retificacao

Documentos necessários para retificação de área ou apuração de área remanescente

I – Requerimento do interessado:

A – Com firma reconhecida;
B – indicando os fatos e a base legal do pedido, e se for o caso, as notificações que deverão ser efetuadas, com endereço completo de quem será notificado; (ver item III)
C – firmado pelos proprietários do imóvel objeto da retificação, ou pelo interessado (ver letra G). Se o imóvel for de mais de um proprietário e, só um ou alguns, tirem assinado, deverá ser requerida a notificação dos demais, inclusive cônjuges.
D – Se o imóvel pertence a casal, ambos devem firmar o requerimento (ver letra “c” acima);
E – Se o requerente for pessoa jurídica, deverá ser firmado pelo representante legal, e acompanhamento de documento comprobatório da representação (contrato social, ata de eleição, etc.)
F – Em caso de imóvel em condomínio (art. 1314 e SS, do CCB), se o requerimento não for firmado pela unanimidade dos proprietários, deverá ser requerida a notificação dos demais;
G – se o interessado não for o proprietário, deverá ser apresentado documento comprobatório do interesse jurídico do pedido, em cópias autenticadas, tal como Escritura pendente de registro, Instrumento de promessa de Venda e Compra, bem como endereço completo para notificação do titular do domínio;
H – se imóvel foreiro, deverá ser firmado pelo titular do domínio útil e pelo titular do domínio direto e, na falta deste, ser indicado o nome e endereço completo para sua notificação;
I – se gravado o imóvel com usufruto, deverá também ser firmado pelo(s) usufrutuário (s), e na sua falta, ser indicado o nome e endereço completo para a sua notificação;
J – se representado por procurador, apresentar a procuração e, se esta for instrumento partícula, deverá estar com a(s) firma(s) reconhecida(s)
K – para representação por advogado será dispensado o requerimento de firma, tanto na procuração como no requerimento;
L – a procuração por instrumento partícula, deverá ter sido firmada a menos de 90 dias; se por instrumento público, o translado ou certidão deverá ter sido expedido a menos de 90 dias;
M – sendo o requerente analfabeto, deverá ser representado por procurador nomeado através de instrumento público;
N – se o titular for espolio, este deverá ser representado pelo inventariante, com a apresentação do respectivo termo de compromisso; em caso de inventário não aberto, a representação dar-se-á por todos os herdeiros relacionados na certidão de óbito, ou por aquele que estiver na posse do imóvel, devidamente comprovada.

II – Documentos necessários á instrução do pedido:

A – PLANTA E MEMORIAL DESCRITIVO

- assinados por profissional habilitado e pelos confrontantes, com firmas reconhecidas;
– a planta deverá vir em escala mínima para a melhor visualização e manuseio dos elementos dela constantes (preferencialmente 1/2000 a 1/5000);
– a planta deverá indicar a localização do imóvel (croqui de localização), as suas medidas, ângulos de deflexão ou rumos, pontos de referência ou amarração; na confrontação com córregos e rios, ou outras divisas naturais, deverá a descrição acompanhar a sua sinuosidade;
– a planta deverá constar a localização de cada confrontante.
– o memorial descritivo deverá ser assinado e rubricado em todas as suas folhas, pelo profissional, pelo(s) requerente(s), e ainda também por aqueles que forem apresentar sua anuência.
– a planta deverá conter declaração expressa de pleno conhecimento do profissional e das partes, do disposto no §14 do inciso II, do art. 213 da lei 6015/73, podendo esta ser feita por documento em separado, bem como que o levantamento foi efetuado “in loco” e não com base em elementos extraídos da matrícula do imóvel.

B – DECLARAÇÃO DE ANUÊNCIA DOS CONFRONTANTES

Entende-se como confrontante os proprietários e os ocupantes dos imóveis contíguos, que deverão estar indicados na planta apresentada, inclusive com a indicação de sua qualidade (se é confinante tabular ou ocupante).

1 – a anuência dos confrontantes deverá ser apresentada também em forma de declaração (quando da planta não constarem todos os elementos para sua perfeita identificação), contendo qualificação completa, endereço e firma reconhecida, em conjunto ou em separado, indicando expressamente a(s) linha (s) perimétrica(s) envolvida(s) e a (s) matricula(s) ou transcrições do imóvel confinante, declarando, ainda, estar na posse do seu imóvel;

2 – incluir na declaração dispositivo autorizando o Oficial de Registro de Imóveis a promover a averbação na sua matricula (do confrontante), reproduzindo a nova descrição entre o seu imóvel e o retificando, nos termos da letra F do item I do artigo 213

3 – caso o confrontante seja mero ocupante (sem título registrado), deverá ser apresentada a sua declaração, bem como a respectiva prova da ocupação (autorização, permissão ou contrato), além da declaração do titular do domínio.

4 – em caso do confrontante ser o poder público – União, Estados ou Municípios, e suas autarquias, empresas públicas e fundações, confrontando através de terrenos públicos como glebas, lotes, ou estradas (e outros logradouros), deverá assinar a planta e a declaração, o representante legal, sempre acompanhados da respectiva prova (contrato social, ata de eleição, nomeação, designação, etc.)

5 – Em caso de ANUÊNCIA ou de notificações, a união, Estados, e Município, suas autarquia e fundações poderão ser notificadas por intermédio de sua advocacia geral ou Procuradoria que tiver atribuição para receber citação em ação judicial.

6 – A manifestação de anuência do município será desnecessária quando o imóvel urbano estiver voltado somente para a rua ou avenida oficial e a retificação não importar em aumento de área ou de medida perimetral, ou em alteração da configuração física do imóvel, que possam fazê-lo avançar sobre o bem municipal de uso comum do povo.

7 – em caso da confrontação se dar com condomínio comum (art.1314 e SS. Do CCB), poderá a declaração ser firmada por apenas um dos proprietários;

8 – em caso de condomínio especial (lei n. 4591/64, a representação será pelo sindico ou comissão de representantes.

9 – se o confrontante for espolio, este deverá ser representado pela inventariante, com a apresentação do respectivo termo de compromisso; em caso de inventario não aberto, a representação dar-se por todos os herdeiros relacionados na certidão de óbito.

10 – se os proprietários ou ocupantes do imóvel vizinho forem casados entre si, pelo regime de comunhão de bens, bastará a anuência de um. No caso de casamento sob regime de separação de bens, bastará a anuência ou notificação do cônjuge proprietário ou ocupante.

C – ART – Anotação de Responsabilidade Técnica do profissional junto ao CREA (ART);

D – DECLARAÇÃO DE RETIFICAÇÃO E RESPONSABILIDADE (em caso de não constar da planta)

- assinada pelo profissional que elaborou os trabalhos técnicos
– com firma reconhecida;
– com advertência expressa e pleno conhecimento no disposto no §14, do inciso II, do art. 213 da lei 6015/73;
– que o levantamento foi efetuado na propriedade (“in loco”) e não baseado em dados constantes da matricula do imóvel.

E – CERTIDÕES atualizadas do (s) registro(s)(matriculas ou transcrições) referente(s) ao(s) imóvel(eis) objeto da retificação;

F – CERTIDÕES atualizadas dos registros dos imóveis indicado(s) como confrontante(s) com exceção daqueles pertencentes ao domínio público (ruas, estradas ou rios);

G – CCIR – em se tratando de imóvel rural, apresentar o Certificado de Cadastro de imóvel Rural (CCIR) expedido pelo INCRA, referente ao último exercício;

H – ITR – comprovante da entrega e de pagamento do ITR dos últimos 05 (cinco) exercícios, ou, na sua falta, Certidão de Regularidade Fiscal expedida pela Secretaria da Receita Federa;

I IPTU – se urbano, apresentar cópia do carnê de IPTU do último exercício ou certidão atualizada do cadastro contendo valor venal.

IMPORTANTE:

1 ) o requerimento e demais documentos serão prenotados e autuados, sendo que após o exame de qualificação e analise do pedido, poderão ser feitas pelo Cartório, exigências para sua complementação;

2 ) esta prenotação não gerará o direito de prioridade nem impedirá a qualificação e o registro, ou averbação dos demais títulos não excludentes ou contraditórios, nos casos em que da precedência destes últimos decorra prioridade de direitos para o apresentante.

3 ) em caso de impugnação do pedido, sem posterior composição amigável, o procedimento será encaminhado do juiz Corregedor Permanente, caso em que a prenotação será prorrogada até final decisão;

4 ) Uma vez encaminhado ao juízo, e havendo composição amigável, será remetido o procedimento á serventia imobiliária, em devolução, para dar continuidade ao procedimento administrativo, quando então o confrontante assinará a planta e apresentará a respectiva anuência.

5 ) A retificação só poderá ser feita pela via judicial se:
5.1 – se desconhecido o titular do domínio,
5.2 – não for possível verificar que o registro corresponde ao imóvel descrito na planta e no memorial descritivo.
5.3 – não for possível identificar todos os confinantes tabulares do registro a ser retificado.
5.4 – se houver indícios de que houve transposição para o imóvel retificado de parcela de imóvel do domínio público, mesmo sem impugnação.

III – AS NOTIFICAÇÕES:

- se a planta não contiver a assinatura de algum confrontante, este será notificado pelo Oficial de Registro de Imóveis, a requerimento do interessado.
– O prazo para manifestação do confrontante é de 15 dias.
– A união, Estado Município e suas autarquias e fundações poderão ser notificadas por intermédio de sua Advocacia-Geral ou Procuradoria que tiver atribuição para receber citação em ação judicial.
– As pessoas jurídicas de direito público serão notificadas, caso não tenham manifestado prévia anuência, sempre que o imóvel objeto do registro a ser retificado confrontar com outro público, ainda que dominical. (com exceção para o n. 6 da letra B retro)
– As notificações serão feitas para o endereço fornecido pela parte, para o constante no Registro de Imóveis , e para o do imóvel.

IV – EDITAL

Não sendo encontrado o confrontante nos endereços retro mencionados, ou estando em lugar incerto e não sabido, será feita a notificação por edital publicado duas vezes em jornal local de grande circulação, com intervalo inferior a 15 dias, para que se manifeste em 15 dias que serão contados da primeira publicação.

Fonte: Serviço Registral Imobiliário de Betim
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Processos contra construtoras em São Paulo aumentam 27 vezes em 5 anos

Levantamento do escritório Tapai Advogados realizado com dados do Tribunal de Justiça de São Paulo mostra que os processos envolvendo construtoras aumentaram 27 vezes (2.567%) entre 2008 e 2013 na cidade de São Paulo. Em 2008, foram movidos 120 processos contra as construtoras. Em 2013, este número saltou para 3.200.

No mesmo período, segundo dados do Secovi, o sindicato da Habitação do Estado de São Paulo, o número de lançamentos imobiliários na cidade recuou 0,8%, passando de 34.475 unidades lançadas em 2008 para 34.188 em 2013.

Até julho deste ano, o número de processos judicais na cidade atingiu 2.000, enquanto o número de unidades lançadas está em 12.333.

Ações judiciais crescem 2.567% em 5 anos

Processos : 2008: 120 – 2013: 3.200
Lançamentos: 2008: 34.475 – 2013: 34.188
Segundo Marcelo Tapai, sócio do escritório e presidente do comitê de habitação da OAB/SP, esse aumento na demanda se deve, principalmente, ao boom imobiliário ocorrido nos últimos anos.

“Os números de hoje refletem o fato de que as incorporadoras venderam mais do que conseguiram produzir e agora não conseguem entregar”, diz.

Ele afirma que, quando existem várias ofertas de imóveis semelhantes num mesmo lugar, a tendência é que todos igualem o prazo de entrega para não perder as vendas.

“As empresas fazem isso já sabendo que vão atrasar, mas contam que os consumidores não vão procurar a Justiça. Então acaba valendo a pena para elas”, diz.

Segundo o advogado, cerca de 80% dos processos são motivados por atraso na obra, 10% por distrato (desistência do comprador de ficar com o imóvel) e o restante por motivos como defeitos na obra, cobrança de taxas abusivas e problemas no contrato.

Ele estima que apenas 15% dos consumidores com problemas procurem o Judiciário.

Sindicatos contestam dados

Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) contesta os dados da pesquisa, e diz que o aumento de reclamações ocorreu por causa da elevação no número de prédios construídos também.

“Reafirmamos que o crescimento no número de reclamações tem sido proporcional ao grande volume de unidades oferecidas pelo mercado”, diz a nota.

O Sinduscon afirma que o número de lançamentos não equivale ao número de obras entregues e que as obras lançadas em 2008 foram construídas apenas nos anos seguintes, razão pela qual o número de reclamações também aumentou. Também argumenta que poucos lançamentos foram efetuados em 2013, ano em que o mercado “puxou o freio” para equacionar melhor a demanda com a oferta.
O sindicato diz que o setor pode ter cometido falhas no planejamento, mas informa que as construtoras não têm interesse em atrasar as obras por conta de prejuízos financeiros e desgaste na imagem.

Afirma, ainda, “que os atrasos se deveram à escassez de mão de obra bem como à morosidade na legalização de projetos junto aos órgãos públicos”.

Procurado, o Secovi respondeu, em nota, que, para chegar a uma avaliação correta sobre as possíveis causas do aumento de ações judiciais por atraso de obras ou distratos, é necessário analisar a proporção entre o volume de obras entregues no período de comparação, bem como o número de financiamentos habitacionais concedidos pelos bancos no mesmo período.

Fonte: UOL
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Prefeito de Osasco vistoria diversas obras em andamento na cidade

Na quarta-feira (24/09), o prefeito Jorge Lapas, acompanhado do secretário de Serviços e Obras, Carlos Baba, vistoriou diversas obras importantes nas zonas Norte e Sul da cidade. A primeira delas, foi a construção e a pavimentação asfáltica da viela paralela a passagem Ulmaza Miguel Miranda, no Jardim Helena Maria, que atende a uma reivindicação da população da região. Os trabalhos, que seguem avançados, incluirão ainda nova iluminação e a instalação de uma academia ao ar livre.
O prefeito Jorge Lapas vistoriou outra obra que se iniciou após o compromisso assumido pela prefeitura com a população da Vila Menk: a canalização do córrego da rua São Bernardo. No local Jorge Lapas conversou com munícipes e conferiu os trabalhos em andamento.
Já na zona Sul da cidade, o prefeito esteve no local de realização da obra que contempla a construção do novo Shopping das Flores, em frente ao velório do Jardim Bela Vista. Um novo e mais moderno espaço substituirá o antigo local de vendas.
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Atividade na indústria da construção cai em agosto, mostra CNI

Levantamento divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirma a tendência de queda do nível de atividade no setor de construção civil. No mês de agosto, segundo a Sondagem Indústria da Construção, a utilização da capacidade de operação do setor recuou para 67% – 2 pontos percentuais a menos na comparação tanto com julho deste ano quanto com agosto de 2013.

Além disso, o nível de atividade na indústria da construção recuou para 43 pontos, ante os 44,9 pontos registrados em julho e aos 47 pontos registrados em agosto de 2013. Já o indicador de número de empregados no setor ficou em 43,5 pontos em agosto. Em julho passado, o índice estava em 44,2 pontos e em agosto de 2013, em 46,3 pontos.

Os valores apresentados pela sondagem variam de 0 a 100 pontos. Quando abaixo de 50 pontos, os indicadores expressam projeções negativas do empresariado. Essas quedas ocorrem após o setor ter vivido um boom entre 2010 e 2012, devido aos estímulos feitos pelo Governo Federal por meio de programas como o Minha Casa, Minha Vida e o de Aceleração do Crescimento.

De acordo com a CNI, os dois indicadores – nível de atividade e número de empregados – tornam mais intenso o “quadro de retração” do setor. A situação acabou resultando na queda de 2 pontos do nível de utilização da capacidade de operação, que ficou em 67%.

Para os próximos seis meses, as perspectivas também são negativas, apresentando expectativas de queda em todos os indicadores, segundo a CNI. O indicador de expectativa de novos empreendimentos e serviços ficou em 48,5 pontos, o de nível de atividade caiu para 48,4 pontos e o de número de empregados recuou para 47,7 pontos.

Todos os indicadores ficaram abaixo de 50 pontos – ressaltou o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Ainda segundo ele, “o setor viveu um momento fabuloso durante muito tempo. No entanto aumentou muito os custos das empresas, principalmente com a mão-de-obra.”

Segundo o economista, o baixo desemprego no país está entre os fatores que acabam aumentando esse custo para o setor.

Isso não seria problema se houvesse também aumento de produtividade. Outro grande problema – este mais relacionado à qualificação dó trabalhador – é a alta rotatividade, natural no setor, e a baixa qualidade da educação básica do trabalhador. O esforço e o custo para treiná-lo ficam maiores, tanto para a empresa quanto para o trabalhador, que precisa se esforçar ainda mais.

Porém, como a indústria já está reduzindo seus quadros, esse problema de falta de trabalhador qualificado vai diminuir, “perdendo, então, importância para outros problemas, como a falta de demanda decorrente da incerteza no mercado”.

Incerteza é algo muito prejudicial ao mercado. E um fator que amplia essa incerteza é o período eleitoral, quando são inevitáveis discussões sobre mudanças de rumos. Mas não temos ainda como precisar o peso do período eleitoral tem para a pesquisa. O que sabemos é que, antes, já havia indicativos de desaquecimento, e que ele foi potencializado ainda mais por estarmos em período eleitoral – explicou.

A pesquisa Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1º e 10 de setembro com 604 empresas, das quais são 202 pequenas, 257, médias e 145, de grande porte.

Vagas na indústria de transformação da Região Metropolitana de SP crescem 2,4%

A indústria da transformação foi o setor que mais abriu postos de trabalho na Região Metropolitana de São Paulo em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior. O nível de ocupação na área aumentou 2,4%, com a geração de 39 mil novas vagas, revela a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

De acordo com a pesquisa, o setor de serviços manteve-se relativamente estável, com criação de 11 mil postos. Houve redução na construção, com eliminação de 20 mil vagas; e no comércio, que deixou de ofertar 9 mil vagas.

A indústria é que mais vem sofrendo com essa semi-estagnação da economia brasileira. O futuro ainda é meio incerto, mas, de qualquer forma, houve forte redução no primeiro trimestre, seguida por relativa estabilidade e por importante recuperação de julho para agosto, que repete o movimento das curvas dos anos anteriores – disse o economista Alexandre Loloian, coordenador de análise da pesquisa.

Para ele, o crescimento pode estar relacionado às medidas de estímulo ao retorno do crédito anunciadas pelo Governo Federal. A indústria emprega 1,632 milhão de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo.

Em termos gerais, a pesquisa mostra que a taxa de desemprego manteve-se em relativa estabilidade em São Paulo no mês de agosto, variando de 11,4% em julho para 11,3%. O total de desempregados passou de 1,257 milhão para 1,245 milhão. Na comparação com agosto do ano passado, o número de desempregados estava em 1,131 milhão. É o quinto mês em que a taxa se mantém estável.

Loloian estima que o número de desocupados deve diminuir no último trimestre do ano.

É sazonal, a redução da taxa a partir do segundo semestre. Esse movimento está atrasado, mas vamos esperar que a partir de setembro, a taxa volte a ter esse comportamento que é comum.

O número de assalariados aumentou 1% no último mês. No setor privado, houve crescimento de 0,9% no número de pessoas com carteira assinada no setor privado. O contingente de trabalhadores que não têm registro ficou estável. Quanto ao rendimento médio real dos ocupados, que inclui também os que não têm vínculo empregatício, houve queda de 0,6%, na comparação entre junho e julho. Considerando-se apenas os assalariados, o rendimento aumentou 0,9%, representando um valor de R$ 1.904.

Só 7% de jovens de classe C/D pensam em plano ao ingressarem em empresa

Diante de uma demanda de uma grande rede de fast-food, os empresários Jean Soldatelli, Guilherme Françolin e Daniel Santa Cruz, sócios da consultoria em engajamento Santo Caos, notaram que havia uma alta rotatividade dos jovens das classes C e D nos postos de trabalho. A partir disso, decidiram estender a percepção inicial para comprovar se, de fato, essa realidade se constatava no mercado em âmbito nacional. Com o estudo, verificaram que apenas 7% desses jovens pensam em plano de carreira ao ingressar em uma empresa, sendo que 80% ocupam cargos subordinados.

No decorrer das atividades, percebemos que o jovem entra nas empresas sem pensar em planos de carreira ou em constituir uma reputação. Essa postura faz com que tanto empresas quanto gestores – por serem de outras gerações – critiquem essa massa de jovens ao invésde procurar entendê-los, para daí então tentar motivá-los. Os desencontros de valores são alguns dos motivos que ocasionam o alto índice de turn over – explica Jean Soldatelli, diretor de Novos Negócios e Comunicação da Santo Caos.

A pesquisa, que teve como objetivo entender o comportamento dos jovens das classes C e D no mercado de trabalho em geral, foi realizada entre março e junho deste ano com 812 participantes entre 16 e 22 anos, que estavam trabalhando em empresas de varejo, telemarketing, fast-food, companhias aéreas, bancos e até pequenos negócios, em cinco diferentes regiões do Brasil: São Paulo, interior paulista, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. Ainda sobre o levantamento, outros dados mostram que 61% desses jovens cogitam sair de seus empregos no curto ou médio prazo, enquanto que 50% permanecem no máximo por um ano nas corporações.

De acordo com Soldatelli, os números refletem a ascensão econômica das classes C e D, quebrando o paradigma de que todo jovem dessas camadas sociais é obrigado a ajudar os pais no sustento da família. Segundo o executivo, a pesquisa mostra que 30% dos jovens entram no emprego buscando independência financeira, enquanto apenas 19% entram no mercado de trabalho para ajudar nas despesas do lar, ou por buscarem apenas um primeiro emprego. Outros 13% querem ter experiência profissional e, para apenas 5%, a relevância da marca no mercado é essencial para sua entrada na respectiva companhia. No entanto, 56% confessaram gastar com lazer e consumo, inclusive os que estão trabalhando para ajudar nas despesas familiares.

- A procura por um emprego é motivada por independência financeira e, consequentemente, os gastos com lazer e consumo acontecem cada vez mais cedo e numa freqüência muito maior – aponta.

O empresário revela ainda que as experiências provenientes das entrevistas in loco com esses jovens demonstram que os familiares conseguem atendê-los em necessidades básicas.“Fomos a lugares onde moravam sete pessoas em dois dormitórios. A casa encontrava-se em um estado ruim de conservação, mas mesmo assim era equipada com videogame de última geração, televisão de 42 polegadas e outros utensílios sofisticados. Isso comprova que os familiares de boa parte desses jovens de classes C e D conseguem fornecer a eles o básico, independente da qualidade, ou seja, moradia, alimentação, transporte e até convênios médicos por mais simples que sejam”, comenta.

No detalhamento por região, 50% dos jovens de Porto Alegre estão em busca dessa independência financeira, enquanto no interior de SP são 36% e, na capital paulista, 29%. Já nas outras duas localidades houve disparidade nos dados: 36% dos jovens do RJ estão nos empregos para ajudar em casa e 26% dos recifenses buscam apenas iniciar sua vida profissional nos empregos em que estão. No quesito “como gastam o salário”, as compras e o lazer são a preferência de 67% dos paulistanos, seguidos por 57% dos cariocas, 53% dos gaúchos, 47% dos jovens do interior de SP e 44% dos recifenses.Independentemente da região do país, a realidade hoje é que muitos jovens profissionais começam a trabalhar para satisfazer necessidades pontuais, como comprar um smartphone da moda ou fazer uma viagem. Por isso, sua relação com o primeiro emprego tende a ser superficial – esclarece.

Além da abordagem pelo aspecto financeiro, outros quatro quesitos comportamentais foram avaliados regionalmente. Na medição por tempo médio em que permanecem nas empresas, o prazo de até 12 meses de comprometimento é representado em Recife por 55% dos depoentes, RJ por 54%, no interior paulista por 53%, e em SP e Porto Alegre por 47%. Questionados sobre o grau de satisfação nos empregos, 71% dos jovens gaúchos têm a intenção de mudar de trabalho, assim como 69% dos cariocas, 64% dos recifenses, 60% dos paulistanos e, com o menor índice, 40% dos jovens do interior de São Paulo.

Os jovens do interior têm uma maior satisfação em seus empregos pois estão em pequenos negócios, ou em empresas familiares, que oferecem mais flexibilidade e oportunidade de crescimento – comenta.

Para Jean Soldatelli, a grande mudança que as empresas devem fazer para melhorar o engajamento dos jovens das classes C e D é criar mecanismos para que tantos os anseios da companhia quanto desses colaboradores convivam em harmonia.

Para que os jovens tenham interesse e satisfação na empresa, é necessário uma comunicação aberta, na qual a empresa se comunica com eles, mas também ouve, deixando claro o que espera dos profissionais. Este processo fomenta o empenho desse jovem e, certamente, será um trunfo para a empresa nos próximos anos – alerta.

Fonte: Monitor Digital

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SP aprova número recorde de obras

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) aprovou, nos sete primeiros meses do ano, um número recorde de 1.579 processos protocolados para a construção de novas edificações em São Paulo, todas com área superior a 1.500 metros quadrados. Até então o recorde de licenças para grandes obras havia sido registrado em 2011, último ano do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), com a aprovação de 1.465 projetos. A série de comparativos começou a ser feita em janeiro de 2009.

O aumento nas aprovações dentro do governo se deve principalmente ao fato de ter sido realizada uma força-tarefa dentro da Secretaria Municipal de Licenciamento (SEL) para a aprovação de grandes obras. A pasta foi criada no início de 2013, com a função de concentrar a aprovação de grandes projetos, como condomínios e shopping centers.

A secretaria tem setores próprios para o licenciamento de prédios residenciais e outro para o comércio. Outra medida que desafogou o trâmite de processos dentro da administração municipal foi o fato de todas as outras obras com área inferior a 1.500 metros poderem fazer o licenciamento na subprefeitura de sua região. 

Ao todo, a Prefeitura também recebeu o número recorde de 5.697 pedidos para o início de novas obras e de construções de prédios. No ano passado, outra medida que ajudou a desburocratizar a concessão de autorizações foi a facilitação na licença do alvará provisório, projeto do vereador Ricardo Nunes (PMDB) aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo.

Plano Diretor. O volume de protocolos após a entrada em vigor das novas regras do Plano Diretor, a partir de 1.º de agosto, caiu. A quantidade de processos feitos na Prefeitura até a última semana somava 507 – incluindo 324 referentes a pedidos de alvará e 76 em busca de aprovação ou de execução de obra nova ou reforma.

O novo plano endureceu as regras para a construção de prédios altos nos miolos dos bairros. E limitou o número de vagas de garagens em qualquer nova construção. Apesar de ainda não haver como determinar se há relação, a Secretaria Municipal de Licenciamento registrou uma queda de 37,6% na quantidade de processos protocolados neste mês, após a aprovação do Plano Diretor. Em julho, a pasta havia registrado 812 processos. O mês com a maior quantidade de pedidos foi o de maio, com 974.

Com as novas regras, todos os novos pedidos feitos para a Prefeitura precisam respeitar o Plano Diretor aprovado neste ano. Caso haja desrespeito, a SEL vai indeferir os pedidos. No dia da sanção, o prefeito Haddad e o relator do projeto, o vereador Nabil Bonduki (PT), já haviam afirmado isso. Os responsáveis pelas obras terão de elaborar novos projetos, de acordo com as novas regras, para que possam dar continuidade ao processo. 

Fonte: O Diário

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Obras na SP-333 estão na fase de terraplanagem e construção de viadutos

As melhorias e duplicação da SP-333, rodovia Rachid Rayes, Km 314,3 ao Km 323, estão concentradas nos serviços terraplanagem, implantação de viadutos e aterros de trechos. Até o momento 50% das intervenções foram concluídas. A estimava de entrega, segundo o DER (Departamento de Estradas e Rodagens), é fevereiro de 2015.

As obras na rodovia, iniciadas em novembro de 2013, são resultado de parceria entre a administração municipal e governo do Estado de São Paulo. O investimento é de R$ 97 milhões.

“Por diversas vezes pleiteamos essa obra junto ao governo e à direção do DER, afinal, o trecho tem grande fluxo e importância no escoamento agrícola, industrial, além do movimento dos estudantes que vêm para Marília todos os dias. A obra irá valorizar ainda mais a entrada da cidade com dispositivos de segurança modernos. Duplicação é conforto e segurança”, declara o prefeito Vinícius Camarinha.

Entre os trabalhos em andamento está a terraplanagem no trecho próximo ao Marília Country Clube para implantação da duplicação. Outra grande operação em execução da empresa Sobrenco, vencedora de licitação para realização dos trabalhos, é a construção de quatro viadutos ao longo da rodovia. Entre os mais adiantados está o do distrito de Dirceu e Rosália, no Km 314,4. Os outros dispositivos estão localizados nos quilômetros 316,4, 317,30 e 321,40. Assim, motoristas não terão de fazer mais o cruzamento da rodovia em nível. Este é o primeiro dos quatro viadutos que deverão ser construídos ao longo da rodovia.

Apesar da ampla proporção da obra, o trânsito ainda não precisa ser interrompido e segue apenas em uma faixa da pista com a velocidade reduzida. Outras melhorias para proporcionar maior segurança aos motoristas devem ser realizadas ao longo da rodovia como rotatória próxima ao Marília Country Clube, além de reforma dos trevos de entroncamento com BR-153. Também serão reformados os acessos às vias municipais avenida da Saudade e rua Hygino Muzzy Filho.

Serão realizados também serviços para implantação de terceiras faixas, acostamentos, barreiras rígidas, melhorias de seis passagens superiores, uma nova ponte sobre o rio Tibiriçá, três rotatórias e uma alça de acesso no km 333,8.

Na rodovia do Contorno, do km 323 ao km 334, o recape está 80% dos trabalhos concluídos  Outros itens bastante adiantados são a instalação de guard rails (mureta entre as pistas).

As melhorias na SP-333 até o entroncamento com a BR-153, entre os trechos do posto Gigantão e a cidade de Júlio Mesquita, atendem reivindicações de motoristas e comerciantes do local.

OBRAS

Os investimentos do governo do Estado também foram viabilizados para realização das melhorias nas rodovias da região. No trecho de Cafelândia, Guarantã, Júlio Mesquita e Pongaí da SP-333, as intervenções já foram executadas em aproximadamente 60%. O investimento é de R$ 116,9 milhões com previsão de conclusão para dezembro.

Na última semana foram anunciadas ainda as obras de modernização da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), no trecho que contorna o município, seguindo até Tupã. A obra é dividida em trechos, executados pelo DER com investimento de R$ 70,2 milhões.

Fonte: Diário de Marília

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Construção

Vendas de materiais de construção caem 12,4% em agosto

Abramat faz a terceira revisão de crescimento do ano, cuja estimativa inicial era de avanço de 4,5%

As vendas de materiais de construção acumulam queda de quase 7% no acumulado do ano até agosto e a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) revisou a projeção de crescimento em 2014 para 0,5%.

As vendas de materiais de construção recuaram 12,4% em agosto na comparação anual e acumulam queda de 6,7% nos oito meses de 2014. Em relação a julho, houve crescimento de 7,1%, informou a associação nesta sexta-feira (20).

Esta é terceira revisão de crescimento do ano, cuja estimativa inicial era de avanço de 4,5%.

“O crescimento de agosto sobre julho é encorajador e continua uma expectativa de melhoria dos resultados nos próximos meses”, disse em nota o presidente da Abramat, Walter Cover. Ele, no entanto, assume que reverter os resultado obtidos até agora no ano “será um desafio muito grande”.

Cover diz que reformas de moradias pelas famílias, o programa Minha Casa Minha Vida e o acabamento de obras residenciais e de infraestrutura podem trazer algum impulso para o setor.

As vendas de materiais básicos cresceram 4,8% em relação a julho e caíram 14,2% sobre agosto do ano passado. No acumulado do ano, o recuo é de 8,3%.

Já nos materiais de acabamento, houve aumento nas vendas de 11% mês a mês e queda anual de 8,4%. Entre janeiro e agosto, o faturamento caiu 4,1%o.

Emprego na construção civil

O estudo da Abramat mostra que os empregos na indústria tiveram crescimento de 3,1% em relação a agosto de 2013. Já em comparação ao mês anterior houve queda de 0,4%.

Na indústria de materiais básicos, o nível de emprego subiu 5,8% na comparação ano a ano. Em relação a julho, ficou praticamente estável, com crescimento de 0,1%.

O nível de emprego na indústria de acabamento apresentou queda de 1,1% sobre julho e de 1,2% sobre agosto do ano passado.

Fonte: IG

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Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria

Para a maioria de nós, os trevos das rodovias são apenas algo que usamos para ir de um lugar para o outro. Para o fotógrafo Peter Andrew, eles são arte. Durante vários anos, ele voou sobre as principais intersecções na América do Norte para captar a complexidade e o fascínio dessas massas de concreto.

Para encontrar os mais belos trevos, ele passa horas procurando no Google Earth. Com o destino em mente, Peter aluga um pequeno avião -em geral prefere monomotores Cessna onde as asas estão no topo da fuselagem, não havendo nada obstruindo sua visão- e pede ao piloto para fazer um voo sobre o local para que possa fotografar.

Quando está em posição de clicar, ele pede ao piloto que faça uma curva acentuada para que fique mais de lado possível, de modo que fique olhando para baixo. Ele prefere fazer a foto quase em ângulo reto que realça os nós da geometria intrincada da intersecção.

Andrew usa uma Nikon D800E. Ele escolheu uma DSLR, em vez de uma câmera de formato médio, porque precisava de uma máquina com uma elevada taxa de frames e rápida focagem automática. Ele não tem tantas chances e então quer tirar o máximo de fotos possíveis durante cada voo. Veja algumas de suas fotos:

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DETROIT
Fotos aéreas de trevos nos permitem ver engenheiros como artistas da geometria 02
PHOENIX
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PHOENIX
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ALBANY
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DETROIT
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TORONTO
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DETROIT
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MONTREAL
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TORONTO
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CHICAGO
Fonte: MDIG
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Nova empresa assina contrato para retomar obras de duplicação da SP-264

Na manhã de ontem máquinas e funcionários da Sobrenco já trabalhavam na sinalização do canteiro

 

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) assina hoje contrato com a empresa Sobrenco Engenharia e Comércio para reiniciar as obras do lote 1 de duplicação da rodovia João Leme dos Santos (SP-264), que liga Sorocaba a Salto de Pirapora. A medida consta na edição de ontem do Diário Oficial do Estado (DOE), após o rompimento do contrato a empresa Gomes Lourenço, que abandonou em junho as intervenções no trecho. Apesar de no Diário Oficial constar prazo de 15 dias para assinatura do contrato, o secretário de Transportes do Estado, Clodoaldo Pelissioni, deverá estar hoje em Sorocaba para, juntamente com representantes da empresa, assinar o documento, em solenidade, às 10h, no gabinete do prefeito, Antonio Carlos Pannunzio (PSDB).

A partir da assinatura do contrato com o governo do Estado, o DER prevê que a empresa já comece a atuar na rodovia nos próximos dias. Ontem máquinas e trabalhadores da nova empresa já iniciaram processo de sinalização para dar início às obras. De acordo com o edital, agora a empresa convocada terá cinco dias – contados a partir de ontem – para recolher caução no valor de R$ 2.729.177,50 e dar início às obras. A nova empresa passará a assumir as obras remanescentes do lote 1 da duplicação da SP-264, que compreende o trecho entre os quilômetros 102 e 109,6, sendo que a antecessora realizou apenas serviços de terraplanagem da via.

O trecho do lote 1 está abandonado, desde que a Gomes Lourenço desistiu das obras. Plantas e matos crescem em trechos de terra nivelados para a construção da pista. Em alguns setores, há desníveis de até 30 centímetros de altura entre o asfalto e o canteiro sem qualquer tipo de sinalização. Ontem, trabalhadores da nova empresa removiam os matos e sinalizavam a via. Máquinas também trabalhavam “nos ajustes”, segundo operários, da terraplanagem.

Os problemas

 Após começar a apresentar atrasos no cronograma das obras, a então empresa vencedora da licitação para a duplicação do trecho de Sorocaba da rodovia, a Gomes Lourenço, foi multada por três vezes pelo DER. A empresa foi contratada pelo governo estadual para desempenhar o trabalho pelo valor de R$ 56,9 milhões. No final de julho, depois de as intervenções terem ficado totalmente paradas, a Gomes Lourenço decidiu por abandonar a obra. Segundo o DER, na última medição a empreiteira havia concluído apenas 5,8% das obras do lote 1, coordenadas pela empreiteira, enquanto o cronograma previa 28,8% dos serviços concluídos. Ao passar pela rodovia, é bastante visível a diferença do andamento das obras entre o lote 1 e o 2. O lote 2 compreende os kms 109,6 e 119,5, que vai desde o campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) até a cidade de Salto de Pirapora. A previsão para conclusão das obras do lote 2 é para fevereiro de 2015, sendo que a empresa Compec Galasso desempenha o trabalho pelo valor de R$ 57,2 milhões. Esse era o mesmo prazo inicial para a finalização do lote 1, porém por conta de toda essa problemática, haverá atrasos.

Otimismo

Motoristas que se utilizam diariamente da rodovia estão otimistas em relação à retomada das obras e esperam que a partir de agora elas sejam intensificadas e não haja mais interrupções. “A duplicação dessa rodovia era uma expectativa muito grande de anos. Quantas vidas não se perderam por conta da falta de segurança na via. Ai, vieram as obras e a paralisação de um dos trechos. Agora esperamos que tudo dê certo. Aliás do jeito que está o perigo é ainda maior”, disse o aposentado José Francisco do Nascimento, de 66 anos.

O empresário Roberto Gomes Andrade também utiliza diariamente a rodovia e espera que as obras sejam intensificadas a partir de agora. “Quanto tempo após a Gomes Lourenço ter abandonado as obras para se chamar a segunda colocada. Vamos ver se esse atraso será minimizado”, disse.

Mesma opinião compartilhada pela estudante Vanessa Oliveira, de 21 anos. “Pego ônibus todos os dias onde passo por essa rodovia. Ela é extremamente perigosa e do jeito que estava, piorou ainda mais. Espero que tudo se resolva o mais rápido”, afirmou.

Fonte: Cruzeiro do Sul 

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Mão de obra mais cara em São Paulo eleva custo da construção

Erguer uma edificação no estado de São Paulo ficou mais caro em maio por causa, principalmente, da correção salarial. O Custo Unitário Básico (CUB) subiu 1,71% sobre abril, mês em que a variação havia sido 0,15%. Desde janeiro, o CUB acumula alta de 2,23% e, em 12 meses, 4,62%.

O cálculo feito pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon-SP) em conjunto com a Fundação Getulio Vargas (FGV) leva em consideração as obras não incluídas na política de desoneração da folha de pagamentos. O CUB serve de base para reajuste em contratos de obras.

No quinto mês do ano, o valor da mão de obra aumentou 2,16%, bem acima da correção constatada nos materiais (0,97%). E só a remuneração dos engenheiros subiu 2,85%. O valor aplicado na construção por metro quadrado ficou em R$ 1.124.

Por meio de nota, o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, esclareceu que  “os custos com a mão de obra se elevaram em função dos reajustes salariais definidos pelas convenções coletivas assinadas com os sindicatos dos trabalhadores da capital paulista e de outros municípios do Estado”.

O levantamento indica ainda que em relação às obras que contam com a desoneração da folha de pagamentos a variação do CUB atingiu 1,65% com o valor por metro quadrado avaliado em R$ 1.046. No ano, o índice acumula alta de 2,22%.

Já os valores gastos pelas construtoras na aquisição de materiais tiveram elevação de 0,97%. A pesquisa mostra ainda que mais da metade de um total de 41 insumos da construção foram corrigidos com índice superior ao da variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) que apresentou, em maio, resultado negativo (-0,13%). Entre os itens que mais encareceram estão o cimento, saco de 50 quilos com alta de 4,21%; registro de pressão cromado (2,59%); aço (2,29%) e brita (1,69%).

Por: Denise Griesinger

Fonte: EBC

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