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Lançamentos atingiram maior volume nos últimos 20 anos

Desde a criação do Plano Real em 1994, São Paulo jamais havia registrado tantos empreendimentos residenciais novos. No ano passado, a cidade recebeu 491 lançamentos de projetos. A apuração é da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). A quantidade de lançamentos ficou atrás somente à registrada em 1986, quando a Capital recebeu 677 empreendimentos. Assim como o mercado paulistano, a Região Metropolitana (RMSP) também atingiu recorde em 2013, com 650 projetos lançados. O volume foi superado apenas pelos 677 empreendimentos lançados em 1986. Na Grande São Paulo, o maior destaque no ano passado foi Guarulhos, com lançamentos de 72 projetos residenciais, seguida por Santo André (66 empreendimentos), São Bernardo do Campo (65) e Cotia (42).

Unidades

Em 2013, a capital paulista registrou um total de 34.188 unidades residenciais lançadas. Na Região Metropolitana, os lançamentos atingiram 60.122 imóveis. Os montantes só perdem para os intervalos de boom imobiliário (2007/08 e 2010/11) e para 1997, ano de consolidação do Plano Real. Após a Capital, Guarulhos também liderou no ano passado em unidades lançadas na Grande São Paulo, com 19.167 imóveis. Depois, apareceram Alphaville e Barueri (9.994 unidades), São Bernardo (9.740) e Santo André (8.066).

Para 2014, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação) estima que somente a cidade de São Paulo deverá receber cerca de 26 mil unidades residenciais. Outro dado que o balanço da Embraesp destaca é o crescimento dos lançamentos de imóveis de 1 dormitório em 2013. Na capital paulista, foram lançadas 9.477 unidades desse segmento, alta de um pouco mais de 97%, quase o dobro da produção de um ano antes.

Já na Região Metropolitana, os residenciais de 1 quarto atingiram o recorde de 13.829 unidades, alta de 100% na mesma comparação. Já as unidades de 3 dormitórios na metrópole paulistana tiveram a maior área total média dos últimos dez anos em 2013, com 167,61m². Já os imóveis de 4 quartos área de 194m², sendo superada somente pela média de 2004, quando foi de 196,35 m².

Valorização

Os imóveis lançados em São Paulo contabilizaram a maior valorização de preços por área útil no ano passado. A cidade registrou média de R$ 10.936/m² para unidades lançadas de 1 dormitório (salto de 14%); R$ 6.742/m² para residenciais de 2 quartos (aumento de 13%); R$ 7.635/m² no segmento de 3 dormitórios (subida de 17%) e R$ 10.513/m² para 4 dormitórios (alta de 19%).

Os bairros de lançamentos com área mais valorizada no mesmo intervalo foram os Jardins, com R$ 15.660/m² e Moema (R$ 15.068/m²). Já na Região Metropolitana, São Caetano foi destaque nos preços por área útil dos imóveis lançados em 2013, com média de R$ 5.685/m²; seguido por Osasco (R$ 5.630/m²) e Santo André (R$ 5.153/m²).

Fonte: Revista Qualimoveis 

Postado por: GBC Engenharia | www.gbcengenharia.com.br

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Planta

Qual a área real de um apartamento?

Por  Engº Francisco Maia Neto

É comum ouvirmos falar em “Apartamentos de 2 dormitórios” como se a quantidade de quartos representasse o tamanho do imóvel. Com efeito, provavelmente um de 3 dormitórios será maior do que um de 2, mas nem sempre. Um apartamento de 2 dormitórios construído há 40 ou 50 anos poderá ter sua área útil maior que seu congênere atual de 3 dormitórios. Justamente por esta diferença de avaliação, a questão da área real de um apartamento gera discussões acaloradas.

A área real de um apartamento também costuma ser chamada de “área útil” ou “área privativa”, mas são termos que se referem a sistemas diferentes de medição, tendo levado até mesmo à disputas judiciais especialmente quando se trata de imóveis de alto padrão. Isto porque as camadas de menor poder aquisito preocupam-se simplesmente em ter sua casa própria, enquanto que a classe média volta-se para o número de aposentos e os mais abastados priorizam o espaço, ou seja, valorizam mais a área da unidade habitacional.

A área é parte integrante da descrição de um imóvel, constando em vários documentos e nem sempre com a mesma conotação. Primeiramente, ela está no Memorial de Incorporação, um documento público e obrigatório nas construções em condomínio. Este memorial fica registrado em cartório e contém todos os elementos referentes ao edifício e seus componentes. Inserido neste documento, encontram-se tabelas numéricas padronizadas pela Norma Brasileira NBR-12.721 onde constam todos os quantitativos da edificação, especialmente suas áreas, devidamente individualizadas pelas diversas tipologias.

Além do memorial, a área de um apartamento aparece na escritura, no registro de imóvel, nos prospectos de propaganda e nos desenhos do projeto de execução da obra, com base nos quais são avaliados os valores dos serviços inclusive dos Arquitetos e Engenheiros que participaram do empreendimento.

Area útil

A área de uma superfície é muito fácil de medir, na verdade qualquer estudante de 1º Grau é capaz de calculá-la. A grande questão é saber a qual estamos fazendo referência. Justamente por isto, não existe uma “área real”, mas diversos “conceitos de área”.

É comum as pessoas utilizarem expressões como “área útil” ou “área de vassoura”, entretanto, tais definições inexistem na citada norma para incorporações. Quando emitem estes conceitos estão na verdade se referindo à denominada “área privativa”. Esta é a área onde o proprietário detém a integridade do seu domínio, constituída pela superfície limitada pela linha que contorna as paredes das dependências de seu uso privativo e exclusivo, sejam elas cobertas ou descobertas.

Além desta, devem ser consideradas ainda as “áreas comuns”, como aquelas que podem ser utilizadas em conjunto por todos os proprietários das unidades autônomas, sendo franqueado seu acesso de forma comunitária, tais como área de lazer e corredores de circulação.

Independente da destinação da área, existe um conceito muito importante, que é da “área equivalente”, que toma por base o custo de construção de determinados locais, como, por exemplo, a área de uma varanda, cujo custo pode equivaler à metade do custo do apartamento. Este conceito é muito importante, pois em função destas pontuações é que são calculadas as “frações ideais” da edificação, denominadas pela norma como “coeficiente de proporcionalidade”, e a “área total da construção”, que corresponde ao rateio das despesas de construção, uma vez que o pagamento da obra impõe gastos não só com a unidade autônoma, mas também com as partes comuns.

Além destes, outros aspectos mais técnicos poderiam ser abordados, ficando aqui ainda registrado o conceito de “área do pavimento”, que ganha importância quando se tratam de prédios de elevado padrão, com uma unidade por andar, passando o hall a ser de fato uso exclusivo deste condômino, embora legalmente ainda constitua uma área comum.

Área útil é a área privativa?

Se analisarmos melhor, a área útil não é, na verdade, a área privativa. Caso se queira aprofundar o conceito, da superfície útil deveriam ser exluídas as áreas das paredes e pilares, que chegam a representar 15% da área de um apartamento. Quanto mais antiga for a edificação, mais grossas serão as paredes e maior porcentagem elas terão na composição da área da unidade. Da mesma forma, quanto menores forem os cômodos maior será a proporção das paredes na composição da área privativa.

Só para exemplificar, um apartamento de 100 m² de área privativa na verdade tem apenas algo como 85% de área útil ou “de vassoura”, ou seja, o equivalente a um bom dormitório. É uma diferença significativa e deve ser levada em conta principalmente nos apartamentos menores pois uma unidade de 40 m² chega a ter 20% de paredes, ou seja, 8 m² que podem significar um cômodo a menos…

Fonte: IBDA | www.forumdaconstrucao.com.br

Postado por: GBC Engenharia | www.gbcengenharia.com.br

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Mineira Tenco vai construir 32 shopping centers até 2016

Empresa lança neste mês um mall em Varginha, no Sul de Minas, e fecha o ano com 17 unidades

HELENICE LAGUARDIA

No próximo dia 26, a mineira Tenco Shopping Centers lança mais um mall, de R$ 120 milhões, desta vez, em Varginha, no Sul de Minas Gerais, de 25 mil m² de Área Bruta Locável (ABL). Ele terá 180 lojas e será inaugurado em 2015. “É um shopping regional que vai abranger a região de Três Corações, Alfenas, Elói Mendes e uma série de cidades no entorno de Varginha. Será como os grandes shoppings do Brasil”, explica o presidente da Tenco, Eduardo Gribel. O centro de compras em Varginha é mais um que a companhia, com 26 anos e faturamento de R$ 75 milhões em 2013, vai acrescentar ao portfólio até atingir os 32 shoppings em 2016 em diversos pontos do país.

“Neste ano, vamos fechar com nove shoppings prontos e inaugurados e estamos com oito em construção. Então, terminaremos este ano com 17 shoppings”, calcula Gribel. Para isso, serão investidos R$ 280 milhões de recursos próprios da empresa e outros R$ 400 milhões de financiamento bancário. “Então, vamos investir quase R$ 700 milhões neste ano”, informa Gribel.

Atualmente, a Tenco desenvolve, administra, comercializa e é investidora de shoppings. Foi a partir da construção do Ponteio Lar Shopping, em Belo Horizonte, que ela diversificou a atuação.

Os recursos da Tenco vêm de um fundo de investimentos de onde foram captados R$ 1 bilhão. “É o que estamos gastando ano a ano até 2016, e juntamos a isso financiamentos imobiliários. Temos como parceiro o Bradesco, que complementa para fazermos todos esses shoppings”, explica.

Agora, Gribel conta que o trabalho é de investimento até o melhor momento para a Tenco realizar o primeiro lançamento de ações no mercado, o IPO – Oferta Pública Inicial. “O ano-alvo é 2016. Pode acontecer um pouco antes ou um pouco depois. Talvez no fim do ano que vem, se tiver uma janela no mercado, se a Bolsa melhorar”, avisa.

Enquanto isso não acontece, Gribel está satisfeito com os resultados de 2013. Investiu R$ 300 milhões de capital próprio e outros R$ 400 milhões de financiamentos, e a Tenco completou 25 anos. “Foi um marco importante porque também comemoramos dois anos desde o início do nosso fundo de private equity e uma associação com o Pátria Investimentos, o administrador do fundo, em São Paulo”, avalia o empresário.

Se 2014 vai ser um ano bom, o presidente da Tenco está certo que sim. “Estamos num momento muito bom e temos um plano de negócios que estamos realizando desde 2011 com a meta de atingir 32 shoppings”.

Grandes números

475.600 m² de Área Bruta Locável (ABL) já foram construídos pela Tenco em 26 anos

R$ 1 bilhão foi a captação feita pelo fundo de investimentos que a Tenco possui

R$ 700 mi foi o aporte em 2013

R$ 300 mi de capital próprio e R$ 400 mi financiados

Fonte: O Tempo | www.otempo.com.br

Postado por: GBC Engenharia | www.gbcengenharia.com.br

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