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Livro sobre serviços ambientais traz conceitos e cases

Via Embrapa | www.embrapa.br

A Embrapa acaba de publicar o livro “Serviços Ambientais em sistemas agrícolas e florestais do Bioma Mata Atlântica”. São 32 capítulos redigidos por 104 autores que discorrem sobre questões importantes sobre serviços ambientais, tema bastante presente atualmente nas discussões sobre a sustentabilidade do mundo rural, em especial na formulação de políticas públicas.

Dividido em três partes, o livro primeiramente discute aspectos conceituais sobre serviços ambientais. Segundo a pesquisadora Lucilia Maria Parron Vargas, pesquisadora da Embrapa Florestas e uma das organizadoras do livro, “a bibliografia existente se reporta principalmente à discussão da política e da apresentação de experiências de pagamento por serviços ambientais, mas a conceituação e as métricas relacionadas ao tema foram pouco exploradas até hoje na literatura brasileira”.

A premissa do livro é a noção de que produção e bem-estar humano dependem dos serviços ambientais, tais como sequestro de carbono no solo e na biomassa vegetal, ciclagem de nutrientes, fertilidade do solo, conservação de água e solo, conservação de biodiversidade, produção de alimentos e madeira, e como estabelecer indicadores econômicos dos sistemas produtivos em áreas naturais e manejadas. A Avaliação Ecossistêmica do Milênio identificou que 15 dos 24 serviços ecossistêmicos em nível global estão em declínio, o que pode causar um grande impacto negativo para o bem-estar humano no futuro. É senso comum entre os autores do livro que as mudanças no uso e cobertura da terra podem alterar o fluxo desses serviços e, por conseguinte, o bem-estar humano, além de resultar em impactos econômicos geralmente não previstos, como os custos com o controle de enchentes, fornecimento de água potável e controle da erosão do solo. Por isso, entender melhor os serviços ambientais, saber quantificar, mapear e avaliar estes múltiplos serviços é de grande interesse para as políticas com foco conservacionista e de ordenamento territorial. E, um item bastante importante: o processo de valoração dos recursos naturais. Qual o valor monetário dos serviços ambientais? Como recompensar (ou compensar) quem adota sistemas de produção mais sustentáveis e utilizam uma ótica mais conservacionista? O livro, então, discute conceitos, condicionantes e indicadores associados a estas questões. “Nosso planeta vive uma fase de avanços tecnológicos cotidianamente, mas agora precisa haver um equilíbrio, pois as fontes naturais se esgotam. O capital natural está cada vez mais escasso”, pondera Junior Ruiz Garcia, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná e também editor do livro. Para isso, indicadores de avaliação de serviços ambientais devem ser robustos, transparentes, baratos e com grande acurácia. A conceituação de avaliação ecossistêmica e ambiental foi, então, o ponto de partida para os 14 capítulos desta primeira parte.

A segunda parte do livro traz cases e experiências com serviços ambientais no Bioma Mata Atlântica, como por exemplo conservação de rios e florestas, morcegos na recuperação de áreas degradadas, variáveis climáticas em araucárias, importância da fauna na dispersão de sementes, ILPF como estratégia de uso da terra, recuperação de Reserva Legal, políticas de áreas verdes urbanas, metodologia para valoração de SAFs, entre outros. “Partimos de experiências já existentes, embora às vezes isoladas, para mostrar a importância e viabilidade econômica-ecológica e social dos serviços ambientais”, explica Lucília. Sistemas produtivos agrícolas e florestais com foco conservacionista, tais como cultivo mínimo, rotação de culturas, adubação verde e de cobertura, manejo de restos culturais e reaproveitamento de resíduos, podem prestar serviços ambientais de suporte e regulação, como aumento da ciclagem de nutrientes e de infiltração de água no solo e controle da erosão, com consequente prestação de serviços ambientais.

A terceira parte traz subsídios para formulação de políticas públicas em pagamentos por serviços ambientais com a intenção de induzir mudança de paradigmas no manejo de recursos naturais e contribuir para a tomada de decisão de gestores de recursos naturais e formuladores de políticas para o bem-estar da sociedade. Segundo Junior Ruiz Garcia, “a decisão a se adotar sobre o uso, ocupação e manejo da terra é uma combinação entre políticas governamentais e escolhas do proprietário da terra. Informações sobre como e em que magnitude os serviços ambientais de provisão, regulação, suporte ou culturais são produzidos devem servir como base para tornar essas decisões mais consistentes”. Este é um trabalho a ser entendido por toda sociedade, pois impacta diretamente na qualidade de vida desta e de futuras gerações.

O livro tem como editores técnicos os pesquisadores Lucilia Maria Parron, Edilson Batista de Oliveira e George Gardner Brown, da Embrapa Florestas; a pesquisadora Rachel Bardy Prado, da Embrapa Solos, e o professor Junior Ruiz Garcia, da Universidade Federal do Paraná; e contou com texto de apresentação do Professor Ademar Romeiro, do Departamento de Economia da Unicamp. A publicação é fruto do projeto ServiAmbi – Avaliação de indicadores e valoração de serviços ambientais em diferentes sistemas de manejo, coordenado pela Embrapa Florestas, em parceria com a UFPR e apoio da Embrapa Produtos e Mercados, escritório de Ponta Grossa, Embrapa Soja e IAPAR-Ponta Grossa. O projeto tem como objetivo avaliar o estado e as tendências dos serviços ambientais em sistemas agrícolas e florestais nos Campos Gerais e no noroeste no Paraná. A edição do livro teve apoio da Embrapa e do CNPq para sua produção.

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Para baixar o livro, clique aqui.

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crise de refugiados

A crise de refugiados explicada em mapa

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A Esri, líder mundial na tecnologia de Sistemas de Informação geográfica (SIG), elaborou uma infografia na forma de mapa – Story Map – que ajuda a compreender a crise dos refugiados na Europa.

O Story Map Syria: Epicenter of a Deepening Refugee Crisis, que está redigido em Inglês, pode ser consultado aqui e partilhado nas redes sociais, num blogue ou num website, de forma fácil e totalmente gratuita.

Este mapa interativo mostra para onde estão a deslocar-se os refugiados vindos da Síria, os locais onde existem campos de refugiados, as rotas migratórias em direção à Europa, por mar e por terra, mas também as quotas de emigração na União Europeia e o número de mortes registadas em 2015. O mapa mostra ainda a origem e os principais destinos dos grupos de refugiados em todo o mundo.

A visualização destes movimentos migratórios num mapa ajuda a compreender melhor a crise atual, mas, acima de tudo, a verdadeira dimensão da viagem e dos obstáculos que estas pessoas têm que ultrapassar.

Os Story Maps utilizam a Geografia como uma forma de organizar e apresentar informação. Contam a história de um lugar, um evento, um assunto ou um padrão num contexto geográfico e de uma forma simples e apelativa. Os Story Maps combinam mapas interativos com outros conteúdos como texto, fotografias, vídeos e som, numa experiência de utilização básica e muito intuitiva.

Para criar um Story Map, basta registar-se numa Conta Pública gratuita do ArcGIS Online, desenhar o seu mapa e criar uma aplicação web através dos templates disponibilizados gratuitamente pela Esri.

Para mais informações, visite a página dos Story Maps da Esri ou contacte a Esri Portugal.

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Portal da Gestão

Saiba como a Inteligência Geográfica pode apoiar os municípios a dar visibilidade das ações públicas e engajar seus cidadãos

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Gerenciar municípios não é tarefa fácil. Pequenas e grandes cidades brasileiras enfrentam desafios para atender de forma adequada seus cidadãos, que estão cada vez mais exigentes. Responsabilidade e transparência com uso dos recursos públicos, prestação de melhores serviços e participação ativa da população são alguns desses desafios a serem superados.

Além disso, os municípios têm outras cobranças que passam pelo atendimento às legislações como a Lei de Acesso à Informação por meio da qual a gestão pública deve oferecer um serviço de informações ao cidadão e garantir a transparência ativa. Além da difícil tarefa de qualificação dos gastos públicos, sobretudo no atual momento econômico do país.

Para auxiliar os gestores municipais a superar estes desafios, a Imagem acaba de anunciar sua mais nova solução: o Portal da Gestão oferecendo ao cidadão informações e localização dos serviços públicos e ações da gestão municipal, e, aplicativo para colaboração e melhoria de sua cidade. E, ao gestor, painéis de controle com mapas dinâmicos para acompanhamento das ações, distribuição dos serviços e requisições da população.

“Com quase 30 anos de atuação no Brasil, a Imagem tem auxiliado diversas prefeituras a serem mais eficientes e estarem mais próximas da população. Com o Portal da Gestão, queremos atender os cidadãos dando-lhes a possibilidade de colaborar com a melhoria de sua cidade, consultar os serviços disponíveis da prefeitura e acompanhar as ações realizadas no município. Além disso, apoiar os prefeitos e gestores públicos que contam agora com painéis de controle integrando mapas dinâmicos, gráficos e outras informações para melhorar sua gestão e o atendimento as legislações de transparência e acesso à informação”, explica Virginia Quixada, Diretora de Governo Municipal na Imagem.

Com aplicações bem intuitivas e fáceis de usar, o cidadão pode buscar no mapa por exemplo informações sobre serviços oferecidos na sua cidade: saúde, educação, lazer, poda de árvore, varrição de rua, coleta de lixo, transporte público e muito mais. E, essa consulta pode ser feita via qualquer dispositivo: desktops, smartphones ou tablets.

Por outro lado, a administração pública passa a contar com uma aplicação que é a vitrine da sua gestão, sendo capaz de informar à população de forma clara suas ações: projetos, investimentos, secretaria responsável, status, quantidade de pessoas beneficiadas e outras informações – tudo isso no mapa, de maneira simples e objetiva, integrando fotos e informações relevantes da sua cidade.

Outra vantagem do Portal Cidadão é a aplicação “Minha Rua” por meio da qual o cidadão pode apontar ocorrências, sugestões e críticas diretamente no mapa através de qualquer dispositivo, como o seu smartphone por exemplo, anexando fotos e demais detalhes durante o registro. A Prefeitura realiza a gestão da informação inserida na aplicação, o que agiliza o atendimento às necessidades da população. “Entendemos que o diálogo é o caminho para construção de cidades inteligentes. Com essas aplicações estamos abrindo novas portas para comunicação entre prefeitura e cidadãos, o que resultará em cidades cada vez melhores e mais adequadas às expectativas das pessoas que ali vivem,” reforça Quixadá.

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Ibama alerta proprietários rurais sobre prazo para entrega do ADA 2015

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A Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFlo/Ibama) informa aos proprietários de imóveis rurais que está disponível, desde 1º de janeiro deste ano, o formulário eletrônico para preenchimento do Ato Declaratório Ambiental (ADA). O prazo para entrega do ADA 2015 se encerra em 30 de setembro.

Eventuais declarações retificadoras referentes ao exercício de 2015 poderão ser entregues até 30/12/2015.

O ADA é o instrumento legal que possibilita ao proprietário rural a redução do Imposto Territorial Rural (ITR) em até 100% sobre as áreas de interesse ambiental efetivamente protegidas ao declará-las no Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT/ITR).

São consideradas de interesse ambiental, não tributáveis, as áreas de preservação permanente (APPs), de reserva legal, de reserva particular do patrimônio natural (RPPN), de interesse ecológico, de servidão florestal ou ambiental, as cobertas por floresta nativa e as alagadas para fins de abertura de reservatório de usinas hidrelétricas. Assim, além de beneficiar o contribuinte com a redução da carga tributária, o ADA incentiva a preservação e proteção das florestas e outras formas de vegetação.

Segundo a coordenadora de Monitoramento e Controle Florestal, Fernanda Ramos Simões, as informações relativas ao ADA devem ser apresentadas anualmente e sempre com referência ao exercício corrente, ou seja, não há possibilidade de entrega de ADA retroativo a exercícios anteriores.

Entre aquelas vinculadas ao ADA, o Ibama lembra que há também uma ‘‘atividade’’ específica, relacionada no Cadastro Técnico Federal, criada para facilitar o cadastramento dos proprietários que possuem imóvel rural sem atividade produtiva, onde se exerce exclusivamente o lazer ou a preservação ambiental. A atividade está disponível com o nome “Imóvel rural sem atividade produtiva – exclusivo lazer, APP, unidade de conservação e similares”, vinculada à categoria “Uso de Recursos Naturais”.

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Embrapa entrega mapeamento da distribuição nacional de assentamentos rurais

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O Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa entregou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em setembro, um mapeamento da distribuição nacional de assentamentos rurais. O produto foi solicitado pela Secretaria de Integração e Mobilidade Social do Ministério e assinala a área de abrangência e o número total de famílias dos assentamentos, considerando as regiões, os estados e seu período de criação.

A base de dados compreende 9.255 assentamentos distribuídos em 88 milhões de hectares, que beneficiam quase um milhão de famílias. O levantamento da Embrapa aponta que os assentamentos estão presentes em todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal.

De acordo com o analista do Gite Marcelo Fonseca, além das tabelas, foram confeccionados mapas com a distribuição dos assentamentos por estados e regiões. O mapeamento mostrou que a região Nordeste possui o maior número absoluto de assentamentos (46%), mas, no tocante à área ocupada, é a região Norte que sobressai (76%), assim como no número de famílias assentadas (44%).

Analisando o período de criação dos assentamentos, observou-se que 65% deles têm mais de 10 anos de criação “merecendo, portanto, atenção quanto à fase de desenvolvimento e condições ainda pendentes para a sua consolidação”, ressalta o analista.

Evaristo de Miranda, coordenador do Gite e chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, explica que os dados devem subsidiar o programa “O Campo na Classe Média” com informações sobre a necessidade de titulação de terras como fator contribuinte para a resolução de conflitos agrários, melhorias nos processos de crédito rural e planejamento de ações para a mobilidade social.

Distribuição de assentamentos no Nordeste.
Distribuição de assentamentos no Nordeste.

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Tá Faltando Água

Novo aplicativo para mapear falta d’água em SP recebe mais de uma denúncia por minuto

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Lançado nesta quinta, 10, “Tá Faltando Água” recebeu centenas de denúncias em poucas horas; similar às ferramentas voltadas para mobilidade, como Waze, aplicativo permite que usuário sinalize falta d’água e visualize outras ocorrências, em tempo real, em SP; Ministério Público sinaliza que notificações podem servir como prova

O aplicativo “Tá Faltando Água”, rede social de mobilização e conscientização que está mapeando a falta de água na região metropolitana de São Paulo, recebeu quase uma notificação por minuto, desde seu lançamento, resultando em 1223 denúncias de falta d’água na Região Metropolitana de São Paulo – esse número não considera sobreposições, ou seja, quando há mais de uma notificação no mesmo endereço.

Divulgado pela Aliança Pela Água, rede que reúne mais de 60 entidades entre ONGs, especialistas e movimentos sociais, usando os sistemas de geolocalização do próprio celular ou o CEP do imóvel atingido, o aplicativo permite às pessoas que registrem a falta d’água em seu imóvel. Assim como no aplicativo de trânsito “Waze”, é possível ver a incidência de falta d’agua em tempo real em toda a cidade.

Estão disponíveis duas versões do mesmo aplicativo: uma na internet, desenvolvido pelo Instituto Sócio Ambiental (ISA), para acesso via navegador, e outro para celulares com sistema operacional Android e iOS (a partir de 25 de setembro), desenvolvido por voluntários da empresa Autbank.

aplicativo

Relatórios podem embasar medidas judiciais

Parte da campanha “Tá Faltando Água”, o aplicativo permitirá a produção de relatórios detalhados sobre a situação, que divulgados periodicamente no site Sala de Crise (www.saladecrise.com.br), da Aliança Pela Água, em formato de relatório e base de dados aberta para análises independentes.

“Os relatórios criados a partir da notificações do aplicativo podem servir como elemento de prova para adoção de medidas judiciais pertinentes”, afirmou Ricardo Manuel Castro, promotor de Justiça do Estado de São Paulo que participou de debate durante o evento.

A campanha “Tá Faltando Água” é um esforço conjunto de diferentes organizações que integram a Aliança Pela Água, e que vão envolver suas redes, além de promover encontros e aulas públicas em diferentes regiões. Conta ainda com a adesão do Coletivo de Luta pela Água, que reúne organizações e movimentos sociais.

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car

Prorrogação do Cadastro Ambiental Rural até 2018 é aprovada na Comissão de Agricultura

Acir Gurgacz, relator da proposta: apenas um terço dos imóveis foram cadastrados até o momento

Via Senado | www12.senado.leg.br

O prazo para inscrição das propriedades rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR) poderá ser prorrogado até maio de 2018, caso o Código Florestal (Lei 12.651/2012) seja modificado como previsto em projeto (PLS 287/2015) de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR).

A proposta foi aprovada nesta quinta-feira (3) na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), mas, para ser convertida em lei, precisa passar também pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e depois pela Câmara dos Deputados.

De acordo com as regras em vigor, os agricultores têm até maio de 2016 para fazer a inscrição obrigatória no CAR. O cadastro foi implantado em maio de 2014 e, inicialmente, os agricultores tiveram um ano para o cadastramento. A baixa adesão, no entanto, levou o governo a conceder mais um ano, conforme previsão legal.

Na avaliação de Romero Jucá, os nove meses que restam até a data final serão insuficientes para a inscrição de todos os 5,2 milhões de estabelecimentos rurais do país e, por isso, ele propõe a ampliação do prazo. Como observa, o CAR é condição para a regularização de passivo ambiental e também pré-requisito para acesso ao crédito rural.

Em voto favorável ao projeto, o relator na Comissão de Agricultura, Acir Gurgacz (PDT-RO), afirma que apenas um terço dos imóveis rurais foram cadastrados até o momento e aponta dificuldades regionais no acesso ao CAR.

— Concordamos com a dilatação do prazo original, tendo presente a quantidade de imóveis rurais ainda pendentes de cadastramento ambiental, a despeito do acelerado ritmo de regularização observado nos últimos meses por todo o país, o que só demonstra o compromisso dos produtores com a sustentabilidade do agronegócio — observou o relator.

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Projeto de recuperação de mananciais da Emplasa contará com quase R$ 2 milhões

Parte dos recursos virá de financiamento a fundo perdido do Fehidro e empresa fará uma contrapartida

Via Emplasa | www.emplasa.sp.gov.br

A Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) vai dar uma importante colaboração para a melhoria na gestão dos recursos hídricos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Em julho, o projeto de Identificação e Caracterização de Assentamentos Precários nas Áreas de Preservação e Recuperação dos Mananciais (APRMs), elaborado pela empresa para este território, foi selecionado para receber R$ 711.496,64 do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). A Emplasa entrará com uma contrapartida de R$ 1,192 milhão, totalizando R$ 1,903 milhão para o programa.

O Fehidro fará o financiamento a fundo perdido. O início dos trabalhos está programado para fevereiro de 2016 e a duração estimada é de 18 meses. Além da elaboração da metodologia, o projeto visa à criação de um banco de dados georreferenciados que será disponibilizado para a integração com o Sistema de Gerenciamento de informações (SGI) das áreas de preservação da RMSP.

Dessa forma, serão oferecidos insumos para orientar a aplicação de políticas públicas pelos entes governamentais, tanto em relação ao melhoramento dos aspectos urbanísticos, sociais e ambientais, quanto à gestão dos recursos hídricos e recuperação das áreas de mananciais.

Também permitirá maior conhecimento e monitoramento sobre o grau de precariedade existente. Essa fiscalização poderá ser feita tanto pela população afetada como pela sociedade em geral. Dessa forma, será possível identificar o tamanho do problema que exige enfrentamento de política pública e projetos de intervenção.

Imagem aérea do reservatório Jundiaí, no município de Mogi das Cruzes, que compõe o Alto Tietê, um dos mais importantes mananciais da Região Metropolitana de São Paulo Fotos: Mapeia SP
Imagem aérea do reservatório Jundiaí, no município de Mogi das Cruzes, que compõe o Alto Tietê, um dos mais importantes
mananciais da Região Metropolitana de São Paulo
Fotos: Mapeia SP

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Project Sunroof

6 lições de Inteligência Geográfica do projeto Google Sunroof

Via Mundo Geo |

Você já deve ter visto o Project Sunroof da Google, cujo o objetivo é mapear o potencial de exposição solar do telhado de uma casa para ajudar o seu proprietário a decidir se é viável ou não optar por um sistema próprio de geração de energia solar.

A mecânica da ferramenta é bastante simples, o usuário entra com o endereço de sua casa e recebe informações sobre a quantidade de horas de sol seu telhado recebe por ano, a área disponível para a instalação de painéis solares e uma estimativa de economia financeira na instalação de um sistema de geração de energia solar. O sistema, por enquanto, só está disponível em três cidades norte-americanas, mas tem o potencial de ganhar o mundo.

Mas o interessante é que, mais do que oferecer uma grande ajuda aos usuários, o projeto da gigante da tecnologia dá a eles instrumentos e informações, baseados em dados geográficos, para que eles possam planejar seus investimentos de forma mais inteligente.

Essa é justamente a essência do planejamento baseado em informações geográficas! Um sistema como o Project Sunroof da Google funciona como uma plataforma de inteligência geográfica que gera subsídios para melhorar a tomada de decisões, e é exatamente isso que as empresas conquistam com sistemas de inteligência geográfica.

Com base nisso, identificamos algumas lições que o projeto Sunroof pode nos ensinar sobre inteligência geográfica.

1. Dados e informações dizem muito mais em uma perspectiva geográfica.

Quando acessamos uma planilha repleta de dados e informações, temos que dispor de um tempo para estuda-la e, então, começar a trabalhar os dados para que eles comecem a dialogar conosco, na forma de gráficos, tabelas dinâmicas ou outras ferramentas.

Porém, quando os dados são inseridos em um mapa (em uma perspectiva geográfica), eles imediatamente já nos comunicam informações relevantes. Ao inserir o endereço no Project Sunroof o usuário já visualiza, por meio da intensidade das cores, a quantidade de luz solar que seu telhado recebe e já começa a ter uma ideia sobre a possibilidade.

Uma empresa pode visualizar todos os seus ativos empresariais dentro de uma perspectiva geográfica. Por exemplo, uma companhia elétrica que necessita fazer a gestão da poda das árvores em sua cidade pode visualizar no mapa onde estão as suas árvores, quais necessitam ser podadas e como distribuir as equipes de campo para realizar os trabalhos.

2. O Big Data é real e deve ser usado.

O projeto nos mostra que não é só a visualização dos dados em um mapa que o torna tão eficiente, mas sim a capacidade que ele tem de trabalhar dados de múltiplas fontes e naturezas.

Para avaliar o potencial de uma casa, o Project Sunroof utiliza a plataforma de mapa 3D do Google Earth, para ter uma dimensão de volume do telhado. Depois ele combina essa informação com dados de incidência solar na região e refina esse resultado com dados de padrões de nuvens, temperaturas e sombras de prédios e árvores no entorno.

Ou seja, dentro de uma quantidade quase ilimitada de dados disponíveis, um sistema de informações geográficas construído sobre uma plataforma poderosa te ajuda a organizar todo esse volume e fazer a pergunta certa.

3. Informações geográficas facilitam a tomada de decisão.

Ao se fazer a pergunta correta, obtém-se uma resposta capaz de facilitar (e muito) a tomada de decisão. Nesse caso a decisão está associada a investir ou não investir em um conjunto de painéis solares para geração de energia própria.

Segundo a própria equipe da Google, o volume de buscas relacionadas a aspectos referentes à instalação de um sistema de painéis solares é muito alto. Em outras palavras, os usuários estão buscando mais informações para ajuda-los na tomada de decisão – e é exatamente isso que o sistema fornece.

Uma empresa que possui uma equipe de vendas de porta-a-porta pode combinar dados geográficos com informações de setores censitários do IBGE, cadastros em órgãos de fiscalização e dados históricos estatísticos da própria empresa para direcionar de forma mais efetiva o seu esforço de vendas.

4. Uma empresa pode reduzir custos com informações geográficas.

A pergunta que norteia a decisão de instalar ou não o painel solar é justamente relacionada a custos: “vai valer a pena o investimento em energia solar própria?”. Essa é a pergunta que é respondida com maior destaque pelo sistema. Ele fornece uma estimativa de economia anual, baseado nos gastos mensais atuais dos usuários, e ainda sugere a quantidade e a área dos painéis.

Em posse de dados e informações específicas baseadas em geografia é possível otimizar o uso de recursos, trazendo ainda mais resultados. Em uma empresa de saneamento básico que possui toda a sua rede de distribuição mapeada e monitorada, os gestores podem conter um evento adverso, como um vazamento, por exemplo, de forma muito mais ágil, deslocando um técnico em campo apto a realizar o reparo diretamente via sistema. Ao tornar a operação mais eficiente, a empresa reduz custos e prazos em todas as etapas do processo, começando por poder identificar rapidamente o problema até deslocar um recurso apto e próximo com rapidez e economia.

5. Mapas permitem novas conexões e novos negócios.

Uma das características mais interessantes do Sunroof é que, após realizada a pesquisa de potencial solar, o próprio sistema indica fornecedores de equipamentos e instalação de painéis solares aptos a fazer a instalação perto da casa do usuário.

O sistema, portanto, consegue conectar empresas e clientes não apenas por uma dimensão geográfica, mas principalmente por uma dimensão de interesse.

6. Um mapa pode ser uma excelente ferramenta de engajamento.

Por fim, com aplicações baseadas em mapa você pode criar verdadeiras máquinas de engajamento. A própria criação do Project Sunroof surgiu de um insight que, por sua vez, nasceu da análise das buscas dos usuários por painéis solares. O engenheiro do Google já sabia que a solução iria gerar muito engajamento pois era uma demanda identificada. E, de fato, essa aplicação tem as condições de trazer um benefício real para a sociedade.

Todas as empresas podem utilizar os mapas para atender às demandas e necessidades de seus clientes, seja uma operadora de telecomunicações com um mapa de consulta de cobertura para redes móveis, um localizador de lojas de uma grande rede de supermercados ou um portal de transparência para tratar dos impactos ambientais de uma mineradora.

O Project Sunroof, apesar de ser orientado a usuários finais, é um exemplo bastante claro de como as empresas podem utilizar sistemas de inteligência geográfica para fornecer subsídios para uma melhor gestão operacional e estratégica.

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