nas operações para os próximos anos.

“Existe uma demanda urgente e não atendida por maneiras disruptivas de urbanizar, seja pelo déficit habitacional, seja pela superpopulação em grandes centros. Pelo porte do projeto e de seus apoiadores, o WIP já nasce com a missão de lançar soluções de nível global para estas questões, e estamos muito animados com a possibilidade de gerar um real impacto no PIB através da união de startups e grandes empresas. É um projeto ousado da ACE e de todos os parceiros, não apenas por unir gigantes de um único setor, mas principalmente pelo propósito”, afirma Pedro Waengertner, fundador da ACE.

Segundo dados recentes de uma pesquisa divulgada pela Universidade de Cambridge, Reino Unido,em 2025, dois terços da população do planeta (5,5 bilhões de pessoas) poderão ter dificuldades de acesso à água potável. Em 2100, a capacidade humana de extrair cobre do solo será menor que a demanda por ele. Segundo a ONU, a área global construída será três vezes maior do que é hoje.

Foi a partir de projeções mundiais como estas que surgiu o WIP para iniciar o desenvolvimento da “Urbanização do Amanhã”: “O processo de aceleração de startups integra a estratégia de open innovation da Gerdau. Entendemos que, com esse trabalho em conjunto, conseguiremos discutir soluções que possam atender nossas necessidades e dos nossos clientes. Além disso, com esse contato direto com as startups, temos acesso ao que há de mais inovador no mercado, o que auxilia a alavancar o negócio da empresa”, comenta Gustavo Werneck, Diretor da Operação Aços Brasil da Gerdau.

Um dos pontos mais críticos do cenário atual é o crescimento na demanda por energia, agilidade de construção e custos com infraestrutura. “Nos parece uma iniciativa importante para atuarmos na oferta de soluções que contribuam para um mundo melhor, contando com a participação de parceiros com know-how diferente e complementar àquele que possuímos, e que nos levará a novos negócios, que nos mantenham como referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis”, avalia Sandro Luis Silva, Gerente de Inovação do Grupo Tigre.

Se esses já não são motivos, o WIP quer ajudar a sociedade como um todo que está também em busca de gatilhos para um novo modelo urbano, mais inteligente, sustentável e conectado. “O consumidor busca produtos que facilitam a rotina, para que tenha mais tempo para aproveitar a cidade e a família. A qualidade de vida vem em primeiro lugar. A Vedacit investe em soluções que agregam valor ao dia-a-dia das pessoas, que podem ser utilizados de diversas formas, levando a expertise da empresa para o cotidiano. O programa vem de encontro a essa premissa, ampliando esse conceito e compartilhando conhecimento e tecnologia entre empresas que são referência em seus setores e as startups”, afirma Alexandre Baumgart, diretor da Vedacit.

Para as startups, é uma oportunidade única de trabalhar lado a lado com estas empresas e ter acesso aos mentores/executivos das empresas parceiras, aos mercados de atuação e ao expertise de aceleração da ACE. “A InterCement, por meio da Neogera, o braço de inovação para a aceleração de negócios inovadores, pequenos negócios, acredita que um dos caminhos para transformar a cadeia de construção e atender a demanda futura, é através de soluções desruptivas aceleradas. Nossa parceria vem para concretizar essa crença” completa André Gama, Vice-Presidente de Suporte aos Negócios da InterCement.

Tese de aceleração

Foram determinadas quatro frentes que os empreendedores podem avaliar e se inscrever para o ingresso no programa:

Ambiente Residencial

Preferencialmente soluções focadas em eficiência e monitoramento. No entanto, também são válidas soluções que tragam o aprofundamento de dados sobre o consumidor.

Ambiente Industrial/Comercial

Projetos que otimizem informações sobre o consumo de insumos da Construção Civil, trazendo a inovação para dentro de plantas industriais.

Inovação nos Serviços Externos

Soluções que impactem diretamente o trabalho de Incorporadoras e Construtoras e que gerem disrupção ambiente urbano tradicional, como ligadas à segurança, consumo, administração e que tragam qualidade à mão-de-obra do setor.

Serviço de Valor Agregado

Soluções como produtos de crédito imobiliário, voltados a BI, à redução do déficit habitacional, e que permitam geração de valor adicional para os negócios das empresas parceiras do programa W.I.P., e que sejam próximas ao setor de Construção Civil.

“Esperamos realmente impactar positivamente mais uma vez o ecossistema. Fico feliz de saber que temos ao lado gigantes do mercado de construção pois elas validam todos os dias as necessidades que convergirão em grandes soluções, sejam de logística, treinamento, casas e cidades inteligentes. Isso traz mais segurança a todos de que teremos grandes startups conosco em breve”, completa Waengertner da ACE. As startups interessadas podem se inscrever no site da ACE (goace.vc), onde há mais informações sobre o programa. As inscrições vão até dia 9 de janeiro.

Fonte: Notícias do Dia | www.ndonline.com.br
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Remineralização do solo pode ser alternativa a produtos químicos

Via Cultivar

A remineralização do solo pode ser importante solução para sua recuperação, de acordo com a pesquisadora, doutora em solos e engenheira agrônoma Cláudia Goergen, da Universidade de Brasília (UnB). Cláudia Goergen fez palestra sobre o tema Remineralização do solo: nova fronteira para a ciência, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em evento do Dia Internacional dos Solos, nesta segunda-feira (5).

Segundo Cláudia Goergen, a remineralização favorece a recuperação de solos desgastados, contribuindo para o rejuvenescimento e a produção de nutrientes essenciais ao cultivo de plantas. “Por meio desse procedimento, adicionamos, ao solo minerais com constituição química de alta fertilidade, que não se dissolvem rapidamente”.

A engenheira agrônoma alerta que o procedimento ainda está em fase inicial e que a remineralização é um processo único para cada região, devido às especificidades de solo, mas que já apresenta bons resultados nas áreas onde foi aplicado.

Para o chefe da Divisão de Agricultura Conservacionista do Mapa, Maurício Carvalho de Oliveira, o novo conceito de recuperação e enriquecimento de solos contribuirá, na agricultura, com redução de custos para o produtor e com a qualidade ambiental, uma vez que resíduos de mineradoras também podem ser reutilizados no processo. “É esperado que se utilize menos produtos químicos nas lavouras a partir do uso desse procedimento. Dentro de um futuro breve, ele vai trazer resultados positivos ao bolso do produtor e ao meio ambiente”, ressaltou.

Fonte: Cultivar | www.grupocultivar.com.br
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IBGE apresenta 25 novas cartas imagem da Base Cartográfica do Brasil

Via MundoGeo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza hoje 25 cartas imagem digitais, na escala 1:100.000 (1 cm = 1000 m), abrangendo parte dos estados do Piauí, Tocantins, Pará, Maranhão e Mato Grosso.

Essas representações cartográficas são formadas por mosaicos de imagens de satélite ortorretificadas. Seus arquivos em formato PDF podem ser acessados aqui.

As cartas imagem proporcionam uma visão do território compatível com os requisitos de representação da escala e apresentam a denominação dos elementos geográficos de maior relevância.

Baixe aqui um guia sobre como pesquisar e baixar dados do IBGE

A ortorretificação elimina distorções, com o objetivo de tornar a imagem métrica e isenta de erros. A produção de cartas imagem é realizada em um tempo menor do que as folhas topográficas completas, o que permite disponibilizar essas informações mais rapidamente para a sociedade.

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IBGE apresenta 25 novas cartas imagem da Base Cartográfica do Brasil (Imagem: Divulgação IBGE)

As cartas imagem foram produzidas a partir de imagens do sensor AVNIR-2, com dez metros de resolução espacial, adquiridas, em sua maioria, entre 2009 e 2010. Elas integram o projeto Base Cartográfica na escala 1:100.000 (BC100) e correspondem a um dos produtos previstos para as unidades da federação.

Com esse lançamento, o estado do Tocantins fica integralmente coberto, o que corresponde a um total de 127 cartas imagem, e o Piauí passa a ter 35% de seu território representado.

Fonte: MundoGeo | www.mundogeo.com
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Comissão assegura à mulher chefe de família direito de compra de terras públicas

Via Agência Câmara Notícias

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que assegura à mulher chefe de família o direito de aquisição de terras públicas oriundas de processos de reforma agrária ou regularização fundiária realizada pelos governos federal, estadual e municipal.

A chefe de família, neste caso, é aquela que responde como responsável pelo domicílio.

Foi aprovado, com emenda, o Projeto de Lei 2421/15, do deputado Dr. Jorge Silva (Pros-ES). Relator na comissão, o deputado Diego Garcia (PHS-PR) propôs emenda para excluir do texto a parte que previa que as famílias chefiadas por mulheres teriam preferência na sistemática usada para fins de concessão de terras públicas.

“O artigo 3º do projeto de lei se revela, salvo melhor juízo, desproporcional, ao dispor que, na sistemática de classificação, para fins de concessão de terras, será dada preferência às famílias chefiadas por mulheres”, argumentou ele, ao propor a emenda supressiva.

Propostas semelhantes já tramitaram na Câmara em 2011, na forma do PL 1823, da ex-deputada federal Sandra Rosado, e, em 2004, pela ex-deputada Laura Carneiro (PL 3142/04).

Tramitação

O projeto será analisado conclusivamente pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara Notícias | www2.camara.leg.br
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